Toulon 2007: 43 jogadores para o futuro
domingo, 10 junho 2007

Geoffrey Jourdren Geoffrey Jourdren (França) . O melhor guarda-redes de Toulon 2007. Durante grande parte da época suplente do Montpellier, acabou a temporada como titular do clube da Ligue 2, destronando Laurent Pionnier, o habitual titular, realizando 12 partidas, para além de se ter estreado na Selecção sub-21 francesa num particular diante da Suécia. Apesar de não espantar pelo físico – 1.81 / 73 -, o guardião de 21 anos mostra muita segurança entre postes, relevando muita agilidade e elasticidade, que lhe permite controlar toda a baliza, protagonizando algumas defesas de excelente nível. Fora dos postes destaca-se mais nas saídas por baixo, pois é rápido e decidido a sair aos pés dos adversários, podendo trabalhar mais as saídas por alto, onde é capaz de boas intervenções, tirando partido de um bom tempo de saída, mas poderá ganhar maior consistência, sobretudo em intervenções fora da pequena área.

Benoît Costil Benoît Costil (França) . Guarda-redes de 19 anos, 1.87 / 83, contratualmente ligado ao Caen, foi o suplente de Jourdren, mas teve a oportunidade de jogar como titular diante da Alemanha (vitória 4-1) e do Japão (vitória 5-1). Com um percurso largo nos escalões de formação do futebol francês, foi titular dos sub-15, sub-16, sub-17, sub-18 e sub-19, tendo vencido o Europeu de sub-17 em 2004, para além de ter sido considerado o melhor guarda-redes do Torneio de Elite da UEFA de sub-19 em 2006. A nível do clube, ainda não se impôs como titular, defendendo a baliza da formação secundária do Caen, pela qual se sagrou campeão francês da 5ªDivisão (CFA2) em 2006/07. Bem dotado do ponto de vista físico, Costil mostra à vontade entre postes, onde evidencia excelentes reflexos e firmeza a blocar a bola, com potencial nas saídas, tirando partido da sua altura e bom poder de impulsão para desfazer cruzamentos de forma eficaz.

Zheng Cheng (China) . Guardião do Wuhan Guanggu, completou 20 anos no passado mês de Janeiro. Não é um guardião regular, pois alterna boas intervenções com outras em que não é tão eficaz, mas mostra uma boa constituição física aliada a excelentes reflexos e agilidade, que lhe dão segurança entre postes, onde também se destaca a defender grandes penalidades, uma das suas especialidades. Fora dos postes é menos seguro, necessitando de ganhar uma maior consistência, sobretudo nas saídas pelo ar fora da pequena área.

Mário Felgueiras Mário Felgueiras (Portugal) . Guarda-redes de 20 anos, 1.84 / 78, ainda contratualmente ligado ao Sporting, esteve emprestado nas duas últimas temporadas ao Sp. Espinho, onde, na última época, alternou a titularidade com o banco dos suplentes, somando, até ao momento, quatro dezenas de jogos na 2ªDivisão portuguesa. Apresenta uma assinalável segurança e confiança para um guardião jovem, evidenciando muita frieza entre os postes: é ágil, tem bons reflexos, elasticidade e sabe-se posicionar, protagonizando alguns voos felinos. Fora dos postes, também revela qualidades, quer nas saídas por baixo, quer nas saídas por alto, mostrando um bom controlo do espaço aéreo, assim como um bom tempo de saída aos lances. Denotam-se-lhe, principalmente, três defeitos: nem sempre se mostra concentrado, o que lhe custa alguns dissabores em lances aparentemente fáceis ; revela, por vezes, excesso de confiança nas decisões, sobretudo nas saídas por alto ; e, por fim, apresenta algumas deficiências a jogar com os pés, situação em que tem vindo a assinalar progressos. Ao invés, tem um bom jogo de mãos, colocando com facilidade a bola a longa distância, o que o torna num elemento importante no lançamento de contra-ataques.

Luís Mano Luís Mendes ‘Mano’ (Portugal) . Jogador polivalente, de 20 anos, presença regular nas selecções mais jovens, já com duas internacionalizações pelos sub-21, ainda não se conseguiu impor no Belenenses, tendo apenas realizado 4 jogos na Liga portuguesa. Actua tanto como médio interior como a lateral-direito, mas foi nesta última posição que se destacou em Toulon. Muito forte do ponto de vista defensivo, mostrou-se difícil de superar no um para um aberto sobre a faixa, aliando capacidade de pressão com um bom poder de desarme e facilidade em jogar na antecipação. Menos talhado para defender espaços centrais, fez-se valer de um bom sentido posicional e táctico para ganhar a frente ao adversário em acções interiores. Do ponto de vista ofensivo destacou-se menos, apenas subindo pelo seguro. Contudo, mostrou-se muito veloz e com capacidade para conduzir jogo pelo flanco e procurar a baliza adversária em remates de fora da área, mas poderá melhorar a eficácia a nível do passe e dos cruzamentos, onde necessita de ser mais incisivo.

Yassin Moutaouakil Yassin Moutaouakil (França) . Lateral-direito, de 20 anos, 1.80 / 73, é, desde há três épocas, utilizado de forma irregular no Châteauroux, da Ligue 2 francesa, onde ainda não se conseguiu impor como titular, apesar de já se ter estreado pela selecção sub-21 francesa. Trata-se de um jogador ainda por lapidar, capaz do melhor e do pior, necessitando de ganhar outra consistência e irregularidade, para fazer explodir, de forma definitiva, o seu potencial, aparentemente pouco trabalhado. Bem constituído do ponto de vista físico, mostra-se forte nas lutas corpo a corpo, para além de possuir um bom poder de desarme e de ser rápido a atacar a bola. Deve, no entanto, moderar alguns ímpetos excessivamente agressivos, que lhe custam alguns cartões, como também afinar melhor o tempo de entrada aos lances e o seu jogo posicional, nomeadamente a defender posições interiores. Do ponto de vista ofensivo gosta de arriscar, tirando partido da sua velocidade e capacidade física, mas deve trabalhar mais a capacidade de passe e de cruzamento, aspectos em que mostra alguma inconsistência.

Bai Lei (China) . Lateral-direito, de 20 anos, actua no Jilin. Uma das revelações da selecção chinesa, destacou-se, sobretudo, pela capacidade defensiva, dando consistência ao sector recuado. Bom marcador, revelou predicados a defender posições interiores e exteriores, tirando partido de um bom sentido posicional, como também de uma boa capacidade no desarme e, sobretudo, para jogar na antecipação, pois mostrou-se rápido e decidido a atacar a bola, ganhando a frente aos adversários. Do ponto de vista ofensivo arriscou muito pouco: quando o fez, mostrou velocidade, mas faltou-lhe agressividade para romper pelo meio-campo adversário, não se destacando no capítulo do passe e dos cruzamentos.

Mohamed Chakouri Mohamed Chakouri (França) . Defesa-central, de 21 anos, 1.81 / 73, actua no Montpellier, na Ligue 2 francesa, onde ainda não se conseguiu impor como titular absoluto no seu clube, mas, de época para época, tem vindo a ser chamado com maior regularidade à equipa principal, somando, até ao momento, 4 golos em 49 jogos, ao longo de três temporadas. Com um bom percurso nas selecções jovens francesas, destacou-se ao conquistar o Europeu de Sub-19 em 2005, numa competição onde fez dupla com Younes Kaboul, defesa do Auxerre, que deverá transferir-se para a Premier League este Verão. Defesa-central, habitualmente pela direita, destaca-se por ser muito forte do ponto de vista físico, ainda que não se trate de um central de grande envergadura, impondo-se, por norma, sobre os avançado, nos lances corpo a corpo, aliando uma boa capacidade de desarme, quer pelo chão, quer pelo ar, com um muito bom poder de antecipação, já que é um central rápido, que ganha a posição e a frente aos adversários, cortando linhas de passe. Poderoso no jogo aéreo, onde consegue aliar a sua altura a um bom poder de impulsão e a um excelente tempo de salto, revela-se eficaz no controlo do espaço aéreo defensivo e perigoso na subida ao ataque em lances de bola parada, atacando muito bem o primeiro poste, tirando partido do seu poder de antecipação sobre os defesas adversários. Rápido e agressivo a atacar a bola, pode, contudo, melhorar o tempo de entrada a alguns lances, já que, por vezes, comete algumas faltas, que lhe custam cartões amarelos, por excesso de ímpeto e contundência na abordagem aos lances. Extremamente pressionante, não raras vezes acompanha os avançados nas suas deslocações a espaços exteriores, procurando sempre fechar espaços e recuperar a bola. Do ponto de vista técnico, apesar de revelar facilidade no controlo de bola, não revela grandes atributos, jogando de forma prática e simples.

Gregory van der Wiel Gregory van der Wiel (Holanda) . Defesa-central ou libero, de 19 anos, 1.72 / 69, actua no Ajax, tendo já feito 4 jogos pela equipa principal em 2006/07. A sua baixa estatura apresenta-se como o principal óbice a uma afirmação absoluta na sua posição, já que desaconselha a sua utilização numa defesa tradicional a quatro, o que poderá levar a que no futuro seja enquadrado na zona central do terreno. Apesar de destro, joga com facilidade com os dois pés, mostrando uma capacidade técnica invulgar num jogador da sua posição, para além de uma grande frieza e segurança nas suas acções, saindo a jogar com grande facilidade, o que faz com que assuma, de forma regular, a primeira fase de construção do jogo da sua equipa. Muito eficaz no passe e com excelente visão de jogo, mostra facilidade no passe curto e médio, para além de potencial no passe longo, sobretudo em direcção às alas. Do ponto de vista defensivo, fruto da sua baixa estatura, sente algumas dificuldades no choque e no jogo aéreo em lances divididos, destacando-se mais pelo seu excelente jogo posicional e velocidade, ganhando vários lances na antecipação. Pressionante e inteligente, sai com facilidade de posição, mostrando grande à vontade a efectuar dobras.

Vasco Fernandes Vasco Fernandes (Portugal) . Defesa-central, de 20 anos, 1.81 / 74, regressou este ano ao Olhanense, após uma época na formação secundária do Bordéus. Fez uma boa época na Liga de Honra somando 25 jogos, que, juntamente com a sua boa participação em Toulon, lhe deverão valer nova experiência no estrangeiro, até porque estiveram emissários de clubes espanhóis e franceses a observá-lo durante a competição. Com alguns traços – físicos e no estilo de jogo – similares aos de Jorge Andrade, destaca-se por ser um central rápido e muito forte a jogar na antecipação, que ganha facilmente a posição aos adversários. Necessita, contudo, de se tornar mais consistente nas disputas de bola corpo a corpo, onde se revela, por vezes, excessivamente faltoso, mas mostra facilidade no desarme, tanto pelo chão, como pelo ar. Agressivo do ponto de vista ofensivo, tem um potencial técnico interessante, que lhe permite sair a jogar com facilidade, mas deverá resfriar um pouco os ânimos, já que sai de posição com facilidade. Bastante razoável no passe, poderá melhorar a sua eficácia no longo, já que o utiliza em várias ocasiões.

Mohammed West Yahaya (Gana) . Defesa-central ou trinco, de 19 anos, 1.79 / 77, pertence aos quadros do Tema Youth, 9º classificado da Premier League ganesa em 2006/07. Apontado como potencial reforço do Vitória de Guimarães, que o terá observado durante a competição, as suas boas exibições despertaram também o interesse de clubes franceses na sua aquisição. Apesar de não revelar uma envergadura física de monta, é um jogador muito forte no choque, muito forte em acções de marcação, tanto na zona central da defesa como a meio-campo. Forte no jogo aéreo, tirando partido de um bom poder de impulsão e tempo de salto, revela facilidade tanto no desarme como a jogar na antecipação, ainda que possa melhorar o tempo de entrada aos lances, já que se mostra, em algumas ocasiões, extremamente contundente na abordagem aos lances, tornando-se algo duro e faltoso. Com uma boa capacidade posicional, parece conhecer bem os terrenos que pisa, podendo ainda crescer a nível das saídas para jogo, onde lhe falta algum trabalho específico, o que acaba por afectar a sua consistência nesse item.

Nuno André Coelho Nuno André Coelho (Portugal) . Defesa-central, de 22 anos, 1.90 / 78, teve uma passagem discreta pelo Standard Liège, por empréstimo do FC Porto, em 2006/07, onde efectuou 10 jogos na Liga e 2 na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, diante do Steaua Bucareste. Depois de uma boa presença na edição passada de Toulon, onde fez uma excelente dupla com Manuel da Costa, este ano voltou a estar num plano muito interessante, ainda que tenha acusado um pouco a falta de ritmo de uma época com pouca competição. Bem constituído do ponto de vista físico e bastante alto, mostra-se forte no futebol aéreo, tanto em situação defensiva como na sequência de lances de bola parada ofensivos, para além de possuir uma boa capacidade de desarme, impondo-se com naturalidade no confronto físico, para além de ser rápido e agressivo a atacar a bola. Do ponto de vista técnico não arrisca muito, optando, muitas vezes, por processos simples e práticos, mas poderá melhorar a eficácia no controlo de bola.

Yohei Fukumoto Yohei Fukumoto (Japão) . Capitão da selecção japonesa, de apenas 20 anos, 1.81 / 68, actua como defesa-central, representando o Oita Trinita, da J League, onde ainda não se impôs como titular, mas que já lhe permitiu fazer mais de uma vintena de jogos no principal campeonato do seu País. É um defesa inteligente, com capacidade de liderança e que sabe liderar o seu sector defensivo, corrigindo posicionamentos e dando instruções aos colegas. O seu ponto forte é o jogo posicional, que lhe permite cortar linhas de passe e dobrar os colegas com grande facilidade, mas, quando necessário, assume funções de marcação, ainda que lhe falte alguma contundência na abordagem aos lances e no confronto físico, jogando com “pezinhos de lã”. Do ponto de vista técnico apresenta alguns argumentos, mas não gosta de arriscar e utiliza, por norma, processos simples. Ainda assim, é eficaz no passe curto e médio.

Zié Diabaté Zié Diabaté (Costa do Marfim) . Jovem de apenas 18 anos, que marcou presença no Mundial sub-17 de 2005, actua no IFER da Costa do Marfim. Apesar de actuar habitualmente como central pela esquerda, o facto de ser canhoto, permite-lhe também ser adaptado à lateral. Forte do ponto de vista físico, não teme o choque, mostrando-se forte em acções de marcação, aliando um bom poder de desarme a uma boa capacidade para atacar a bola em antecipação, ainda que necessite de melhorar o tempo de entrada aos lances, pois é, em algumas situações, demasiado contundente. É rápido e sabe sair a jogar, mostrando uma capacidade técnica interessante, que lhe permite assumir a primeira fase de construção de jogo ofensivo da equipa. Contudo, faltam-lhe argumentos em termos tácticos e posicionais, saindo de posição com muita facilidade, aspecto que terá que rever para atingir outro patamar. Por vezes, abusa num futebol mais directo, em que procura servir os avançados através de passes longos, necessitando de se conter um pouco mais a esse nível.

Thomas Mangani Thomas Mangani (França) . O melhor lateral-esquerdo de Toulon 2007, trata-se de um jogador com mais de 60 internacionalizações pelos escalões de formação do futebol francês, que representou nos sub-13, sub-15, sub-16, sub-17, sub-18 e sub-21, tendo-se destacado ao conquistar o Europeu de sub-17 em 2004, ao lado de vários colegas que marcaram presença em Toulon. Formando nas escolas do Mónaco, que o descobriu no Avignon, onde jogou ao lado de Samir Nasri, iniciou a carreira como defesa-central, mas acabou por ser adaptado à lateral-esquerda com sucesso. Tem 20 anos, 1.82 / 79, e na última época esteve emprestado ao Brest, da Ligue 2, onde teve pouco oportunidades: 13 jogos, 8 dos quais como titular. Lateral moderno, revela grande competência do ponto de vista defensivo, mas arrisca e cria desequilíbrios a nível ofensivo. Contudo, a sua maior preocupação é defender bem, não arriscando atrás, onde se revela prático, não temendo jogar feio quando necessário. Com forte capacidade de desarme, quer pelo chão, quer pelo ar, trata-se de um lateral marcador, que não concede espaços ao adversário directo, mostrando também um forte potencial a jogar na antecipação, cortando linhas de passe pelo chão e pelo ar. Dotado de um bom sentido posicional, revela-se eficaz na defesa de posições exteriores, como também a defender posições interiores, já que fruto da sua formação como central mostra um excelente domínio do jogo aéreo, acompanhando as deslocações dos alas para o centro ou funcionando como terceiro central quando necessário. Na defesa de posições exteriores revela-se duro e agressivo, por vezes até algo faltoso, apesar de se lhe denotar um óptimo tempo de entrada aos lances, mostrando também grande capacidade de pressão e de luta, sacrificando-se em prol do colectivo. Jogador rápido e com boas mudanças de velocidade, revela uma boa capacidade de desmarcação, sobretudo em acções sem bola, mas também com bola, já que é um muito razoável condutor de jogo ofensivo. Apesar de não ser brilhante tecnicamente, revela alguns bons apontamentos, mas o seu jogo ofensivo destaca-se mais pela força e pela velocidade que imprime sobre a faixa. Razoável no passe – é mais eficaz no curto, do que no médio e, sobretudo, no longo, onde necessita de trabalhar mais -, é um jogador que centra com facilidade, colocando a bola na área, saindo dos seus pés várias assistências para finalizações. Contudo, também neste pormenor poderá tornar-se mais consistente. É, também, um defesa com grande força de braços, mostrando-se perigoso a fazer lançamentos, já que coloca a bola a larga distância.

Pascal Bieler Pascal Bieler (Alemanha) . Lateral-esquerdo, de 21 anos, 1.81 / 73, pertence ao Hertha Berlim, onde ainda não teve oportunidade de se estrear pela primeira equipa, apesar de ser uma presença regular na equipa secundária desde 2003/04. Na última temporada foi emprestado ao Rot-Weiss Essen, realizando uma boa temporada na 2. Bundesliga, totalizando 33 jogos, todos como titular, que lhe permitem sonhar com voos mais altos na próxima época. Trata-se de um lateral de escola alemã, que se adapta com facilidade a esquemas de 4 defesas como também a sectores defensivos de 5, funcionando como volante lateral, fazendo todo o corredor. Bieler defende bem, tanto fora – onde é melhor – como dentro, mostrando agressividade e capacidade de desarme, tanto pelo chão como pelo ar. Com grande capacidade física, faz com facilidade todo o corredor, subindo e descendo com facilidade. Agressivo a atacar, sabe tirar partido da sua velocidade e sentido de desmarcação para progredir pela faixa, ainda que lhe falte alguma capacidade técnica para criar mais desequilíbrios no um para um. Com uma interessante capacidade de passe e nos cruzamentos, poderá, no entanto, tornar-se mais eficaz nesses itens.

Lorenzo Davids Lorenzo Davids (Holanda) . Irmão mais novo de Edgar Davids, tem 20 anos, 1.74 / 74, e actua no NEC Nijmegen, onde ainda não se conseguiu impor como titular, depois de ter feito a formação no Feyenoord, que não lhe deu oportunidades na equipa principal. Em Toulon, actuou como lateral-esquerdo, a posição onde mais gosta de actuar, mas pode desempenhar também as funções de médio-centro, interior esquerdo ou volante-médio ala esquerdo. Incansável do ponto de vista físico, corre os 90 minutos, subindo e descendo pela sua faixa, onde se mostra importante, tanto em acções defensivas, como também a atacar. Do ponto de vista defensivo defende bem posições exteriores, fazendo gala da sua agressividade e capacidade de pressão, para além da sua velocidade, o que faz com que seja difícil de bater no um para um. Necessita, contudo, de evoluir em termos tácticos e posicionais, pois sente algumas dificuldades em defender posições interiores, faltando-lhe também alguma capacidade no futebol aéreo. Do ponto de vista ofensivo, trata-se de um jogador agressivo, que ataca bastante e explora muito a faixa em acções com e sem bola. Rápido, potente e bem dotado do ponto de vista técnico, consegue criar desequilíbrios no um para um, mostrando também potencial no passe e nos cruzamentos, ainda que neste último item possa tornar-se mais consistente.

Tiago Gomes Tiago Gomes (Portugal) . Lateral-esquerdo, de 20 anos, 1.75 / 70, recuperou algum embalo em Toulon, depois de uma época muito fraca ao serviço do Estrela da Amadora, com o Ajax a mostrar-se interessado no seu concurso, numa altura em que parece certo que não fará parte dos planos do Benfica, com quem tem ainda contrato, para o futuro. Jogador “levezinho”, com claras limitações do ponto de vista físico, onde fica quase sempre a perder no choque, mostra-se sempre mais forte a atacar: é rápido, possui atributos de ordem técnica bastante interessantes e sabe conduzir jogo pelo flanco, evidenciando também alguma capacidade no passe e nos cruzamentos. Defensivamente irregular, concede espaços perigosos aos adversários, mas em Toulon esteve bastante razoável a defender posições exteriores, sobretudo em lances de um para um. No espaço interior sente dificuldades no jogo aéreo e deve melhorar o jogo posicional.

Youssouf Mulumbu Youssouf Mulumbu (França) . Natural de Kinshasa, capital do Congo, rumou bastante jovem a França, onde iniciou a carreira de futebolista no modesto Epinay sous Sénart, clube que lançou também os irmãos Jacques e Ricardo Faty – o último seu colega nesta selecção -, tendo sido descoberto por olheiros do Paris Saint Germain, onde chegou com 13 anos. Médio defensivo, de 20 anos, 1.77/65, já é conhecido em França como o “novo Makélélé”, devido às semelhanças físicas e no estilo de jogo com o jogador do Chelsea, tendo-se estreado, esta temporada, na equipa principal do PSG, actuando mesmo diante do Benfica, na Luz, partida em que foi expulso. Particularmente talhado para acções de recuperação, trata-se de um jogador evoluído em termos tácticos e posicionais, que se sabe colocar e faz, com grande eficácia, o trabalho “sujo” a meio campo, destruindo o jogo ofensivo do adversário e recuperando inúmeras bolas. Muito eficaz a nível do desarme, é mais forte pelo chão do que pelo ar, onde revela algumas dificuldades para se impor. Contudo, pelo chão sabe tirar partido da sua agilidade e da forma rápida e impetuosa com que ataca a bola, que lhe permitem também jogar com facilidade na antecipação, um dos pontos fortes do seu jogo, cortando linhas de passe. Em acções de construção utiliza processos simples e práticos, não complicando. Ágil, roda bem sobre os adversários, o que se revela importante, num primeiro movimento, de saída para o ataque, mas não gosta de ter muito tempo a bola nos pés, o que o leva a arriscar pouco em acções de construção, até porque não é muito evoluído tecnicamente. A nível do passe, opta, quase sempre, por curtos e médios para dar sequência às recuperações que efectua, lateralizando excessivamente em algumas situações. Necessita de trabalhar mais o passe longo, onde é pouco eficaz.

Mubarak Wakasu (Gana) . Médio centro ganês, de apenas 16 anos, actua no Ashanti Gold SC no seu país natal, que o descobriu, muito jovem, no Republican FC, clube de Tamale, a sua cidade natal. Fervoroso devoto de Alá, é uma presença regular na primeira equipa do AshGold, mostrando argumentos para dar o “salto”, em breve, para o futebol europeu, sabendo-se que o Tottenham é um dos clubes interessados na sua evolução. Médio de perfil misto, defende e ataca com facilidade, o que permite adaptá-lo, em caso de necessidade, a postos mais defensivos ou ofensivos a meio campo. Do ponto de vista defensivo destaca-se por ser forte fisicamente e pressionante, encurtando espaços aos adversários e recuperando bolas, fruto da sua boa capacidade de desarme e poder de antecipação, ainda que necessite de melhorar o tempo de entrada aos lances, já que abusa de jogo faltoso, o que lhe custa vários cartões. Rápido a sair para acções de ataque, assume a construção de jogo assim que recupera bolas, tirando partido do seu bom pé esquerdo. Com grande disponibilidade física, faz o vaivém defesa-ataque de forma incessante ao longo dos 90 minutos, mostrando uma boa técnica, como também qualidades no passe, que deverá refinar, sobretudo no que concerne a médio-longos.

Ricardo Faty Ricardo Faty (França) . Não atingiu o nível exibicional da edição passada, onde foi a figura-maior de Toulon 2006, acusando alguma falta de ritmo, que já evidenciara nos últimos jogos da Roma, aos quais foi chamado, sobretudo como suplente utilizado. Médio centro ou médio defensivo, também capaz de desempenhar funções de central ou interior, tem ainda 20 anos, 1.92 / 77, adapta-se com eficácia a acções de destruição ou de construção. Com uma agilidade pouco normal para um jogador da sua estatura, revela-se extremamente forte do ponto de vista físico, com uma energia inesgotável, que lhe permite correr os 90 minutos, e com grande capacidade de luta e trabalho a meio campo. Excelente recuperador de bolas, é um jogador com um enorme poder de desarme, quer pelo chão, quer pelo ar, com uma invulgar capacidade de pressão, já que parece estar em todo o lado, ocupando e encurtando muito bem os espaços, fruto de um excelente sentido posicional e táctico, que lhe permite também cortar muitas linhas de passe. Falta-lhe, contudo, moderar alguns ímpetos agressivos, já que é um jogador duro e algo faltoso, que não teme os lances divididos, atacando todos os lances com contundência. Muito rápido a atacar a bola, revela também um muito bom poder de antecipação, que contrasta com alguma lentidão, ainda que não excessiva, na recuperação no terreno. Extremamente forte no jogo aéreo, raramente perde um lance pelo ar, o que o torna também num jogador muito importante nos lances de bola parada, quer defensivos, quer ofensivos, já que conquista muitas bolas, ainda que raramente procure a baliza. Do ponto de vista ofensivo, assume a condução e distribuição de jogo assim que recupera uma bola, mostrando uma boa capacidade de movimentação e de condução de bola com o pé direito, ainda que possa utilizar processos mais simples, já que, em algumas situações, procura resolver tudo sozinho e complica, acabando desarmado. A nível do passe é algo irregular, sendo capaz de excelentes aberturas, através de passes curtos, médios ou longos (sobretudo variações de flanco), como também de falhar um passe simples ou exagerar em passes longos sem sentido. Integra com facilidade as manobras ofensivas e aparece em zonas próximas ou no interior da área, quer para participar em tabelas, uma das suas formas mais eficazes de progressão, quer para conquistar bolas para servir os avançados, faltando-lhe ganhar maior sentido de baliza e capacidade de remate.

Kevin-Prince Boateng Kevin-Prince Boateng (Alemanha) . Era, à partida, um dos jogadores sobre os quais recaiam mais olhares, com vários observadores de clubes ingleses, italianos e espanhóis interessados em seguir as suas prestações, mas uma lesão afastou-o, de forma prematura, de Toulon 2007. Médio defensivo ou médio centro, de 20 anos e origem familiar ganesa, 1.84 / 79, foi utilizado em 21 jogos na última Bundesliga pelo Hertha Berlim, aos quais juntou participações na Taça UEFA e na Selecção sub-21 alemã. Forte do ponto de vista defensivo, trata-se de um bom recuperador de bolas, com capacidade no desarme e nas lutas corpo a corpo, onde se impõe, sem grande dificuldade, fazendo uso do seu elevado poder físico. Contudo, revela-se excessivamente agressivo e contundente na abordagem a alguns lances, cometendo algumas faltas infantis, aspecto que terá que rever. A sua acção, no entanto, está longe de se cingir a aspectos defensivos: muito disponível do ponto de vista físico, corre os 90 minutos, mostrando grande à vontade nas saídas para o ataque, aliando velocidade e potência física a uma técnica individual interessante, que lhe permite criar desequilíbrios no um para um. Com alguma capacidade de passe, necessita de se tornar mais constante nesse prisma, já que tem uma certa tendência para precipitar-se, mas é capaz também de óptimas aberturas. Aparece com facilidade em posições de remate, mostrando um disparo potente, tanto na sequência de movimentações com bola como também sem bola.

Jeffrey Sarpong Jeffrey Sarpong (Holanda) . Médio centro, de 18 anos, 1.73 / 67, trabalha com o plantel principal do Ajax há duas épocas, depois de ter dados nas vistas nos escalões inferiores do clube e da selecção holandesa. Na última época, contudo, não efectuou qualquer partida pela equipa do Ajax, não dando sequência aos 9 jogos efectuados em 2005/06, 4 deles como titular. No entanto, nota-se um crescimento do jogador, muito provavelmente devido a trabalho específico realizado no laboratório (Ajax II), que o tornou num médio de perfil mais equilibrado, como notória evolução no capítulo defensivo. Está agora um jogador mais lutador e trabalhador, que pressiona os adversários e recupera bolas, ocupando melhor os espaços, mas que continua a revelar-se muito eficiente nas saídas para o ataque: rápido e ágil, roda bem sobre os adversários, possuindo uma boa técnica individual e uma boa visão de jogo, com argumentos a nível do passe, que lhe permitem assumir a condução e distribuição de jogo ofensivo, mostrando também argumentos no remate, sobretudo de fora da área, ainda que possa melhorar o enquadramento.

Wout Brama Wout Brama (Holanda) . Médio centro organizador, que pode também desempenhar as funções de médio interior, preferencialmente sobre a direita. Tem 20 anos, 1.70 / 65, e actua no FC Twente, da Eredivisie, onde esta temporada se revelou muito irregular, depois de ter sido uma das revelações da época 2005/06 do futebol holandês. Jogador inteligente e de bom toque de bola, destaca-se pela facilidade com que organiza e distribui jogo, tirando partido de uma boa capacidade no passe e de boa visão de jogo, com muito interessante leitura das desmarcações dos colegas e óptima selecção do tempo de passe. Tecnicamente dotado, apesar de destro, utiliza com facilidade o pé esquerdo, falta-lhe, contudo, explosão e velocidade para criar mais desequilíbrios no um para um, actuando, quase sempre, num registo mais pausado e em espaços curtos, o que faz com que apareça pouco em posições de remate. Do ponto de vista defensivo, apesar de uma interessante ocupação dos espaços, que lhe permite cortar linhas de passe, mostra-se pouco agressivo e pouco eficaz no desarme, para além de ser algo frágil no contacto corpo a corpo, ficando, por norma, a perder nas disputas de bola.

Eugen Polanski Eugen Polanski (Alemanha) . Médio centro, de origem polaca, de 21 anos, 1.83 / 74, é já uma presença regular na primeira equipa do Borussia Mönchengladbach, pela qual efectuou cerca de 50 jogos nas duas últimas épocas, para além de ser habitual titular da Selecção sub-21 germânica. Jogador de equipa, muito lutador, trabalhador e de grande capacidade física, evidencia uma muito boa colocação no terreno, que lhe permite cortar linhas de passe, mas também é eficiente em acções de desarme, sobretudo pelo chão, onde se mostra agressivo a atacar a bola, devendo melhorar o seu jogo aéreo, nomeadamente em lances divididos. Eficaz também nas saídas para acções ofensivas, assume a construção de jogo ofensivo quando é necessário, ainda que, quase sempre, num ritmo pausado, já que lhe falta velocidade e capacidade de aceleração com a bola nos pés. Destro, possui uma técnica individual muito boa, como também uma boa visão de jogo e capacidade de passe: mais forte no curto e médio, deverá ganhar maior acutilância no longo, sobretudo quando procura um jogo mais directo ou em direcção às faixas. Possui também um bom remate de fora da área, mas necessita de melhorar o enquadramento.

Chen Tao Chen Tao (China) . Médio ofensivo, de 22 anos, 1.78, actua no Changsha Ginde, clube da SuperLiga chinesa, onde é habitual titular, o que já justificou chamadas à selecção principal. Foi uma das figuras de Toulon 2007, ao apontar 2 golos e realizar 2 assistência para golo, o que comprovam a sua preponderância no jogo ofensivo da sua equipa, que conduziu à final da competição. Jogador sem capacidade defensiva, que não gosta de correr atrás da bola e não cumpre tarefas tácticas, trata-se de um “10” à moda antiga, totalmente virado para acções de ataque. Exímio na execução de lances de bola parada, marca-os todos, tanto directos – fortíssimo em livres em zonas próximas da área -, como indirectos, já que coloca a bola com grande facilidade na área, mostra-se também muito forte com a bola nos pés: possui uma capacidade técnica fantástica, escondendo a bola com grande facilidade, como também cria desequilíbrios no um para um, o que lhe permite ganhar muitas faltas em zonas próximas da área. Mostra talento no passe, não só curto, mas também médio-longo, saindo dos seus pés excelentes passes de ruptura ou aberturas para a desmarcação dos avançados.

Thierry Doubai Thierry Doubai (Costa do Marfim) . Médio ofensivo ou médio ala direito, pode também desempenhar funções de médio interior direito ou médio centro, de apenas 18 anos, 1.79/74, actua no Athletic Club d’Adjame, do seu país natal, mas mostrou talento para viajar, em breve, para o futebol europeu. Sem grandes argumentos de ordem táctica e posicional, pois não se mostra talhado para correr atrás da bola ou fechar espaços, trata-se de um jogador anárquico, e que, por isso mesmo, alterna momentos de grande fulgor, em que cria desequilíbrios, com outros em que desaparece do jogo e acaba por se esconder. Com a bola nos pés é um médio ofensivo muito interessante: muito rápido e com boa técnica, parte para cima dos adversários com facilidade e tem uma boa capacidade de drible, que lhe permite criar desequilíbrios num um para um, ainda que se exceda em iniciativas individuais, mostrando também talento no passe, sobretudo curto e médio, que lhe permite assumir a coordenação de acções de condução e distribuição de jogo, como também fazer assistências para acções de finalização com alguma facilidade. Aparece também com facilidade em posições de remate, na sequência de movimentos com e sem bola, mostrando um bom disparo de pé direito.

Ousmane Kader Touré (Costa do Marfim) . Extremo direito, de 20 anos, actua no EFYM, do seu país natal. Jogador extremamente rápido e de boa técnica, assume, com facilidade, a condução de jogo pelo flanco, mostrando-se talhado para actuar num 4x3x3. Forte no um para um, parte, com facilidade, para cima dos adversários, criando desequilíbrios, mostrando-se também forte nos auto-passes, de forma a tirar partido da sua capacidade de explosão e mudanças de velocidade, mas necessita de espaços para explanar melhor o seu futebol, o que o torna mais perigoso em contra-ataque do que em ataque continuado. Deverá trabalhar mais as diagonais, aspecto em que se pode revelar mais forte, pois tem tendência para jogar aberto sobre o flanco e para procurar a linha de fundo, evidenciando uma capacidade interessante para efectuar cruzamentos em direcção à área. Do ponto de vista defensivo é pouco cumpridor, já que não revela grande apetência para fechar as subidas dos laterais adversários.

Tim Vincken Tim Vincken (Holanda) . Extremo direito, de 20 anos, 1.74/65, foi utilizado, muitas vezes, como “arma-secreta” do Feyenoord ao longo da última temporada, somando 23 partidas na Eredivisie, 18 das quais como suplente utilizado. Com passado nas selecções inferiores holandesas, tinha muitos olhares sobre as suas prestações, mas acabou por revelar-se uma semi-desilusão, mostrando muita intermitência a nível exibicional: alguns momentos de fulgor alternados com largos períodos de distância em relação ao jogo. O ponto forte do seu jogo é a velocidade, mostrando uma impressionante capacidade de aceleração, mas nem sempre a utiliza da melhor forma, já que tem uma tendência para individualizar as acções, perdendo-se em fintas e adornos, acabando por ser desarmado, pois é extremamente frágil do ponto de vista físico. Com a bola nos pés ou em movimentos de desmarcação sem bola mostra uma tendência excessiva para procurar diagonais, raramente se mantendo aberto na ala, o que faz com que efectue poucos centros em direcção à área, aspecto em que terá que se tornar mais acutilante. Em zona de finalização, necessita de se revelar mais frio, mas aparece com facilidade para conclusões ao segundo poste. Pouco dado a correr atrás da bola, não mostra grande apetência para fechar as subidas dos laterais adversários.

Vieirinha Vieirinha (Portugal) . Extremo, de 21 anos, 1.73/73, sagrou-se campeão pelo FC Porto em 2006/07, efectuando 8 jogos na Liga, nenhum deles completo, já que foi apenas uma vez titular: na recepção ao Estrela da Amadora (derrota 0-1). Em Toulon, acusou um pouco a falta de ritmo, já que desde Fevereiro apenas realizara um jogo, mas mostrou, como é seu timbre, excelentes pormenores de ordem técnica, ainda que nem sempre consequentes, pois continua a revelar uma tendência excessiva para adornar os lances e individualizar as acções. Jogador rápido e de muito boa técnica, parte, sem receios, para cima dos adversários, criando inúmeros desequilíbrios no um para um, mostrando capacidade para conduzir jogo sobre o flanco, quer em direcção à linha de fundo, quer para romper em diagonais para o meio, para depois procurar finalizações com o pé direito, algumas delas de belíssimo efeito. Com potencial a nível do passe e dos cruzamentos, pode tornar-se mais constante nessas acções, mas dos seus pés saem várias assistências para finalizações. Algo limitado do ponto de vista físico, sente dificuldades no choque, saindo quase sempre a perder em lances divididos, para além de não revelar grande apetência para participar em acções defensivas, aspecto que deverá melhorar. Em 2007/08 deverá rodar num clube da Liga: Leixões e Vitória de Guimarães, curiosamente o clube onde se iniciou, parecem ser os melhores colocados para um eventual empréstimo.

Patrick Ebert Patrick Ebert (Alemanha) . Médio ala, actua preferencialmente aberto à esquerda, ainda que possa assumir idênticas funções à direita. Jogador de 20 anos, 1.75 / 72, é já presença habitual na primeira equipa do Hertha Berlim, tendo na última temporada apontado 2 golos em 19 partidas na Bundesliga. Muito bom condutor de jogo sobre o flanco, assume esse papel sem receios, aliando velocidade a uma capacidade técnica interessante, tirando partido de utilizar com facilidade os dois pés, o que lhe permite criar desequilíbrios no um para um, ainda que prefira progredir através de tabelas, de forma a tirar partido da sua capacidade de aceleração e bom poder de desmarcação. Forte no passe lateral, mostra-se também à vontade a fazer a bola circular para posições interiores, mais à base de toques curtos e médios, para além de ser muito eficiente nos cruzamentos, colocando a bola com grande facilidade na área. Possui um bom remate, tanto de dentro, como de fora da área, mostrando também um potencial interessante no futebol aéreo, mesmo não sendo muito alto. Com um “pulmão” inesgotável, corre os 90 minutos, ajudando também nos processos defensivos, fechando bem o seu flanco.

Bruno Gama Bruno Gama (Portugal) . Extremo, tanto pela esquerda, como pela direita, de 19 anos, 1.77 / 72, regressou na última época ao Sp. Braga, depois de dois anos no FC Porto, mas o seu rendimento ficou aquém das expectativas: apenas um jogo completo, em 5 como titular, e um golo diante do Slovan Liberec, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça UEFA. Jogador de enorme talento, com uma capacidade técnica e de drible assinalável, capaz de decidir um jogo numa acção, peca por uma exasperante irregularidade, que faz com que desapareça com enorme facilidade dos jogos, para além de ter uma tendência excessiva para individualizar e adornar as suas acções, acabando por ser desarmado ou carregado em falta, pois é algo frágil do ponto de vista físico. Muito forte na execução de lances de bola parada, tanto directos – em zonas próximas da área, sobretudo descaídas para o centro/esquerda -, como indirectos, já que coloca a bola com grande facilidade na área, tratando-se de um jogador forte nos cruzamentos e nos passes, capaz de realizar várias assistências para finalizações. Com grande capacidade para conduzir jogo ofensivo sobre o flanco, sabe romper em diagonais da ala para o meio com a bola nos pés, aliando velocidade à sua capacidade técnica, mostrando facilidade de remate de pé direito, protagonizando remates de excelente execução, sobretudo ao poste mais distante.

Tsukasa Umesaki Tsukasa Umesaki (Japão). Médio ala esquerdo, de 20 anos, 1.67 / 64, já internacional A pelo Japão, pertence aos quadros do Oita Trinita – 3 golos em 28 jogos em pouco mais de um ano -, que o emprestou nos últimos cinco meses ao Grenoble, da Ligue 2 francesa, onde não se conseguiu impor. Foi o melhor jogador do Japão em Toulon 2007, destacando-se pela velocidade e capacidade técnica, que lhe permitiram criar desequilíbrios no um para um, tirando também partido do facto de usar os dois pés, em contraste com o físico franzino, a deixá-lo, quase sempre, em desvantagem, em situações de choque, mas que não o impede de ajudar em acções defensivas, fechando espaços e pressionando. Forte a assumir a condução de jogo pelo flanco, mostra inteligência na gestão do tempo do passe, o que lhe permite marcar os ritmos: sabe acelerar o jogo, sobretudo no lançamento de ataques rápidos ; como também sabe pausá-lo, fazendo a bola circular em ataque organizado. É, por isso, um jogador com grandes virtudes no passe, colocando, várias vezes, os avançados em posição de remate. Poderá tornar-se mais acutilante a nível do remate, não só em bola corrida, mas também em bola parada.

Alexandre Bonnet Alexandre Bonnet (França) . O melhor jogador de Toulon 2007. Médio ala ou extremo-esquerdo, de 20 anos, 1.73/65, foi descoberto por olheiros do Toulouse no Niort B, rumando ao clube da Ligue 1 no Verão de 2005, depois de ter ultrapassado um curto período experimental. No primeiro ano, apesar de ter trabalhado frequentemente com a equipa principal, foi utilizado na equipa secundária, sendo que na última época já mereceu oportunidades na primeira equipa, realizando 13 jogos na Liga e 2 na Taça da Liga – onde marcou um golo na vitória no terreno do Nantes, o que acabou por justificar chamadas à selecção sub-21 francesa, pela qual se estreou, em Novembro de 2006, marcando um golo na vitória na Suécia (4-2). Médio ala esquerdo de origem, pode também ser utilizado à direita ou mesmo em posições mais centrais, estando mais habituado a ser utilizado em esquemas de 4x4x2, mas pode ser também adaptado ao posto de extremo em 4x3x3. Trata-se de um desequilibrador nato, extremamente rápido, capaz de acelerar jogo, imprimindo ritmos fortes e muito boas mudanças de velocidade. Capaz de executar em velocidade, revela inúmeros predicados na condução de jogo ofensivo, normalmente aberto na ala, saindo rápido para acções de ataque, como também se revela um jogador que assume e procura jogo, estando constantemente em acção e em busca da bola. Dotado de um bom controlo de bola – recebe, sem dificuldades, de primeira – e muito bem dotado tecnicamente, é capaz de pormenores deliciosos, como também de criar desequilíbrios no um para um, partindo, sem receios, para cima dos adversários, revelando também qualidades no drible curto, que lhe permitem, ganhar espaço em progressão, como também conquistar várias faltas em zonas laterais, pois não é fácil travá-lo. Capaz de ganhar a linha de fundo inúmeras vezes ao longo do jogo, mostra também inteligência na exploração de diagonais da ala para o meio, em acções com e sem bola, abrindo espaços para combinações com o lateral, a quem abre espaço no corredor. Muito dinâmico e extremamente móvel, apesar de gostar de ter a bola nos pés, revela grande sentido colectivo, destacando-se também por ter uma boa visão de jogo, que alia a uma boa capacidade de passe e eficácia nos cruzamentos – pode evoluir ainda neste aspecto técnico -, não só em bola corrida, como também em bola parada, já que bate bem livres laterais e pontapés de canto, colocando a bola com grande facilidade na área. É, também, um jogador capaz de segurar jogo e temporizar, mostrando uma boa selecção do tempo de passe, que lhe permite fazer várias assistências para finalizações. Apesar das suas características serem, sobretudo, ofensivas, trata-se de um jogador que sabe defender, mostrando sentido táctico e posicional ao fechar o flanco, funcionando quase como um segundo lateral, impedindo as subidas do lateral adversário. Contudo, a sua acção não é meramente de acompanhamento: revela capacidade de recuperação de jogo, pois é muito lutador e pressionante, fechando espaços e cortando linhas de passe, como também, fruto de um muito razoável poder de desarme pelo chão e de um bom poder de antecipação, tirando partido da sua grande agilidade, consegue desarmar os adversários. Para além disso, é um especialista a “matar” jogo, cometendo várias “pequenas” faltas, que travam a partida do adversário para ataques rápidos. Apesar de ser frágil do ponto de vista físico, sentindo evidentes dificuldades no choque com os adversários, não teme lances divididos e luta até à exaustão, sendo que o facto de estar permanentemente em movimentação e acção faz com que sinta dificuldades em completar os 90 minutos, sendo, por norma, substituído quando é titular, necessitando de uma maior gestão de esforço. A nível de carências revela-se também algo frágil no futebol aéreo, fruto da sua baixa estatura, como também procura pouco a baliza adversária, quer em remates de fora da área, quer dentro desta, onde aparece pouco, apesar da sua boa capacidade de antecipação sobre os defesas. Apesar de canhoto, o seu pé direito não é totalmente cego, o que o ajuda na criação de desequilíbrios, alargando-lhe o leque de soluções no um para um.

Yu Hai Yu Hai (China) . Médio ala ou extremo esquerdo, revelado pelo Xian Chanba, actua no Vitesse, que o contratou a meio da última época, mas não se conseguiu impor ainda no futebol holandês. Tem 20 anos, 1.83 / 70, e é uma das principais esperanças da China para os Jogos Olímpicos de 2008, podendo também ser adaptado a outras funções, quer pelo meio, quer sobre a direita, onde não se sente tão à vontade. O seu jogo destaca-se pela capacidade que possui para criar desequilíbrios sobre a ala, tratando-se, no entanto, de um jogador mais perigoso com a bola nos pés, do que em movimentações sem bola, onde se mostra um pouco “verde”, mas tem condições para progredir. Rápido e sempre disponível para intervir no jogo, mostra facilidades na recepção e no controlo, como também conduz bem jogo pelo flanco, aliando uma interessante capacidade técnica com uma excelente visão de jogo, que lhe permite fazer várias assistências para finalização, a partir de passes e, sobretudo, de cruzamentos, um dos aspectos mais fortes do seu jogo. Em algumas situações, procura também remates de fora da área ou conclusões em diagonal, mas deverá trabalhar mais o enquadrado. Do ponto de vista defensivo é pouco participativo, necessitando de evoluir na interpretação do jogo em termos tácticos e posicionais, tanto em situação defensiva como ofensiva.

Ashkan Dejagah Ashkan Dejagah (Alemanha) . Jogador de características ofensivas, fez grande parte da formação como avançado solto, posição em que jogou em Toulon, mas no clube actua preferencialmente como médio ala ou extremo, tanto na esquerda como na direita, aparecendo também como médio ofensivo, posições que parecem enquadrar-se melhor com as suas características. Tem 20 anos, 1.81 / 74, origem iraniana, mas naturalizou-se alemão. Foi uma das revelações da segunda metade da Bundesliga em 2006/07, ao apontar 1 golo em 22 jogos pelo Hertha Berlim, mas em Toulon esteve um pouco abaixo das expectativas, também porque abusou de iniciativas individuais, algo que não costuma acontecer no clube. Poderoso do ponto de vista físico, trata-se de um jogador muito rápido e potente, que gosta de descair para as faixas, onde o seu rendimento cresce, sobretudo quando explora as diagonais de fora para dentro. Com capacidade para conduzir jogo, tirando partido de uma boa capacidade técnica, mostra-se também forte no passe – progride bem através de tabelas - e eficaz nos cruzamentos, colocando a bola com grande facilidade na área, pois lê bem as desmarcações dos seus colegas, tirando partido de uma boa visão de jogo. Com grande sentido de baliza, tem um disparo violento com ambos os pés – o direito é o melhor -, que utiliza com facilidade de fora da área, como também dentro desta, sobretudo após acções de desmarcação, em remates cruzados ou em finalizações ao segundo poste. Jogador intenso, corre os 90 minutos, ajudando também em acções defensivas.

Loïc Rémy Loïc Rémy (França) . Avançado, de 21 anos, 1.84/66, é a principal estrela da formação secundária do Lyon, mas já teve a oportunidade de jogar pela equipa principal em 2006/07, actuando em 9 partidas, entre Ligue 1, Liga dos Campeões, Taça de França e Taça da Liga. Ao serviço do Lyon actua mais sobre as faixas, sobretudo na direita, mas na selecção desempenhou – e bem – as funções de segundo avançado, com liberdade para aparecer tanto na área como sobre as faixas, criando, com as suas acções, inúmeros desequilíbrios. Extremamente móvel, trata-se de um jogador que não pára um segundo em situação ofensiva, movimentando-se constantemente em busca de desmarcações sem bola, como também na exploração de movimentações com bola, seja em diagonais, seja de trás para a frente. Apesar de algo leve, cresceu em termos de potência física, o que lhe permite conquistar mais disputas de bola, como também jogar, com grande eficácia, de costas para a baliza, tirando partido da sua agilidade para rodar sobre os adversários, o que o torna num jogador muito perigoso em movimentos curtos. Muito rápido e dotado de uma técnica individual muito interessante, sabe acelerar o jogo, como também criar desequilíbrios no um para um, pois possui uma grande capacidade de drible curto, rodando bem sobre os adversários, mas não individualiza nem adorna demasiado as suas acções, mostrando sempre sentido colectivo, nomeadamente nas combinações com o avançado mais fixo, já que é inteligente a executar tabelas. Revela também predicados no último passe, executando várias assistências para finalização, quer a partir das alas, quer em posição central, para além de aparecer muito bem na área a finalizar, sobretudo através de remates cruzados de pé direito, mas regista uma evolução no trabalho com o pé esquerdo, que está longe de ser cego. Participa também em acções defensivas, pressionando os oponentes ainda no meio campo adversário.

Jiang Ning Jiang Ning (China) . Uma das revelações de Toulon 2007, onde foi o melhor marcador da selecção chinesa, ao apontar 3 golos. Avançado, de 20 anos, actua no Qingdao Zhongneng, e poderá ser uma das surpresas das próximas Olimpíadas. É um jogador muito móvel e eléctrico, que mesmo actuando como unidade mais avançada da equipa, não pára um segundo e está sempre a procurar movimentações, muitas vezes de dentro para fora, já que gostar de aparecer sobre as faixas. Dotado de um bom controlo de bola e de uma técnica individual muito interessante, sabe tirar partido da sua agilidade para rodar sobre os defesas adversários em movimentos curtos, mostrando também capacidade para romper em diagonais, tirando partido da sua velocidade e capacidade de desmarcação, que o torna num avançado muito perigoso em acções de contra-ataque. Oportuno dentro da área, está sempre atento a uma eventual desmarcação ou ressalto, mostrando sentido de baliza e facilidade de remate com o pé direito.

Abdoul Razak Boukari Abdoul Razak Boukari (França) . Avançado polivalente, nasceu em Lomé, no Togo, e é filho de um antigo internacional togolês. Tem 20 anos, 1.82/76, e foi revelado pelo Châteauroux, onde apareceu na primeira equipa com 17 anos. Uma excelente temporada em 2005/06, assim como o seu bom rendimento nas selecções jovens francesas, abriu-lhe as portas do Lens no Verão de 2006, tendo realizado 29 jogos na Ligue 1 na última época, ainda que 21 destes tenham sido na condição de suplente utilizado. Na selecção actua como avançado, ora mais ao centro, ora sobre uma das alas, preferencialmente a esquerda, apesar de se tratar de um jogador destro – não totalmente cego de pé esquerdo -, mas no seu clube é utilizado, muitas vezes, como volante lateral, fazendo todo o corredor. Trata-se de um jogador que se destaca pela velocidade e potência, revelando-se extremamente forte a romper de trás para a frente ou em diagonais, o que lhe permite aparecer, várias vezes, em posição de finalização, necessitando de ganhar uma maior consistência a nível do remate, onde alterna com facilidade o bom com o medíocre. Do ponto de vista técnico apresenta argumentos interessantes, ainda que se destaque mais pelos ritmos fortes que imprime em progressão, para além de se tratar de um jogador com grandes argumentos de ordem física, que se impõe em situações de choque, como também demonstra facilidade a proteger a bola e a escondê-la dos adversários.

Emmanuel Clottey Emmanuel Clottey (Gana) . Avançado ganês, de 19 anos, 1.70/72, actua no seu país ao serviço do Accra Great Olympics, onde tem vindo a revelar dotes de goleador, pois já somou mais de uma dezena de golos na Primeira Liga ganesa. Apesar da sua pouco imponente estrutura física, pode actuar na frente do ataque, mas gosta de ter mobilidade para aparecer em posições exteriores, sobretudo sobre as alas, para depois romper em diagonais para a área. Trata-se de um avançado extremamente rápido, capaz de imprimir impressionantes mudanças de ritmo, e que é também capaz de executar em velocidade, mostrando atributos de ordem técnica muito interessantes, nomeadamente uma boa capacidade de drible curto, que lhe permite criar desequilíbrios no um para um, ainda que, em algumas situações, exagere em individualismos. A sua capacidade de desmarcação, sobretudo em diagonal, permite-lhe também isolar-se através de tabelas, iniciando e finalizando as jogadas, após combinação com outro jogador. Apesar de destro, mostra facilidade a rematar com os dois pés, não só em finalizações dentro da área, onde revela um excelente sentido de oportunidade, sentido de baliza e uma boa capacidade de antecipação sobre os defesas, como também de fora da área, em lances de bola corrida ou de bola parada. A Europa não deverá demorar a ser o seu destino.

Kevin Gameiro Kevin Gameiro (França) . Melhor marcador da competição e também melhor jogador para a organização de Toulon, apontou 5 golos, 3 dos quais na final diante da China, mesmo não tendo começado a competição como titular absoluto. Actua no Estrasburgo, onde ainda não se conseguiu impor – 3 golos em 16 jogos na Ligue 2 em 2006/07 -, tem 20 anos, 1.68 / 64. Apesar das suas características físicas pouco imponentes, trata-se de um jogador que se sente muito à vontade na área, que pode ser caracterizado com a expressão “rato de área”. Oportuno, sabe aparecer no sítio certo para desviar a bola para a baliza, muitas vezes a um-dois toques, revelando também um bom poder de antecipação sobre os defesas adversários, ganhando-lhes facilmente posição. Rápido e móvel, pode aparecer também sobre as faixas ou nas costas de um avançado mais fixo, ainda que não se destaque por adornos técnicos, mas muito mais pela capacidade de movimentação e de desmarcação, tanto de fora para dentro, como de dentro para fora.

Carlos Saleiro Carlos Saleiro (Portugal) . Avançado, de 21 anos, 1.85/79, pertence aos quadros do Sporting, mas esteve emprestado nas duas últimas temporada ao Olivais e Moscavide, onde, na última época, apontou 4 golos em 24 partidas, sendo que apenas três foram completas. Apesar de ter ficado em branco em Toulon, trata-se de um avançado muito interessante, que tem vindo a evoluir como jogador, podendo atingir outro patamar. Actua, preferencialmente, na área, mas possui uma boa capacidade de movimentação, que lhe permite procurar espaços exteriores, quer sobre as alas, quer fora da área em espaços centrais, mostrando inteligência e elegância nas acções, sobretudo a proteger a bola de costas para a baliza: domina-a bem, sabe escondê-la do adversário, temporizar e efectuar uma entrega inteligente, com passes curtos e médios eficazes, tirando partido também da sua agilidade e capacidade para rodar sobre os adversários. Tecnicamente dotado, consegue ganhar alguns lances no um para um, sobretudo em espaços curtos, para além de evidenciar velocidade de movimentos, muito útil em ataques rápidos. Dentro da área também apresenta argumentos como finalizador, mas falta-lhe uma maior frieza – e menos ansiedade – no momento do remate.

Yasuhito Morishima Yasuhito Morishima (Japão) . Avançado-centro, de 19 anos, 1.86 / 80, tem começado a jogar com regularidade no Cerezo Osaka, actualmente na J-League 2, onde marcou o seu primeiro golo na última partida antes de rumar a Toulon, devendo marcar presença no próximo Mundial sub-20. É um jogador de área, muito interessante, que se destaca pela sua capacidade de finalização, que lhe valeu um “bis” diante da Alemanha: tem um remate forte e colocado com os pés e mostra também potencial no futebol aéreo, utilizando não só a sua altura, como um bom poder de impulsão e tempo de salto. Do ponto de vista técnico não deslumbra, mas possui atributos muito interessantes em movimentos curtos, rodando bem sobre os adversários, para além de evidenciar qualidade a jogar de costas para a baliza, pois sabe tirar partido da sua capacidade física para proteger a bola de forma inteligente, acrescida de uma boa capacidade no passe curto, também útil em acções de “pivot” em tabelas.


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