Europeu de Esperanças 2007: 36 jogadores para o futuro
sexta-feira, 22 junho 2007

Damir Kahriman

Damir Kahriman (Sérvia) – Guarda-redes titular do Vojvodina, de 23 anos, 1.96/94, foi a grande figura da selecção Sérvia no Europeu sub-21, conduzindo-a à final, onde só cedeu no prolongamento. Muito alto e dotado de uma condição física impressionante, impõe-se com grande naturalidade, quer entre postes, quer fora destes, mostrando enorme capacidade de liderança e conhecimento do espaço que pisa. Mostra um bom controlo da baliza, chegando com facilidade a ambos os postes, pois é muito elástico, sabe-se colocar e tem reflexos rápidos. Fora dos postes, gosta de arriscar, revelando um bom controlo do espaço aéreo, firmeza no um para um com os avançados por baixo e um excelente tempo de saída. Apesar da sua juventude, já ultrapassou a fasquia dos 50 jogos na principal Liga sérvia, onde foi lançado pelo Zemun, em Abril de 2004, numa deslocação ao terreno do Zeta (derrota 1-2).

Zdenek Zlámal

Zdenek Zlámal (República Checa) – Guarda-redes do Sparta Praga, começou a temporada como terceira escolha para o posto, o que levou o clube a emprestá-lo ao FC Tescoma Zlín, onde se impôs como titular, afirmando-se como uma das maiores revelações da Liga, ajudando a sua formação a ficar no escalão primo divisionário do futebol checo. 21 anos, 1.93-92. Trata-se de um guardião muito alto e com uma constituição física notável, que se mostra extremamente forte entre postes, parecendo ocupar toda a baliza, para além de evidenciar capacidade de liderança, comunicando muito com os seus colegas de sector. Dotado de uma boa colocação, revela bons reflexos e uma elasticidade e agilidade invulgares num guardião com as suas características físicas, protagonizando algumas defesas espectaculares e/ou de elevado grau de dificuldade. Pode, no entanto, trabalhar mais a recepção da bola, já que faz várias defesas incompletas ou a dois tempos, aspecto em que deverá melhorar. Fora dos postes deve tornar-se mais rápido a reagir aos lances, mas mostra capacidades nos lances de um para um com os avançados adversários, para além da sua elevada estatura permitir-lhe desfazer cruzamentos com alguma facilidade, mas pode e deve arriscar mais, já que não se costuma aventurar fora da sua pequena área.

Antonio Rukavina Antonio Rukavina (Sérvia) – Lateral-direito, impôs-se com grande facilidade no Partizan Belgrado, onde chegou a meio da época, depois de ter feito uma excelente primeira volta de Liga no modesto Bezanija. Jogador de 23 anos, 1.77/74, foi uma das revelações da temporada sérvia, o que lhe permitiu já ser chamado à selecção principal, pela qual se estreou dias antes de iniciar a sua participação no Europeu de Esperanças. É um lateral direito que está habituado a jogar num esquema tradicional de quatro defesas, mas cujas características, marcadamente ofensivas, permitem adaptá-lo com grande facilidade a uma posição de volante direito, num esquema com laterais adiantados. Mesmo que fisicamente não seja um portento, faz com grande facilidade todo o corredor durante os 90 minutos, criando desequilíbrios com as suas subidas, pois é rápido, possui uma capacidade técnica interessante e mostra-se particularmente perigoso nos cruzamentos, saindo dos seus pés várias assistências para finalizações, tanto em lances de bola parada, como em lances de bola corrida. No capítulo defensivo, apesar de muito esforçado e pressionante, necessita de evoluir do ponto de vista táctico, tanto na defesa de posições exteriores como em posições interiores, pois dá demasiado espaço aos adversários.

Gianni Zuiverloon Gianni Zuiverloon (Holanda) – Lateral-direito, adaptável também ao posto de central pela direita, num esquema com três defesas ou três centrais, de 20 anos, 1.81/70, foi revelado pelo Feyenoord, mas não vingou na primeira equipa da formação de Roterdão, passando depois pelo RKC Waalwijk e, na última época, pelo Heerenveen, onde realizou uma boa temporada, impondo-se com facilidade como titular. Trata-se de um lateral pouco brilhante, mas eficaz nos processos defensivos, já que é bastante pressionante, agressivo – por vezes em demasia – e com capacidade de desarme, tanto pelo chão, como pelo ar, não sendo fácil ultrapassá-lo, quando está correctamente posicionado. Do ponto de vista ofensivo, apesar de se tratar de um defesa rápido e potente, mostra poucos predicados de ordem técnica, para além de necessitar de ganhar maior consistência no passe e nos cruzamentos para atingir outra dimensão.

Manuel da Costa Manuel da Costa (Portugal) – Defesa-central, de 21 anos, 1.87/78. Depois de ter deslumbrado em Toulon 2006, o que lhe permitiu a fantástica transferência da equipa secundária do Nancy para o PSV Eindhoven, onde não se conseguiu ainda impor como titular absoluto, mas foi regularmente utilizado, confirmou-se como um dos jovens centrais – na minha opinião, o jovem central – mais promissores do futebol europeu e mundial. Apesar da decepcionante campanha portuguesa no Europeu de Esperanças, Manuel da Costa confirmou-se como um defesa central extremamente calmo e seguro, dotado de um excelente sentido posicional, grande capacidade de desarme, tanto pelo chão como pelo ar, e forte na antecipação, tirando partido de um bom tempo de entrada aos lances, para além da sua velocidade natural a atacar a bola. Falta-lhe, contudo, um pouco mais de agressividade, isto apesar de ser forte fisicamente, mas trata-se de um central pouco faltoso e que procura sempre a bola. Do ponto de vista técnico é bastante evoluído para um central, revelando facilidade a sair a jogar, assumindo uma primeira fase de construção, ainda que, em algumas ocasiões, arrisque em demasia. Eficaz no passe curto e médio, mostra predicados muito interessantes no passe longo, que lhe permitem lançar iniciativas ofensivas à distância. Central com presença na área adversária, falta-lhe ganhar ainda um maior engodo pela baliza adversária.

Dusko Tosic Dusko Tosic (Sérvia) – Defesa-central canhoto, de 22 anos, 1.81/78, foi contratado pelo Sochaux, em Janeiro de 2006, ao OFK Belgrado, onde era titular desde os 18 anos. Em França, acabou a última época como titular, mas não o foi de forma absoluta, totalizando, até ao momento, 40 jogos em época e meia na Ligue 1. Actua preferencialmente pela zona central esquerda da defesa, e apesar de canhoto, jogo também com alguma facilidade com o pé direito. Forte no jogo aéreo, tanto em situação defensiva, como ofensiva, sabe tirar partido de um excelente poder de impulsão, tratando-se de um especialista a jogar na antecipação, ganhando com facilidade posição aos adversários directos tanto pelo chão como pelo ar. Precisa, no entanto, de melhorar o tempo de entrada aos lances, o que o leva a ser algo faltoso, como também tornar-se mais concentrado, já que, em algumas ocasiões, parece “adormecer”. Mesmo assim, é bastante eficaz no desarme. Do ponto de vista técnico é um central muito evoluído, com grandes capacidades no um para um e a sair a jogar. Criterioso na distribuição de jogo, assume, sem receios, a primeira fase de construção, mostrando eficácia no passe: curto, médio ou longo.

Branislav Ivanovic Branislav Ivanovic (Sérvia) – Defesa central, de 23 anos, 1.88/84, já internacional A, pode também actuar como lateral, sobretudo à direita, mas não se sente tão à vontade nessa missão. Contratado pelo Lokomotiv Moscovo, onde é titularíssimo há ano e meio, ao OFK Belgrado, trata-se de um defesa muito seguro e talhado para voos mais altos. Poderoso fisicamente, impõe-se com facilidade e naturalidade no confronto físico, não abusando de jogo faltoso, isto apesar de se tratar de um central talhado para acções de marcação, bastante difícil de ultrapassar no um para um. Forte no desarme, tanto pelo ar como pelo chão, é rápido e contundente a atacar a bola, ganhando vários lances na antecipação, mas poderá melhorar a definição do tempo de entrada aos lances. Do ponto de vista técnico é um jogador muito interessante, mostrando capacidades a sair a jogar, sobretudo no passe curto e médio, mas, quando é necessário, também sabe jogar de forma feia e prática. Revela também facilidade em explorar o futebol aéreo em situação ofensiva, marcando alguns golos de cabeça na sequência de lances de bola parada, para além de se tratar de um líder nato, muito comunicativo, pois dá, de forma permanente, instruções aos seus colegas de sector, como também sabe empurrar a equipa para a frente.

Gojko Kacar Gojko Kacar (Sérvia) – Um jogador impressionante. Central ou médio defensivo, de 20 anos, 1.85/79, apenas realizou um jogo no Europeu, diante da Inglaterra, onde se exibiu a um nível altíssimo, confirmando a excelente época ao serviço do Vojvodina, clube que representa como titular há mais de dois anos. Jogador com grande capacidade de liderança, comunica muito com os seus companheiros de sector e sabe empurrar a equipa para a frente, destacando-se também por ser um exímio recuperador de bolas, muito forte no desarme, tanto pelo chão, como pelo ar, aliando contundência na abordagem aos lances – é fortíssimo no “tackle”, mas, em algumas ocasiões, demasiado duro – com um excelente poder de antecipação, pois é muito rápido e ganha com facilidade a posição aos avançados adversários. Inteligente a nível posicional e táctico, evidencia uma capacidade técnica bastante acima da média para um central, arriscando dribles em zonas proibidas, para além de sair a jogar com grande facilidade, assumindo a condução e a organização do jogo ofensivo desde trás, revelando uma boa capacidade de passe. É, também, um defesa que marca golos com alguma facilidade: seja através do seu jogo aéreo em lances de bola parada ofensivos, seja através de remates de fora da área, pois possui um bom disparo de pé direito, mas pode melhorar o enquadramento.

Ryan Donk Ryan Donk (Holanda) – Defesa-central, de 21 anos, 1.92/80, foi contratado, no final de Agosto de 2006, pelo AZ Alkmaar, onde acabou a época como titular, ao RKC Waalwijk, clube onde ainda pouco jogara. Destaca-se, sobretudo, pela sua grande compleição física e poder de choque, que lhe permite impor-se, com relativa facilidade, nos lances divididos, não recorrendo muito a faltas para parar o seu adversário directo. Muito forte no jogo aéreo, revela-se mais eficiente em situação defensiva, onde ganha a maior parte dos lances que disputa, do que em situação ofensiva, necessitando de trabalhar mais a sua técnica de cabeceamento em direcção à baliza adversária. Pelo chão, apesar de rápido e contundente a atacar a bola, sente algumas dificuldades em velocidade, quando são exploradas as costas da defesa, mas faz-se valer de um interessante sentido posicional. Apesar de possuir alguns atributos a sair a jogar, mesmo quando arrisca um futebol mais directo, é um defesa prático e nada complicativo, que joga feio quando tem que o fazer.

Marco Andreolli Marco Andreolli (Itália) – Defesa-central, habitualmente pela direita, de 21 anos, 1.87/81, produto das escolas do Inter, onde ainda não se conseguiu impor como titular, fruto da elevada concorrência na sua posição. Muito frio e seguro, trata-se de um jogador com escola, que se destaca por um elevado sentido posicional e táctico, que lhe permite ser eficaz tanto a jogar solto como em acções de marcação, não sendo fácil batê-lo no um para um, já que é muito eficaz no desarme pelo chão e pelo ar. Tecnicamente dotado, revela facilidade na recepção e no controlo de bola e sabe sair a jogar, quase sempre à base de passes curtos e médios. O seu ponto mais fraco acaba por ser a velocidade em lançamentos para as suas costas, já que se sente mais à vontade em espaços curtos do que em largos. Necessita também de jogar com mais frequência, o que dificilmente acontecerá no Inter.

Slobodan Rajkovic Slobodan Rajkovic (Sérvia) – Defesa-central canhoto, de 18 anos, 1.95/85, foi revelado pelo OFK Belgrado, onde ainda actua, mas já é jogador do Chelsea há mais de um ano e meio. Jogador portentoso do ponto de vista físico, impõe-se com enorme facilidade nos lances corpo a corpo, ainda que necessite de rever a contundência e agressividade excessiva com que aborda alguns lances. Muito forte no jogo aéreo, raramente perde uma bola no espaço defensivo, mostrando também à vontade para participar em situação ofensiva em lances de bola parada, conquistando várias bolas nesse tipo de situação. Apesar da sua elevada estatura, sai com facilidade de posição e pressiona tanto na zona intermediária, como também sobre a ala esquerda, mostrando facilidade no desarme e a jogar na antecipação, tanto pelo chão, como pelo ar. Bastante prático, sabe jogar feio quando é necessário, mas também é capaz de sair a jogar, mostrando capacidades no passe. Falta-lhe ganhar uma maior consistência nos lances de um para um, onde lhe falta um tempo de reacção mais rápido a acções de desequilíbrio dos adversários.

Giorgio Chiellini Giorgio Chiellini (Itália) – Lateral-esquerdo, de 22 anos, 1.86/79, surgiu com apenas 16 anos na primeira equipa do Livorno, de onde saltou, em 2004, para a Fiorentina, impondo-se com facilidade, o que lhe permitiu a estreia na selecção principal. Está há dois anos na Juventus, tendo sido um dos melhores jogadores na última época, ajudando o clube de Turim a regressar à Série A do Calcio. É um lateral que se adapta com facilidade ao esquema tradicional de quatro unidades defensivas, como também pode actuar como volante lateral pela esquerda, já que faz com facilidade todo o corredor, mostrando-se até mais à vontade a atacar do que a defender, onde necessita de ganhar maior consistência, isto apesar de poder também desempenhar as funções de central pela esquerda, sobretudo num esquema com três defesas. É um defesa bem constituído fisicamente e, por vezes, excessivamente duro, o que lhe custa alguns cartões, sentindo-se mais à vontade na defesa de posições interiores, até porque possui um bom jogo aéreo, do que na defesa de posições exteriores, onde comete algumas desatenções, que deverá corrigir. Do ponto de vista ofensivo, mostra-se muito rápido e potente a desdobrar-se em acções de ataque, tanto com bola, como sem bola, fazendo, com grande facilidade, todo o corredor, pois evidencia sempre uma excelente preparação física e um grande pulmão. Mesmo não se tratando de um jogador tecnicamente muito evoluído, ganha lances no um para um e mostra eficácia no passe e nos cruzamentos, onde pode tornar-se ainda mais acutilante, como também é forte a fazer diagonais com bola, pois tem um remate muito forte de pé esquerdo.

Sébastien Pocognoli Sébastien Pocognoli (Bélgica) – Lateral-esquerdo, de apenas 19 anos, 1.82/72, protagonizou uma excelente campanha no Genk, o que fez com que vários clubes o observassem, optando por uma proposta do AZ Alkmaar, que ganhou a corrida a alguns emblemas franceses de topo. Jogador muito forte do ponto de vista defensivo, defende com grande facilidade posições exteriores, onde é difícil superá-lo no um para um, pois é forte fisicamente, pressionante e eficaz tanto em acções de desarme como a jogar na antecipação. Inteligente a nível táctico e posicional, defende com facilidade posições interiores, revelando facilidade a defender o espaço aéreo, como também a acompanhar as movimentações em diagonal dos extremos/alas adversários. Do ponto de vista ofensivo, falta-lhe alguma capacidade técnica para criar desequilíbrios no um para um, mas é rápido, sabe conduzir jogo – tem facilidade em utilizar os dois pés, apesar de ser canhoto – e tem um remate fortíssimo de pé esquerdo, tanto em bola corrida, como em bola parada, onde poderá atingir outro patamar, se trabalhar o enquadramento. A nível do passe e dos cruzamentos evidencia potencial, mas poderá tornar-se ainda mais consistente e acutilante.

Aleksandar Kolarov Aleksandar Kolarov (Sérvia) – Apontado pela imprensa do seu país como o “novo Roberto Carlos”, realizou uma temporada muito boa no OFK Belgrado, onde apontou 4 golos em 27 jogos, o que motivou observações de clubes italianos, ingleses e alemães, falando-se, com insistência, de uma possível transferência para a Lázio. Tem 21 anos, 1.87/80. Apesar de se tratar de um jogador forte do ponto de vista físico, sente-se muito mais à vontade a atacar do que a defender, onde terá que ganhar uma bem maior consistência, de forma a atingir outros patamares, pois dá demasiado espaço nas suas costas e mostra algumas debilidades do ponto de vista táctico e posicional, nomeadamente quando é obrigado a defender posições interiores. Do ponto de vista ofensivo, é um lateral que faz com grande facilidade todo o corredor, assumindo e conduzindo jogo com muita qualidade, para além de revelar um bom poder de desmarcação com e sem bola. Muito rápido e muito dinâmico, alia a velocidade a uma capacidade técnica acima da média, que lhe permite criar desequilíbrios no um para um, mostrando também um bom potencial no passe e nos cruzamentos, realizando várias assistências para finalização. Dotado de um remate violentíssimo de pé esquerdo, procura muito a baliza adversária, tanto em lances de bola corrida, como também em bola parada, tratando-se de um especialista neste tipo de acção – marcou um golo de livre à Bélgica.

Hedwiges Maduro Hedwiges Maduro (Holanda) – Médio defensivo, de 22 anos, 1.84/79, realizou uma época bem abaixo das expectativas no Ajax, onde se assumira em 2005/06 como peça-chave do esquema da equipa, merecendo também chamadas regulares à selecção principal. Chegou ao Europeu em boa forma física, o que lhe permitiu exibir-se a altíssimo nível, isto apesar de não se tratar de um jogador muito veloz, mas é extremamente eficaz do ponto de vista táctico, ocupando e fechando muito bem os espaços, o que lhe permite recuperar muito jogo, quer através da sua capacidade de desarme, tanto pelo chão como pelo ar, mas também pela extrema facilidade com que corta linhas de passe. Eficaz a sair a jogar, fá-lo, quase sempre, de forma simples, com base num futebol mais apoiado, tirando partido da sua eficácia no passe curto e médio, mas também incorpora com facilidade acções de ataque, movimentando-se bem sem bola, já que aparece com facilidade em posições de remate, para tirar partido do seu excelente remate de pé direito.

Miguel Veloso Miguel Veloso (Portugal) – Médio defensivo, de 21 anos, 1.80/79, confirmou na Selecção de Esperanças a excelente segunda volta que realizou ao serviço do Sporting. Dotado de um excelente sentido posicional, que compensa algumas lacunas em velocidade, mostrou-se muito eficaz em acções de recuperação, tanto a nível do desarme, sobretudo pelo chão, como também a jogar na antecipação, o que lhe permitiu cortar inúmeras linhas de passe. Jogador com personalidade e maturidade acima do normal para a sua idade, assume o jogo desde trás, mostrando uma capacidade técnica acima da média, que lhe permite assumir a condução de jogo e criar desequilíbrios no um para um, como também uma grande facilidade no passe e na escolha dos tempos, que o tornam num especialista no lançamento de jogadas de ataque, tanto organizado, como de ataques rápidos, fruto da facilidade que evidencia a colocar a bola à distância, sobretudo sobre os flancos. Está a mostrar um crescimento importante na eficácia e enquadramento do remate de pé esquerdo de fora da área, tanto em bola corrida, como em bola parada, o que lhe permitiu marcar dois golos durante a competição, mas deverá trabalhar mais o futebol aéreo, tanto defensiva, como ofensivamente.

Antonio Nocerino Antonio Nocerino (Itália) – Protagonista de uma excelente época ao serviço do Piacenza, onde apontou 6 golos em 37 jogos na Série B em 2006/07, tem 22 anos, 1.78-76, e uma carreira extremamente irregular para um jogador tão jovem, com passagens por 6 clubes em apenas 4 épocas como profissional, quase sempre no segundo escalão do futebol italiano. Em Itália, é conhecido por “Piccolo Gattuso”, pelas semelhanças físicas e no estilo de jogo com o jogador do AC Milan e da Selecção Italiana. É um jogador que se destaca pela intensidade de jogo, pois corre os 90 minutos, pressionando a todo o campo e nunca virando a cara à luta, o que lhe permite recuperar muitas bolas, aliando capacidade de desarme e de antecipação a um bom sentido posicional e táctico, preenchendo os espaços de forma inteligente, ainda que, em algumas situações, evidencia excessos de agressividade que lhe custam vários cartões. Com a bola nos pés não se atrapalha, apesar de jogar, por norma, de forma simples, não arriscando muito no passe. Dotado de uma capacidade técnica interessante, rompe bem, em acções com bola e sem bola, de trás para a frente, aparecendo com facilidade em posições de remate, possuindo um bom disparo de pé direito.

Marouane Fellaini Marouane Fellaini (Bélgica) – Médio multi-funções, a sua posição natural é a de médio-centro, mas pode também actuar como médio defensivo ou como médio ofensivo, como aconteceu no Portugal – Bélgica, disputado há poucos meses em Alvalade. 18 anos, 1.94/85, joga no Standard de Liège, onde se impôs como titular, afirmando-se também como uma das figuras da temporada belga, o que lhe valeu um lugar na renovada selecção principal. Portentoso do ponto de vista físico, trata-se de um jogador que se movimenta muito e bem, quer em acções com bola, quer em acções sem bola, uma das suas especialidades. Muito forte no jogo aéreo, ganha bolas com grande facilidade a meio-campo, como também, em acção ofensiva, na área adversária, mostrando sentido de baliza, não só de cabeça, mas também em remates de pé direito. Pode assumir mais o jogo, pois é tecnicamente dotado, revelando igualmente facilidade no passe, ainda que jogue, essencialmente, com base em passes curtos. Do ponto de vista defensivo, controla o espaço aéreo e ganha a grande parte dos lances que disputa no corpo a corpo, mostrando potencial no desarme, para além de se tratar de um jogador agressivo, ainda que, em algumas situações, de forma excessiva. Fruto do seu poderio físico, sabe também jogar de costas para a baliza, escondendo a bola dos adversários.

Milan Smiljanic Milan Smiljanic (Sérvia) – Médio centro, de 20 anos, 1.81 / 75, foi uma das várias revelações da Liga Sérvia em 2006/07, tendo-se imposto como titular indiscutível do Partizan Belgrado, o seu clube de sempre. Apesar de mais talhado para acções ofensivas do que defensivas, o excesso de jogadores com características ofensivas no meio-campo sérvio obrigou-o a assumir um papel mais de contenção. Cumpriu, ainda que nem sempre de forma regular, essa tarefa, fazendo uso do seu jogo posicional, bem mais do que pela sua capacidade de desarme ou de marcação, aspectos para os quais não é particularmente talhado. Contudo, destingiu-se pela facilidade com que organiza jogo, mostrando capacidade para assumir a condução e distribuição de jogo, tirando partido do seu talento no passe, executando de forma inteligente e rápida. Capaz de progredir no terreno com bola e sem bola, revela uma capacidade técnica muito interessante, que lhe permite criar desequilíbrios no um para um, aparecendo também em posições de remate, ainda que necessite de potenciar o enquadramento.

Manuel Fernandes Manuel Fernandes (Portugal) – Segundo trinco, médio centro ou interior, deu sinais de um crescimento físico – verdadeiramente impressionante – capaz de o conduzir a patamares elevadíssimos, se a cabeça ajudar, pois tem talento de sobra, mas falta-lhe ganhar uma maior consistência e pendularidade exibicional, pois aparece e desaparece dos jogos ainda com alguma facilidade. 21 anos, 1.75/69, tem contrato com o Benfica, que o emprestou ao Portsmouth e, posteriormente, ao Everton, tendo sido apenas titular a espaços em ambas as formações. Médio completo, revela-se extremamente útil em acções de recuperação, já que a sua capacidade física actual permite-lhe impor-se nos lances divididos, ainda que, por vezes, com excessiva agressividade, juntando à sua já conhecida capacidade de desarme e, sobretudo, facilidade em jogar na antecipação. Do ponto de vista ofensivo apresentou também um salto qualitativo muito interessante: forte a conduzir jogo e a criar desequilíbrios no um para um, sabe usar a sua velocidade e poder físico para progredir no terreno, aliando-o a uma boa visão de jogo, capacidade de passe e bom poder técnico, ainda que exagere em acções individuais e em imprimir ritmos demasiados elevados, aspectos que terá que limar. Evoluiu também a nível do remate de fora da área: mais potente e melhor enquadrado, sobretudo em conclusões de fora da área, mas, também aí, deverá apresentar mais cuidados na selecção, já que exagera na busca do golo.

Nigel Reo-Cocker Nigel Reo-Coker (Inglaterra) – Médio centro ofensivo, de 23 anos, 1.72/65, é titularíssimo do West Ham United há três épocas, depois de ter sido revelado pelo Wimbledon, somando cerca de 200 jogos entre todas as competições, o que é sinónimo de experiência e maturidade acima da média para um jogador da sua idade. Por isso mesmo, não surpreendeu a forma adulta como liderou a formação inglesa, a partir da zona central do terreno, aliando capacidade para sair e organizar acções ofensivas a um grande poder físico, que lhe permite ser muito útil também em acções de recuperação. Com grande “pulmão”, corre os 90 minutos, mostrando um bom conhecimento táctico do jogo, que lhe permite ocupar bem os espaços, para além de possuir capacidades no desarme e a jogar na antecipação. Tecnicamente dotado, sabe aliar esse seu talento à força física, rompendo bem de trás para a frente em acções com bola, mas também sem bola, o que lhe permite aparecer com facilidade em posições de remate. Deve ganhar uma maior consistência a nível da visão de jogo e do passe, onde, por vezes, se revela errático, para atingir outro patamar.

Alberto Aquilani Alberto Aquilani (Itália) – Médio centro ofensivo, capaz de desempenhar várias funções a meio-campo, quer como interior, quer como médio mais ofensivo, de 22 anos, 1.84/78. Habitual suplente da AS Roma, onde foi incorporado na primeira equipa com apenas 17 anos, trata-se de um jogador de classe, capaz de desequilibrar o jogo numa acção, mas que evidencia uma irregularidade exasperante, pois passa longos minutos longe dos jogos. Dotado de um pé direito de enorme qualidade, possui uma capacidade técnica bem acima da média, que lhe permite criar desequilíbrios no um para um com facilidade, para além de ser um jogador capaz de gerir os tempos de entrega e de fazer com qualidade a condução e circulação de bola, pois também possui atributos a nível da visão de jogo e do passe, mas a sua habitual tendência para se esconder em determinadas fases do jogo acaba por lhe tirar influência. Possui também um bom remate de pé direito, que lhe valeu dois golos durante a competição.

Otman Bakkal Otman Bakkal (Holanda) – Médio de características ofensivas polivalente, de 22 anos, 1.82/76, pode desempenhar várias funções em campo: médio ofensivo, médio centro ofensivo ou interior, médio ala pela direita ou esquerda. O seu passe pertence ao PSV Eindhoven, sendo praticamente certo que Ronald Koeman lhe irá dar uma oportunidade em 2007/08, depois de dois anos e meio emprestado a FC Den Bosch, FC Eindhoven e Twente, onde, na última temporada, alternou a titularidade com o banco. Jogador talentoso, mas bastante irregular, sente dificuldades em cumprir os 90 minutos, sobretudo quando o jogo é mais intenso, aparecendo e desaparecendo com grande facilidade dos jogos. Trata-se de um médio tecnicamente dotado e rápido, com capacidade no um para um, já que sabe driblar em progressão, para além de possuir capacidades no passe. Defensivamente, procura preencher os espaços de forma inteligente, mas está longe de se tratar de um recuperador exímio.

Bosko Jankovic Bosko Jankovic (Sérvia) – Médio ofensivo, interior ou ala, preferencialmente sobre a direita, mas também, em caso de necessidade, sobre a esquerda, esta antiga estrela do Estrela Vermelha de Belgrado, onde apontou 24 golos em 73 jogos na principal Liga sérvia, realizou uma boa época em Espanha, onde, ao serviço do Maiorca, apontou 9 golos em 28 jogos, sendo que apenas 17 foram na condição de titular. 23 anos, 1.83/78, já internacional A. Sempre muito participativo no jogo ofensivo da equipa, possui uma boa técnica individual, para além de se tratar de um jogador com boa visão de jogo e com capacidade no passe e nos cruzamentos. Capaz de criar desequilíbrios no um para um, falta-lhe assumir mais o risco de partir para cima do adversário e melhorar a sua capacidade de drible curto, mas, ainda assim, cria desequilíbrios com as suas acções com bola e movimentações sem bola, explorando bem a força física que possui e os seus movimentos na sequência de diagonais, para além de revelar potência no remate de pé direito, tanto de dentro, como fora da área. A sua época em Espanha permitiu-lhe uma evolução em termos tácticos e de recuperação de jogo, aspecto onde ainda poderá evoluir, de forma a se tornar ainda mais completo.

Daniel de Ridder Daniel de Ridder (Holanda) – Jogador de enorme talento, mas de uma irregularidade exasperante, não vingou no Celta de Vigo, onde em quase dois anos realizou apenas 20 jogos, depois de um início de carreira promissor no Ajax, de onde sairia pela porta pequena após alguns conflitos. Tem 23 anos, 1.80/69, e é capaz de alternar exibições medíocres com momentos brilhantes, como a final do Europeu, em que realizou três assistências para golo. Actua, preferencialmente, aberto na ala direita do ataque, mas pode também jogar na esquerda ou livre nas costas do(s) avançado(s). numa posição mais interior. É um jogador de grande qualidade técnica e excelente drible, que cria desequilíbrios no um para um com grande facilidade, ainda que, por vezes, demore a mudar de velocidade ou perca objectividade com mais um adorno. Eficaz nos cruzamentos e no último passe, sobretudo na sequência de diagonais da ala para o meio, o que lhe permite fazer várias assistências para golo, falta-lhe algum sentido de baliza, como também tornar-se mais participativo no jogo, não só em termos ofensivos, como também a nível defensivo, pois não gosta muito de correr atrás da bola.

Dejan Milovanovic Dejan Milovanovic (Sérvia) – Médio centro ofensivo ou médio ofensivo, de 23 anos, 1.80/75, é uma das principais figuras do Estrela Vermelha de Belgrado, tendo-se estreado na equipa principal com apenas 17 anos, o que lhe permite somar, até ao momento, perto de 130 jogos na principal Liga sérvia. Talento puro, foi obrigado, por imperativos tácticos, a jogar um pouco mais recuado do que gosta, mas trata-se de um jogador que sabe organizar jogo, mostrando boa visão de jogo e facilidade de passe, ainda que se sinta mais à vontade quando actua livre, mais próximo do(s) avançado(s), de forma a retirar o máximo do seu elevado potencial técnico e da facilidade de remate. Para chegar a um patamar superior, necessita de ganhar maior consistência exibicional, já que desaparece com facilidade dos jogos, e também trabalhar um pouco em prol do colectivo, nomeadamente em acções de recuperação, para as quais não se mostra talhado.

Stefan Babovic Stefan Babovic (Sérvia) – Conhecido na Sérvia por “Messi”, tem 20 anos, 1.76/62, e deslumbrou, na última temporada, ao serviço do OFK Belgrado, apontando 6 golos em 27 jogos, depois de se ter estreado como profissional ao serviço do Partizan, que o lançou na primeira equipa com apenas 17 anos. Jogador polivalente de características ofensivas, sente-se mais à vontade a actuar como médio ofensivo ou segundo avançado, destacando-se por possuir um pé esquerdo maravilhoso, capaz de criar inúmeros desequilíbrios, pois sabe aliar velocidade a uma excelente capacidade técnica e de drible. Muito interessante também na condução de jogo ofensivo, alia uma boa visão de jogo a capacidade de passe, que lhe permitem fazer várias assistências para finalizações, como também evidencia um grande engodo pela baliza adversária, ainda que, em algumas situações, exagere em iniciativas individuais, faltando-lhe um maior sentido colectivo e maior capacidade física, já que é algo leve e sente algumas dificuldades a cumprir os 90 minutos. É apontado como potencial reforço de várias equipas da principal Liga espanhola.

Riccardo Montolivo Riccardo Montolivo (Itália) – Médio ofensivo da Fiorentina, onde foi utilizado com regularidade na última época, foi revelado pela Atalanta, então na Série B, com apenas 18 anos. Capaz de desempenhar também as funções de médio centro ou interior esquerdo ofensivo, tem 22 anos, 1.81/65. É um jogador de talento inegável, comparado pela imprensa italiana a Andrea Pirlo, com um belíssimo pé direito, mas que prima pela irregularidade e pela incapacidade que demonstra em assumir o jogo de forma constante, pois eclipsa-se das partidas com demasiada facilidade. Bem dotado do ponto de vista técnico e com grande facilidade de drible, cria desequilíbrios no um para um, para além de possuir uma muito boa capacidade de passe, que lhe permite fazer várias assistências para finalização, como também um bom remate de fora da área, ainda que possa tornar-se mais acutilante sobre esse ponto de vista. Falta-lhe alguma agressividade, assim como ganhar uma maior cultura táctica e percepção das acções defensivas, onde se mostra pouco consistente, recorrendo, muitas vezes, a faltas para travar os adversários.

Martin Fillo Martin Fillo (República Checa) – Médio ofensivo, actua preferencialmente sobre os flancos, quer à esquerda, quer à direita, mas pode também desempenhar funções de médio ofensivo ou segundo avançado. Revelação da última Liga checa, onde, ao serviço do Viktoria Plzen, apontou 7 golos em 28 jogos, esperava-se que jogasse mais no Europeu de Esperanças, o que não aconteceu, pois apenas foi titular diante da Sérvia. No entanto, mostrou predicados que o confirmam como uma das grandes promessas do futebol checo. Tem 21 anos, 1.77-68. Trata-se de um jogador criativo, que consegue aliar a sua capacidade técnica individual a velocidade e a mobilidade, que lhe permitem criar desequilíbrios no um para um. Ao seu jogo falta, no entanto, um pouco mais de maturidade, pois, em algumas ocasiões, tende a individualizar de forma excessiva as jogadas, perdendo objectividade. Mostra um potencial bastante interessante a nível do passe e dos cruzamentos, como também engodo pela baliza adversária, utilizando preferencialmente o pé direito, mas o pé esquerdo não é cego.

Roysthon Drenthe

Roysthon Drenthe (Holanda) – A maior estrela do Europeu de Esperanças 2007. Jogador capaz de fazer qualquer posição sobre a ala esquerda, foi a revelação da paupérrima época do Feyenoord, onde se assumiu como titular, abrindo-lhe as portas da Selecção de Esperanças. 20 anos, 1.82-78, está talhado para voos mais altos, e o seu futuro próximo passará por um dos grandes do futebol europeu. Muito rápido e potente, com estonteantes mudanças de velocidade, consegue aliar a esses atributos uma técnica individual e um poder de drible bastante acima da média, que o tornam num jogador capaz de criar inúmeros desequilíbrios, sobretudo em espaços largos, não mostrando qualquer receio em partir para cima dos adversários. Possuidor de um remate forte de pé esquerdo, tanto em bola corrida, como em bola parada, onde pode trabalhar mais o enquadramento com a baliza. É, também, extremamente eficaz nos cruzamentos, um dos pontos mais fortes do seu jogo, tanto em acções de bola corrida como em pontapés de canto ou livres laterais, dando grandes efeitos à bola e mostrando facilidade em encontrar o seu destinatário. Do ponto de vista defensivo é um jogador também eficaz, fazendo-se valer da sua excelente condição física e capacidade de pressão, conseguindo recuperações, quer em lances de confronto físico, quer a jogar na antecipação, onde mostra saber tirar partido da forma veloz e, por vezes, demasiado agressiva com que ataca a bola.

Ryan Babel Ryan Babel (Holanda) – Esperava-se um pouco mais, é certo, de um dos jogadores mais desejados do “mercado” Europeu, mas acabou por fazer uma competição em crescendo, marcando na final. Avançado móvel, capaz de actuar no centro, mas com predilecção pelas alas e pelas movimentações em diagonal, tem 20 anos, 1.84/79, e joga, com regularidade, no Ajax já há três temporadas, mas apenas apontou 14 golos em 73 jogos. É um jogador que se destaca pelo físico que possui, protegendo a bola de forma inteligente e mostrando-se forte no corpo a corpo, quer de costas para a baliza, quer em movimentações com bola, onde sabe também tirar partido da sua agilidade e fácil capacidade de rotação. Muito rápido e com capacidade de aceleração, torna-se num jogador muito potente nos últimos 30 metros, evidenciando também uma capacidade técnica interessante, ainda que necessite de aprimorar o seu jogo sem bola, aspecto em que revela algumas lacunas. Falta-lhe também melhorar o enquadramento do remate, pois é muito perdulário, isto apesar de possuir um remate violento de pé direito e de ter um grande engodo pela baliza adversária.

Giuseppe Rossi Giuseppe Rossi (Itália) – Apontado, há algumas semanas, como possível reforço do FC Porto, na sequência da transferência de Anderson para o Manchester United, clube que detém o seu passe, e o emprestou, em Janeiro passado, ao Parma, onde apontou 9 golos em 19 partidas, depois de uma curta passagem, sem grande sucesso, pelo Newcastle United. Jogador de 20 anos, 1.75/73, actua preferencialmente como avançado móvel nas costas de um avançado mais fixo ou sobre as alas, preferencialmente à esquerda, até porque se trata de um canhoto. Muito rápido e extremamente móvel, trata-se de um jogador eléctrico, que parte sem qualquer tipo de receio para cima dos adversários, arriscando o um para um. Muito forte no drible, consegue utilizá-lo em progressão, pois tira partido da sua impressionante capacidade de aceleração e para mudar ritmos, características que também utiliza em movimentos de desmarcação sem bola. Mostra também facilidade no remate, ainda que possa melhorar o enquadramento. O seu ponto mais fraco é alguma fragilidade do ponto de vista físico, que o deixa em desvantagem em lances de corpo a corpo, como também o seu carácter algo intempestivo, necessitando de ganhar um pouco mais de calma.

Ben Sahar Ben Sahar (Israel) – A maior promessa do futebol israelita, de apenas 17 anos, 1.80/72, mas já internacional A, foi contratado, há um ano, pelo Chelsea ao Hapoel Tel Aviv, tendo tido a oportunidade de realizar 3 jogos na Premier League na última temporada. Havia expectativas elevadas sobre a sua participação no Europeu de Esperanças, mas mesmo não tendo desiludido, não marcou de forma vincada a diferença. Avançado bem dotado do ponto de vista físico, mas com algumas dificuldades em aguentar os 90 minutos, apesar da sua juventude sabe movimentar-se muito bem, tanto na área, como em espaços exteriores, rompendo bem de trás para a frente como também a partir das alas, de forma a tirar partido da sua velocidade e capacidade técnica, que lhe permitem criar muitos desequilíbrios no um para um, até porque é capaz de apontamentos brilhantes e de driblar em progressão. Mostra facilidade no remate com os pés – o direito é o mais forte, mas também utiliza, com facilidade o esquerdo -, assim como capacidade de enquadramento, pecando por alguns excessos de individualismo nas suas acções.

Leroy Lita Leroy Lita (Inglaterra) – Avançado explosivo, de 22 anos, 1.75/70, nasceu no Congo, mas rumou jovem ao Chelsea, onde realizou parte da sua formação, antes de rumar ao Bristol City, clube em que se estreou como profissional aos 17 anos. Actua, preferencialmente, como avançado móvel, o que lhe permite derivar, várias vezes, para as alas, de forma a romper em diagonais, com e sem bola, em direcção à área. Apesar de não se tratar de um avançado que se destaque pela imponência física, sabe chocar com os defesas adversários e “esconder” a bola, mostrando-se muito rápido a movimentar-se e a desmarcar-se, aparecendo com facilidade em posições de remate, tirando partido da sua boa capacidade de antecipação, ainda que necessite de ganhar uma maior frieza no momento da finalização, pois apesar de ter apontado 3 golos na Competição, desperdiçou oportunidades claras para marcar, pelo menos, mais 3. Possui também atributos de ordem técnica, mas deve melhorar a sua capacidade para receber e controlar a bola, sobretudo em movimento.

Kevin Mirallas Kevin Mirallas (Bélgica) – Avançado, de apenas 19 anos, 1.79/68, cedo rumou ao futebol francês, onde, com apenas 16 anos, se estreou na equipa sénior do Lille, onde ainda não se conseguiu impor como titular, apesar de vir a jogar, época após época, com mais regularidade. Trata-se de um avançado móvel, que tanto pode actuar fixo na área, mas que gosta, sobretudo, de ter liberdade para procurar outros espaços, de forma a tirar partido da sua velocidade e mobilidade para aparecer também sobre os flancos ou a sair dos flancos para o meio. Está sempre em movimento e a procurar desmarcações, destacando-se, em zona de finalização, pela sua capacidade para ganhar posição aos defesas, rematando com facilidade, ainda que possa melhorar a definição. Tecnicamente não é brilhante, mas possui atributos, que o ajudam a criar desequilíbrios nos últimos 25-30 metros, quer em acções de ruptura, quer em movimentos curtos sobre os defesas.

Maceo Rigters Maceo Rigters (Holanda) – Avançado, de 23 anos, protagonista de uma época sem grande brilhantismo no NAC, onde apontou 3 golos em 32 jogos, destacou-se no Europeu de Esperanças ao sagrar-se melhor marcador da Competição com 4 golos, apenas não marcando no jogo de estreia diante de Israel. Não é um avançado brilhante, mas trata-se de um jogador muito lutador, que ataca todas as bolas e não desiste de nenhum lance, tirando também partido da sua velocidade e mobilidade, para procurar permanentes movimentações e desmarcações entre os defesas adversários, evidenciando grande facilidade em ganhar posição aos adversários. Do ponto de vista técnico evidencia algumas carências, que deverão ser limadas, para poder vingar noutro patamar, mas o Europeu deve-lhe abrir as portas de um clube mais ambicioso, ele que, curiosamente, foi formado nas escolas do Ajax, mas dispensado no final da etapa de formação.


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