onze
segunda-feira, 9 setembro 2002passos cortados, cabelos ao vento e o incenso golpeado de céu em imagens descritas por palavras monocórdicas. deito-me sobre a erva seca, sem luz, iluminado por fogueiras imaginárias e pelo teu saboroso sossego - o que te despe na monotonia dos dias pálidos e de tertúlias silenciosas interrompidas pelo som das cigarras. é quando sentes a água correr que os sentidos adormecem nas palavras que vão saindo menos fluentes até se apagarem no sol de lado nenhum. tu em roupa interior e eu vestido. despido para te agarrar e mostrar que não basta sentir para dizer ou ser. longas e tresloucadas as curvas até chegarmos a(d)onde nunca conseguiremos chegar: ao sumo dos nossos corações.

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