(2005/06) Jornada 17: Notas tácticas
domingo, 8 janeiro 2006

FC Porto - Boavista

FC Porto 1 - 0 Boavista

FC Porto (Co Adriaanse): Fiel ao 4x3x3. Vitor Baía na baliza ; defesa de quatro com Ricardo Costa e César Peixoto nas laterais, Pepe e Pedro Emanuel no centro da defesa ; meio-campo com três unidades: Paulo Assunção como médio mais defensivo, apoiado, em situação defensiva, pelo médio volante ofensivo Lucho González, que, em posse de bola, apoia o médio mais ofensivo Diego ; Lisandro Lopez e Ricardo Quaresma jogaram sobre as alas, alternando em várias situações, com Hugo Almeida, no lugar do ausente Benni McCarthy, como unidades mais adiantada.
As três alterações efectuadas foram posicionais, situação normal no técnico holandês quando em vantagem no marcador: Marek Cech, apenas pela 3ª vez utilizado, rendeu o lesionado César Peixoto ; Hugo Almeida cedeu o seu lugar a Jorginho, que ocupou uma das alas, obrigando ao deslocamento de Lisandro para uma posição central ; Alan, por fim, rendeu Ricardo Quaresma, colando-se mais à esquerda, com Jorginho no flanco oposto.

Boavista (Carlos Brito): O esquema habitual: entre o 4x2x3x1 com posse de bola e o 4x4x2 sem bola. Carlos foi o guarda-redes ; a defesa de quatro unidades contou com Hélder Rosário - aposta ganha - e Areias nas laterais, enquanto que Cadú e Ricardo Silva - 2º jogo da temporada - formaram a dupla central defensiva. A meio-campo, Tiago e Lucas formaram a dupla de médio mais defensivos, com Manuel José e José Manuel sobre as alas. João Pinto, muito mais 2º avançado do que médio ofensivo, actuou muito próximo de Fary Faye.
Três alterações efectuadas, todas também posicionais. Ao intervalo, Carlos Brito tirou Lucas, penalizado cedo com amarelo, e um apagado José Manuel, lançando Paulo Sousa - estreia do reforço de Inverno - e Paulo Jorge, sem qualquer alteração táctica, ainda que a entrada do ex-Estoril tenha dado maior dinamismo a meio-campo. Já perto do fim, o técnico do Boavista rendeu Fary - tocado - por Cafú, que se posicionou como unidade mais adiantada do conjunto.

Benfica - Paços de Ferreira

Benfica 2 - 0 Paços de Ferreira

Benfica (Ronald Koeman): Primeiro jogo de 2006 com novidades, ainda que não do ponto de vista táctico. O treinador holandês mantém-se fiel ao 4x4x2, entre o 4x2x3x1 sem posse de bola e um 4x2x4 ofensivo. Com menos de uma semana de treinos, Marcelo Moretto foi titular, roubando o lugar a Quim, que em sete jogos para o campeonato, conseguiu manter a baliza inviolada em seis. A defesa de quatro unidades contou com Alcides e Nélson nas laterais, com o luso-cabo-verdiano a regressar à esquerda, onde chegara a ser utilizado no início da época. Anderson e Ricardo Rocha, face à baixa de Luisão, reeditaram a dupla de centrais utilizada diante do Boavista. A meio-campo, Petit, mais fixo, e Beto, mais solto, faziam a dupla de médios centro, com Geovanni e Simão Sabrosa abertos nas alas, no apoio a uma dupla de ataque formada por Nuno Gomes e Miccoli.
As três substituições não trouxeram novidades tácticas: ainda com 1-0, Koeman abdicou de um 'ultra-pesado' Miccoli, estreando Laurent Robert, o que obrigou a uma deslocação de Simão para a direita, enquanto que Geovanni se juntou a Nuno Gomes na frente. Aposta ganha, já que a jogada do golo inicia-se em Robert, prosseguiu em Simão e foi concluida por Geovanni, na sua estreia como goleador na corrente Liga. Depois, Geovanni foi rendido pelo estreante Manduca, que se posicionou na frente de ataque ao lado de Nuno Gomes, agora mais fixo. Por fim, Petit cedeu o seu lugar a Manuel Fernandes nos últimos minutos.

Paços de Ferreira (José Mota): Pela primeira vez esta época, o treinador pacense abdicou do 4x3x3 como estratégia inicial, apostando num esquema que se procurava encaixar nos desdobramentos do adversários: entre o 5x3x2 defensivo e o 4x1x2x1x2 com posse de bola, de forma a ter vantagem numérica a meio campo e fazer face aos dois avançados dos 'encarnados'. Peçanha foi o guarda-redes ; a defesa contou com Mangualde - produto das escolas do Sporting, estreou-se na Liga, face ao castigo do habitual Primo - e Fredy nas laterais, enquanto que João Duarte - pela primeira vez titular -, Emerson e Geraldo - este na dupla missão de 3º central quando a equipa defendia e trinco quando a equipa partia para o ataque - formavam o tridente central defensivo. À frente desta linha, dois médios volantes: Júnior, com mais liberdade, ocupava um espaço entre o centro e a direita, enquanto que Paulo Sousa, que viu o 9º amarelo na Liga, actuava mais fixo, num espaço entre o centro e a esquerda. Júnior Bahia, de regresso aos 'castores' por empréstimo do Marítimo, era o médio mais ofensivo, no apoio à dupla de avançados móveis formada por Didi e Edson, a variarem entre a direita e a esquerda, sempre à procura de diagonais.
Um minuto antes do Benfica chegar ao 0-2, Mota arriscou. Faltava vinte e cinco minutos para o fim e fez a sua equipa regressar ao 4x3x3 habitual, abdicando do central João Duarte, para lançar Edinho na frente, fixando Geraldo a central e Paulo Sousa como médio mais recuada. A aposta saiu furada. Perto do fim, acabou por retirar os 'esgotados' Didi e Edson, fazendo entrar Alexandre, que fortaleceu o meio campo, com Júnior Bahia a descair mais para as alas, e Rui Dolores.


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