(2005/06) Nacional 2 - 2 Vitória Setúbal
sexta-feira, 6 janeiro 2006

Nacional - Vitória Setúbal

Jogo fraco entre as duas melhores defesas da Liga, que terminou com um empate, bastante saboroso para o Vitória de Setúbal, ao marcar dois golos nos cinco remates que efectuou durante toda a partida. O Nacional, ao invés, rematou até mais do que é habitual neste campeonato, mas viu-se obrigado a assumir as despesas do jogo, algo a que não está habituado, como se viu pelo futebol praticado durante a primeira parte. As alterações feitas por Manuel Machado acabaram por ser decisivas na reviravolta no marcador protagonizada pelos madeirenses, mas Lacombe, perto do fim, após jogada individual, conseguiu o empate, que permite aos sadinos chegarem aos 30 pontos no final da primeira volta.

O Nacional, de Manuel Machado, apresentou um 'onze' até aqui inédito, mas na habitual estrutura caseira de 4x3x3. Diego Benaglio foi o guarda-redes ; a defesa de quatro unidades foi formada por Patacas e Alonso nas laterais, e Ricardo Fernandes, de volta à sua posição natural, e Avalós no eixo central da defesa ; a meio-campo, Cléber Monteiro era a unidade mais recuada, apoiado de perto por Chainho, que, em situação ofensiva, procurava desdobrar-se no apoio a Bruno, o médio de características mais ofensivas ; nas alas, Alexandre Goulart, com mais liberdade, e Miguelito, procuravam apoiar André Pinto.

Hélio Sousa, no seu segundo jogo como treinador principal do Vitória Setúbal, não fugiu muito das concepções apresentadas por Luís Norton de Matos, ainda que agora a equipa tenha menos opções, o que o obrigou a recorrer a alguns elementos menos utilizados e jogadores da equipa B - estes para completarem a lista de ideias. A estrutura táctica sadina passou por um 4x5x1 quando a equipa não tinha a posse da bola, que procurava desdobrar-se entre o 4x3x2x1 e o 4x2x3x1, quando recuperava a posse da bola. Sem Moretto, entretanto transferido para o Benfica, Marco Tábuas regressou à baliza, três meses depois de ter sido titular diante da União de Leiria. A defesa de quatro unidades, contou com Veríssimo e Auri no eixo central, ficando Janício e Adalto nas laterais, com o brasileiro a render o lesionado Nandinho. A meio-campo, Ricardo Chaves foi a unidade mais recuada do meio-campo, apoiado por Binho, no centro-direita, e Bruno Ribeiro, no centro-esquerda, com um deles, quando a equipa recuperava a posse de bola, a procurar assumir-se como unidade mais ofensiva do meio-campo. Nas alas, Pedro Oliveira e Franja - apenas pela segunda vez titular - fechavam defensivamente, procurando depois desdobrar-se ofensivamente no apoio a Fábio Hempel, muito solitário na frente do ataque.

[notas:]

. Ainda como 0-0, Manuel Machado, observando a dificuldade do Nacional em libertar-se da teia defensiva montada pelo Vitória de Setúbal, fez a primeira alteração. Retirou Cléber Monteiro, excedentário a meio-campo, face à sua inoperância ofensiva, lançando Nuno Viveiros na ala direita, passando a jogar num 4x2x3x1, com Alexandre Goulart nas costas de André Pinto. Já a perder, ao intervalo, assumiu um 4x4x2 desdobrável em 4x2x4, retirando Alonso para lançar Chillikov, com Miguelito a passar para lateral, ficando as alas para Alexandre Goulart, com liberdade para aparecer em posições mais centrais, e Nuno Viveiros. Ainda em desvantagem, aos 63 minutos, abdicou por fim de Chainho para lançar Serginho Baiano na esquerda, recuando Bruno para médio centro defensivo, com Alexandre Goulart a assumir o papel de '10' e Nuno Viveiros a regressar à direita.

. Já Hélio Sousa pouco ou nada arriscou. Em vantagem no marcador, fez sair Fábio, bastante desgastado, lançando Heitor, muito esforçado, mas pouco produtivo. A dez minutos do fim, com 1-1, abdicou de Franja, já esgotado, para estrear o jovem Pedro Russiano, que passou para lateral, subindo Adalto para a ala esquerda. A perder, por fim, abdicou de Binho para colocar Lacombe como 'nº10', nas costas de Heitor. A aposta resultou e foi dos pés do francês, até aqui pouco utilizado, que saiu o empate sadino.

. Com este empate, o Nacional quebrou um ciclo de três vitórias consecutivas em casa. A equipa de Manuel Machado voltou a sofrer dois golos, algo que não acontecia desde a jornada 2, altura em que os madeirenses receberam a Académica.

. André Pinto chegou aos 10 golos na Liga: terceiro 'bis' da temporada, segundo consecutivo, depois de ter marcado dois golos no Bessa, também na segunda parte. Não deixa de ser um aspecto curioso nos golos do avançado brasileiro esta época: 3 apontados na primeira parte, 7 apontados na etapa complementar.

. Terceiro jogo consecutivo do Vitória de Setúbal sem vencer - pior registo da temporada -, terceiro jogo consecutivo em que os sadinos sofrem golos - o que também acontece pela primeira vez na época. Foi também a primeira vez em que o Vitória de Setúbal sofreu dois tentos num jogo e que não perdeu sofrendo golos.

. Dos 14 jogadores utilizados diante do Nacional, apenas Janício e Ricardo Chaves foram utilizados em todas as partidas. Seis dos jogadores utilizados por Hélio Sousa efectuaram menos de metade dos jogos da equipa até aqui, prova das alterações que o plantel sofreu nas duas últimas semanas de Dezembro.


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Comentários:

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