três
segunda-feira, 9 setembro 2002o autocarro partiu e eu aqui, a atravessar a estrada confuso, ao senti-lo arrancar nas minhas costas. restam os vestígios das horas anteriores: os lençóis brancos que nos aconchegaram, a almofada sobre a qual as nossas cabeças repousaram, a toalha em que te embrulhaste e o meu corpo arranhado pelo qual viajaste. regresso aos discos maquilhados e às memórias incendiadas de palácios sinuosos no nosso íntimo infinito. já não me lembro das palavras nem do sol. abraço a tua esplendorosa plasticidade, na certeza que tu respiras e transpiras arte. porque tu és arte.
