ausência (que quase diz um nome)
sábado, 25 novembro 2006

indagamos juntos o silêncio.
a aurora trespassou
as cortinas púrpura
e abrasou os sentidos.
a estrada despertava-nos
como se… sibilasse:
sozinhos – eu e tu.

do outro segmento do traço contínuo,
o jaime imerso
no seu coração
vociferava:
mais vale só do que
sozinho (no meio da multidão)

tu porfiavas o calcanhar do vento,
enquanto que mil e uma vozes
rumorejavam a ausência

que quase diz um nome.
o meu não, o meu não, o meu não, o meu não.

(que quase diz, que quase diz um nome, que quase diz, que quase diz um nome)
(o da sombra, que na gare, depois do mar e antes da ida, arremeda os dias).


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