a a d o r m e c e r
segunda-feira, 9 setembro 2002é raro, muito raro, falarmos de algo mais do que de nós próprios. podemos fugir, escondermo-nos atrás de uma cortina com um cheiro intenso a naftalina, ou então, atrás de uma árvore qualquer, depois de acenarmos para uma parede repleta de mensagens politizadas. eu não voto, sim?
às vezes caminhamos sem perceber para onde vamos e porque vamos. e mais: não são raras as vezes em que não caminhamos e ficamos tão perto de nada. há quem prefira refugiar-se na sombra de desenhos animados dos finais dos anos setenta e haja quem cante ao desafio desafinando aqui e ali.
sim, penso que não sabes ... olha para ali ::: vês? ::: um pássaro voa sobre nós, mesmo que um baixo estridente esteja a estragar uma canção e tu não esboces um sorriso desde que desistimos de acenar aos pobres de espírito que não te querem bem.
rabisco-te (ao adormecer).
