catorze
segunda-feira, 9 setembro 2002

as janelas fecharam-se no singular. por uma escada descem dois indivíduos mascarados numa estranha e desconcertante fuga. a tempestade deslocou-se lenta e as marcas de bâton no cinzeiro denunciam a escassez de palavras monossilábicas e os desejos feridos nos lençóis breves e frígidos. é nas fotografias em que adormeces e onde há vestígios doces dos teus cabelos, do nosso suor trópico e de sonhos permanentes com sabor a morango. descansamos juntos enquanto a neblina abraça a manhã num sinal claro de que o verão se vai apagando pelo menos até amanhã.


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