Oscar Cardozo: o percurso goleador do "Tacuara"
quarta-feira, 30 janeiro 2008
”TACUARA” DECISIVO EM GUIMARÃES. Com um “bis” em Guimarães, o quarto desde que chegou à Luz, Oscar Cardozo contribuiu de forma decisiva para o triunfo que permitiu ao Benfica segurar o 2º lugar na Liga, como também, finalizada a jornada 17 da Liga, encurtar a distância para o líder FC Porto para oito pontos. “Tacuara” chegou assim aos 13 golos – 7 na Liga, 3 na Liga dos Campeões e 3 na Taça de Portugal –, estando a sete do objectivo traçado por Luís Filipe Vieira para a temporada de estreia do internacional paraguaio no futebol europeu: 20.
OS 15 “BIS” DE ÓSCAR CARDOZO.

Em Guimarães, Óscar Cardozo alcançou o 15º “bis” da sua carreira, o seu 4º ao serviço do Benfica. Analisando-os ao detalhe sublinha-se um aspecto: Cardozo “bisa” mais fora de casa (9), do que em casa (6), o que não deixa de ser curioso tendo em conta as suas características. A sua estreia a “bisar” ocorreu na temporada 2003, na 2ª divisão do futebol paraguaio, quando marcou os dois golos do 3 de Febrero, o seu clube de então, diante do Nacional, que viria a sagrar-se campeão do escalão. Cardozo, que apontou 14 golos ao longo da temporada, ajudou o seu clube a alcançar o 2º lugar na fase regular e a ganhar a primeira fase do “play-off” de subida, só que perderia a final diante do primo divisionário Tacuary. No primeiro semestre da temporada seguinte, manter-se-ia no 3 de Febrero, onde apontou 6 golos, bisando diante do San Lorenzo, numa vitória por 2-0. Transferido, no final de Julho de 2004, para o Nacional, que lhe abriu as portas da divisão maior do futebol paraguaio, marcou 3 golos em 17 jogos na segunda metade da Liga, mas bisou na goleada diante do Guaraní (7-1). Na temporada de 2005 somou 9 golos na Liga, ajudando o seu clube a alcançar o 2º lugar na Liga paraguaia, que lhe permitiu disputar o acesso à Taça Sul-Americana diante do Libertad, que acabaria por levar a melhor. Bisou numa partida: na deslocação ao terreno do 12 de Octubre (vitória 4-2). No primeiro semestre de 2006 a sua produção goleadora subiu: 17 golos em 20 jogos, 16 dos quais como titular, com quatro “bis”: nas recepções a Fernando de la Mora (3-0) e Luqueño (5-1), e nas deslocações ao terreno de Guaraní (5-1) e 12 de Octubre (4-1), clubes a quem repetiu o feito. Transferido para o Newell’s Old Boys, da primeira Liga argentina, no final de Julho de 2006, não tardou em confirmar-se como goleador, somando 22 golos em 33 jogos, que lhe permitiram também chegar à Selecção paraguaia, onde se fixou. Entre Clausura 2006 e Apertura 2007, “Tacuara” somou 3 “bis”, com a curiosidade de todos terem sido obtidos fora de casa: no empate a 3 na “cancha” do River Plate ; e nas deslocações vitoriosas aos terrenos de Arsenal Sarandí e Belgrano. Chegado à Luz como a segunda contratação mais cara da história do Benfica, o seu percurso não tem escapado a críticas, mas a empatia com os adeptos tem-se revelado crescente. Dos 13 golos apontados até ao momento, 8 resultaram de 4 “bis”, confirmando a maior capacidade para “bisar” fora de casa (3, diante de Nacional, Shakthar e Vitória de Guimarães), do que em casa (1, diante da Académica, para a Taça de Portugal).
OS 13 GOLOS DE ÓSCAR CARDOZO PELO BENFICA AO DETALHE
(carregar na imagem para ver com maior detalhe)
- 13 golos apontados pelo Benfica em 26 partidas entre todas as competições. Foi titular em 20 jogos e suplente utilizado em 6 ocasiões. Soma 14 vitórias, 7 empates e 5 derrotas.
- Liga: 16 jogos – 7 golos ; Taça de Portugal: 2 jogos – 3 golos ; Liga dos Campeões: 8 jogos – 3 golos ; Não foi utilizado na Taça da Liga.
- Golos ao detalhe: 7 em casa ; 6 fora de casa. 7 nas primeiras partes ; 6 nas segundas partes.
- 3 dos 13 golos foram apontados de grande penalidade. Não falhou nenhum castigo máximo. Dois foram convertidos para a sua direita ; um foi convertido para a sua esquerda, sempre de pé esquerdo.
- Em três situações marcou golos em jogos consecutivos: 2, diante de Celtic (Liga dos Campeões) e Marítimo (Liga) ; 4, diante de Shakthar (Liga dos Campeões) e Académica (Taça de Portugal) ; 3, diante de Feirense (Taça de Portugal) e Vitória Guimarães (Liga). A última série mantém-se em aberto.
- Nunca marcou em jornadas consecutivas de Liga. Se o fizer no próximo fim-de-semana diante do Nacional, atingirá o feito pela primeira vez.
- 5 jogos consecutivos sem marcar é o seu pior registo ao serviço do Benfica: depois de bisar diante do Nacional, a 2 de Setembro de 2007, só voltou a marcar diante do Celtic, para a Liga dos Campeões, a 24 de Outubro de 2007. Ficou em “branco” nas partidas diante de Sp. Braga, Sporting e União Leiria, para a Liga, e de AC Milan e Shakthar, para a Liga dos Campeões. Em três desses jogos o Benfica não marcou qualquer golo.
- 10 dos seus 13 golos foram apontados de pé esquerdo, claramente a sua arma mais forte. 6 desses golos – todos os que não foram apontados de bola parada – resultaram de finalizações a dois toques: recepção e finalização. Dos 10 golos apontados com o pé esquerdo, 3 resultaram de finalizações de fora da área – 1 em bola parada, 2 em bola corrida.
- Os 2 golos que apontou de cabeça surgiram na sequência de cruzamentos do lado direito do ataque: frente ao Shakthar foi Máxi Pereira quem o assistiu ; frente à Académica foi Nuno Gomes, num gesto pouco usual do avançado internacional português, quem fez a assistência para a finalização de Cardozo.
- O único golo que apontou de pé direito, diante do Feirense, para a Taça de Portugal, aconteceu na única partida em que marcou saído do banco dos suplentes. Cardozo foi em 6 ocasiões suplente utilizado.
- 4 dos seus 13 golos surgiram de perdas de bola do adversário. 2 desses 4 golos surgiram de passes errados de guarda-redes – Diego Benaglio (Nacional) e Nilson (Vitória de Guimarães).
- Dos 13 golos apontados, apenas 5 resultaram de assistências de colegas de equipa – Maxi Pereira e Nuno Gomes serviram-no a partir de cruzamentos ; Di Maria, Léo e Rui Costa através de passes, sendo que os dos dois primeiros surgiram de fora da área a partir de uma zona central.
- 7 dos seus 13 golos surgiram nos últimos 10 metros, a sua zona de concretização preferencial.
OUTROS NÚMEROS DO “TACUARA”
- 21 golos em 33 jogos pelo Newell’s Old Boys, na divisão maior do futebol argentino. Nesses 33 jogos, Cardozo venceu 9 vezes, empatou 11 e perdeu 13.
- Dos 21 golos de Cardozo, 7 foram apontados em jogos em casa e 14 fora de casa. 10 nas primeiras partes, 11 nas etapas complementares.
- Apenas 1 dos seus 21 golos surgiu na transformação de uma grande penalidade.
- Apontou 11 golos solitários ; 3 “bis” e 1 “tripla”.
- Não marcou qualquer golo a partir do banco. Era impossível: foi sempre titular e completou 30 das 33 partidas que efectuou.
- Na sua melhor série goleadora, apontou 4 golos em 3 jogos consecutivos, em Abril de 2007. Depois de golos solitários ao Gimnasia y Esgrima (fora) e Colón Santa Fé (casa), bisou na deslocação ao terreno do Belgrano.
- A sua pior série foi 3 jogos consecutivos sem marcar golos: em Maio de 2007, diante de Independiente (fora), San Lorenzo (casa) e Estudiantes la Plata (fora).
- 29 golos pelo Nacional, na divisão maior do futebol paraguaio. 16 deles foram apontados em jogos em casa ; 13 foram marcados em partidas fora de casa. 14 na primeira parte ; 15 na etapa complementar.
- Dos 29 golos apontados pelo Nacional, 14 foram golos solitários, 6 “bis” e 1 “tripla”.
- 2 dos 29 golos resultaram da transformação de grandes penalidades.
- Cardozo marcou 1 auto-golo na Liga paraguaia. Foi a 1 de Outubro de 2005, na deslocação ao terreno do Sportivo Luqueño (1-1).
- 20 golos pelo 3 de Febrero na 2ª Divisão do Paraguai. 11 apontados em jogos em casa ; 9 em partidas realizadas extramuros.
- Dos 20 golos apontados por Cardozo no 3 de Febrero: 16 foram solitários e 2 “bis”. Não apontou qualquer “tripla”.
- 2 golos em 12 jogos pela Selecção principal do Paraguai. Nesses 12 jogos, Cardozo soma 4 vitórias, 4 empates, 4 derrotas.
- Os seus 2 golos aconteceram nas segundas partes dos jogos: marcou o tento da vitória num particular diante do México (1-0), a 5 de Junho de 2006, aos 89 minutos, 13 após ter entrado em campo ; e apontou, aos 56 minutos, um dos golos da vitória do Paraguai sobre os Estados Unidos da América, a 2 de Julho de 2007, na Copa América.
- A sua estreia pela Selecção ocorreu num particular diante da Austrália, a 7 de Outubro de 2006, pouco mais de 2 meses depois de se ter transferido para o Newell’s Old Boys da Argentina. Jogou os 90 minutos no empate a uma bola.
- O seu último jogo pelo Paraguai foi a 17 de Outubro de 2007, na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo. Foi suplente utilizado e ficou em “branco”. Há cinco partidas que não marca qualquer golo pela sua Selecção – o seu pior registo desde que se estreou como internacional.


Este blog é de uma qualidade fantástica. Muitos parabéns pelo trabalho realizado.. espectacular!
#1 Paulo Cunha
és grande cardozo..^^
#2 ^_^