à espera do vento
sábado, 4 outubro 2003

cortei-me num bocadinho de papel. olhei pela janela e vi letras desenhadas nas estrelas desfocadas. então cortei-me. não doeu. mas depois vi o sangue. depois vi o sangue pintar o papel. quis fazer um avião de papel para fugir para aí. para ti. liguei o dedo com um trapo e sentei-me no sofá pequenino. pousei o avião em cima da perna. estou à espera do vento. para chegar aí. a ti.

[margarida]


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