Sul-Americano Sub-20: 48 jogadores para o futuro (parte um)
quarta-feira, 31 janeiro 2007

Sergio Romero Sergio Romero (Argentina) . 22-2-1987. Racing Club. O melhor guarda-redes do Sul Americano sub-20, realizou uma prova em crescendo, acabando com 4 jogos consecutivos sem sofrer golos e 390 minutos de inviolabilidade, registo de grande qualidade para uma competição com estas características. Totalista da Argentina, somou 810 minutos de competição, fruto de 9 jogos a tempo inteiro, em que sofreu 8 golos e manteve por 5 vezes a sua “baliza virgem” – diante da Venezuela, na 1ª fase, e de Paraguai, Chile, Colômbia e Uruguai, na fase final da prova. Presença regular nas selecções inferiores argentinas, já deu nas vistas no último Mundial sub-17, sendo, desde aí, seguido por vários clubes europeus, que viram o “apetite” aguçar-se depois deste reaparecimento a grande nível numa competição internacional. No Racing Club ainda não teve oportunidade de se estrear em jogos oficiais pela equipa principal, com quem trabalha há dois anos, tendo já sido suplente não utilizado em vários jogos da principal Liga argentina. Muito forte fora dos postes, revela uma grande eficácia nas saídas por alto, tirando partido da sua excelente constituição física – 1.92/87 -, que lhe garante firmeza e segurança a atacar a bola, como também uma boa leitura dos lances, antecipando-se, de forma inteligente, às movimentações dos adversários. Para além disso, gosta de desempenhar a função de libero, colocando-se, quando a sua equipa está com a posse de bola, à entrada da sua área, mostrando-se sempre atento às bolas perdidas, até porque demonstra uma grande facilidade a jogar com os pés, lançando, com precisão, tanto com as mãos como com os pés, iniciativas ofensivas. O seu principal problema acaba por ser a colocação entre postes: gosta de jogar adiantado e assume esse risco, que faz com que seja, em algumas ocasiões, surpreendido por remates de fora da área. Contudo, é muito ágil e elástico, o que lhe permite protagonizar algumas defesas de elevado grau de dificuldade e altíssimo aparato, ainda que possa moderar alguma tendência para procurar dar espectáculo.

Cássio Cássio Ramos (Brasil) . 6-6-1987. Grêmio Porto Alegre. Começou o Sul-Americano como suplente, mas acabou-o como titular, estatuto que agarrou após a partida diante do Paraguai, a última da primeira fase, em que teve a oportunidade de se estrear, mostrando, desde logo, um nível superior ao do seu “rival” Muriel, guarda-redes do Internacional de Porto Alegre. Esteve 540 minutos na baliza do Brasil no Sul-Americano 2007, representativos de 6 jogos como titular – todos completos -, em que sofreu 6 golos e viu 1 cartão amarelo, acabando o torneio com 2 “balizas virgens” consecutivas, diante de Paraguai e Colômbia, depois de ter também parado uma grande penalidade de Cavani, no Brasil-Uruguai, da antepenúltima jornada da segunda fase. Guardião do Grêmio de Porto Alegre, já teve a oportunidade de se estrear, a temporada passada, na Série A do Brasileirão, jogando alguns minutos diante do Fluminense, em Outubro de 2006. Contudo, a aposta não teve continuidade e Cássio espera agora, no Campeonato Gaúcho 2007, ter mais oportunidades. Extremamente dotado do ponto de vista físico – 1.95/92 – mostra argumentos pouco habituais nos guardiões brasileiros, saindo bem dos postes, quer pelo chão – é forte no um para um com os avançados adversários e destemido a atacar a bola -, quer pelo ar, onde mostra à vontade, ainda que possa melhorar, em algumas ocasiões, o tempo de saída, aspecto onde denota algumas deficiências. Forte entre postes, apesar da estrutura física, revela-se extremamente ágil e elástico, controlando bem toda a baliza, chegando com rapidez e facilidade a ambos os cantos, protagonizando algumas defesas de elevado grau de dificuldade. Muito comunicativo, mostra capacidade de liderança e corrige, frequentemente, o posicionamento dos seus colegas do sector defensivo. É, também, rápido a sair para iniciativas ofensivas, lançando alguns lances de contra-ataque. Pode melhorar a sua colocação, já que tem uma tendência excessiva para jogar adiantado, o que dificulta a sua acção, sobretudo em remates de fora da área.

Libis Arenas Libis Arenas (Colômbia) . 12-5-1987. Envigado FC. Pretendido por diversos clubes europeus, o guardião colombiano realizou uma 1ª fase de Sul-Americano de altíssimo nível, com prestações fantásticas diante de Argentina (vitória 2-1), Uruguai (derrota 0-1) e Equador (vitória 1-0). Contudo, uma desastrosa exibição diante do Chile (derrota 0-5) e outro jogo menos conseguido diante do Uruguai (derrota 0-2), na segunda fase da prova, acabaram por fazer com que perdesse a titularidade para David Ospina. Ao todo, somou 5 jogos como titular, representativos de 450 minutos de utilização -, sofrendo 9 golos e mantendo por uma vez a “baliza virgem”. Guardião do Envigado FC, estreou-se com apenas 17 anos na principal Liga da Colômbia, mas ainda não se fixou como titular, sendo, por norma, o suplente de Janer Serpa, que se transferiu recentemente para o Tolima. É um guardião com boa constituição física – 1.86 / 80 – e com experiência a nível internacional, pois já participou, como titular, no Mundial Sub-20 de 2005, onde sofreu 4 golos em 4 jogos, e no Mundial Sub-17 de 2003, onde fez 6 jogos, ajudando a Colômbia a chegar ao 4º lugar da prova. Trata-se de um guarda-redes muito ágil e com grandes reflexos, capaz de intervenções de grande nível entre postes, tanto por cima como por baixo. Muito elástico, chega com facilidade a ambos os postes, mas pode trabalhar mais a colocação, aspecto onde, em algumas situações, revela algumas carências. Fora dos postes, mostra grande à vontade nas saídas aéreas, ainda que tenha tendência para socar a bola e raramente procurar desfazer cruzamentos de forma completa. Arrisca muito, mesmo fora da pequena área, o que faz com que cometa alguns erros. Nas saídas aos pés dos adversários mostra-se rápido, corajoso e decidido, para além de segurar bem a queda. Tem capacidade de liderança, comandando, por vezes com alguns exageros, o seu sector defensivo. É rápido a lançar ataques: tem um lançamento manual longo, colocando a bola a larga distância ; possui um pontapé forte e muito alto, colocando, quase sempre, a bola numa posição central, a meio do meio campo adversário.

Amaral Amaral (Brasil) . 5-9-1987. Palmeiras. Titularíssimo na selecção brasileira, efectuou as 9 partidas da sua Selecção no Sul-Americano, somando 794 minutos de utilização, em que apenas viu um amarelo, fruto de 8 jogos completos e 1 incompleto. Jogador revelado pelo Fortaleza, onde se impôs como titular, na Série A do Brasileirão, com apenas 17 anos, foi contratado há um ano pelo Palmeiras, clube que já representou em 11 ocasiões na divisão maior do futebol brasileiro. Lateral direito extremamente ofensivo, faz com grande facilidade todo o corredor, transformando-se, em acção de ataque, em médio ala ou extremo direito. Na segunda fase da competição, foi utilizado também a lateral-esquerdo, adaptando-se bem à função, de forma a suprir a ausência de Carlinhos, devido a castigo. Muito rápido e com grande capacidade de aceleração, desdobra-se bem em acções de ataque, mostrando facilidade em assumir jogo pelo flanco. Dotado de um potencial técnico interessante, perde-se, em algumas ocasiões, em adornos, que acabam por fazer com que seja desarmado, perdendo objectividade. Deve ganhar uma maior regularidade a nível do passe e dos cruzamentos, mas, sobretudo no último item, já revela pormenores muito interessantes. Apesar de frágil fisicamente – 1.66/58 -, apresenta uma boa condição física que lhe permite fazer todo o corredor ao longo do jogo. Do ponto de vista defensivo necessita de evoluir, de forma a ganhar uma consistência maior: para já, revela-se mais à vontade na defesa de posições exteriores, onde não é fácil batê-lo em velocidade, do que na defesa de espaços interiores, onde revela limitações, quer no futebol aéreo, quer na marcação.

Gabriel Mercado Gabriel Mercado (Argentina) . 18-3-1987. Racing Club. Começou a prova como suplente, não tendo sido utilizado nas duas primeiras partidas da Argentina, mas o fraco rendimento de Miguel Ángel Torren, abriu-lhe as portas da titularidade, jogando preferencialmente como lateral-direito, num esquema de quatro defesas, mas também como central pela direita, num esquema com três centrais. Ao todo, realizou 5 jogos como titular, 4 deles completos, totalizando 424 minutos de competição, em que viu 3 amarelos e 1 vermelho por acumulação, diante do Paraguai, já na 2ª fase, e que o obrigaram a falhar as partidas diante de Chile e Uruguai na fase decisiva da competição. No Racing Club ainda não fez a sua estreia na equipa principal, apesar de já ter sido convocado para alguns jogos da Liga argentina. Defesa polivalente, pode jogar como lateral-direito ou a defesa-central pela direita, num esquema com dois ou três centrais, que é a sua posição de origem. Jogador de características defensivas, preocupa-se quase que exclusivamente em cumprir do ponto de vista defensivo, mostrando-se forte do ponto de vista físico – 1.80/71 -, aliando uma boa capacidade de choque com um bom jogo aéreo, que lhe permite garantir competência na defesa de posições interiores, como também exteriores, revelando um bom poder de desarme e capacidade para jogar na antecipação, ainda que se revele extremamente contundente e agressivo na abordagem aos lances, o que lhe custou vários cartões ao longo da prova. A nível ofensivo é muito pouco participativo, raramente penetrando no meio-campo adversário. Razoável no passe – mais eficaz no curto do que no longo -, efectuou muito poucos cruzamentos ao longo da competição, não mostrando grandes atributos a esse nível.

Dagoberto Currimilla Dagoberto Currimilla (Chile) . 26-12-1987. Huachipato. Jogador polivalente, capaz de desempenhar diferentes tarefas sobre a ala direita, foi utilizado em 6 jogos como titular, mas apenas completou um jogo, tendo sido substituído em 5 ocasiões, a que juntou ainda uma partida como suplente utilizado, totalizando 511 minutos de utilização. Viu 3 cartões amarelos, o que fez com que falhasse o último jogo diante do Paraguai, devido a castigo. Revelação da temporada 2005 no futebol chileno, justificou chamada à selecção principal do seu país, pela qual se estreou, com apenas 18 anos, num particular diante da Nova Zelândia. Depois de apontar 3 golos em 28 jogos na Liga 2005, perdeu um pouco de espaço na época passada, onde apontou 1 golo em 16 jogos, sendo que só 2 foram na condição de titular. Médio ala direito de origem, pode também desempenhar funções interiores pela direita, como também fazer todo o corredor, como volante lateral, num esquema com três centrais, algo que aconteceu na maior parte dos jogos do Chile no Sul-Americano. É um jogador destro, algo franzino, com claras características ofensivas, mas disponível também para trabalhar defensivamente, mostrando capacidade de luta e de pressão, notando-se que se sente mais à vontade a jogar na antecipação do que nos lances corpo a corpo. Rápido, desmarca-se ou progride com facilidade pelo seu flanco, mostrando uma boa capacidade no passe lateral, mas falta-lhe uma maior regularidade e acerto a nível dos cruzamentos, tanto em bola parada como em bola corrida, já que alterna o bom com o mau com demasiada frequência. Revelou algumas limitações de ordem física, sentindo dificuldades em completar os 90 minutos, como também se mostrou um jogador irregular e intermitente, que desaparece com alguma facilidade dos jogos.

Martín Cáceres Martín Cáceres (Uruguai) . 7-4-1987. Defensor Sporting. O melhor defesa-central do Sul-Americano 2007, foi titular, a tempo inteiro, em 7 das 9 partidas do Uruguai na prova, falhando, por castigo, as duas partidas diante da Argentina, já que completou 2 séries de cartões amarelos, uma em casa fase. Assim, totalizou 630 minutos de competição, em que não marcou qualquer golo. Revelação da primeira fase do Campeonato uruguaio, impôs-se como titular do Defensor Sporting, pelo qual marcou 4 golos em 14 partidas na Liga, confirmando no Sul-Americano as boas exibições protagonizadas no último semestre de 2006, que o deverão conduzir em breve ao futebol europeu. Apesar de não apresentar grandes argumentos de ordem física – 1.79/75 -, trata-se de um defesa-central agressivo – por vezes em demasia, aspecto que deverá moderar -, com capacidade nos lances corpo a corpo, para além de se evidenciar muito forte na marcação e extremamente inteligente do ponto de vista posicional, transmitindo enorme segurança. Rápido sobre a bola, joga com grande facilidade na antecipação, para além de evidenciar um excelente poder de desarme, tanto pelo chão como pelo ar, pois apesar de não ser muito alto, domina o espaço aéreo, tirando partido de um muito bom poder de impulsão e tempo de salto, que lhe permite igualmente criar perigo em lances de bola para ofensivos. Do ponto de vista técnico apresenta também argumentos muito interessantes, mas não gosta de arriscar, e quando é necessário joga feio. Contudo, se tem oportunidade ou espaço para o fazer, sabe sair a jogar, assumindo a primeira fase de construção, mostrando boa visão de jogo e boa capacidade de passe, não só curto, mas também médio e longo, quando procura um futebol mais directo.

Nicolás Larrondo Nicolás Larrondo (Chile) . 4-10-1987. Universidad de Chile. Titular em 8 dos 9 jogos do Chile nesta competição, apenas não completou a partida diante do Brasil, na 2ª fase, por ter sido expulso por duplo-amarelo, curiosamente no único jogo em que foi admoestado, o que o afastaria da partida diante da Argentina (0-0). Apontou 3 golos no Sul-Americano - 2 diante da Bolívia (1ªfase) e 1 diante da Colômbia (2ª fase) – como também 1 auto-golo, diante do Peru, na primeira fase da competição, em 687 minutos de utilização. Presença pouco regular na equipa principal do seu clube, soma apenas 7 jogos – 6 deles como titular – na principal equipa da Universidad de Chile. Central pela direita, enquadra-se bem num esquema com dois ou três centrais, mostrando-se sólido nos processos defensivos, tanto em acções de marcação como numa missão mais solta, onde sabe tirar partido de um bom sentido posicional, mas é também um defesa eficaz em acções de desarme e a jogar na antecipação. Forte no jogo aéreo, mostrou um bom controlo do espaço aéreo em acção defensiva, surpreendo pelo potencial no jogo de cabeça na área adversária, que lhe acabou por valer três golos. Sem grandes alaridos do ponto de vista técnico, opta, quase sempre, por processos simples e práticos, nunca complicando.

Carlos Tordoya Carlos Tordoya (Bolívia) . 31-7-1987. Arsenal Sarandí. Titular nas 3 primeiras partidas da Bolívia no Sul-Americano, esteve ausente do 4º jogo, diante do Peru, devido a castigo, pois foi expulso diante do Brasil, no único jogo em que foi admoestado, acabando por totalizar 244 minutos de utilização na competição, em que se destacou como a melhor unidade da selecção da Bolívia, que capitaneou. Ainda não efectuou a sua estreia pelos argentinos do Arsenal Sarandí, clube que tem vindo a representar nas reservas e para o qual se transferiu depois de ter completado a formação no Rosario Central, que o descobriu na Academia Tahuichi, na Bolívia, falando-se de um eventual regresso ao seu país para representar o Bolívar. É um defesa-central agressivo e pressionante, bem constituído do ponto de vista físico – 1.83/73 -, que acaba por se impor com facilidade nos confrontos físicos, mostrando-se talhado para acções de marcação, até porque é eficaz no desarme, tanto pelo chão, como pelo ar, até porque é um defesa forte no futebol aéreo, mas que poderá tornar-se mais acutilante em bolas paradas ofensivas. Dotado também de um bom sentido posicional, mostra capacidade de liderança e voz de comando no sector defensivo, para além de potencial a empurrar a equipa para a frente, saindo a jogar de cabeça levantada.

Federico Fazio Federico Fazio (Argentina) . 17-3-1987. Ferrocarril Oeste. Titular nos dois primeiros jogos da Argentina no Sul-Americano, perdeu o lugar após uma exibição menos conseguida diante da Colômbia, jogo em que até marcou um golo – o seu único na competição -, mas recuperá-la-ia na fase final da prova, onde apenas falhou a última partida, frente ao Uruguai, devido a castigo. Somou 6 jogos, todos como titular, sendo que 5 foram completos, representativos de 529 minutos de competição, tendo visto 3 cartões amarelos. Contratado pelo Sevilha, que ficou convencido com as suas prestações ao longo da prova, dará um “salto” da Nacional B argentina, onde era titular da equipa do Ferrocarril Oeste - 17 jogos, em que viu 2 cartões vermelhos -, para a Liga espanhola. Defesa-central destro e marcador, destaca-se por ser muito forte do ponto de vista físico – 1.95/85 -, duro – por vezes, excessivamente agressivo, algo que deve moderar – e forte nas lutas corpo a corpo, onde se impõe com grande facilidade, para além de revelar um bom poder de desarme e um muito interessante poder de antecipação, que acaba por compensar alguma dureza de rins, sobretudo quando os adversários aparecem vindos de trás para a frente em velocidade, e algumas deficiências a nível posicional, aspecto que por certo limará com trabalho específico em Sevilha. Muito forte no jogo aéreo, revela-se insuperável pelo ar a nível defensivo, como também perigoso em acção ofensiva, sobretudo a conquistar bolas, pois necessita de aprimorar a sua técnica de cabeceamento em direcção à baliza. Tecnicamente não se trata de um jogador muito dotado, mas opta, quase sempre, por processos simples e práticos, ainda que possua um pontapé muito forte, que lhe permite colocar a bola a larga distância, mas pode melhorar a precisão no passe.

David David (Brasil) . 21-5-1987. Palmeiras. Teve uma passagem curta pelo Sul-Americano 2007, mas suficiente para se mostrar como o melhor defesa-central do Brasil na competição, apesar de ter começado a prova como 4ª opção para o lugar. Efectuou 3 jogos como titular – completou apenas um – totalizando 203 minutos de utilização, em que marcou um golo, diante do Uruguai, na 2ª fase. No único jogo em que foi admoestado – diante do Paraguai, na 2ª fase -, acabou por ser expulso, por duplo amarelo, numa altura em que tinha conquistado a titularidade. Defesa central destro, evidencia uma capacidade física imponente – 1.87/82 -, que lhe permite impor-se nos lances divididos com grande facilidade, ainda que em alguns casos abuse do contacto com os adversários, tornando-se excessivamente faltoso, o que lhe custou a expulsão diante do Paraguai. Contudo, trata-se de um defesa muito eficaz no desarme, tanto pelo chão como pelo ar, tirando partido de um bom tempo de entrada aos lances e de um bom jogo aéreo, mostrando-se impetuoso na abordagem aos lances, o que o deixa também à vontade a jogar na antecipação, pois é um defesa rápido, o que o coloca num patamar superior ao de Thiago Heleno e Eliézio, dois centrais lentos e duros de rins, com características muito próximas. Do ponto de vista técnico e a nível do controlo de bola apresenta algumas limitações, que procura compensar jogando de forma simples e prática, não procurando fazer aquilo que não sabe. Mostrou presença na área adversária na sequência de lances de bola parada, onde soube tirar partido do seu bom jogo aéreo.

Carlos Zambrano Carlos Zambrano (Perú) . 10-7-1989. Schalke 04. Defesa-central, de apenas 17 anos, apenas somou 180 minutos de utilização no Sul-Americano 2007, fruto de 2 jogos a titular, diante de Brasil e Chile, em que viu 2 cartões amarelos. Contudo, a sua ausência nos jogos diante de Paraguai – opção – e Bolívia – castigo – acabou por se revelar determinante para a falta de coesão defensiva dos peruanos, que saíram de competição com 4 derrotas em 4 jogos. Jogador do Schalke 04, foi contratado pelo conjunto alemão após uma excelente participação no Mundial sub-17 de 2005, e encontra-se incorporado na formação sub-19, onde rapidamente se afirmou como líder, apesar de ter estado algum tempo afastado devido a uma grave lesão, que ficou bem debelada. É um central com enorme potencial, provavelmente o segundo melhor da competição, logo atrás de Martín Cáceres, isto apesar da paupérrima campanha peruana no Sul-Americano. Muito forte do ponto de vista físico e difícil de bater no um para um, trata-se de um defesa que joga com igual à vontade na marcação ou solto, revelando um bom sentido posicional, como também rapidez e agressividade na abordagem aos lances, que faz com que corte inúmeras linhas de passe, tirando partido de um muito bom poder de antecipação e capacidade de pressão, já que sai com inteligência e eficácia de posição. Forte no desarme, tanto pelo chão como pelo ar, deve, no entanto, moderar os seus ímpetos agressivos na abordagem a alguns lances, mas trata-se de um central contundente e que não gosta de perder, destacando-se também por possuir uma capacidade de liderança pouco comum num jogador tão jovem. Do ponto de vista ofensivo, aparece bem na área adversária na sequência de lances de bola parada, como também sabe sair a jogar, assumindo uma primeira fase de construção de jogo ofensivo, mostrando uma muito interessante capacidade de passe.

Cristián Suarez Cristián Suárez (Chile) . 6-2-1987. Unión San Filipe. Titularíssimo no eixo central da defensiva do Chile efectuou os 9 jogos da sua selecção no Sul-Americano, todos como titular e a tempo inteiro: não marcou qualquer golo em 810 minutos de competição, tendo visto 2 cartões amarelos. Habitual titular do Unión San Filipe, emblema da 2ªDivisão do Chile, é pretendido por vários clubes da divisão maior do futebol chileno. Defesa destro, mas não totalmente cego de pé esquerdo, destaca-se pela capacidade defensiva e poder físico: bom marcador, dá poucos espaços ao seu adversário directo, impondo-se, por norma, nos lances divididos, ainda que, em algumas ocasiões, abuse um pouco do contacto físico, revelando-se algo faltoso e demasiadamente agressivo na abordagem aos lances. Sente-se, no entanto, menos à vontade, quando é obrigado a disputar lances em velocidade, mostrando alguma lentidão, que procura ludibriar com um razoável posicionamento e o seu habitual poder de choque. Forte no jogo aéreo, mostrou-se mais à vontade do ponto de vista defensivo do que ofensivo, onde deve tornar-se mais acutilante na procura da baliza adversária na sequência de lances de bola parada. Do ponto de vista técnico não é um jogador muito dotado: contudo, não complica, e opta, quase sempre, por processos simples, mas deverá trabalhar a capacidade de passe e evitar a sua tendência natural para procurar um futebol directo, de forma a poder atingir outro patamar.

Matías Cahais Matías Cahais (Argentina) . 24-12-1987. Boca Juniors. Capitão da selecção argentina de sub-20, foi titular em 8 dos 9 jogos da Argentina no Sul-Americano 2007, só falhando a partida diante da Colômbia, por castigo, na sequência da expulsão, no período de descontos, na partida frente ao Chile. Totalizou 720 minutos de competição, marcando 2 golos, ambos na 2ª fase: um frente ao Brasil e outro diante do Paraguai, que valeu uma vitória por 1-0. Para além do cartão vermelho por acumulação de amarelos, viu um cartão amarelo durante a competição. Apesar de apontado como um dos centrais promissores do futebol argentino, ainda não se conseguiu impor na primeira equipa do Boca Juniors, isto apesar de ter feito a sua estreia com 17 anos, marcando um golo ao Almagro (derrota 2-3). É um central canhoto, que confirmou neste Sul-Americano, as excelentes indicações dadas no último Torneio de Toulon: apesar de não se tratar de um central rápido e de se mostrar algo duro de rins, o que o deixa demasiado exposto quando tem pela frente adversários mais rápidos, sabe tirar partido de um bom sentido posicional e da sua capacidade física para se impor, atacando a bola com grande contundência e mostrando-se forte na antecipação, ainda que, em algumas ocasiões, se revele extremamente duro. É, também, muito forte no futebol aéreo, não só em situação defensiva, como também em ofensiva, tratando-se de um jogador muito perigoso na sequência de lances de bola parada. Líder, apesar da sua juventude mostra já uma personalidade muito forte, dando instruções e coordenando as operações defensivas. Elegante, sabe sair a jogar, mostrando capacidade para assumir uma primeira fase de construção.

Carlinhos Carlinhos (Brasil) . 23-1-1987. Santos. Lateral-esquerdo, estava a realizar uma prova muito boa até ser expulso diante do Chile, na sequência dos confrontos entre jogadores das duas equipas na fase final do jogo da 2ª fase, que acabou por lhe custar o afastamento de duas partidas da segunda fase. Assim, totalizou 556 minutos de utilização, fruto de 6 jogos como titular e de 1 como suplente utilizado, em que viu 1 cartão amarelo e 1 cartão vermelho. Presença cada vez mais regular na primeira equipa do Santos, Carlinhos, que já foi chamado à Selecção principal, soma 2 golos em 24 partidas na Série A do Brasileirão, desde que se estreou, em Junho de 2005, com apenas 18 anos, diante do Fortaleza. Lateral de forte propensão ofensiva e boa condição física, que lhe permite fazer todo o flanco, é dotado de um belo pé esquerdo e transforma-se, à semelhança de Amaral, num autêntico médio-ala/extremo em situação ofensiva, mas mostra-se mais eficaz nos processos defensivos do que o seu compatriota, revelando um maior conhecimento táctico e maior eficácia, tanto na defesa de posições interiores como exteriores, onde, ainda assim, se sente mais à vontade. Do ponto de vista ofensivo, é um lateral rápido, com bom toque de bola e remate potente, tanto em bola parada como em bola corrida. Eficaz nos cruzamentos, coloca a bola com facilidade e precisão na área, proporcionado aos avançados várias assistências para finalização. Deve, no entanto, moderar um pouco a sua tendência para individualizar as jogadas, que acaba por lhe retirar objectividade nas acções, assim como ganhar maior consistência no passe, onde alterna o bom com o mau com relativa frequência, fruto de alguma precipitação.

Gonzalo García Gonzalo García (Argentina) . 6-2-1987. Racing Club. Defesa extremamente regular, foi titularíssimo na lateral-esquerda da selecção argentina, onde se esperava a presença de Emiliano Insúa, jogador dos ingleses do Liverpool, que ficou remetido à condição de suplente. García efectuou 8 partidas, todas completas, totalizando 720 minutos de competição, em que viu 2 cartões amarelos, que acabariam por afastá-lo da partida diante do Uruguai, a última da competição. Já teve a oportunidade de se estrear pela equipa principal do Racing, realizando uma partida diante do Banfield, em Novembro passado. É um jogador que se destaca pela regularidade, mostrando, apesar de alguma fragilidade do ponto de vista físico – 1.70 / 64 -, uma boa capacidade do ponto de vista defensivo, sobretudo na defesa de espaços exteriores, onde não é fácil batê-lo, pois trata-se de um jogador muito lutador e pressionante, com argumentos interessantes no desarme e que não é fácil de bater em velocidade, até pela sua entrega total ao jogo. Em espaços interiores, mostra conhecimentos tácticos interessantes, fechando dentro, mas tem algumas dificuldades no futebol aéreo, que procura compensar com o seu sentido posicional e capacidade para jogar na antecipação. Do ponto de vista ofensivo não arrisca muito, subindo apenas pelo seguro. Quando sobe, utiliza quase sempre processos simples, mostrando-se pouco acutilante, mas muito “certinho”, nunca procurando fazer aquilo que não sabe.

Carlos Carmona Carlos Carmona (Chile) . 21-2-1987. Coquimbo. Pêndulo e “capitão” da selecção chilena, foi um dos totalistas da competição, ao somar 810 minutos de utilização, correspondentes a 9 jogos como titular e a tempo inteiro, em que não marcou qualquer golo e viu 2 cartões amarelos. Presença regular na primeira equipa do Coquimbo, soma já 47 jogos pela formação principal na divisão maior do futebol chileno, tendo apontado 2 golos. Jogador polivalente pode actuar mais sobre o centro ou aberto à esquerda, desempenhando funções de volante-lateral, ainda que, nessa posição, tenha uma grande tendência a deslocar-se para o centro e não progredir pela faixa, até porque mostra pouco potencial com o pé esquerdo. É um jogador lutador, que sabe fechar e ocupar os espaços, para além de sair bem a jogar, mostrando uma boa visão de jogo e capacidade de passe, mais à base do curto, fazendo a bola circular de forma inteligente. Pouco incisivo nos últimos metros, raramente procura a baliza em bola corrida, mas mostra-se um jogador eficaz a bater livres laterais, colocando a bola com grande facilidade na área, como também em livres directos descaídos para o centro-esquerda, de forma a tirar partido do seu remate de pé direito.

Gary Medel Gary Medel (Chile) . 3-8-1987. Universidad Católica. Médio defensivo chileno, pareceu começar o Sul-Americano a acusar um défice físico, mas fez uma competição em crescendo – boas exibições diante de Brasil e Argentina, na 2ª fase -, ainda que tenha pago o preço de um temperamento demasiado quente, ao falhar 2 jogos devido a castigo (Colômbia e Uruguai, na 2ª fase). Foi utilizado em 7 jogos, 6 dos quais como titular – 4 completos, 2 substituído – e 1 como suplente utilizado, totalizando 464 minutos de utilização, em que viu 3 cartões amarelos e 1 vermelho por acumulação, diante do Peru, pouco depois da meia hora de jogo. Promovido à equipa principal da Universidad Católica durante a temporada 2006, realizou apenas um jogo pela formação principal, diante da Universidad Chile (derrota 0-1), mas este ano deverá ter mais oportunidades. Jogador de grande disponibilidade física, ressentiu-se, na primeira fase da competição, de algum défice a esse nível, mas com os jogos foi ganhando “pulmão” e mostrou uma assinalável capacidade de pressão e eficácia nos processos de destruição de jogo. Apesar de algo baixo – 1.70 -, o que faz com que não se sinta particularmente à vontade no futebol aéreo, mostrou-se muito forte no jogo pelo chão: bom marcador, forte no desarme pelo chão e eficaz a jogar na antecipação, aliando um bom sentido posicional a uma agressividade, por vezes, excessiva na abordagem aos lances, algo que deverá rever com urgência, pois perde a cabeça com excessiva facilidade. Do ponto de vista ofensivo é pouco participativo, raramente ultrapassando a linha de meio-campo. Ainda assim, quando chamado a intervir, não procura fazer o que não sabe: joga simples e prático, mostrando capacidade no passe curto e a lateralizar.

Ever Banega Ever Banega (Argentina) . 29-6-1988. Boca Juniors. Já apontado como uma das maiores promessas do futebol argentino e sucessor de Fernando Gago no Boca Juniors, onde ainda não se estreou pela equipa principal, Banega deu mostras do seu grande talento durante o Sul-Americano, ainda que a sua prestação, sobretudo na segunda fase da prova, se visse condicionada com um problema físico, que o afastou do jogo contra a Colômbia, acabando por acusar alguma irregularidade. Ao todo, realizou 7 jogos como titular, 5 dos quais completos, representativos de 591 minutos de utilização. Viu dois cartões amarelos, que acabaram por afastá-lo da partida diante do Brasil, com que a Argentina iniciou a segunda fase da competição. É um jogador que apesar da juventude e da falta de experiência no futebol profissional mostra já um conhecimento elevado do lado táctico do jogo, mostrando competência nos processos defensivos e ofensivos desde o centro do terreno. Eficaz nos processos defensivos, a sua cultura táctica permite-lhe recuperar várias bolas, através de cortes da linha de passe, mas não é tão eficaz a nível do desarme, sobretudo em lances corpo a corpo, onde sentiu muitas dificuldades para se impor, até porque é algo leve, e o levou a cometer algumas faltas. O seu jogo ganha outra dimensão com a bola nos pés. Assim que recupera a bola ou lhe fazem chegar, sabe o que fazer a seguir, mostrando uma boa capacidade organizativa, tirando partido de um bom controlo de bola e de uma boa visão de jogo, para além de uma grande facilidade na selecção e execução dos passes – curtos, médios ou longos -, quase sempre a encontrarem o destino desejado. Tecnicamente mostrou também ser bastante dotado, rodando muito bem sobre os adversários e ganhando lances no um para um, mas faltou-lhe um pouco mais de atrevimento para entrar no último terço de campo, aspecto em que se revelou tímido. Necessita também de ganhar uma maior dimensão física, mas os problemas que o afectaram nesse capítulo, terão condicionado o seu rendimento.

Claudio Yacob Claudio Yacob (Argentina) . 18-7-1987. Racing Club. Suplente não utilizado na desastrosa partida de estreia diante do Equador (1-1), Hugo Tocalli não hesitou em chamá-lo à equipa titular na partida seguinte, diante da Colômbia, e Yacob não mais perdeu o lugar. Titular a tempo inteiro em 8 jogos do Sul-Americano, totalizou 720 minutos de utilização, em que apenas viu 1 cartão amarelo, afirmando-se como um “pêndulo” da zona central do meio-campo argentino. Já teve a oportunidade de realizar dois jogos pela formação principal do Racing, em Novembro e Dezembro passado, mais ainda não se estreou como titular, o que deverá acontecer na segunda metade da época argentina. É um médio de características defensivas, que actua mais fixo do que Banega, e cuja acção é mais posicional e de destruição do jogo do adversário. Muito regular, raramente perde a posição, dando segurança à equipa, pois é muito lutador e pressionante, revelando um enorme “pulmão”. Muito forte em acções de recuperação, alia uma boa capacidade de desarme a um bom poder de antecipação, tirando também partido de uma boa capacidade física – 1.81 / 73 -, que lhe permite impor-se em lances corpo a corpo. Apesar de impetuoso, não faz faltas disparatadas, mostrando até aí um elevado sentido táctico. Do ponto de vista ofensivo, trata-se de um jogador limitado, até porque tecnicamente mostra poucos argumentos. Opta, assim, por jogar de forma simples, quase sempre à base de passes curtos, raramente incorporando acções de ataque, quer em acções com bola, quer sem bola.

Maurício Isla Maurício Isla (Chile) . 12-6-1988. Universidad Católica. Jogador polivalente foi utilizado no eixo central do meio-campo da formação chilena, mas também como central, o que aconteceu diante da Argentina, para suprir a ausência de Larrondo, de forma a completar o tridente defensivo que caracterizou os chilenos, já que José Sulantay apostou num 3x5x2, ou a volante lateral. Jogou 7 das 9 partidas do Chile no Sul-Americano, totalizando 575 minutos de utilização, fruto de 5 jogos completos e de 2 incompletos. Marcou 1 golo, logo na estreia, diante do Brasil, e viu 2 amarelos, que lhe valeram uma partida de suspensão ainda na primeira fase. Sem espaço, até ao momento, na formação principal da Universidad Católica, aguarda oportunidade para se estrear em 2007, o que deverá acontecer muito em breve, pois mostra “madeira” para se tornar numa referência a médio-prazo do futebol chileno. Extremamente elegante e inteligente, demonstra uma polivalência assinalável, que alia a um excelente jogo posicional, mostrando conhecimento dos terrenos que pisa, tanto na defesa como a meio campo. Forte nos processos defensivos, trata-se de um jogador eficaz a nível do desarme, pois, apesar de não se tratar de um jogador que promova muito situações de choque, mostra-se extremamente eficaz a cortar linhas de passe e a jogar na antecipação, para além de evidenciar um bom tempo de entrada aos lances. Contudo, o seu potencial eleva-se com a bola nos pés: assim que recupera uma bola ou lhe fazem chegar o esférico, sabe o que fazer a seguir. Elegante na forma como conduz jogo, joga de cabeça levantada e com a bola colada ao pé direito, mostrando capacidade técnica interessante, e, sobretudo, uma boa leitura de jogo, percebendo muito bem as movimentações/desmarcações dos seus colegas, para além de rapidez, tanto na movimentação como na execução, e grande qualidade no passe: não só curto e médio, como também longo, onde se poderá tornar, no entanto, mais acutilante. Forte a romper de trás para a frente, com ou sem bola, aparece também em zona de finalização, dentro da área ou à entrada desta, mostrando um bom remate de pé direito, como também alguma capacidade no futebol aéreo, que poderá desenvolver.

Lucas Leiva Lucas Leiva (Brasil) . 9-1-1987. Grêmio Porto Alegre. Sobrinho do craque “Leivinha”, bi-campeão brasileiro pelo Palmeiras na década de 70 e antigo jogador do Atlético Madrid, onde era conhecido por “Príncipe”, Lucas Leiva foi outra das grandes figuras da competição, o melhor jogador do Brasil, decisivo na condução da formação brasileira à conquista do Sul-Americano de sub-20. Capitão e pêndulo da selecção brasileira, foi um dos totalistas da prova, ao somar 810 minutos de utilização, representativos de 9 jogos completos, no quais somou 4 golos – 2 na primeira fase, ambos diante do Peru, que valeram a vitória 2-1 ; 2 na segunda fase, diante de Argentina e Colômbia – e viu apenas 1 cartão amarelo. Titular indiscutível do Grêmio de Porto Alegre, no ano do regresso à divisão maior do futebol brasileiro, totalizou 4 golos em 32 jogos, que o transformaram numa das figuras da temporada e lhe valeram a chamada à Selecção principal do Brasil. Médio centro, box-to-box, revela uma maturidade táctica fora do comum, para além de grande capacidade de liderança, que o leva a assumir o jogo em fases mais delicadas, como também a entregar-se de forma total, revelando grande sentido colectivo. Bem dotado do ponto de vista físico, não só a nível da força, que lhe permite impor-se nos lances divididos, mas também no que concerne à condição, não parando de correr os 90 minutos, sabe ocupar os espaços e revela-se um bom recuperador de bolas, cortando linhas de passe e efectuando desarmes. Muito forte na condução e distribuição de jogo, rompe bem de trás para a frente com a bola nos pés, aliando velocidade e potência a uma boa capacidade técnica, que lhe permitem criar desequilíbrios no um para um. Inteligente a ler o jogo, revela-se muito eficaz no passe, mostrando uma boa selecção do mesmo: curto-médio em zona central ; curto-médio-longo do centro em direcção às alas. Possui também um remate forte, para além de grande sentido de baliza, aparecendo com grande facilidade em posições de finalização, a partir de acções com ou sem bola.

Marcel Román Marcel Román (Uruguai) . 7-2-1988. Danúbio. Uma das boas “surpresas” do Sul-Americano 2008, foi titular nas 9 partidas da selecção uruguaia na prova, completando 8 jogos, totalizando 798 minutos de utilização, tendo visto um cartão amarelo. Ainda não teve a oportunidade de se estrear pela equipa principal do Danúbio, o que deverá acontecer em breve, pois trabalha há algum tempo como a equipa principal, mas pelas indicações dadas nesta competição, não deverá demorar a dar o “salto” para o futebol direito. Actuou, preferencialmente, como médio interior direito, no 4x1x2x1x2 uruguaio, mas trata-se de um jogador que, em situação defensiva, apoia bastante o médio mais defensivo, funcionando como segundo trinco. Dotado de elevado sentido táctico e posicional, revela-se um bom recuperador de bolas, muito lutador e pressionante, com boa capacidade de desarme e inteligente a cortar linhas de passe. Contudo, a sua acção não se limita apenas a destruir jogo ao adversário, pois sabe assumir a condução de jogo ofensivo, mostrando uma técnica bastante interessante, como também boa visão de jogo e qualidade no passe, com critério na distribuição e inteligente na gestão dos tempos. É, igualmente, um jogador inteligente a desdobrar-se ofensivamente, aparecendo em posição de remate, ainda que possa trabalhar mais o enquadramento do disparo.

Gerardo vonder Putten Gerardo vonder Putten (Uruguai) . 28-2-1988. Danúbio. Jogador que deu nas vistas no último Mundial sub-17, em 2005, apesar da fraca campanha do Uruguai na competição, voltou a ser preponderante na acção ofensiva da equipa no Sul-Americano 2007. Foi titular em 7 jogos, completando 4, a que juntou ainda uma participação como suplente utilizado, totalizando 607 minutos de competição. Marcou 1 golo, diante do Paraguai, na 2ª fase, e viu 1 cartão amarelo. Actua no Danúbio, mas apesar de já trabalhar com a equipa principal, ainda não realizou a sua estreia como profissional, à semelhança do seu colega de selecção e de clube Marcel Román. Médio de características ofensivas, alternou entre a posição “10”, a sua de origem, e a de médio interior esquerdo, onde deu nota de um crescimento do ponto de vista táctico e posicional, sublinhando-se as boas combinações com o lateral Juan Manuel Diáz. Jogador canhoto, que assume a condução e distribuição de jogo ofensivo, pelos seus pés passaram a maior parte das jogadas de ataque do Uruguai. Apesar de lhe faltar alguma capacidade de explosão, mostra uma boa capacidade técnica, para além de uma boa visão de jogo e muito boa capacidade no passe, realizando várias assistências para finalização, através de venenosos passes de ruptura. Possui também um bom remate de pé esquerdo, tanto em bola corrida, como também em bola parada, para além de mostrar predicados a bater livres laterais e pontapés de canto, colocando a bola com facilidade e precisão na área. O seu jogo carece, no entanto, de uma maior regularidade, para além de necessitar de evoluir do ponto de vista físico, mostrando algumas dificuldades em completar os 90 minutos de jogo, sobretudo se forem disputados a um ritmo mais rápido.


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