Cristián Rodríguez: Cebola voadora
segunda-feira, 18 fevereiro 2008

A PRIMEIRA VITÓRIA NA FIGUEIRA DA FOZ. Depois de dois empates nas temporadas 2005/06 e 2006/07, o Benfica conseguiu ontem o seu primeiro triunfo, em jogos da Liga portuguesa, no Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz. Para fazer face à exibição desinspirada dos encarnados, a ressentirem-se da ausência, por opção, de Rui Costa no “onze” titular, e sem rotinas para praticar um futebol mais british do que nos tempos de Graeme Souness, surgiu um desbloqueador: aos 18 minutos, um lançamento lateral de Gilles Binya esteve na origem do golo inaugural, apontado por Cristián Rodriguez, em novo golpe de cabeça, após saída em falso do intermitente Wilson Júnior. Foi a terceira vez que a força de braços de Binya se revela decisiva para lançar o Benfica para triunfos, sempre em fases delicadas dos jogos. Já o fora, diante da Académica, num lance com algumas similitudes ao de ontem, já que Luisão, num sumptuoso golpe de calcanhar, aproveitou uma saída em falso do guarda-redes Ricardo Nunes, para fazer o 2-1 ; como também na vitória caseira diante do Estrela da Amadora, ao proporcionar a Cebola Rodríguez o 1-0, numa altura em que os assobios subiam de tom na Luz, até porque Camacho, minutos antes, deixara Rui Costa nos balneários, depois de ter sido a única unidade acima da média durante o primeiro tempo. Mas se nesse jogo, o golo de Rodríguez acabou por “despertar” o Benfica, na Figueira da Foz as melhorias foram inexistentes até à entrada de Rui Costa e Sepsi, guardadas para os últimos 5 minutos. Apesar de algum sofrimento, os encarnados chegariam ao 0-2, ao minuto 90, naquele que foi o 15º golo da temporada nos últimos cinco minutos dos jogos. Nuno Assis, que se estreara a marcar, ao minuto 90, da recepção ao Paços de Ferreira, para a Taça de Portugal, há uma semana, repetiu a façanha, desta feita concluindo um cruzamento atrasado do romeno László Sepsi, a confirmar um dos seus melhores predicados.
CEBOLA VOADORA. Foi o 5º golo da temporada de Cristián Rodríguez, com a curiosidade de todos terem sido apontados na Liga, competição onde é o terceiro melhor marcador do Benfica, logo a seguir a Oscar Cardozo e Nuno Gomes. Jogador de estatura mediana – 1.75 – surpreende ao ser o melhor cabeceador dos encarnados em 2007/08: é que quatro dos seus cinco golos surgiram em finalizações aéreas, números que se tornam ainda mais significativos, por representarem mais de um terço dos golos de cabeça do Benfica esta temporada. Nuno Gomes e Cardozo, com dois, seguem-se na lista, onde se juntam ainda Petit, Katsouranis e Luisão, com uma finalização vitoriosa cada. Mas se nos restringirmos apenas aos números da Liga, a preponderância de Rodríguez aumenta, correspondendo a mais de metade dos 7 golos apontados em finalizações aéreas. Nuno Gomes, com dois, ambos na sequência de cruzamentos da esquerda de Cristián Rodríguez, e Petit, com um, na jornada inaugural diante do Leixões, completam a lista.
O PERCURSO DE CEBOLA. Depois de dar os primeiros passos futebolísticos nas escolas do Juan Lacaze, o principal clube da sua cidade natal, Nelson Di Cono, olheiro do Peñarol, não hesitou em indicar a sua aquisição, após algumas observações. A adaptação ao grande clube de Montevideo não foi fácil e as saudades da família e da sua cidade – situada a mais de cem quilómetros da capital uruguaia – eram muitas. Contudo, tornar-se-ia numa das referências dos escalões de base do Peñarol, jogando sempre em escalões etários superiores ao seu, e aos 15 anos já efectuava alguns treinos com a equipa principal. Em 2002, com apenas 16 anos, estreou-se pela primeira equipa, mas a sua explosão ocorreu em 2003: depois de ter sido a principal estrela da selecção uruguaia sub-20 no Sul-Americano de 2003, prova que não completou devido a uma lesão, foi reintegrado na primeira equipa e assim que recuperou impôs-se como titular – 2 golos em 21 jogos -, ajudando o seu clube a chegar ao título uruguaio, onde coincidiu com Pablo Bengoechea, um dos seus ídolos, cortando o domínio do rival Nacional. Em 2004, apontaria 3 golos em 28 jogos e conquistaria espaço na selecção principal, pela qual jogou a Copa América. No início de 2005 foi o capitão da selecção uruguaia no Sul-Americano disputado na Colômbia, onde voltou a brilhar, chamando a atenção de vários clubes europeus. Iniciou-se então uma batalha com o Peñarol, ao não aceitar uma proposta de renovação, que fez com que fosse afastado da equipa. Transferiu-se, no Verão de 2005, juntamente com o colega de equipa Carlos Bueno, para o Paris Saint-Germain, à revelia do clube, o que o tornou num “traidor” para os adeptos do Peñarol e o obrigou a uma paragem até final de Novembro do mesmo ano, por decisão da FIFA. Em Paris, durante dois anos, nunca se conseguiu impor como titular, apesar de algumas boas indicações a espaços. Ajudou o clube a vencer a Taça de França em 2005/06, mas não foi opção para os jogos decisivos. No último Verão, uma boa participação na Copa América, abriu-lhe perspectivas de uma eventual – e desejada – transferência. Demorou a concretizar-se, mas chegaria ao Benfica nos últimos dias de Agosto, juntamente com o seu compatriota Maxi Pereira, numa “operação” que coincidiu com o regresso de José António Camacho ao clube da Luz. Muito se falou sobre a passagem fracassada por Paris e sobre a sua (in)capacidade para suprir a saída de Simão Sabrosa, como também a história da sua alcunha – o Cebola, porque as suas fintas faziam chorar os defesas adversários – tornou-se até numa peça do anedotário futebolístico luso. A estreia ocorreu, poucas semanas depois, na deslocação à Choupana, para defrontar o Nacional, onde apesar de algum excesso de peso, deixou boas indicação nos 26 minutos em que esteve em campo – período em que o Benfica apontou dois golos -, depois de render Nuno Gomes. Seguiu-se a titularidade diante da Naval, jogo em que se cotou como um dos melhores em campo, ao apontar um golo e a realizar uma assistência para um tento de Nuno Gomes. Sempre a crescer do ponto de vista físico, tornou-se num dos melhores jogadores do Benfica ao longo da primeira volta, granjeando prestigio junto dos adeptos e de alguns históricos do clube, como António Simões, que lhe teceu rasgados elogios, considerando-o um jogador “à Benfica”. Uma lesão, no início do ano, diante do Vitória de Setúbal, afastou-o cerca de um mês da competição, estando agora a reaparecer gradualmente, ainda que a paragem lhe tenha retirado o fulgor mostrado na primeira fase da época. Com contrato até ao final da época vão começando a surgir notícias que apontam a renovação como difícil, fruto do interesse de vários clubes europeus no seu concurso. Se são verdadeiras ou meras manobras de diversão do grupo de empresários que detêm o seu passe para valorizá-lo o futuro o dirá.
OS 5 GOLOS DE CRISTIÁN RODRÍGUEZ PELO BENFICA AO DETALHE
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- 5 golos apontados pelo Benfica em 23 partidas entre todas as competições. Foi titular em 21 jogos – 12 completos – e suplente utilizado em 2 ocasiões. Soma 12 vitórias, 5 empates e 6 derrotas.
- Totaliza 1825 minutos de utilização, que correspondem a uma média de 79 minutos por jogo.
- Liga: 14 jogos – 5 golos ; Taça de Portugal: 1 jogo – 0 golos ; Liga dos Campeões: 5 jogos – 0 golos ; Taça da Liga: 2 jogos – 0 golos (apontou 1 golo no desempate por grandes penalidades, diante do Estrela da Amadora).
- Golos ao detalhe: 3 em casa ; 2 fora de casa. 3 nas primeiras partes ; 2 nas segundas partes.
- Dos seus 5 golos, 4 foram apontados de cabeça. O outro foi apontado de pé esquerdo. Três dos seus cinco golos surgiram na sequência de lances de bola parada: dois de lançamentos laterais à direita – uma assistência directa de Binya, o outro após um corte incompleto de um defesa, após lançamento lateral do camaronês – e outro de livre lateral, à esquerda, apontado por Rui Costa. Os outros dois golos surgiram em lances de ataque organizado: frente à Naval, em casa, a concluir, de pé esquerdo, uma assistência de Di María ; frente ao Boavista, em casa, numa recarga de cabeça, após defesa incompleta de Peter Jehle, a remate de Rui Costa.
- 4 dos seus 5 golos aconteceram em finalizações na área – sempre de cabeça. Um deles, diante do Paços de Ferreira, foi apontado dentro da pequena área, numa finalização, em antecipação, ao primeiro poste. Também diante do Estrela Amadora marcou um golo em movimento semelhante, mas a uma distância maior da baliza.
- Nunca marcou golos em jogos consecutivos ou jornadas consecutivas.
- 9 jogos consecutivos sem marcar é o seu pior registo ao serviço do Benfica: depois de se estrear a marcar diante da Naval, a 15 de Setembro de 2007, só voltou a marcar a 3 de Novembro de 2007, diante do Paços de Ferreira. Se nos restringirmos apenas a jogos da Liga, o seu pior registo são 4 jogos consecutivos sem marcar, entre os mesmos jogos.
- Realizou 3 assistências para finalizações, sempre a partir de cruzamentos, com a curiosidade de ter sido sempre Nuno Gomes a conclui-los. Dois deles surgiram de cruzamentos da esquerda – Naval e União de Leiria – e outro de um cruzamento do centro-direita, diante do Boavista.
- Viu 4 cartões amarelos: 3 na Liga e 1 na Liga dos Campeões.
OUTROS NÚMEROS DO “CEBOLA”

- 36 jogos pelo Paris Saint-Germain, na divisão maior do futebol francês, nas duas épocas que representou o clube (2005/06 e 2006/07). Nesses 36 jogos, Rodríguez venceu 11 vezes, empatou 15 e perdeu 10.
- Dos 36 jogos que efectuou foi apenas titular em 9 ocasiões, tendo sido utilizado em 27 jogos a partir do banco. Completou apenas 3 jogos.
- Apenas apontou 1 golo pelo Paris Saint-Germain na Ligue 1. Foi a 10 de Fevereiro de 2007, aos 86 minutos, em casa, diante do AS Mónaco (vitória 4-2). Rodríguez entrara 3 minutos antes em campo.
- Esteve 27 jogos sem marcar golos: entre a sua estreia, a 3 de Dezembro de 2005, diante do Olympique Lyon, e o seu primeiro golo, diante do AS Mónaco, em 10 de Fevereiro de 2007.
- Viu 5 cartões amarelos.
- No mesmo período, efectuou ainda 5 jogos na Taça de França – 4 vezes titular –, 3 na Taça da Liga – sempre titular e 6 na Taça UEFA – 3 como titular, 2 completos.
- Apontou 2 golos na Taça de França: ao Vermelles, fora, em 2005/06 ; e ao Valenciennes, casa, em 2006/07, que valeu uma vitória por 1-0 e o apuramento para os quartos-de-final da competição.
- Fez ainda 7 partidas pela equipa de reservas do Paris Saint-Germain, que disputa a CFA, 4º escalão do futebol francês. Marcou um golo.

- 5 golos pelo Peñarol em 55 jogos, na divisão maior do futebol uruguaio, onde actuou entre 2002 e 2005.
- Dos 5 golos que apontou 3 foram apontados em casa ; 2 fora de casa. 4 com os pés e 1 de cabeça. Todos os golos foram apontados nas segundas partes, com a curiosidade de três terem sido apontados no último minuto do jogo.
- Em 2004 apontou um golo na Taça Libertadores – diante do Strongest, em casa – e um na Copa Sul-Americana – diante do Cerro Porteño, fora. Ambos os golos foram apontados com os pés e nas segundas partes dos jogos.

- 2 golos em 20 jogos pela Selecção principal do Uruguai. Nesses 20 jogos, Rodríguez soma 7 vitórias, 7 empates, 6 derrotas.
- Os seus 2 golos aconteceram nas segundas partes dos jogos: marcou diante da Argentina (derrota 2-4), a 9 de Junho de 2004, aos 63 minutos, em jogo da fase de qualificação para o Mundial 2006 ; e apontou, aos 87 minutos, um dos golos da vitória do Uruguai sobre a Venezuela (4-1), a 7 de Julho de 2007, na Copa América.
- A sua estreia pela Selecção ocorreu na Copa América de 2004, diante do México, a 7 de Julho de 2004. Jogou os 90 minutos no empate a dois golos.
- O seu último jogo pelo Uruguai foi no passado dia 6 de Fevereiro, num particular diante da Colômbia. Entrou ao intervalo e viu um cartão amarelo, num empate a dois golos.
Sporting: quebrar o enguiço suíço
terça-feira, 12 fevereiro 2008

ENGUIÇO SUIÇO Sporting e Basileia disputam amanhã, em Alvalade, a primeira mão dos 16 avos de final da Taça UEFA. Será a primeira vez que os dois emblemas se cruzam no histórico das competições europeias, como também é a estreia da formação suíça, onde alinha o português Carlitos, diante de clubes portugueses. Ao invés, o Sporting defronta pela quinta vez equipas suíças nas provas da UEFA. E o saldo é negativo: os leões apenas uma vez seguiram em frente, diante do FC Zurique, na Taça das Taças, em 1973/74, contando já com três eliminações, repartidas por FC Zurique – 1967/68 na Taça das Cidades com Feira -, Neuchâtel Xamax – 1981/82 na Taça UEFA - e Grasshopper – 1992/93 na Taça UEFA. No entanto, o saldo de resultados até é equilibrado: 3 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.
A REVELAÇÃO SUIÇA NA ANTECÂMARA DO DESASTRE Estimulado por um percurso de sete vitórias consecutivas na Liga portuguesa 1967/68, o Sporting, orientado por Fernando Caiado, deslocou-se a Zurique, na sua estreia diante de emblemas suíços nas competições europeias, extremamente motivado com a liderança isolada do campeonato português, depois de ter começado mal a temporada, andando algumas semanas no 5º posto da classificação. Na extinta Taça das Cidades com Feira, já deixara pelo caminho os belgas do Club Brugge (empate a zero na Bélgica ; vitória 2-1 em Alvalade, com “bis” de Lourenço) e os italianos da Fiorentina (nova vitória 2-1 em Alvalade, com golos de Lourenço e Peres, e empate a 1 em Itália, com golo de Peres), mas o adversário metia respeito: o FC Zurique, que tinha no avançado Christian Winiger o seu principal jogador, pois vinha a revelar-se como uma das figuras da competição, ao contribuir, de forma decisiva, para as eliminações de Barcelona e Nottingham Forest. No Letzigrund, o Sporting entrou mal e o FC Zurique vencia ao intervalo por 2-0, graças a golos de Winiger e Ernst Meyer. Na segunda parte, os leões reagiram e procuraram reduzir a diferença, mas seria a formação suíça, a um minuto do fim, a alcançar o 3-0, com um golo do lateral-direito Jürgen Neumann. Três dias antes da recepção ao Zurique, o Sporting perdia em Braga (1-3) e deixava-se apanhar pelo Benfica no comando da Liga. O público, pouco crente na recuperação da eliminatória, não compareceu em massa em Alvalade, onde a plateia não chegava a 20 mil espectadores. Caiado surpreendeu ao lançar no “onze” o jovem extremo Carlitos, ocupando o lugar de Fernando Peres, que já falhara o jogo na Suiça, onde fora rendido por Manuel Duarte. Foi Carlitos, que, aos 22 minutos, colocou o Sporting em vantagem e parecia relançar a eliminatória, mas a verdade é que o Zurique, com alguma sorte à mistura, acabou por segurar o 0-1, alcançando os quartos-de-final da competição. Esse resultado acabou por marcar o resto da temporada do Sporting na Liga, onde perderia o título, com quatro derrotas nas cinco últimas jornadas da prova.


A ÚNICA PASSAGEM. Em Março de 1974, desta feita para a Taça das Taças, Sporting e FC Zurique voltaram a encontrar-se nas competições europeias. Um Sporting rejuvenescido, onde Marinho era o único resistente da eliminatória de 1968, defrontava um FC Zurique, que mesclava juventude com jogadores mais veteranos, como Grob, Pirmin Stierli, Kuhn ou Martinelli, sobreviventes do duplo-encontro da Taça das Cidades com Feira. Para chegar aos quartos-de-final da Taça das Taças, o Sporting deixara pelo caminho o Cardiff City – empate a zero no País de Gales, seguido de vitória por 2-1 em Alvalade, com golos de Yazalde e Fraguito – e o Sunderland, com um golo de Yazalde, nos minutos finais da partida de Roker Park, a permitir um 1-2, que tornou possível a passagem em Alvalade, onde os leões bateram o conjunto inglês por 2-0, graças a golos dos repetentes Yazalde e Fraguito. O FC Zurique, por sua vez, vinha de duas eliminatórias sofridas: passara o Anderlecht e o Malmö em eliminatórias que terminaram empatas, mas fez-se valer dos golos apontados fora, com o internacional jugoslavo Ilija Katic em plano de destaque. A primeira mão, disputada em Alvalade, mostrou um Sporting demolidor, impulsionado por mais de 40 mil adeptos. Depois de uma primeira parte sem golos, muito por culpa da exibição do guardião suíço Grob, os leões construíram um resultado pesado: 3-0, com golos de Nelson, Marinho e Yazalde, de grande penalidade. Confirmava-se o Sporting imparável nos jogos caseiros, que somava por vitórias todos os jogos disputados em casa em 1973/74, com o impressionante registo de 54 golos nos 12 jogos que disputara, até aí, em Alvalade para a Liga. No jogo da segunda mão, apesar da vantagem dilatada, Mário Lino, treinador do Sporting, não facilitou, isto apesar de estar numa fase decisiva para a Liga – acabava de defrontar o FC Porto (vitória 2-0) e seguiam-se a deslocação a Guimarães e a recepção ao Benfica. É certo, que um golo madrugador de René Botteron, também conhecido por “Bo Bo”, chegou a assustar, mas Baltazar, aos 18 minutos, empatou e desmoralizou os suíços, que necessitavam de três golos para seguir em frente. É certo que desperdiçaram algumas oportunidades, mas Marinho, Yazalde e Dinis também souberam colocar a cabeça dos defesas adversários em água. O Sporting cairia depois nas meias-finais, diante do poderoso Magdeburgo, que derrotaria o AC Milan na final da prova, mas sagrar-se-ia campeão nacional, apesar da estrondosa derrota por 3-5 em Alvalade, diante do Benfica.


A PRIMEIRA DERROTA DA ÉPOCA. Em 1981/82, o Sporting, que já deixara para trás o modesto Red Boys, do Luxemburgo, e o Southampton, após uma exibição épica em The Dell, cruzava-se nos oitavos-de-final da Taça UEFA com o Neuchâtel Xamax. Ultrapassadas as dúvidas iniciais sobre a qualidade do playboy inglês Malcolm Allison, que João Rocha escolhera para recolocar os leões no caminho do êxito, o Sporting chegava à primeira mão da eliminatória frente aos suíços altamente moralizado: sem derrotas na campanha europeia e na Liga, um surpreendente empate caseiro do FC Porto, de Hermann Stessl, frente ao Amora, permitia aos “leões” chegarem ao comando isolado da principal competição nacional. No entanto, e apesar do optimismo generalizado, Allison mostrou muito respeito pelo Neuchâtel, ciente do perigo dos suíços no contra-ataque, que já valera uma vitória em casa do Malmö (1-0) e dois golos na deslocação a Praga (derrota 3-2). Assim, o “onze” foi montado com várias cautelas defensivas, ficando as “despesas” ofensivas entregues ao “tridente” mágico formado por Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão, que não foi capaz de “derrubar” a resistência dos suíços, com o guardião Karl Engel, em noite inspirada. Na segunda mão, em que não pode contar com o goleador Jordão, “Big” Mal optou por uma estratégia mais ofensiva: lançou o jovem Freire no ataque e deu ao meio-campo maior poder ofensivo, com as presenças do veterano Marinho e de Nogueira. Um golo do médio Claude Andrey, actual treinador do Yverdon, acabaria por se revelar determinante, naquela que foi a primeira derrota da época do Sporting. Fora da Taça UEFA, os “leões” prosseguiram um caminho seguro no Campeonato e na Taça de Portugal, conquistando ambas as competições. Allison, contudo, não sobreviveria à tumultuosa pré-temporada de 1982/83, onde um escândalo com prostitutas, no estágio de pré-temporada dos “leões” realizado na Bulgária, precipitaria a sua saída.


A NOITE DE ELBER E O PESADELO DE SÉRGIO. Quase 11 anos depois da eliminação diante do Neuchâtel, o Sporting, novamente orientado tecnicamente por um inglês (Bobby Robson), reencontrava-se com um emblema suíço na Taça UEFA: o Grasshopper, uma equipa jovem, mas que não tardou a tornar-se a base da selecção suíça que garantiu o apuramento para o Mundial 1994 – deixando Portugal de fora – e para o Europeu 1996, onde esteve sob o comando de Artur Jorge. Treinados pelo globetrotter holandês Leo Beenhaker, o Grasshopper contava nas suas fileiras com Zuberbhuler, Sforza, Vega, Bickel, Yakin e Alain Sutter, para além de um jovem avançado brasileiro, que se destacara no Mundial de Juniores de 1991, disputado em Portugal: Elber. Apesar de um mau início de campeonato com apenas 1 vitória – 4-3, em casa, ao Famalicão – nas 4 primeiras jornadas da Liga, o Sporting partia para Zurique sob uma nuvem de interrogações. Robson, contudo, não hesitou em repetir o “onze” que garantira um empate a zero em Braga dias antes, onde surpreendera a titularidade do eterno suplente Sérgio Louro em detrimento de Tomislav Ivkovic, protagonista de um péssimo início de época. Um golo de Alain Sutter, de grande penalidade, fazia antever o pior, mas o Sporting partiu para uma exibição de qualidade, com Balakov inspiradíssimo, coadjuvado pelo jovem Luís Figo. Foi o internacional búlgaro, ainda antes do intervalo, a marcar o empate, com Juskowiak, perto do fim da partida, a garantir a primeira vitória dos “leões” fora de portas em 1992/93, abrindo excelentes perspectivas para a segunda mão em Alvalade. A boa “onda” leonina prosseguiu na Liga, com uma goleada por 3-0 ao Sp. Espinho, num jogo que ficou marcado pelo regresso de Ivkovic à titularidade, que teve continuidade, em Faro, onde o Sporting empatou, na véspera da recepção aos suíços. Contudo, seria Sérgio o titular diante do Grasshopper, num jogo em que Robson optou por voltar ao “onze” que vencera em Zurique. A partida não começou bem para os leões, e Elber, na primeira parte, adiantou os suíços, com Pedro Barny e Valckx a sentirem imensas dificuldades em travar a velocidade e qualidade técnica do avançado brasileiro, com Sérgio a revelar-se muito inseguro na baliza. O Sporting desperdiçou várias oportunidades para repor a igualdade, mas à medida que os minutos passavam a intranquilidade aumentava. Beenhaker, destemido, lançava Joël Magnin e alargava a frente de ataque, e a substituição deu frutos, pois o recém-entrado fez o 0-2 a cinco minutos do fim, que parecia resolver a eliminatória. No entanto, um golo “salvador” de Cadete levava a eliminatória para prolongamento, onde o contra-ataque do Grasshopper colocou definitivamente a nu a desastrosa noite da defesa leonina, com Elber a marcar o seu segundo golo da noite e a conduzir a formação de Zurique à eliminatória seguinte. Robson ficou na “corda-bamba” e uma derrota diante do Gil Vicente, graças a um golo de Jaime Cerqueira, a dois minutos do fim da partida, na jornada seguinte da Liga, colocou-o num “limbo”, que só uma vitória caseira diante do Benfica de Ivic travou. Sérgio é que não voltaria a merecer a confiança de Robson, não surpreendendo a sua dispensa no final da temporada, colocando o fim a um ciclo de 11 anos em Alvalade – foi contratado, enquanto juvenil, ao Barreirense -, interrompido por três épocas de empréstimo ao Portimonense, onde chegou a dar nas vistas. Iniciava, aos 27 anos, um percurso descendente, com passagens por Académica, Maia, Paços de Ferreira, Machico, Portimonense, Lagoa (duas passagens), Esperança de Lagos e Desportivo de Beja, onde terminou a carreira, na 3ªDivisão, em 2001.


Ernesto Farías: tecla G(olo)
quarta-feira, 6 fevereiro 2008

TECLA G(OLO). Ernesto Farías chegou a Portugal com um currículo repleto de golos: 129 golos na principal Liga argentina, onde é o terceiro maior goleador em actividade, depois de Martín Palermo (Boca Juniors) e José Luís Calderón (Arsenal Sarandí), jogadores que, tal como “Tecla”, passaram pela formação do Estudiantes La Plata. Contudo, aquela que foi a contratação mais cara do FC Porto - custou 4 milhões de euros – para esta temporada, demorou a mostrar serviço. Chegado a Portugal com a pré-época em andamento, depois de uma transferência abortada para os mexicanos do Toluca, onde foi mesmo apresentando como reforço, “Tecla” Farías sofreu uma mialgia na face anterior da coxa direita diante dos chineses do Shanghai Shenhua, durante o Torneio de Roterdão, competição que marcava a sua estreia de “azul e branco”. O problema físico acabaria por afastá-lo cerca de um mês da competição, impedindo-o de ser opção para a final da Supertaça e para as primeiras jornadas da Liga. A sua estreia aconteceu à 4ª jornada, diante do Marítimo, a 15 de Setembro, jogando toda a segunda parte, sem nada de brilhante a registar. Seguiram-se, no mesmo mês, participações nas partidas diante de Liverpool (suplente utilizado) e Desp. Fátima (substituído aos 67 minutos), onde não convenceu, o que conduziu a um afastamento das opções até 25 de Novembro, altura em que disputou os minutos finais da recepção ao Vitória de Setúbal. Depois de duas presenças na Liga Intercalar, diante de Desp. Aves e Varzim, onde voltou a não convencer, e de falhar a partida da Taça de Portugal diante do Desp. Chaves, devido a uma pequena lesão, poucos não hesitariam em colocar Farias na lista de “flops” dos grandes clubes portugueses. Aparentemente alheio à pressão exterior, ao invés do que vem a acontecer com o seu compatriota Mariano González, “Tecla” despertou a 12 de Janeiro de 2008: com o FC Porto a vencer por 2-0 o Sp. Braga, Jesualdo Ferreira lançou o goleador argentino, que, em pouco mais de 10 minutos em campo, deslumbrou, oferecendo o 3-0 a Lisandro López, após um excelente movimento de rotação, e marcando o seu primeiro golo em Portugal, numa finalização de pé direito, após assistência de Lucho González. Seguiu-se a titularidade diante do Desp. Aves para a Taça de Portugal, onde voltou a marcar, uma boa prestação como suplente utilizado diante do Sporting, onde não marcou, mas, por duas vezes, esteve perto de fazê-lo, e o seu primeiro “bis” em Portugal, diante da União de Leiria, na sua estreia a titular em jogos da Liga. A 13 minutos do fim foi substituído, com o Dragão rendido à prestação daquele que se está a revelar como o grande reforço de Inverno do bi-campeão nacional na tranquila caminhada para o “tri”.
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA EUROPEIA. No Verão de 2004, depois de apontar 94 golos em 205 jogos pelo Estudiantes La Plata, que o tornam no 5º maior goleador da história do clube na Liga argentina, “Tecla” Farías foi apresentado como novo reforço do Palermo, da Série A italiana, que investiu 5 milhões de euros na sua aquisição. A sua adaptação ao “Calcio” foi difícil, não marcando golos em 13 partidas do campeonato, tendo sido apenas uma vez titular. Ao contrário do FC Porto, o emblema italiano não esperou pelo segundo semestre de competição e não hesitou em negociá-lo, em Janeiro de 2005, para o River Plate – que investiu 1,75 milhões de euros por metade do seu passe –, onde viria a apontar 35 golos na Liga argentina em duas épocas e meia, juntando mais 14 na Copa Libertadores. Da sua passagem por Itália, o registo apenas de 2 golos: a 28 de Setembro de 2004, para a Coppa Italia, na recepção à Salernitana (vitória 2-0), que permitiram ao Palermo seguir em frente na competição, depois de ter perdido 1-2 na primeira mão.
OS “BIS” DE “TECLA” FARÍAS.

O “bis” apontado diante da União de Leiria foi o primeiro de Ernesto Farías ao serviço do FC Porto, mas já o 21º da sua carreira. A sua estreia a “bisar” ocorreu frente ao Independiente, com apenas 19 anos, pouco mais de 4 meses após se estrear na Liga argentina – empate 2-2 diante do Lanús -, numa vitória por 4-1, onde soube tirar partido de dois cruzamentos desde a esquerda de Rodolfo Estebán Cardoso, um argentino que realizou grande parte da sua carreira na Alemanha, e de uma jornada para esquecer de Gabriel Milito, seu colega nas selecções de base, e que era o defesa do Independiente encarregue de o marcar. Farías, que na primeira época como profissional, jogava tanto como “enganche” como na frente do ataque, no 4x3x1x2 do Estudiantes, só voltou a bisar um ano depois, diante do Talleres, o adversário ao qual mais golo marcou como jogador da equipa de La Plata. Entre Maio de 1998 e Junho de 2004, período em que representou o Estudiantes, “Tecla” apontaria 11 “bis”, 8 deles em casa – valeram sempre vitórias – e 3 extramuros. Seguiu-se a passagem de seis meses pelo futebol italiano ao serviço do Palermo, onde conseguiu um “bis”, na Coppa Italia, diante do Salernitana, no único jogo, dos 16 oficiais que realizou, em que marcou golos. No River Plate, onde actuou entre Fevereiro de 2005 e Junho de 2007, somou 8 “bis” – 7 na Liga argentina e 1 na Copa Libertadores, curiosamente diante dos argentinos do Banfield. Dos 8, 5 foram obtidos em jogos disputados como visitado – o River Plate venceu sempre que Farías “bisou” em casa – e 3 como visitante, o último dos quais, a 27 de Maio de 2007, na deslocação ao terreno do Gimnasia La Plata, rival do Estudiantes. Pouco mais de oito meses depois, já ao serviço do FC Porto, o primeiro “bis” no futebol português, na sua estreia a titular em jogos da Liga.
OS 4 GOLOS DE ERNESTO FARÍAS PELO FC PORTO AO DETALHE
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- 4 golos apontados pelo FC Porto em 10 jogos efectuados.
- 3 dos seus 4 golos foram apontados na Liga portuguesa. o outro golo foi apontado na Taça de Portugal.
- Liga: 5 jogos / 3 golos ; Liga dos Campeões: 1 jogo / 0 golo ; Taça de Portugal: 1 jogo / 1 golo ; Taça da Liga: 1 jogo / 0 golo ; Liga Intercalar: 2 jogos / 0 golos.
- 10 jogos pelo FC Porto: 6 vitórias, 1 empate, 3 derrotas.
- marcou golos em 3 jogos: 2 golos solitários e 1 “bis”. sempre que marcou o FC Porto venceu.
- os 4 golos que apontou pelo FC Porto foram marcados em partidas em casa. 2 na primeira parte, 2 na etapa complementar.
- 1 dos seus 4 golos foi apontado na condição de suplente utilizado.
- 3 dos seus golos foram apontados de cabeça. todos esses golos surgiram a partir de cruzamentos: 2 da direita (Lino, de bola parada, e Quaresma, de bola corrida) e 1 da esquerda (Quaresma, de bola corrida). 2 desses 3 golos foram apontados da mesma zona: à entrada da pequena área.
- nunca marcou em jogos consecutivos da Liga. marcou golos em 2 jogos consecutivos: diante do Sp. Braga, para a Liga, e do Desp. Aves, para a Taça de Portugal, em Janeiro de 2008.
- esteve 6 jogos sem marcar golos, entre a sua estreia, diante do Marítimo, a 15 de Setembro de 2007, e o seu primeiro golo, apontado diante do Sp. Braga, a 12 de Janeiro de 2008.

OS GOLOS DE “TECLA” FARÍAS AO SERVIÇO DO ESTUDIANTES
- 94 golos em 205 jogos pelo Estudiantes La Plata em pouco mais de 6 anos ao serviço do clube. 5º melhor marcador da história do Estudiantes na Liga argentina.
- 57 em casa – 37 fora de casa ; 45 primeira parte – 49 etapa complementar
- 52 golos solitários, 11 “bis”, 4 “triplas” e 2 “poker”
- 14 dos seus 94 golos foram apontados através de grandes penalidades.
- por 3 vezes conseguiu marcar golos em 3 jornadas consecutivas: entre Fevereiro e Março de 2000, apontou 4 golos em 3 jogos consecutivos, diante de Gimnasia Jujuy (casa), River Plate (fora) e Newell’s Old Boys (casa) ; em Março de 2002, apontou 6 golos em 3 jogos consecutivos, diante de Talleres (casa), Huracán (fora) e Unión (casa) ; em Novembro de 2003, apontou 5 golos em 3 jogos consecutivos, diante de Lanús (casa), Talleres (fora) e Nueva Chicago (fora).
- os 2 “poker” que apontou aconteceram diante de Newell’s Old Boys (em casa, a 14 de Dezembro de 2003) e Argentinos Juniors (fora, a 16 de Setembro de 2001).
- as 4 “triplas” que apontou aconteceram diante de Rosário Central (fora, a 18 de Setembro de 2000), Almagro (fora, a 29 de Abril de 2001), Huracán (fora, a 28 de Março de 2002) e Olimpo (casa, a 14 de Março de 2004).

OS GOLOS DE “TECLA” FARÍAS AO SERVIÇO DO PALERMO
- 2 golos em 16 jogos pelo Palermo.
- Série A: 13 jogos / 0 golos (apenas foi uma vez titular) ; Coppa Itália: 3 jogos / 2 golos (foi sempre titular)
- 2 em casa – 0 fora de casa ; 1 primeira parte – 1 etapa complementar
- 0 golos solitários, 1 “bis”
- nenhum golo apontado de grande penalidade.

OS GOLOS DE “TECLA” FARÍAS AO SERVIÇO DO RIVER PLATE
- 49 golos em 93 jogos pelo River Plate.
- Liga Argentina: 67 jogos / 35 golos ; Copa Libertadores: 24 jogos / 14 golos ; Copa Sul-Americana: 2 jogos / 0 golos
- 24 em casa – 25 fora de casa ; 23 primeira parte – 26 etapa complementar
- 30 golos solitários, 8 “bis”, 1 “tripla”.
- 4 dos seus 49 golos foram apontados através de grandes penalidades.
- 3 golos como suplente utilizado em 9 jogos nessa condição.
- por uma vez marcou em 5 jogos consecutivos, mas em competições diferentes (4 na Liga e 1 na Copa Libertadores): entre Março e Abril de 2006, apontou 5 golos em 5 jogos consecutivos, diante de Estudiantes La Plata (casa), El Nacional (casa), Boca Juniors (fora), Rosário Central (casa) e Lanús (fora).
- por uma vez marcou em 5 jogos consecutivos da Liga argentina – intervalados por jogos na Copa Libertadores -, naquela que é a sua melhor série no campeonato: entre Março e Abril de 2006, apontou 6 golos em 5 jogos consecutivos, diante de Estudiantes La Plata (casa), Boca Juniors (fora), Rosário Central (casa), Lanús (fora) e Instituto (casa).
- a única “tripla” que marcou ao serviço do River Plate aconteceu a 13 de Novembro de 2005, na vitória por 4-1 no terreno do Instituto de Córdoba.

“TECLA” FARÍAS NA SELECÇÃO ARGENTINA
- 1 vez internacional “A” – foi titular, a tempo inteiro, na derrota da Argentina no terreno do Paraguai, a 3 de Setembro de 2005, em jogo de qualificação para o Mundial 2006.
- Foi campeão sul-americano de sub-20 em 1999 pela Argentina, ao lado de jogadores como Gabriel Milito, Aldo Duscher, Esteban Cambiasso, Luciano Galletti, Aimar e o ex-sadino La Paglia, num torneio disputado no seu país natal. É o único título que conquistou, até ao momento, na sua carreira. Habitual suplente, marcou 2 golos na competição, diante da Venezuela (vitória 4-1) e diante do Brasil (vitória 2-1), sendo que o último foi decisivo e valeu a vitória a 3 minutos do fim.
- Participou na desastrosa campanha da selecção argentina no Mundial Sub-20 de 1999, disputado na Nigéria. A Argentina caiu nos oitavos-de-final diante do México (derrota 1-4), mas não foi além do 3º lugar na fase de grupos, onde apenas venceu o Cazaquistão (1-0), empatando com a Croácia (0-0) e perdendo com o Gana (0-1). Não marcou golos.
- Ficou em 2º lugar no Campeonato sul-americano de 1997, disputado no Paraguai, e ganho pelo Brasil, onde se destacou Ronaldinho Gaúcho. Marcou 2 golos, ambos diante do Equador, numa vitória por 3-2. Foi o 2º melhor marcador da Argentina na competição, a par de Lívio Prieto, antigo jogador do Santa Clara, com menos um golo que Luciano Galletti, o goleador da Argentina com 3 tentos apontados. Juan Viveros, chileno que representou o Sporting e o Alverca, foi um dos melhores marcadores da prova, com 4 golos.
- Disputou o Mundial sub-17 de 1997, que se realizou no Egipto. Não marcou nenhum golo, sendo que a Argentina caiu nos quartos-de-final diante do Brasil. Na selecção argentina destacaram-se, sobretudo, Lívio Prieto (antigo jogador do Santa Clara), Júlio Marchant (antigo jogador do Nacional) e, sobretudo, Luciano Galletti, que voltou a ser a principal figura da equipa “celeste”.
Benfica: 0-0 (ou o nítido nulo)
domingo, 3 fevereiro 2008

O NÍTIDO NULO. Com o empate caseiro diante do Nacional ontem à noite, o Benfica somou o quarto nulo em casa esta temporada em jogos da Liga. Frente aos madeirenses os encarnados repetiram o resultado obtido diante de Vitória Guimarães, Sporting e Leixões, jogos que também terminaram com um empate a zero. É, a esse nível, o pior registo de sempre do Benfica em toda a história da Liga, pois, até hoje, nunca empatara mais do que três vezes a zero em jogos realizados em casa durante uma época. Foi o caso das temporadas 1968/69 – Vitória Guimarães, Sporting e FC Porto -, 1988/89 – Vitória Guimarães, FC Porto e Beira-Mar – e 1992/93 – Salgueiros, Beira-Mar e FC Porto, com a curiosidade do clube da Luz ter sido campeão nas duas primeiras.
MAU REGISTO CASEIRO. Para além dos 4 empates a zero em casa, o Benfica perdeu na Luz diante do FC Porto, jogo em que também não marcou golos. São já 11 pontos perdidos em casa em 27 possíveis, números semelhantes aos do Marítimo, que colocam o Benfica na sexta posição de uma tabela classificativa virtual de jogos caseiros, atrás, por exemplo, de Belenenses e Boavista, que venceram, este domingo, o Sporting e o Paços de Ferreira, podendo ainda ser ultrapassado pelo Vitória de Setúbal, caso vença amanhã a Naval. Os jogos caseiros têm sido, esta temporada, o grande “calcanhar de Aquiles” da equipa de Camacho, que soma menos 12 pontos do que o FC Porto na condição de visitado, superando o campeão nacional no registo extramuros, onde conquistou mais dois pontos, ainda que, até ao momento, tenha realizado mais uma partida na condição de visitante. Se nos restringirmos às primeiras 9 jornadas caseiras de Liga em todos os campeonatos nacionais com mais de 8 clubes, este é o segundo pior registo de sempre do Benfica em casa, só superado pela época 1996/97, com Paulo Autuori e, posteriormente, Mário Wilson a perderem 12 pontos, fruto de 2 derrotas e 3 empates.
6ª PIOR ÉPOCA DE SEMPRE. Com 9 vitórias, 7 empates e 2 derrotas ao fim de 18 jogos, o Benfica apresenta uma média pontual de 1,889 pontos/jornada. É um registo muito pobre, o sexto pior de sempre quando comparado com igual período em todas as épocas da história da Liga, assumindo uma classificação de três pontos por vitória. Apenas 2001/02 (1,778), 1953/54 e 2004/05 (1,722), 1997/98 (1,667) e 1950/51 (1,222) conseguem superar negativamente o actual registo. Curiosamente, em 2004/05 o Benfica acabaria por se sagrar Campeão Nacional. Quando comparada com a única época completa de Camacho ao serviço do Benfica, podemos constatar que o Benfica ganha menos (menos 2 vitórias), empata mais (mais 3 empates) e perde menos (menos 1 derrota), marca menos golos (menos 8 golos marcados), mas sofre menos golos (menos 9 golos sofridos). Em relação à última temporada, após 18 jogos, o Benfica de Fernando Santos não só apresentava um registo superior ao desta época, como também ao da “época Camacho”: tinha 12 vitórias (mais 3 que esta época e mais 1 que em 2003/04), 3 empates (menos 4 que esta época e menos 1 que em 2003/04) e 3 derrotas (mais 1 que esta época e igual registo ao de 2003/04) ; somava 36 golos apontados (mais 7 que esta época e menos 1 que em 2003/04) e tinha sofrido 14 golos (mais 4 que esta época e menos 5 que em 2003/04).
2-0: O RESULTADO MAIS COMUM DO BENFICA EM JOGOS EM CASA. Se esta temporada o resultado mais comum do Benfica, em jogos da Liga disputados no seu reduto, é o 0-0, em toda a história de jogos caseiros do clube para a Liga o desfecho que mais se repete é o 2-0, o que aconteceu em 111 ocasiões, nenhuma das quais esta época. O 1-0 (99 vezes) e o 3-0 (87 vezes) completam o “top 3”. O empate mais comum é o 1-1 (70 vezes) que supera o 0-0 (53 vezes). Já o 1-2 é o desfecho negativo mais comum (14 vezes), sendo que o último aconteceu a 2 de Novembro de 2003, diante do Beira-Mar, na inauguração, em jogos oficiais, do novo Estádio da Luz.
Marat Izmailov: a ressurreição da Locomotiva de Moscovo
sábado, 2 fevereiro 2008

A SEMANA DA LOCOMOTIVA. Entrado em campo aos 65 minutos na partida diante do Beira-Mar para a Taça da Liga, numa altura em que o Sporting empatava em casa a zero com os aveirenses, Marat Izmailov deu uma dinâmica maior ao ataque leonino, ajudando a construir um volumoso 3-0, tendo participado directamente no segundo golo, ao assistir a finalização vitoriosa de Simon Vukcevic. Quatro dias depois, Izmailov foi titular diante do FC Porto, para a Liga, reencontrando o adversário frente ao qual se estreou em Portugal, na final da Supertaça, que decidiu, com uma espectacular finalização de pé direito a 25 metros da baliza, após assistência de Miguel Veloso. E, mais uma vez, Izmailov voltou a ser preponderante para derrotar o FC Porto: serviu Vukcevic, através de um cruzamento desde a esquerda, para o 1-0 ; e apontou o segundo golo do Sporting, num subtil golpe de cabeça dentro da pequena área, após defesa incompleta de Hélton a remate de Vukcevic. Três dias depois, novamente em Alvalade, Izmailov foi o melhor em campo diante do Penafiel, ajudando o Sporting a construir uma vitória por 3-1, que colocou os “leões” na final da competição diante do Vitória de Setúbal. O internacional russo começou por assistir Romagnoli para o 1-0, através de um centro atrasado desde a esquerda, e apontou os outros dois golos: o 2-0, num remate cruzado, dentro da área, de pé direito, após excelente trabalho individual ; e o 3-1, numa finalização à boca da baliza, após boa jogada de Bruno Pereirinha à direita, concluindo uma semana de “luxo”, em que apontou 3 golos e realizou 3 assistências para finalizações vitoriosas.
DE “GOLDEN BOY” A SENHOR INTERMITÊNCIA. Produto das escolas do Torpedo Moscovo, rapidamente deu nas vistas, protagonizando uma transferência polémica, ainda enquanto júnior, para o “rival” Lokomotiv, que o inseriu, em 2000, na sua formação secundária. Chamado a alguns treinos da formação principal durante esse ano, Izmailov foi uma das figuras da pré-temporada de 2001, conseguindo não só um lugar na primeira equipa, como também conquistar a titularidade, com apenas 18 anos. Rapidamente se tornou numa das estrelas do Lokomotiv, chegando à selecção principal em Agosto de 2001, pouco mais de 5 meses depois de se ter estreado como profissional. Com 6 golos em 29 jogos, realizou não só a sua melhor época de sempre, como se transformou no “golden-boy” do futebol russo, ajudando o Lokomotiv a qualificar-se para a Liga dos Campeões, através do 2º lugar na Liga, como também a conquistar a Taça da Rússia, marcando um dos golos no desempate por pontapés da marca de grande penalidade. O ano de 2002 arrancou da melhor forma, com Izmailov a assumir protagonismo na formação do Lokomotiv e a justificar a presença no Mundial 2002, onde realizou 2 jogos como titular, mostrando um rendimento intermitente, que se prolongou nas jornadas do campeonato russo posteriores à grande competição, antecedendo uma lesão, no final de Julho de 2002, diante do Anzhi, que o afastou o resto da época, o que limitou o seu contributo a apenas 2 golos em 14 jogos para o título russo alcançado pelo Lokomotiv – o primeiro da sua história, mesmo alargando ao antigo campeonato soviético. O ano de 2003 começou com nova conquista: no seu regresso à competição foi suplente utilizado na final da Supertaça russa – na sua primeira edição -, e mesmo falhando uma das grandes penalidades no desempate desde os onze metros, sagrar-se-ia vencedor da competição. Na Liga russa acabaria por se fixar como titular, totalizando 5 golos em 27 jogos, aproximando-se, em algumas fases, do rendimento evidenciado em 2001, o que lhe permitiu recuperar um lugar na selecção russa. Contudo, em termos colectivos, o Lokomotiv não foi além de um quarto lugar na Liga, falhando o apuramento para as competições europeias. Em 2004, apesar de um início de época intermitente, marcou presença no Europeu 2004, disputado em Portugal, onde teve uma presença apagada. Seguiu-se nova lesão, que o afastou dois meses dos relvados, regressando sem grande fulgor. Apontou 2 golos em 18 jogos, no ano em que o Lokomotiv voltou a sagrar-se campeão, após intensa disputa com o CSKA Moscovo. Em 2005, após ajudar o Lokomotiv a vencer a Supertaça, numa final diante do Terek Groznyy, surgiu em grande plano na Liga, apontando 3 golos nas primeiras 10 jornadas da Liga, que lhe valeram o regresso à Selecção. Contudo, uma lesão aos 10 minutos de um particular diante da Alemanha, afastá-lo-ia cerca de 3 meses dos relvados, regressando com um golo diante do Amkar. O seu rendimento, no entanto, revelou-se intermitente, acabando a temporada com nova lesão. O início da temporada 2006 foi fraco, perdendo a titularidade. Quando parecia regressar, voltou a lesionar-se e só regressou à competição em Julho, com um registo muito irregular, que o impediu de se fixar no “onze”. A situação não se alterou em 2007, com uma lesão diante do Dínamo Moscovo, num jogo, disputado no inicio de Abril, em que começou como suplente, a afastá-lo da competição até à sua transferência, por empréstimo, para o Sporting. Ainda assim, ao efectuar dois jogos na Taça da Rússia, contribuiu para nova conquista do Lokomotiv na competição. Ao todo, em 6 anos e meio ao serviço da equipa principal do Lokomotiv, somou 6 títulos: 2 campeonatos, 2 taças e 2 supertaças.
LEÃO CASEIRO. Confirmado como reforço para a nova época no final de Junho de 2007, Marat Izmailov chegou a Alvalade por empréstimo de um ano, ficando o Sporting com direito de opção sobre o seu concurso até ao epílogo da temporada. Depois de alguns problemas físicos na pré-época, o internacional russo estreou-se da melhor forma em jogos oficiais, ao apontar o golo que valeu ao Sporting a conquista da Supertaça diante do campeão FC Porto. Contudo, uma entorse tibiotársica contraída nesse jogo, acabaria por afastá-lo da estreia na Liga, diante da Académica, surgindo como titular, uma semana depois, em novo confronto frente ao FC Porto. Realizou uma exibição apagada, o que levou Paulo Bento a substitui-lo durante a segunda parte, algo que se prolongou nos jogos seguintes, perdendo a titularidade. Seria no início de Outubro de 2007, diante do Vitória Guimarães, que o russo reapareceria no seu melhor: depois de uma primeira parte dominada pelos vimaranenses, Paulo Bento lançou Izmailov na etapa complementar e o internacional russo correspondeu com 2 golos, decidindo a partida. Esperava-se que se fosse o início da sua afirmação, mas não se confirmou, seguindo-se dois meses de intermitência. Em Dezembro, com dois golos diante de União de Leiria e Louletano, Izmailov deu os primeiros passos para a “explosão” de Janeiro, confirmada pelos 3 golos e 3 assistências na última semana, que lhe reabriram as portas da selecção russa, pela qual poderá marcar presença no Europeu 2008. Um aspecto não deixa de ser curioso nos “números” do internacional russo como jogador dos “leões” – se exceptuarmos o golo em Coimbra, para a Supertaça, diante do FC Porto, os outros 7 tentos aconteceram sempre em Alvalade, tal como as 4 assistências para golo que efectuou, indo de encontro aos números paupérrimos dos leões na Liga quando actuam extramuros, onde possuem o 5º pior da ataque da prova, com apenas 6 golos – menos um que União de Leiria e Paços de Ferreira, os dois últimos –, a que acresce o facto de só ter vencido 2 vezes em 9 partidas.
OS NÚMEROS DE IZMAILOV AO SERVIÇO DO SPORTING

- 28 jogos – 1827 minutos de utilização
- 14 vitórias, 6 empates, 8 derrotas
- dos 28 jogos que efectuou, 21 foram na condição de titular. foi substituído em 14 ocasiões, apenas completando 7 jogos. em 7 jogos foi suplente utilizado.
- 1 cartão amarelo. 0 cartões vermelhos.
- 8 golos: 4 golos solitários, 2 “bis”
- dos 8 golos marcados 7 foram apontados em jogos em casa ; nenhum foi apontado fora de casa ; um foi apontado em “campo-neutro”, na final da Supertaça.
- 2 dos 8 golos foram apontados na primeira parte ; 6 dos 8 golos foram apontados na segunda parte dos jogos.
- 2 dos seus 8 golos foram apontados como suplente utilizado em 7 partidas nessa condição.
- por duas vezes apontou golos em jogos consecutivos, mas nunca para a Liga. em Dezembro de 2007, apontou golos diante do União de Leiria (Liga) e Louletano (Taça de Portugal). em Janeiro de 2008, apontou golos diante de FC Porto (Liga) e Penafiel (Taça da Liga), série que mantém em aberto para o Restelo, caso seja utilizado.
- a sua pior série ao serviço do Sporting foram 9 jogos consecutivos sem marcar golos, entre o “bis” apontado ao Vitória de Guimarães, a 6 de Outubro de 2007, e o golo apontado no empate caseiro diante da União de Leiria, a 2 de Dezembro de 2007.
- soma 4 assistências para golo em 2007/08, 3 das quais na última semana. para além dos passes decisivos para Vukcevic, diante do Beira-Mar e FC Porto, e Romagnoli, diante do Penafiel, sempre a partir da esquerda, Izmailov assistira Liedson para um golo diante da AS Roma, também a partir de um cruzamento desde a esquerda. também em comum outro facto: todas as suas assistências aconteceram em jogos em casa.
- falhou 4 jogos do Sporting em 2007/08, sempre para a Liga. o Sporting nunca perdeu sem Izmailov: somou 3 vitórias (Académica, casa, Estrela da Amadora, fora, e Marítimo, fora) e 1 empate (Benfica, fora).
- os seus 8 golos foram apontados em 6 jogos. nesses 6 jogos o Sporting nunca perdeu: 5 vitórias e 1 empate.

OS NÚMEROS DE MARAT IZMAILOV NA LIGA RUSSA
- 124 jogos – 8875 minutos de utilização em 6 épocas e meia
- 61 vitórias, 38 empates, 25 derrotas
- dos 124 jogos que efectuou, 102 foram na condição de titular. foi substituído em 40 ocasiões, sendo que numa das vezes – no último jogo que realizou pelo Lokomotiv, diante do Dínamo Moscovo – foi substituído após ter entrado na partida a partir do banco.
- completou os 90 minutos em 84 jogos. foi expulso uma vez e suplente utilizado em 22 jogos.
- 13 cartões amarelos. 1 cartão vermelho: diante do Torpedo Moscovo, em Novembro de 2004.
- 20 golos: 18 golos solitários, 1 “bis”
- dos 20 golos marcados 11 foram apontados em jogos em casa e 9 em jogos fora.
- 12 dos 20 golos foram apontados na primeira parte ; 8 dos 20 golos foram apontados na segunda parte dos jogos.
- 1 dos seus 20 golos foi apontado como suplente utilizado em 22 partidas nessa condição.
- por duas vezes apontou golos em 3 jogos consecutivos: entre Maio e Junho de 2001, diante de Zenit, Sokol Saratov e Chernomorets Novorossiysk ; em Maio de 2005, diante de Torpedo Moscovo, Dínamo Moscovo e Amkar Perm.
- a sua pior série ao serviço do Lokomotiv foram 18 jogos consecutivos sem marcar golos, o que acabou por significar mais de um ano a “seco”. depois de apontar um golo ao Amkar Perm, completando uma série de 3 jogos consecutivos a marcar, em 28 de Agosto de 2005, Izmailov só voltou a marcar a 23 de Setembro de 2006, na vitória 2-1 no terreno do CSKA Moscovo. foi o seu único golo na temporada 2006 da Liga russa.
- os seus 20 golos foram apontados em 19 jogos. apenas por uma vez o Lokomotiv perdeu em jogos em que marcou golos – foi a 27 de Junho de 2003, na derrota por 1-3 no terreno do Rubin Kazan. nas restantes partidas, 15 vitórias e 3 empates.

MARAT IZMAILOV NA SELECÇÃO RUSSA
- 31 jogos – 1857 minutos de utilização
- 12 vitórias, 9 empates, 10 derrotas
- dos 31 jogos que efectuou, 21 foram na condição de titular. foi substituído em 12 ocasiões, completando os 90 minutos em 9 jogos.
- 21 desses 31 jogos foram oficiais, tendo participado nas fases finais do Mundial 2002 e Europeu 2004, como também nas fases de qualificação do Mundial 2002, Europeu 2004, Mundial 2006 e Europeu 2008.
- 1 cartão amarelos. 0 cartões vermelhos.
- 2 golos: 2 golos solitários, diante de Estónia (Novembro de 2004, na qualificação para o Mundial 2006) e Luxemburgo (Outubro de 2005, também na qualificação para o Mundial 2006).
- os 2 golos marcados foram em jogos em casa e na primeira parte dos encontros. sempre que marcou golos, a Rússia venceu.
- nunca apontou golos em jogos consecutivos pela selecção russa.
- esteve 19 jogos sem marcar qualquer golo pela sua selecção, desde a sua estreia, diante da Grécia, em Agosto de 2001, e o seu golo de estreia, em Novembro de 2004, diante da Estónia.
- ao serviço da selecção russa defrontou duas vezes Portugal: empatou uma vez (0-0), em Setembro de 2005, na fase de apuramento para o Mundial 2006 ; perdeu na outra vez (0-2), em Junho de 2004, no Europeu de 2004.
- o seu último jogo pela selecção russa foi a 7 de Outubro de 2006, quando foi suplente utilizado no empate caseiro diante de Israel (1-1), na fase inicial do apuramento para o Europeu 2008. Guus Hiddink não o voltou a utilizar desde aí.
Roberto: poder de decisão
sexta-feira, 1 fevereiro 2008
OS FACTOS. Ao marcar o golo do triunfo do Leixões sobre o Paços de Ferreira, Roberto conseguiu definir, em dois fins-de-semana consecutivos, dois triunfos por 1-0 para a formação leixonense, depois de ter contribuído de forma decisiva para a eliminação do Anadia da Taça de Portugal. O avançado-centro, de 30 anos, natural de Osasco, cidade do interior de São Paulo, apontou o 6º golo da temporada – 3 na Liga, 2 na Taça de Portugal e 1 na Taça da Liga – em 18 jogos oficiais, a que acresce a curiosidade de ter marcado em todas as partidas que o Leixões venceu esta época: Varzim (fora, Taça da Liga) ; Sp. Braga (casa, Liga) ; Torreense (casa, Taça de Portugal) ; União de Leiria (casa, Liga) ; Anadia (casa, Taça de Portugal) ; e Paços de Ferreira (casa, Liga). Talhado para finalizações no interior da área, Roberto, em 2007/08, apontou 4 golos de cabeça e 2 de pé direito.
2007/08 AO DETALHE
- 18 jogos – 6 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
- 6 golos em 14 jogos: 5 golos apontados em casa – 1 golo apontado fora de casa ; 2 golos apontados na primeira parte – 4 golos apontados na segunda parte.
- não marcou qualquer golo de grande penalidade.
- 1 cartão amarelo (diante do Benfica, para a Liga, em casa) – 1 cartões vermelhos (diante do União de Leiria, para a Taça da Liga).
- nos 3 jogos que esteve ausente, sempre para a Liga, o Leixões somou 2 empates e 1 derrota.
- esteve 6 jogos consecutivos sem marcar golos na Liga – entre a jornada 1 e a jornada 8 (não foi utilizado na jornada 6 e 7).
- marcou por 2 vezes em 2 semanas consecutivas, sempre após jogos da Taça de Portugal: Torreense e União de Leiria, em Dezembro de 2007 ; Anadia e Paços de Ferreira, em Janeiro de 2008.
- marcou nos 2 jogos que o Leixões efectuou na Taça de Portugal, ambos contra adversários da 2ªDivisão.
- nunca marcou mais do que um golo por jogo.
- não realizou qualquer partida na Taça Intercalar.
PODER DE DECISÃO. Chegado a Matosinhos, oriundo do Penafiel, no início da temporada 2006/07, Roberto pretendia relançar a carreira, depois de uma suspensão de 6 meses motivada por um controlo anti-doping positivo num jogo diante do FC Porto, por alegadamente ter inalado Salbutamol, um bronco-dilatador utilizado no tratamento da asma. O objectivo foi alcançado em pleno: sagrou-se o melhor marcador da Liga de Honra, com 17 golos, contribuindo para a subida de divisão do Leixões, assim como para a conquista do título de campeão. Titular nas 30 partidas, realizou 18 jogos completos, totalizando 2494 de competição. Apontou golos em 13 dos 30 jogos, com a curiosidade do clube matosinhense nunca ter perdido sempre que marcou – 12 vitórias e 1 empate, diante do Feirense. A estes números juntou ainda 1 tento na Taça de Portugal, em 3 jogos na competição.
ROBERTO NA LIGA DE HONRA 2006/07
- 30 jogos – 18 vitórias, 6 empates, 6 derrotas
- dos 30 jogos efectuados, completou 18 partidas e foi substituído em 12 ocasiões.
- 17 golos apontados – 10 golos solitários, 2 “bis” e 1 “tripla”.
- 7 golos em casa – 10 golos fora de casa ; 10 golos na primeira parte – 7 golos na segunda parte.
- 1 dos 17 golos foi apontado de grande penalidade.
- 4 cartões amarelos – 0 cartões vermelhos.
- marcou por 1 vez em 3 jogos consecutivos, em Maio de 2007: Penafiel (casa), Olivais e Moscavide (fora) e Desp. Chaves (casa), entre a 28ª e a 30ª jornada da Liga de Honra.
- esteve 4 jogos consecutivos sem marcar golos, entre a jornada 20 e a jornada 23 da Liga de Honra. desses 4 jogos, o Leixões apenas venceu um.
TUDO SE REPETE. Roberto chegou a Portugal em Janeiro de 2003 para representar o Penafiel, na altura orientado tecnicamente por Jorge Amaral, depois de um percurso tergiversante por clubes brasileiros como Volta Redonda, Juventude e Vila Nova. Suplente não utilizado diante do Desportivo das Aves, a 16 de Fevereiro de 2003, estrear-se-ia no futebol português, uma semana depois, numa recepção ao Sp. Covilhã (derrota 0-1), entrando, a 30 minutos do fim, para o lugar de Pedro Moutinho, actualmente nos escoceses do Falkirk. Totalizaria 7 jogos até ao final da época, apontando 3 golos sempre em triunfos do Penafiel: um solitário diante da Ovarense (vitória fora 2-1, na estreia a titular) e um “bis” na recepção ao União de Lamas (vitória 4-0, já com José Garrido no comando técnico dos durienses). A época seguinte seria a da sua afirmação: 20 golos em 33 jogos, contribuindo, de forma decisiva, para a subida do Penafiel à Liga, para além de ter terminado a prova como segundo melhor marcador da Honra, atrás de Fábio Hempel, do Salgueiros. Apontou golos em 16 jogos, e, novamente, o conjunto penafidelense nunca perdeu sempre que marcou: 10 vitórias e 6 empates. Seguiram-se duas épocas nas divisão maior: apontou 9 golos em 31 jogos em 2004/05, com a particularidade de 8 terem sido apontados na segunda volta da prova ; e 3 golos em 22 jogos – foi suspenso por seis meses após a 22ª jornada – em 2005/06, sendo que todos foram marcados ao Marítimo, o adversário a quem mais golos marcou em jogos da Liga.
ROBERTO NO PENAFIEL (LIGA E LIGA DE HONRA)
- 93 jogos – 31 vitórias, 20 empates, 42 derrotas
- dos 93 jogos, efectuou 77 partidas como titular – 43 jogos completos, substituído em 34 ocasiões – e 16 como suplente utilizado – numa dessas vezes saiu por expulsão.
- 35 golos – 23 golos solitários, 6 bis
- 19 golos em casa – 16 golos fora de casa ; 17 golos na primeira parte – 18 golos na segunda parte.
- 3 golos de grande penalidade.
- 0 golos como suplente utilizado.
- 11 cartões amarelos. 1 cartão vermelho (diante do Estrela da Amadora, na 33ª Jornada da temporada 2002/03).
- a sua melhor série foram 4 jogos consecutivos a marcar, em que apontou 5 golos – entre Agosto e Setembro de 2003, da 1ª à 4ª jornada da Liga de Honra.
- bisou, por uma vez, em dois jogos consecutivos, em Abril de 2004: apontou dois golos ao Desp. Chaves (vitória caseira 3-2) e dois golos ao União da Madeira (vitória extramuros 3-1).
- 16 jogos sem marcar foram a sua pior série: não marcou nenhum golo de 18 de Setembro de 2005 (bis diante do Marítimo) a 5 de Fevereiro de 2006, data em que voltou a marcar um golo ao Marítimo.
marcou um auto-golo. foi a 12 de Fevereiro de 2006, no seu último jogo pelo Penafiel, que perdeu 0-4 na Luz.
Oscar Cardozo: o percurso goleador do "Tacuara"
quarta-feira, 30 janeiro 2008

”TACUARA” DECISIVO EM GUIMARÃES. Com um “bis” em Guimarães, o quarto desde que chegou à Luz, Oscar Cardozo contribuiu de forma decisiva para o triunfo que permitiu ao Benfica segurar o 2º lugar na Liga, como também, finalizada a jornada 17 da Liga, encurtar a distância para o líder FC Porto para oito pontos. “Tacuara” chegou assim aos 13 golos – 7 na Liga, 3 na Liga dos Campeões e 3 na Taça de Portugal –, estando a sete do objectivo traçado por Luís Filipe Vieira para a temporada de estreia do internacional paraguaio no futebol europeu: 20.
OS 15 “BIS” DE ÓSCAR CARDOZO.

Em Guimarães, Óscar Cardozo alcançou o 15º “bis” da sua carreira, o seu 4º ao serviço do Benfica. Analisando-os ao detalhe sublinha-se um aspecto: Cardozo “bisa” mais fora de casa (9), do que em casa (6), o que não deixa de ser curioso tendo em conta as suas características. A sua estreia a “bisar” ocorreu na temporada 2003, na 2ª divisão do futebol paraguaio, quando marcou os dois golos do 3 de Febrero, o seu clube de então, diante do Nacional, que viria a sagrar-se campeão do escalão. Cardozo, que apontou 14 golos ao longo da temporada, ajudou o seu clube a alcançar o 2º lugar na fase regular e a ganhar a primeira fase do “play-off” de subida, só que perderia a final diante do primo divisionário Tacuary. No primeiro semestre da temporada seguinte, manter-se-ia no 3 de Febrero, onde apontou 6 golos, bisando diante do San Lorenzo, numa vitória por 2-0. Transferido, no final de Julho de 2004, para o Nacional, que lhe abriu as portas da divisão maior do futebol paraguaio, marcou 3 golos em 17 jogos na segunda metade da Liga, mas bisou na goleada diante do Guaraní (7-1). Na temporada de 2005 somou 9 golos na Liga, ajudando o seu clube a alcançar o 2º lugar na Liga paraguaia, que lhe permitiu disputar o acesso à Taça Sul-Americana diante do Libertad, que acabaria por levar a melhor. Bisou numa partida: na deslocação ao terreno do 12 de Octubre (vitória 4-2). No primeiro semestre de 2006 a sua produção goleadora subiu: 17 golos em 20 jogos, 16 dos quais como titular, com quatro “bis”: nas recepções a Fernando de la Mora (3-0) e Luqueño (5-1), e nas deslocações ao terreno de Guaraní (5-1) e 12 de Octubre (4-1), clubes a quem repetiu o feito. Transferido para o Newell’s Old Boys, da primeira Liga argentina, no final de Julho de 2006, não tardou em confirmar-se como goleador, somando 22 golos em 33 jogos, que lhe permitiram também chegar à Selecção paraguaia, onde se fixou. Entre Clausura 2006 e Apertura 2007, “Tacuara” somou 3 “bis”, com a curiosidade de todos terem sido obtidos fora de casa: no empate a 3 na “cancha” do River Plate ; e nas deslocações vitoriosas aos terrenos de Arsenal Sarandí e Belgrano. Chegado à Luz como a segunda contratação mais cara da história do Benfica, o seu percurso não tem escapado a críticas, mas a empatia com os adeptos tem-se revelado crescente. Dos 13 golos apontados até ao momento, 8 resultaram de 4 “bis”, confirmando a maior capacidade para “bisar” fora de casa (3, diante de Nacional, Shakthar e Vitória de Guimarães), do que em casa (1, diante da Académica, para a Taça de Portugal).
OS 13 GOLOS DE ÓSCAR CARDOZO PELO BENFICA AO DETALHE
(carregar na imagem para ver com maior detalhe)
- 13 golos apontados pelo Benfica em 26 partidas entre todas as competições. Foi titular em 20 jogos e suplente utilizado em 6 ocasiões. Soma 14 vitórias, 7 empates e 5 derrotas.
- Liga: 16 jogos – 7 golos ; Taça de Portugal: 2 jogos – 3 golos ; Liga dos Campeões: 8 jogos – 3 golos ; Não foi utilizado na Taça da Liga.
- Golos ao detalhe: 7 em casa ; 6 fora de casa. 7 nas primeiras partes ; 6 nas segundas partes.
- 3 dos 13 golos foram apontados de grande penalidade. Não falhou nenhum castigo máximo. Dois foram convertidos para a sua direita ; um foi convertido para a sua esquerda, sempre de pé esquerdo.
- Em três situações marcou golos em jogos consecutivos: 2, diante de Celtic (Liga dos Campeões) e Marítimo (Liga) ; 4, diante de Shakthar (Liga dos Campeões) e Académica (Taça de Portugal) ; 3, diante de Feirense (Taça de Portugal) e Vitória Guimarães (Liga). A última série mantém-se em aberto.
- Nunca marcou em jornadas consecutivas de Liga. Se o fizer no próximo fim-de-semana diante do Nacional, atingirá o feito pela primeira vez.
- 5 jogos consecutivos sem marcar é o seu pior registo ao serviço do Benfica: depois de bisar diante do Nacional, a 2 de Setembro de 2007, só voltou a marcar diante do Celtic, para a Liga dos Campeões, a 24 de Outubro de 2007. Ficou em “branco” nas partidas diante de Sp. Braga, Sporting e União Leiria, para a Liga, e de AC Milan e Shakthar, para a Liga dos Campeões. Em três desses jogos o Benfica não marcou qualquer golo.
- 10 dos seus 13 golos foram apontados de pé esquerdo, claramente a sua arma mais forte. 6 desses golos – todos os que não foram apontados de bola parada – resultaram de finalizações a dois toques: recepção e finalização. Dos 10 golos apontados com o pé esquerdo, 3 resultaram de finalizações de fora da área – 1 em bola parada, 2 em bola corrida.
- Os 2 golos que apontou de cabeça surgiram na sequência de cruzamentos do lado direito do ataque: frente ao Shakthar foi Máxi Pereira quem o assistiu ; frente à Académica foi Nuno Gomes, num gesto pouco usual do avançado internacional português, quem fez a assistência para a finalização de Cardozo.
- O único golo que apontou de pé direito, diante do Feirense, para a Taça de Portugal, aconteceu na única partida em que marcou saído do banco dos suplentes. Cardozo foi em 6 ocasiões suplente utilizado.
- 4 dos seus 13 golos surgiram de perdas de bola do adversário. 2 desses 4 golos surgiram de passes errados de guarda-redes – Diego Benaglio (Nacional) e Nilson (Vitória de Guimarães).
- Dos 13 golos apontados, apenas 5 resultaram de assistências de colegas de equipa – Maxi Pereira e Nuno Gomes serviram-no a partir de cruzamentos ; Di Maria, Léo e Rui Costa através de passes, sendo que os dos dois primeiros surgiram de fora da área a partir de uma zona central.
- 7 dos seus 13 golos surgiram nos últimos 10 metros, a sua zona de concretização preferencial.
OUTROS NÚMEROS DO “TACUARA”
- 21 golos em 33 jogos pelo Newell’s Old Boys, na divisão maior do futebol argentino. Nesses 33 jogos, Cardozo venceu 9 vezes, empatou 11 e perdeu 13.
- Dos 21 golos de Cardozo, 7 foram apontados em jogos em casa e 14 fora de casa. 10 nas primeiras partes, 11 nas etapas complementares.
- Apenas 1 dos seus 21 golos surgiu na transformação de uma grande penalidade.
- Apontou 11 golos solitários ; 3 “bis” e 1 “tripla”.
- Não marcou qualquer golo a partir do banco. Era impossível: foi sempre titular e completou 30 das 33 partidas que efectuou.
- Na sua melhor série goleadora, apontou 4 golos em 3 jogos consecutivos, em Abril de 2007. Depois de golos solitários ao Gimnasia y Esgrima (fora) e Colón Santa Fé (casa), bisou na deslocação ao terreno do Belgrano.
- A sua pior série foi 3 jogos consecutivos sem marcar golos: em Maio de 2007, diante de Independiente (fora), San Lorenzo (casa) e Estudiantes la Plata (fora).
- 29 golos pelo Nacional, na divisão maior do futebol paraguaio. 16 deles foram apontados em jogos em casa ; 13 foram marcados em partidas fora de casa. 14 na primeira parte ; 15 na etapa complementar.
- Dos 29 golos apontados pelo Nacional, 14 foram golos solitários, 6 “bis” e 1 “tripla”.
- 2 dos 29 golos resultaram da transformação de grandes penalidades.
- Cardozo marcou 1 auto-golo na Liga paraguaia. Foi a 1 de Outubro de 2005, na deslocação ao terreno do Sportivo Luqueño (1-1).
- 20 golos pelo 3 de Febrero na 2ª Divisão do Paraguai. 11 apontados em jogos em casa ; 9 em partidas realizadas extramuros.
- Dos 20 golos apontados por Cardozo no 3 de Febrero: 16 foram solitários e 2 “bis”. Não apontou qualquer “tripla”.
- 2 golos em 12 jogos pela Selecção principal do Paraguai. Nesses 12 jogos, Cardozo soma 4 vitórias, 4 empates, 4 derrotas.
- Os seus 2 golos aconteceram nas segundas partes dos jogos: marcou o tento da vitória num particular diante do México (1-0), a 5 de Junho de 2006, aos 89 minutos, 13 após ter entrado em campo ; e apontou, aos 56 minutos, um dos golos da vitória do Paraguai sobre os Estados Unidos da América, a 2 de Julho de 2007, na Copa América.
- A sua estreia pela Selecção ocorreu num particular diante da Austrália, a 7 de Outubro de 2006, pouco mais de 2 meses depois de se ter transferido para o Newell’s Old Boys da Argentina. Jogou os 90 minutos no empate a uma bola.
- O seu último jogo pelo Paraguai foi a 17 de Outubro de 2007, na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo. Foi suplente utilizado e ficou em “branco”. Há cinco partidas que não marca qualquer golo pela sua Selecção – o seu pior registo desde que se estreou como internacional.
Jesualdo Ferreira e o 4x4x2
segunda-feira, 28 janeiro 2008

A SURPRESA DE JESUALDO. Depois de uma semana a discutir-se sobre quem completaria o “tridente” de ataque do FC Porto para a partida de Alvalade na ausência de Tarik Sektioui, Jesualdo Ferreira surpreendeu ao introduzir Marek Cech no “onze” portista em detrimento de Adriano, Ernesto Farias ou Mariano González. Assim, o Professor abdicava do tradicional 4x3x3 e apostava num 4x4x2, esquema que utilizara pela última vez em Anfield Road, há dois meses, naquela que foi a sua derrota mais pesada como técnico do FC Porto. Com esta opção, Jesualdo pretendia fazer face ao 4x5x1 que Paulo Bento previsivelmente apresentaria, contrariando não só a densidade do adversário no sector intermediário, como também criando uma situação de vantagem numérica na zona central do meio-campo, onde o FC Porto teria, do ponto de vista teórico, mais uma unidade. Os “dragões” entraram melhor na partida – Lucho González, nos primeiros dez minutos, desperdiçou duas excelentes oportunidades em posição privilegiada -, mas, aos 14 minutos, o Sporting já vencia por 2-0, com golos de Vukcevic e Izmailov. Esperava-se, então, uma reacção de Jesualdo, que só aconteceu após o intervalo: o “apático” Marek Cech, pouco eficaz a defender e totalmente ineficaz ofensivamente, ficou nos balneários, entrando Ernesto Farías, com o FC Porto a regressar ao 4x3x3 ; e Raul Meireles – que, em 69 minutos, conseguiu ser o jogador mais faltoso do campeão nacional no “clássico” - cedeu o seu lugar a Mariano González, com o FC Porto a passar a actuar entre um 4x2x3x1 em situação defensiva e um 4x2x4 ofensivo. O resultado não sofreria alterações até ao fim, mas o FC Porto foi dominador diante do Sporting: teve mais bola (61% - 49 %), rematou mais (18-12), enquadrou mais remates (7-6) e ganhou mais cantos (10-4). Falhou, contudo, no essencial: a eficácia, que permitiu ao Sporting resolver o clássico no primeiro quarto de hora, igualando o registo alcançado diante da Naval, a temporada passada, quando Alecsandro bisou com golos aos 12 e 14 minutos. Ao invés, o FC Porto não sofria dois golos no primeiro quarto de hora em jogos da Liga, desde que Derlei e Petar Krpan, a 16 de Dezembro de 2000, colocaram a União de Leiria, orientada por Manuel José, a vencer por 2-0 os “dragões” orientados por Fernando Santos – o jogo terminaria com 3-1 para os leirienses, com Krpan a bisar.
JESUALDO FERREIRA: 4x4x2 EM 7 EPISÓDIOS.

ARSENAL 2-0 FC PORTO. O primeiro 4x4x2 de Jesualdo Ferreira aconteceu na estreia em jogos fora de casa na Liga dos Campeões. Depois de uma vitória caseira, por 3-0, diante do Beira-Mar, em 4x3x3, Jesualdo promoveu duas alterações no “onze”: mudou de médio ofensivo, trocando Jorginho por Anderson ; e retirou o avançado Adriano apostando em Ricardo Costa como lateral-esquerdo, fazendo avançar Marek Cech para o meio-campo, entre o centro e a esquerda. Ao intervalo, a perder por 1-0, e com o Arsenal dominador, retirou Ricardo Costa – má exibição – e Hélder Postiga, recuando Marek Cech – muito apagado como médio – e fazendo entrar Raul Meireles e Lisandro López. Aí, passou a assumir um 4x4x2 desdobrável em 4x3x3, já que Anderson aparecia muito sobre a esquerda do ataque. Aos 66 minutos, já a perder por 0-2, assumiu definitivamente um 4x3x3, com Adriano a render Anderson e a colocar-se na frente do ataque, apoiado por Lisandro e Quaresma. No jogo seguinte, em Braga, Jesualdo Ferreira regressou ao 4x3x3, mas surpreendeu ao colocar Anderson aberto no flanco esquerdo. O FC Porto sofreu um golo cedo, apontado por Marcel, e o Professor não tardou a reagir: aos 32 minutos, Assunção saiu e entrou Lisandro, com Anderson a regressar ao sector intermediário. Ainda antes do intervalo, por Postiga, o FC Porto chegou ao empate, mas, na segunda parte, Luís Filipe daria a vitória ao Sp. Braga.
FC PORTO 4-0 NAVAL. A única vitória do Professor em 4x4x2. Depois de duas derrotas para a Liga – em Leiria e no Dragão diante do Estrela da Amadora -, sempre em 4x3x3, Jesualdo apostou num 4x4x2 diante da Naval. Com Quaresma ausente devido a castigo, o que já sucedera diante da formação da Reboleira, onde Vieirinha aparecera como titular, o técnico portista lançou Bruno Moraes no “onze” em detrimento do jovem extremo, colocando-o nas costas de Lisandro López e Hélder Postiga. Insatisfeito com a inconsistência de Lucas Mareque a lateral-esquerdo, devolveu Jorge Fucile à posição onde se viria a fixar, juntando Marek Cech ao sector intermediário em detrimento de Raul Meireles, que foi poupado. Perante um adversário em noite medíocre, o FC Porto colocou-se com facilidade a vencer por 3-0 – dois de Lisandro e um de Lucho -, acabando a partida mais próximo de um 4x3x3, já com Wason Rentería em campo. Na partida seguinte, diante do Chelsea, no Dragão, para a Liga dos Campeões, especulou-se muito sobre uma eventual manutenção do esquema, mas o regresso de Quaresma ao “onze” levou-o a regressar ao 4x3x3, saindo Bruno Moraes.
CHELSEA 2-1 FC PORTO. Depois de uma vitória sofrida diante do Sp. Braga para a Liga em 4x3x3, Jesualdo Ferreira voltou a apostar num 4x4x2 em jogos da Liga dos Campeões. Sem Bosingwa, a contas com uma contractura muscular, Jesualdo viu-se obrigado a fazer regressar Ricardo Costa ao “onze”, deslocando Fucile para a direita, a sua posição natural. Adriano, que fora titular diante do Sp. Braga, foi preterido, com Marek Cech, mais uma vez, a reforçar o sector intermediário. A primeira parte do FC Porto foi agradável, e um fantástico lance de contra-ataque, finalizado por Ricardo Quaresma, até colocou os “dragões” em vantagem na eliminatória. Contudo, no início da etapa complementar, Robben empatou, e, minutos depois, Jesualdo regressou ao 4x3x3, com uma “dupla” substituição: saíram Marek Cech e Raul Meireles, entraram Ibson e Adriano. Um golo de Michael Ballack, a onze minutos do fim, afastaria o FC Porto da competição. No jogo seguinte, diante do Marítimo, para a Liga, Jesualdo regressou ao 4x3x3, surpreendendo a dar a titularidade a Ibson – saiu, prematuramente, lesionado – e Rentería. O FC Porto venceu por 2-1.
BENFICA 1-1 FC PORTO. Após uma derrota caseira diante do Sporting, em 4x3x3, onde a titularidade de Alan e o “esquecimento” de Miguel Veloso, que teve muita liberdade para lançar as iniciativas ofensivas dos “leões”, foram opções muito criticadas, Jesualdo assumiu o regresso ao 4x4x2 na deslocação à Luz, fortalecendo o sector intermediário, até porque o Benfica, em caso de vitória, assumiria o comando da Liga. Sem Lisandro, que já falhara a recepção ao Sporting devido a rotura muscular, o Professor manteve Adriano e Ricardo Quaresma no ataque, lançando Jorginho, em detrimento de Alan, na intermediária. Bosingwa, de regresso às convocatórias, foi titular, com Fucile a voltar à esquerda, saindo Cech do “onze”. O FC Porto colocar-se-ia em vantagem por Pepe no final da primeira parte, e já depois de refrescar o meio-campo com a entrada de Cech para o lugar de Raul Meireles, Jesualdo aproximou-se do 4x3x3, tirando Jorginho e lançando Wason Rentería, a um quarto-de-hora do fim. O avançado colombiano, verdadeiramente desastrado na finalização, poderia ter definido o clássico, mas foi o Benfica a chegar ao empate, através de David Luiz, nos últimos 10 minutos. No jogo seguinte, diante do Vitória de Setúbal, Jesualdo regressou ao 4x3x3, com Hélder Postiga a juntar-se a Adriano e Ricardo Quaresma no ataque, mantendo-se Jorginho no “onze”, com o FC Porto a conseguir um avassalador 5-1.
SPORTING 1-0 FC PORTO. Na partida de estreia da temporada 2007/08, o FC Porto defrontou o Sporting em Coimbra, na final da Supertaça Cândido de Oliveira. Quase cinco meses depois da derrota no Dragão para a Liga, Jesualdo não se esqueceu de Miguel Veloso, colocando Lisandro na posição “10”, nas costas de Ricardo Quaresma e Adriano, assumindo um 4x4x2. Sem Lucho González, apenas com 6 treinos nas pernas, o Professor voltou a colocar Marek Cech na zona intermediária, juntando-o a Paulo Assunção, Raul Meireles e Lisandro. Seria um minuto depois da saída do internacional eslovaco, rendido pelo estreante Kazmierczak, que o Sporting adiantar-se-ia no marcador por Izmailov, que aproveitou da melhor forma um passe açucarado de Miguel Veloso e a passividade do internacional polaco. Jesualdo assumiu, de imediato, o 4x3x3, que, com a entrada de Mariano González se esticou, muitas vezes, num 4x2x4, à semelhança do que aconteceu ontem em Alvalade, já que com Ricardo Quaresma aberto na outra ala, Lisandro juntava-se a Adriano na área. Contudo, o resultado não sofreria alterações, e, na partida seguinte, a de estreia na Liga, o FC Porto regressava ao 4x3x3, com Tarik Sektioui a surgir no “onze”, tal como Lucho González, vencendo em Braga por 2-1.
LIVERPOOL 4-1 FC PORTO. 3 meses e meio depois do jogo da Supertaça, o FC Porto regressava ao 4x4x2, em nova deslocação a solo inglês para um jogo da Liga dos Campeões. Depois de uma tranquila vitória por 2-0 diante da “revelação” Vitória de Setúbal, Jesualdo Ferreira surpreendeu ao colocar Kazmierczak e Mariano González no “onze”, abdicando de Raul Meireles e Tarik Sektioui. Mariano assumiu o papel de “10”, com Lucho González muito próximo, enquanto que Kazmierczak acumulava o “papel” de 2º trinco, no apoio a Paulo Assunção, e o de interior esquerdo, procurando dar mais músculo e capacidade no futebol aéreo ao meio-campo portista. O Liverpool adiantou-se por “El Niño” Torres, mas, ainda antes do intervalo, Lisandro empatou, após cruzamento de Kazmierczak. No segundo tempo, depois trocar o polaco por Raul Meireles, Jesualdo, a 13 minutos do fim, parecia apostar no 4x3x3, ao trocar o desinspirado Mariano por Tarik Sektioui. Só que, um minuto depois, Torres colocava o Liverpool novamente em vantagem, com o resultado a avolumar-se até ao 4-1, já com o FC Porto mais próximo de um 4x2x4, após a entrada de Hélder Postiga em detrimento de Paulo Assunção. Três dias depois, na Luz, diante do Benfica, Jesualdo regressava ao 4x3x3, vencendo por 1-0, com golo de Quaresma, “travando” a aproximação do Benfica na classificação. Promoveu 4 alterações na equipa em relação a Anfield Road: saíram Stepanov, Cech, Kazmierczak e Mariano González, entraram Pedro Emanuel, Jorge Fucile, Raul Meireles e Tarik Sektioui.
SPORTING 2-0 FC PORTO. Depois de vencer o Desp. Aves para a Taça de Portugal (2-0), apostando num 4x3x3, em que juntou Adriano, Farias e Mariano González no ataque, esperava-se que fosse um dos jogadores sul-americanos a juntar-se a Ricardo Quaresma e Lisandro López na linha da frente na deslocação a Alvalade. Se Adriano, que já havia sido titular diante do Sp. Braga, no último jogo da Liga, parecia o melhor colocado, o crescimento de forma de “Tecla” Farias deixava-o também bem posicionado, só que Jesualdo Ferreira apostou num 4x4x2, fazendo regressar Marek Cech ao meio-campo. No próximo sábado, na recepção ao Leiria, Jesualdo deverá regressar ao 4x3x3, e não constituirá surpresa que seja o argentino Farias, que voltou a deixar boas indicações em Alvalade, a juntar-se a Lisandro e Quaresma no ataque, até porque Adriano não saiu do “banco”.
SALDO: 7 jogos, 1 vitória, 1 empate, 5 derrotas. 7 golos marcados – 12 golos sofridos.
JESUALDO FERREIRA: SEM VITÓRIAS EM ALVALADE.

SALDO: 8 jogos, 0 vitórias, 4 empates, 4 derrotas. 3 golos marcados – 9 golos sofridos.
Vladimir Stojkovic: a hora do regresso?
sexta-feira, 25 janeiro 2008

FACTO. Se Paulo Bento mantiver a estratégia de rotatividade que tem vindo a seguir esta temporada no que diz respeito à baliza, cuja única excepção foi a deslocação a Fátima, onde o Sporting se apresentou com o seu melhor “onze”, a surpreendente titularidade de Rui Patrício diante do Beira-Mar indicia o regresso do internacional sérvio Vladimir Stojkovic à baliza dos “leões” em jogos da Liga. Ausente desde a vitoriosa recepção à Naval, em 4 de Novembro de 2007, Stojkovic tem tido um percurso marcado por vários incidentes desde que chegou a Alvalade, com o objectivo de substituir Ricardo, o que levou o Sporting a investir 2 milhões de euros na sua aquisição junto do Nantes: tudo começou no lance polémico que ditou a derrota diante do FC Porto no “clássico” das Antas, passou depois por um incidente disciplinar que ditou o seu afastamento na deslocação a Roma, prosseguiu com uma lesão no abdómen e por entrevistas polémicas de Vladimir e do seu irmão Vladan que provocaram a ira de Paulo Bento e do departamento médico do Sporting. De Novembro até hoje, Stojkovic apenas realizou duas partidas: em Setúbal, para a Taça da Liga, onde foi o melhor do Sporting, na derrota por 0-1 ; e sábado passado, frente ao Lagoa, em jogo a contar para a Taça de Portugal (vitória 4-0).
STOJKOVIC E OS “JOGOS GRANDES”.

Formado nas escolas do Estrela Vermelha de Belgrado, com uma curta passagem, pelo meio, à experiência pelas categorias inferiores do Boavista, que não foi bem sucedida, Vladimir Stojkovic sentiu dificuldades na transição para sénior, já que sem espaços na formação principal da formação de Belgrado, acabou por ser dispensado. Viu-se obrigado a rumar ao modesto Zemun, onde se estreou como sénior, sendo que em duas épocas, cruzar-se-ia em três ocasiões com o seu anterior clube, protagonizando sempre excelentes exibições. Perdeu dois jogos, mas o empate a zero, em Março de 2005, acabaria por revelar-se decisivo para o seu regresso ao Estrela Vermelha pelas mãos do italiano Walter Zenga, curiosamente um antigo guardião da Squadra Azzurra. Frente ao Partizan, contudo, Vladimir Stojkovic não conseguiu exibições tão inspiradas: duas derrotas pesadas e oito golos sofridos, um deles apontado por Simon Vukcevic, seu actual colega de equipa no Sporting. Em 2005/06, já ao serviço do Estrela Vermelha, reencontrar-se-ia, em duas ocasiões, com o Partizan: uma vitória – curiosamente na sua estreia em jogos em casa – e um empate fora, duas grandes exibições e nenhum golo sofrido. Na temporada seguinte rumou ao Nantes, onde não foi feliz. O seu trajecto de meio ano no clube francês, com apenas uma vitória em dez jogos, iniciou-se com a recepção ao Lyon: má exibição e derrota por 1-3, com golos de Benzema, Squillaci e Fred. Já na Holanda, onde cumpriu a segunda metade da temporada passada, Stojkovic cruzou-se com o PSV Eindhoven: derrota por 1-5 do Vitesse, mas Stojkovic sairia ao intervalo, com o resultado em 1-2. Em Portugal, o mês de Agosto reservou-lhe dois encontros com o FC Porto: o primeiro, saboroso, com uma vitória (1-0), que lhe valeu a conquista do seu primeiro título (Supertaça) no jogo de estreia no futebol português ; o segundo, muito amargo, já que protagonizou o lance polémico que deu o triunfo ao FC Porto (0-1) – após um corte/atraso de Anderson Polga, e sob a pressão de Hélder Postiga, Stojkovic mostrou-se nervoso e pouco concentrado, agarrando a bola com as mãos mesmo após uma primeira hesitação, que originaria um livre indirecto dentro da área que Raul Meireles transformaria em golo após passe de Lucho González. Em Setembro, Stojkovic teria a oportunidade de realizar mais dois jogos “grandes”: primeiro com o Manchester United, em Alvalade, com derrota 0-1 ; o segundo, na Luz, diante do Benfica, com empate a zero.
UM OLHAR SOBRE A PRESTAÇÃO DOS GUARDA-REDES NAS PRIMEIRAS 16 JORNADAS DA LIGA


STOJKOVIC VS. RUI PATRÍCIO. Num olhar sobre os números dos dois guarda-redes do Sporting na Liga 2007/08, a formação de Alvalade nada ganhou com a aposta em Rui Patrício em detrimento de Vladimir Stojkovic. Com o internacional sérvio na baliza, o Sporting venceu mais vezes e perdeu menos vezes, como também garantiu uma maior inviolabilidade das suas redes: Stojkovic valeu 5 “balizas virgens” em 9 jogos (55,6%), tendo sofrido 5 golos (0,56 por jogo) ; enquanto que Patrício não valeu nenhuma “baliza virgem” em seis partidas, tendo sofrido 7 golos em 6 jogos, o que garante uma média superior a um golo sofrido por partida (1,17), pouco habitual num clube grande. Numa análise mais ampla podemos também verificar as seguintes situações: Stojkovic intervém mais nas partidas (3,67 intervenções por jogo de diferencial), é mais activo entre postes (2 intervenções por jogo de diferencial) e também fora de postes, onde, ainda assim, existe um maior equilíbrio de forças (0,95 intervenções por jogo de diferencial). Em termos de intervenções completas, Stojkovic apresenta também números superiores ao do jovem guardião português (1,28 de diferencial por jogo), que só o suplanta nas intervenções incompletas – Patrício apenas executa 1 em média por jogo, enquanto que o internacional sérvio protagoniza 2,67 jogo. Essa diferença acaba por justificar-se pelo menor número de intervenções de Rui Patrício, como também por uma menor tendência pelo risco e por jogar seguro, que o leva a optar por defesas ou saídas completas: 70% das suas acções entre postes são defesas completas ; 90% das suas acções fora dos postes são saídas completas, aspecto em que se superioriza não só a Stojkovic, como também a Hélton e Quim, que, no entanto, arriscam muito mais acções fora dos postes. Já o guardião sérvio é aquele que mostra maior eficiência a funcionar como libero: recupera 2,33 bolas por jogo, média superior à de Hélton (1,54), Quim (2.09) e Rui Patrício (1,83).

HÉLTON: SINÓNIMO DE QUALIDADE. O guardião brasileiro do FC Porto é, entre aqueles que disputaram pelo menos metade dos jogos da Liga, o que sofre menos golos em média por jogo (5 em 13 jogos, o que perfaz uma média de 0,38 golos sofridos por jogo), como também o que mais vezes garante a inviolabilidade das suas redes – 9 em 13 jogos (69,2 % de eficácia), o que lhe garante uma média superior de vitórias e inferior de derrotas em relação à concorrência. Menos interventivo do que Quim e Stojkovic ao longo dos jogos, o internacional brasileiro executa 11,46 intervenções em média por jogo, defendendo menos entre postes do que Stojkovic (0,67 de diferencial por jogo) e do que Quim fora dos postes (0,41). Contudo, superioriza-se, de forma inequívoca, à concorrência no que diz respeito a defesas e saídas completas: 7,85 em média por jogo contra 6,78 de Stojkovic e 6,33 de Quim, dominando também os itens isoladamente: 0,01 de diferencial sobre Stojkovic nas defesas completas ; 0,4 de diferencial sobre Quim nas saídas completas, onde revela maior eficácia nas suas intervenções (84% das suas acções fora dos postes são completas, enquanto que entre os postes 74% das suas defesas são completas).

QUIM: SENHOR INTERVENÇÃO. Com uma média de 0,56 golos sofridos por jogo, exactamente igual à de Stojkovic, ainda que representativos de 9 golos sofridos em 16 jogos, Quim apresenta, de momento, números superiores aos da época passada (0,69) ou aos da temporada do título (0,74). Contudo, tem garantido menos vezes a inviolabilidade da baliza encarnada: 7 jogos sem sofrer golos, que perfazem 46,7% de eficácia, números inferiores aos de Hélton (69,2%) e Stojkovic (55,6%), e pouco superiores aos do boavisteiro Carlos e do bracarense Paulo Santos, que sofreram 4 golos em 9 jogos (44,4% de eficácia), como também abaixo do rendimento evidenciando em épocas anteriores – 53,6% em 2006/07 ; 83,3% em 2005/06 e 47,4% em 2006/07. Quando comparado com os guarda-redes dos outros “grandes”, Quim é aquele que protagoniza mais intervenções por jogo - 12,27 de média -, como também é o que mais defesas ou saídas efectua – 9,79 de média por jogo -, o que também leva a que seja o guardião que mais faltas sofre (0,26 por jogo). Menos talhado para intervenções entre postes, onde apresenta números inferiores aos de Stojkovic e Hélton, Quim superioriza-se à concorrência nas saídas dos postes, efectuando 7,11 intervenções por jogo. De realçar que Quim é o “rei” das defesas incompletas – 3,46 intervenções por jogo, representativas de 35% das suas defesas e saídas - , com particular destaque para os números que apresenta entre postes, onde o internacional português mostra uma grande tendência para efectuar defesas incompletas – 59% das suas intervenções não garantem defesas completas -, o que é pouco usual, mas também é o guardião que efectua mais intervenções incompletas fora dos postes – 1,89 por jogo.
Hélton: o travão do Levezinho
quinta-feira, 24 janeiro 2008

FACTO. O próximo domingo marcará o oitavo encontro de Hélton e Liedson na Liga portuguesa. Até ao momento, o saldo é amplamente favorável ao guardião portista e ex-leiriense que soma 3 vitórias – 2 pelo FC Porto e 1 pela União de Leiria – e 3 empates – 2 pela União de Leiria e 1 pelo FC Porto – sobre o avançado sportinguista, que apenas saboreou uma vitória sobre o compatriota – diante da União de Leiria. Com 74 tentos apontados em 136 jogos na Liga portuguesa, Liedson, que, curiosamente, se estreou diante do FC Porto, a 2 de Setembro de 2003, nunca conseguiu apontar qualquer golo a Hélton, que assim se constitui como a sua principal “besta-negra”.
HÉLTON VS. LIEDSON: TODO O HISTÓRICO NA LIGA PORTUGUESA.

O JOGO DE ESTREIA. Foi a 20 de Dezembro de 2003, que o Sporting, orientado por Fernando Santos, recebeu e bateu a União de Leiria, comandada por Vítor Pontes, em Alvalade. Liedson ficou em branco, mas contribuiu, de forma decisiva, para o triunfo leonino: as suas acções foram determinantes para a expulsão de Gabriel, o seu marcador directo, para além de ter “cavado” a grande penalidade que deu o 2-0, cobrada por Pedro Barbosa, aos 81 minutos, seis após Lourenço ter aberto o marcador, num cabeceamento após cruzamento de Barbosa. Aos 61 minutos, após livre da direita de Fábio Rochemback, Liedson efectuou um excelente cabeceamento, para uma intervenção fabulosa de Hélton, que conduziu a bola ao ferro da sua baliza. Hélton que, apesar dos dois golos sofridos, cotou-se como um dos melhores em campo.
LEIRIA VENCE E PORTO FESTEJA. A 24 de Abril de 2004, União de Leiria e Sporting reencontraram-se, desta feita no Municipal leiriense, a duas jornadas do final do campeonato. Com o Sporting a atravessar um período conturbado, mas ainda em 2º lugar e com hipóteses matemáticas de chegar ao título, a derrota em Leiria, com um golo de Alhandra, após jogada de insistência de Douala, abriu os festejos no Porto, confirmados no dia seguinte na recepção ao Alverca. Na baliza da formação leiriense Hélton cotou-se como o melhor em campo, negando vários golos aos “leões”. Aos 58 minutos, após livre lateral de Tinga, Liedson cabeceou para uma defesa espantosa do guardião brasileiro, que, no final do jogo, confessou “não ter nada contra o Sporting”, por quem disse sentir “admiração”, numa altura em que se falava num eventual interesse do clube de Alvalade no seu concurso.
EMPATE EM ALVALADE E CRISE. A 4 de Outubro de 2004, o Sporting, orientado por José Peseiro, e a União de Leiria, ainda treinada por Vítor Pontes, encontraram-se em Alvalade. O Sporting, depois de um mau arranque de campeonato, queria regressar às vitórias, mas esteve muito perto de perder o encontro. Com Liedson muito activo no ataque, a formação leonina até entrou melhor no encontro, com Rogério a abrir o marcador, concluindo assistência do “Levezinho”. Contudo, os leirienses reagiram: João Paulo, actualmente no FC Porto, na sequência de um pontapé de canto, e Fábio Felício, num pontapé forte e colocado, deram a volta ao marcador. Foi já no período de descontos que Beto, concluindo jogada de insistência de Douala, curiosamente ex-leiriense, apontou o golo do empate, numa noite em que Hélton alternou boas defesas com momentos de algum nervosismo, terminando a partida, aparentemente, com algumas limitações físicas. Em Alvalade a contestação a Peseiro subia de tom, mas apesar do pior arranque pós-25 de Abril dos “leões”, o técnico ribatejano dizia, no fim da partida, ter forças para continuar.
NULO. A 19 de Fevereiro de 2005, União de Leiria e Sporting voltaram a defrontar-se no Municipal de Leiria. Jogo sem grande chama, com o Sporting a acusar, em demasia, o desgaste do jogo europeu a meio da semana diante do Feyenoord, realizando uma primeira parte muito fraca. Na segunda etapa, o Sporting procurou o triunfo, mas sem grande inspiração, perante uma União muito organizada do ponto de vista defensivo. Liedson teve uma noite apagada e pouco inspirada em termos de finalização, enquanto que Hélton resolveu, sem dificuldades, os maiores problemas que o Sporting causou, quase sempre em remates de fora da área.
O JOGO DO TÍTULO. A 8 de Abril de 2006, a primeira vitória de Hélton em Alvalade, num Sporting – FC Porto, que, a cinco jornadas do fim da prova, ganhou o epíteto de “jogo do título”, pois apenas 2 pontos separavam as duas equipas na tabela classificativa. O jogo, que colocava frente-a-frente Paulo Bento e Co Adriaanse, ficou marcado pela tensão e pouco espectáculo, com um número elevado de faltas a não contribuir para a sua fluidez. Foi Jorginho que, a cinco minutos do fim, deu a vitória ao FC Porto, escancarando as portas do título para os dragões. Com Liedson praticamente sem espaços para aparecer em zona de finalização, muito por culpa do bom trabalho de Pepe e Pedro Emanuel, o “Levezinho” acabou por se destacar mais em espaços exteriores, ao “sacar” a expulsão a Bosingwa. Hélton, que ainda vivia atormentado pela contestação em torno da perda da titularidade de Vítor Baía, esteve em bom plano, apesar de não ter sido obrigado a uma noite de intenso trabalho.
EMPATE A TRÊS. Com a liderança da Liga 2006/07 em disputa, Sporting, de Paulo Bento, e FC Porto, de Jesualdo Ferreira, encontraram-se em Alvalade em igualdade pontual, a 22 de Outubro de 2006, depois de jogo europeu a meio da semana. Numa noite de muito trabalho para Hélton, que se revelou quase sempre seguro, Yannick adiantou o Sporting no marcador, ainda no primeiro tempo, concluindo, de cabeça, um cruzamento de Nani, perante a apatia do sector recuado portista. Pouco antes, Hélton causara um calafrio aos adeptos portistas, quando, após receber um atraso, escorregou, mas mesmo pressionado por Liedson, recompôs-se e fintou o compatriota. Na etapa complementar, o FC Porto empatou por Ricardo Quaresma, aproveitando uma saída menos feliz de Ricardo, mas seria o Sporting a estar mais perto da vitória, quando, aos 83 minutos, Carlos Martins centrou para Liedson, que, de cabeça, atirou à barra da baliza portista, já com Hélton batido. O empate manteve-se e o grande beneficiado foi o Benfica, que, minutos antes, vencera o Estrela da Amadora, e juntava-se a FC Porto e Sporting no comando da Liga.
LIVRE INDIRECTO. Já depois de se terem cruzado, a meio de Agosto, na final da Supertaça, com um golo de Izmailov a dar o primeiro triunfo da época ao Sporting, “dragões” e “leões” reencontraram-se a 26 de Agosto de 2007 no Dragão, na 2ª jornada da Liga, após vitórias na ronda inaugural. Hélton, por duas vezes, e sempre em acções de antecipação, negou o golo ao “Levezinho”, mas não teve uma noite regular, já que, perto do fim, largou, de forma perigosa, um remate de Derlei, mas Yannick Djaló não conseguiu aproveitar o ressalto. A vitória do FC Porto acabou por surgiu num polémico livre indirecto dentro da área, depois de um hesitante Stojkovic ter agarrado com as mãos um corte/atraso de Anderson Polga. Raul Meireles deu a melhor sequência a uma assistência de Lucho González, quando todos esperavam que o argentino servisse Ricardo Quaresma. No final da partida, Hélton terá abordado Stojkovic em relação ao lance, aconselhando-o a não se deixar abater pela situação.
SEM PRECEDENTES NO BRASIL. Hélton e Liedson nunca se cruzaram em jogos da Liga brasileira. Hélton, entre 1999 e 2002, somou 44 jogos ao serviço do Vasco da Gama, enquanto que Liedson representou o Coritiba, em 2001 e 2002, o Flamengo, em 2002, e o Corinthians, em 2003, somando 29 golos em 51 partidas do Brasileirão. A 16 de Outubro de 2002, praticamente dois meses e meio antes da chegada de Hélton a Leiria, Liedson, ao serviço do Flamengo, fazendo dupla de ataque com Zé Carlos (“Zé do Golo”) defrontou o Vasco da Gama, perdendo 1-2 no Maracanã, mas o guardião não fez parte sequer dos convocados, tendo sido preterido em relação a Fábio e Márcio. No ano anterior, pelo Vasco da Gama, Hélton defrontara o Coritiba, mas Liedson não foi utilizado. Seria Rincón, actual avançado do Vizela, a decidir a partida para o “Coxa”, batendo Hélton numa conclusão ao segundo poste, após bom trabalho de Edmílson.
Rodrigo Tiuí: o pássaro de Taboão da Serra
terça-feira, 22 janeiro 2008

RODRIGO TIUÍ: O NOVO AVANÇADO DO SPORTING. A meio da semana passada, o Sporting apresentou o seu primeiro reforço de Inverno: Rodrigo Bonifácio da Rocha, mais conhecido por Rodrigo Tiuí, avançado, de 22 anos, 1.77/64, dispensado pelo Fluminense no final da temporada 2007. Com um percurso irregular no futebol sénior, que conta também com passagens pelo Noroeste e Santos, o avançado que deu nas vistas como goleador nas equipas de base do Fluminense, representará o Sporting nas próximas três temporadas e meia. Até ao momento, Tiuí, cuja alcunha provém de um pássaro de bico achatado e longo, soma 17 golos em 103 jogos no Brasileirão, tendo conquistado 2 campeonatos estaduais: o Carioca, em 2005, ao serviço do Fluminense ; e o Paulista, em 2007, pelo Santos.
DADOS BIOGRÁFICOS. Natural de Taboão da Serra, município do interior do Estado de São Paulo, conhecido por ser cidade-dormitório de muitos trabalhadores da capital do Estado, teve uma infância complicada, que o obrigou a abandonar de forma prematura os estudos, não completando o actual primeiro ciclo do ensino básico. Incorporado em projectos sociais, acabou por dar nas vistas a jogar futebol no clube local, o Taboão, rumando, bastante jovem, ao Fluminense, onde conclui o seu trajecto de formação, concretizando o sonho de representar o seu clube do coração, destacando-se como melhor marcador das equipas jovens do clube carioca. Em 2003, ainda como júnior, teve oportunidade de se estrear pela equipa principal do Fluminense, aproveitando a péssima fase do clube no Brasileirão, para somar alguns minutos de competição. Em 2004, depois de ter dado nas vistas na Copa São Paulo - a popular "Copinha", uma espécie de Campeonato Nacional Brasileiro sub-20 -, com vários golos marcados, começou a ser uma presença regular na primeira equipa, marcando 5 golos em 18 partidas no Brasileirão 2004. Em 2005, já incorporado, de forma definitiva, na formação principal, ajudou o clube, na altura orientado por Abel Braga, a vencer o Cariocão 2005 e a chegar à final da Copa do Brasil - marcou um golo nas meias-finais diante do Ceará -, que perderia para o Paulista. No Brasileirão 2005 apontou 3 golos em 29 jogos, convivendo, pela primeira vez, com críticas por parte dos adeptos, pouco satisfeitos com o seu rendimento inconstante. No início de 2006, de forma a ser utilizado com maior regularidade, foi emprestado ao Noroeste, onde conheceu o melhor período da sua carreira: apontou 8 golos no Paulistão 2006 e contribuiu de forma decisiva para o Noroeste alcançar um histórico 4º lugar na competição, à frente do então campeão brasileiro Corinthians, despertando a cobiça de Santos e Palmeiras, que disputaram a sua aquisição. Rumaria ao Santos, por empréstimo de um ano, entrando de forma fulgurante no clube comandado por Vanderlei Luxemburgo, ao apontar 3 golos nos 4 primeiros jogos que realizou pelo "Peixe" no Brasileirão. Contudo, o seu rendimento foi caindo e perdeu espaço na equipa paulista, acabando a temporada com 6 golos em 29 jogos, 15 dos quais como titular. Criticado pela "torcida", que começou a chamar-lhe de forma irónica, Rodrigo "Henry", manteve-se no clube no primeiro semestre de 2007, apontando 3 golos no Paulistão e 3 golos em 7 partidas na Copa Libertadores, ainda que a sua utilização tenha sido bastante irregular. No final de Abril de 2007, o Fluminense optou por fazê-lo regressar ao clube para disputar o Brasileirão 2007. Apontou 2 golos nas 5 primeiras jornadas da competição, mas o seu rendimento foi caindo e não tardou em desaparecer das opções de Renato Gaúcho, que entre Setembro e Dezembro de 2007, apenas utilizou-o em 4 ocasiões, assinando a sentença da dispensa no final da temporada.
O QUE ESPERAR DE RODRIGO TIUÍ.
- Avançado móvel, habituado a actuar em 4x4x2, encaixa-se perfeitamente no esquema habitualmente utilizado por Paulo Bento, aproximando-se, em termos de movimentações ofensivas, muito mais a Liedson, do que a Yannick Djaló, Milan Purovic ou Luis Páez. E isto porquê? Porque Tiuí, apesar da sua mobilidade e velocidade, não se trata de um jogador para criar desequilíbrios sobre as faixas e nem se mostra particularmente forte na exploração de diagonais com bola, e, muito menos, é um avançado possante e expectante, cuja acção se limita a prender a marcação dos defesas adversários e procurar concluir cruzamentos.
- O ponto forte do jogo ofensivo de Tiuí é a capacidade para aparecer em zona de finalização a partir de movimentações sem bola, tirando partido da sua velocidade e interessante capacidade de desmarcação e antecipação sobre os defesas. Mais talhado para acções de contra-ataque ou ataque rápido, opta, muitas vezes, por finalizações a um toque, através de desvios subtis, concluindo, com igual facilidade, com ambos os pés e também de cabeça - bom poder de impulsão -, mas falta-lhe uma maior potência, agressividade e definição nas acções de finalização. A partir de uma posição mais central, mostra um potencial interessante em movimentações sem bola de dentro para fora - nomeadamente para o espaço entre central e lateral -, criando espaços de penetração para os médios ofensivos ou para o seu colega de ataque.
- Do ponto de vista técnico e a nível da condução de jogo ofensivo não mostra argumentos de monta, o que acaba por prejudicá-lo em acções exteriores, parecendo até, em algumas ocasiões, algo desengonçado e com falhas a coordenar a sua extrema velocidade com os seus argumentos de ordem técnica, desaparecendo também em várias fases do jogo. Ainda assim, sublinham-se-lhe algumas movimentações e acções interessantes: sabe funcionar como pivot, criando situações interessantes em combinações 2x1, nomeadamente em zonas próximas da área, mostrando alguma habilidade a jogar de costas para a baliza e no passe curto, com alguns bons pormenores de calcanhar ; é ágil e roda bem sobre os adversários, tirando também partido da facilidade em jogar com ambos os pés ; mesmo não sendo talhado para acções de condução, a sua velocidade, capacidade de aceleração e de desmarcação torna-o perigoso em contra-ataque nos últimos 25-30 metros ; em situação de ataque é um jogador lutador, que não desiste dos lances e, em algumas situações, acaba por saber tirar partido de ressaltos para finalizar.
- Do ponto de vista físico, apresenta uma constituição elegante, mas falta-lhe alguma força e potência, acabando por sentir dificuldades para se impor no corpo a corpo. Joga, poucas vezes, os 90 minutos das partidas, e está sem competir com alguma regularidade desde Agosto, o que deverá dificultar, no imediato, a sua afirmação no Sporting. Costuma ter bons arranques nos clubes por onde tem passado, mas a tendência acaba por ser para um apagamento gradual para impaciência dos adeptos. A excepção foi a passagem pelo Noroeste, onde, sem pressão, acabou por se destacar, mantendo um rendimento constante.
RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2007

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2006

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2005

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2004

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2003

RODRIGO TIUÍ: DADOS ADICIONAIS (BRASILEIRÃO 2007)
- 20 jogos: 12 jogos como titular ; 8 jogo como suplente utilizado
- Dos 12 jogos como titular foi substituído em 10 ocasiões e apenas completou 2 partidas.
- Num dos 8 jogos como suplente utilizado, foi substituído.
- 1044 minutos de utilização.
- 7 vitórias, 9 empates, 4 derrotas.
- 3 golos marcados.
- 2 golos apontados em jogos em casa ; 1 golo apontado em jogos fora de casa.
- 3 golos apontados nas segundas partes.
- 2 dos 3 golos foram apontados como suplente utilizado.
- Efectuou 16 remates à baliza no Brasileirão 2007: marcou 3 golos ; 5 remates foram defendidos pelos guarda-redes, 7 remates foram para fora, 1 remate foi à barra.
- 5 cartões amarelos ; não foi expulso.
László Sepsi: o novo lateral-esquerdo do Benfica
terça-feira, 15 janeiro 2008

SEPSI APRESENTADO. O Benfica apresentou ontem o primeiro reforço de Inverno: László Sepsi, lateral-esquerdo romeno, de 21 anos, titular do Gloria Bistriţa, actual 8º classificado da Liga, já a 21 pontos do líder CFR Cluj, como também da selecção sub-21 romena, que está a disputar a fase de apuramento para o Campeonato Europeu de Esperanças em 2009, liderando o grupo 10, onde marca também presença a selecção francesa, forte candidata à presença na fase final, depois de ter falhado a presença no último Europeu da categoria. O novo lateral benfiquista, que ocupa a vaga deixada por Miguelito, entretanto transferido a título definitivo para o Sp. Braga, rubricou um contrato válido até ao fim da temporada 2012/2013 e o seu passe terá custado uma verba próxima dos 2,5 milhões de euros.
QUEM É LÁSZLÓ SEPSI. Por motivos profissionais, durante a temporada 2005/06, tive a oportunidade de seguir o desempenho do lateral-esquerdo romeno, então a representar por empréstimo o Rennes, de László Bölöni: foi utilizado em 3 partidas pela equipa principal e em 17 pela formação secundária a disputar a 4ª Divisão do futebol francês, um viveiro interessante de talentos. Na altura, os desempenhos de Sepsi, ao serviço da forma secundária, deixavam antever um jogador com uma margem de progressão bastante interessante, mais talhado para acções ofensivas, mas em crescimento a nível defensivo, com uma evolução evidente na percepção táctica e posicional do jogo. Contudo, as suas três presenças na formação principal foram marcadas por desastres colectivos da formação de Bölöni - goleadas sofridas diante de Marselha e PAOK, e uma vitória por 5-3 diante do Montpellier. Nessas partidas, Sepsi acusou, em demasia, a sua falta de experiência, realizando exibições fracas e com alguns erros individuais - facilmente batido por Niang no lance do 3º golo Marselha, na sequência de uma diagonal do jogador africano. Com a saída de Bölöni, o clube francês desinteressou-se pela sua contratação a título definitivo, regressando à Roménia, onde o Gloria Bistriţa apressou-se a acertar a sua aquisição junto do Gaz Metan Mediaş, clube que detinha o seu passe, permitindo-lhe o reencontro com o técnico Ioan Ovidiu Sabău, antigo internacional romeno, que o lançara, com apenas 17 anos, na primeira equipa da formação de Mediaş. Sepsi impôs-se com grande facilidade ao longo do ano e meio que representou o Gloria Bistriţa, apenas não jogando por lesão, ganhando experiência, amadurecendo o seu jogo a nível defensivo - onde ainda necessita de refinar algumas características - e maximizando o seu talento ofensivo, que lhe permitiu também actuar no sector intermediário, nomeadamente como médio interior esquerdo, a bom nível. Por isso mesmo, é nesta altura apontado como o 2º melhor esquerdo da Liga romena, logo atrás de Corneliu Cristian Pulhac, jogador do Dinamo Bucareste, que se cruzou a época passado com o Benfica na Taça UEFA. Pretendido por Steaua Bucareste e Poli Timisoara, que chegaram a apresentar propostas concretas ao Gloria Bistriţa, ambas ligeiramente acima do 1 milhão de euros, Sepsi terá quatro meses pela frente para amadurecer e adaptar-se a uma nova realidade competitiva, muito provavelmente na sombra de Léo, e provar que poderá ser uma alternativa válida face à cada vez mais certa saída do lateral brasileiro no final da temporada.
LÁSZLÓ SEPSI: DADOS 2007/08

LÁSZLÓ SEPSI: DADOS 2006/07

LÁSZLÓ SEPSI: DADOS ADICIONAIS (LIGA ROMENA)
- 45 jogos: 44 jogos como titular ; 1 jogo como suplente utilizado
- Dos 44 jogos como titular foi substituído em 3 ocasiões e não completou um jogo devido a expulsão.
- 3795 minutos de utilização.
- 21 vitórias, 8 empates, 16 derrotas.
- 0 golos marcados.
- 3 cartões amarelos ; 1 cartão vermelho.
- Era um dos cinco jogadores totalistas na Liga Romena em 2007/08, totalizando 1170 minutos de utilização relativos a 19 jogos completos. Os outros são: Cristian Gigi Branet (Politehnica Iasi) e Cristian Haisan (FC Vaslui), ambos guarda-redes ; e os defesas Cristian Calin Panin (CFR Cluj) e Stefan Andrei Radu (Dinamo Bucareste).
- 2º jogador mais utilizado pelo Gloria Bistriţa desde que chegou ao clube no Verão de 2006: 45 jogos. Registo apenas superado por Octavian Abrudan, seu colega do sector defensivo, com 48 jogos (em 53 possíveis).
- Nos oito jogos em que Sepsi não jogou - esteve lesionado entre Março e Maio do ano passado - o Gloria Bistriţa venceu 2 jogos, empatou 2 e perdeu 4 partidas.
LIGAÇÕES . László Sepsi: promissor lateral romeno em processo de crescimento (Abril de 2006)
Um novo Petit?
sábado, 12 janeiro 2008

UM OLHAR SOBRE A PRESTAÇÃO DOS MÉDIOS DEFENSIVOS DOS GRANDES NA 1. VOLTA DA LIGA


PETIT. Com um início de temporada fulgurante, em que se destacou por estar num patamar físico superior à maior parte dos seus colegas, Petit lesionou-se à 4ª jornada, diante da Naval, depois de realizar 7 jogos oficiais completos em menos de um mês: cinco pelo Benfica - três na Liga e dois na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões - e dois pela Selecção nacional. Lesionado em véspera da deslocação a S. Siro, a rotura parcial no ligamento lateral interno do joelho direito que lhe foi diagnosticada, afastou-o mais de dois meses dos relvados, regressando, como suplente utilizado, diante da Académica, curiosamente em véspera da recepção ao AC Milan, jogo que marcou o seu regresso à titularidade, estatuto que manteve até hoje, com excepção da recepção ao Estrela da Amadora, em que ficou de fora devido a uma rotura muscular na coxa direita. Num olhar atento sobre os seus números na Liga, pode-se constatar que Petit está um jogador diferente: menos competente em acções de recuperação do que era seu apanágio, bem menos agressivo, mas com um engodo maior pela baliza adversária, o que, no seu caso, está longe de significar eficiência - apenas um golo apontado, na jornada de estreia, diante do Leixões. Em comparação com Gilles Binya, o seu substituto, e com quem coincidiu em campo apenas em Coimbra, Petit perde nos itens defensivos, já que tem menos intervenções - 4,39 de diferencial por jogo -, executa menos recuperações de bola completas - 2,28 de diferencial por jogo - e também se tem vindo a revelar muito menos agressivo, já que Binya comete mais faltas - 2,2 de diferencial por jogo, o que tem reflexo no número de cartões vistos: Binya viu 5 em 7 jogos ; Petit não viu nenhum em 8 partidas, número estranho para o médio defensivo internacional português, já que nas últimas 9 épocas como profissional, apenas em 2 delas viu menos do que 10 cartões por época. Do ponto de vista ofensivo, Petit mostra-se mais incisivo que o camaronês: participa mais em acções de ataque - 1,98 de diferencial por jogo -, remata muito mais - 1,48 de diferencial por jogo - e sofre mais faltas - 0,93 de diferencial por jogo -, algo que se justifica não pela condução de jogo ofensivo, já que é pautada pelo equilíbrio entre ambos, mas sim pela maior tendência de Petit para gerir a posse de bola, ao invés de Binya, que se mostra mais rápido e, algumas vezes, precipitado a desfazer-se da bola. Alargando a comparação a Paulo Assunção e Miguel Veloso, Petit continua a superiorizar-se no número de remates e no de faltas sofridas, ainda que Miguel Veloso o ultrapasse a nível das intervenções ofensivas - 0,61 de diferencial por jogo -, já que o "leão" se mostra mais talhado para conduzir iniciativas de ataque, efectuar cruzamentos ou assistências para acções de finalização enquadradas. Do ponto de vista defensivo, Petit vê os médios defensivos dos dois rivais superiorizarem-se, ainda que apresente números mais próximos de Miguel Veloso, do que de Paulo Assunção, que recupera muitas mais bola por jogo - 3,06 de diferencial por jogo - e intervém muito mais do ponto de vista defensivo - 3,64 de diferencial por jogo.

GILLES BINYA. O médio defensivo camaronês, que curiosamente se cruzou com a Selecção portuguesa de sub-17 na Meridian Cup de 2001, defrontando jogadores como Ricardo Quaresma, Hugo Viana ou Raul Meireles, foi um dos reforços "surpresa" do Benfica para a nova temporada: indicado por Eurico Gomes, seu técnico nos argelinos do MC Oran, tudo levava a crer que seria emprestado ao Estrela da Amadora, mas Camacho, poucos dias após a chegada à Luz, ordenou o seu regresso, depois de falhada a aquisição de Borja Oubiña, o jogador que pretendia para colmatar uma vaga no centro do terreno, na sequência da tumultuosa saída de Manuel Fernandes, em vésperas da recepção ao Copenhaga. A estreia de Binya ocorreu nos minutos finais da deslocação a Milão, que antecedeu a estreia como titular, em Braga, em jogo a contar para a Liga portuguesa, aproveitando a lesão de Petit para se fixar na equipa. Aliás, a presença de Gilles Binya na equipa do Benfica tem passado sempre por ausências do internacional português, mas com uma curiosidade relevante: sempre que Binya jogou na Liga portuguesa, o Benfica não perdeu - 6 vitórias e 1 empate. Mais talhado para acções defensivas - é o médio dos três grandes que mais intervenções defensivas protagoniza por jogo (média de 12), sendo que representam 81% das suas intervenções - do que para conduzir, definir ou finalizar acções de ataque, apesar da sua enorme disponibilidade física, o jogador camaronês destaca-se pela enorme agressividade que emprega nas suas acções, que faz com que cometa mais faltas por jogo do que Miguel Veloso e Paulo Assunção juntos. No que concerne a recuperações de bola completas, quando comparado com Petit, Veloso e Assunção, apenas o jogador brasileiro o bate: 0,78 de diferencial por jogo, batendo os dois internacionais portugueses: 0,8 de diferencial por jogo para o sportinguista ; 2,28 de diferencial por jogo para o seu colega de equipa. Do ponto de vista ofensivo, quando comparado com os mesmos jogadores, acaba por ser o que apresenta números mais limitados, destacando-se o facto de ser o que mais bolas perde, por desarme, ao longo dos jogos. Ainda assim, apresenta números próximos de Paulo Assunção, superando-o até na média de intervenções ofensivas por jogo: 0,52 de diferencial.

PAULO ASSUNÇÃO. Titular a tempo inteiro em todos os jogos do FC Porto na Liga dos Campeões, marcou também presença no "onze" portista em 14 dos 15 jogos na Liga portuguesa, onde apenas falhou a recepção ao Leixões, já que Jesualdo Ferreira optou por fazê-lo descansar, depois de um jogo desgastante em Marselha, e em vésperas das recepções a Belenenses e ao emblema francês no espaço de uma semana. Com um jogo muito posicional e de grande inteligência táctica, os números do médio defensivo brasileiro, revelado pelo Palmeiras, não enganam: exímio nos processos defensivos, revela-se pouco participativo em acções de ataque: 83% das suas intervenções em jogo são defensivas, aspecto em que se superioriza aos médios defensivos dos rivais. Mas não só: Paulo Assunção é o "rei" das recuperações completas, totalizando, em média, 9,21 por jogo, números superiores aos de Gilles Binya - 0,78 de diferencial por jogo -, Miguel Veloso - 1,58 de diferencial por jogo - e Petit - 3,06 de diferencial por jogo. Apesar da sua enorme participação em acções de recuperação, Assunção é bem menos faltoso do que Binya - 1,74 de diferencial por jogo -, mas mesmo sendo mais do que Miguel Veloso e Petit, os seus números não são muito superiores: 0,33 de diferencial por jogo para o sportinguista ; 0,46 de diferencial por jogo para o benfiquista. Do ponto de vista ofensivo, quando comparado com os seus "rivais", Assunção é o que menos intervém em acções de ataque, com apenas 2,34 intervenções por jogo, número bem inferior a Petit (4,84) ou a Miguel Veloso (5,45), para quem perde em todos os itens ofensivo. Por isso mesmo, é também o médio-defensivo que menos faltas sofre e o que menos bolas perde, conseguindo suplantar Binya e Petit num item ofensivo: apesar do diferencial ser pouco relevante, conduz mais ataques por jogo do que os dois jogadores do Benfica, mas, ainda assim, longe de atingir os números de Miguel Veloso a esse nível.

MIGUEL VELOSO. Depois de um início de época fulgurante, que motivou a sua "promoção" à Selecção principal, depois de ter efectuado as duas primeiras partidas de qualificação para o Europeu de Esperanças ao serviço dos sub-21, tem vindo a apresentar uma quebra de produção e de preponderância no jogo "leonino" nas últimas semanas, situação coincidente com o aumento de "ruído" em torno de eventuais transferências e da sua vida extra-futebol. Titular em todas as partidas do Sporting na Liga portuguesa e em 5 dos 6 jogos efectuados pelos "leões" na Liga dos Campeões - foi suplente utilizado na "despedida" diante do Dinamo Kiev -, Miguel Veloso, quando comparado com os médios defensivos dos rivais, é o que mais intervém em iniciativas de ataque (5,45 de média por jogo), onde acaba por dominar quase todos os itens, mas consegue ter números superiores aos de Petit em acções defensivas: Veloso efectua 9,14 por jogo contra 7,61 de Petit. Do ponto de vista defensivo, e no que concerne a recuperações completas, Miguel Veloso apenas consegue superar Petit - 1,48 de diferencial por jogo -, mas perde para Paulo Assunção e Gilles Binya, que são também mais agressivos defensivamente que o jogador do Sporting. A nível ofensivo, onde perde para Petit a nível dos remates efectuados por jogo, Veloso superioriza-se claramente face à concorrência a nível da condução de acções de ataque, de cruzamentos e assistências para finalizações enquadradas, aspectos que domina face à concorrência. Curiosamente, apesar da sua maior preponderância em acções de ataque, sofre menos faltas do que Petit, como também perde menos bolas por desarme do que a dupla de médios defensivos do Benfica.
[2007/08] Liga: Um Olhar Estatístico sobre a 1ª Volta
quinta-feira, 10 janeiro 2008

JOGADORES:
Totalistas: Eduardo, Janício, Robson Severino, Auri (Vitória de Setúbal), Beto, Elvis, Bruno China (Leixões), Bruno Alves (FC Porto), Diego Benaglio (Nacional), Marcos Oliveira, Ediglê, Evaldo (Marítimo), Fernando Prass, Tiago (União Leiria), João Moutinho, Liedson (Sporting), Káká (Académica), Nelson, Rui Duarte, Wagnão, Maurício (Estrela Amadora), Nilson (Vitória de Guimarães), Ricardo Silva (Boavista), Rolando (Belenenses) - 15 jogos, 1350 minutos
Melhor média de pontos por jogo (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados – 8 jogos ou mais):
1. Marek Cech (FC Porto), 2,778 (9 jogos)
2. Mario Bolatti (FC Porto), 2,750 (8 jogos)
3. Ricardo Quaresma (FC Porto), 2,714 (14 jogos)
4. Tarik Sektioui (FC Porto), 2,714 (14 jogos)
5. Mariano González (FC Porto), 2,667 (9 jogos)
Mais vitórias: José Bosingwa, Tarik Sektioui e Ricardo Quaresma, 12 vitórias, em 14 jogos ; Bruno Alves, Raul Meireles e Lucho González, 12 vitórias, em 15 jogos. (todos jogadores do FC Porto)
Mais empates: Paulinho (Vitória de Setúbal), 9 empates, em 13 jogos ; Hugo Morais (Leixões) e Matheus (Vitória de Setúbal), 9 empates, em 14 jogos ; Beto, Elvis, Ezequias e Bruno China (Leixões), Eduardo, Janício, Robson Severino, Auri, Elias e Ricardo Chaves (Vitória de Setúbal), 9 empates, em 15 jogos.
Mais derrotas: Sougou e João Paulo, 10 derrotas, em 14 jogos ; Fernando Prass e Tiago, 10 derrotas, em 15 jogos (ambos jogadores do União de Leiria).
Menos vitórias (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Fernando Prass e Tiago (União de Leiria), 0 vitórias, em 15 jogos ; Éder Gaúcho, Hugo Faria, Sougou, Paulo César e João Paulo (União de Leiria), 0 vitórias, em 14 jogos ; Éder, Laranjeiro e Toñito (União de Leiria), 0 vitórias em 13 jogos ; Cadú da Silva (União de Leiria), 0 vitórias em 11 jogos ; Ousmane N’Doye (Académica) e Udo Nwoko (Leixões), 0 vitórias em 10 jogos ; Carlos (Boavista), Nuno Diogo e Tales Schutz (Leixões), 0 vitórias em 9 jogos ; Marco Cadete (Leixões), Serge N’Gal e Maciel (União de Leiria), 0 vitórias em 8 jogos.
Menos derrotas (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Tarik Sektioui e Ricardo Quaresma (FC Porto), 0 derrotas, em 14 jogos ; Leandro Branco (Vitória de Setúbal), 0 derrotas, em 10 jogos ; Marek Cech (FC Porto), 0 derrotas, em 9 jogos ; Mário Bolatti (FC Porto) e Nuno Assis (Benfica), 0 derrotas, em 8 jogos.
GOLOS:
Melhores Marcadores: Lisandro López (FC Porto), 11 golos em 14 jogos ; Roland Linz (Sp. Braga), 8 golos em 14 jogos ; Ariza Makukula (Marítimo), 6 golos em 11 jogos ; Nuno Gomes (Benfica), 6 golos em 13 jogos ; Edinho (Vitória de Setúbal), 6 golos em 14 jogos.
Mais eficazes: (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Bruno Fogaça (Marítimo) - 3 golos, em 8 jogos - 1 golo a cada 88 minutos
2. Lisandro López (FC Porto) - 11 golos, em 14 jogos - 1 golo a cada 113 minutos
3. Edinho (Vitória de Setúbal) - 6 golos, em 14 jogos - 1 golo a cada 122 minutos
4. Roland Linz (Sp. Braga) - 8 golos, em 14 jogos - 1 golo a cada 132 minutos
5. Tiago Targino (Vitória de Guimarães) – 2 golos em 10 jogos – 1 golo a cada 137 minutos.
Jokers:
1. Edinho (Vitória de Setúbal) - 6 golos como suplente utilizado – todos os golos que apontou foram nessa condição
2. Renato Queirós (Paços de Ferreira), João Paulo (União da Madeira), Udo Nwoko (Leixões), Freddy Adu (Benfica), Izmailov (Sporting), Tiago Targino e Kamel Ghilas (Vitória de Guimarães) - 2 golos como suplente utilizado
Grandes Penalidades:
1. Oscar Cardozo (Benfica), 3 golos em 3 tentativas.
2. Roland Linz (Sp. Braga) e César Peixoto (Sp. Braga), 2 golos em 2 tentativas.
4. João Moutinho (Sporting), 2 golos em 4 tentativas.
”Bis”:
1. Lisandro López (FC Porto), 3 – diante de Paços de Ferreira (fora), Boavista (casa) e Leixões (casa).
2. Nuno Gomes (Benfica), 2 – diante de União de Leiria (fora) e Boavista (casa).
”Triplas”:
1. Lito (Académica), 1 – diante do Estrela da Amadora (casa) – não foi um “hat-trick” puro.
Goleadores em Jogos em Casa:
1. Lisandro López (FC Porto), 7 golos
2. Lito (Académica), 5 golos
3. Marcelão (Boavista), Roland Linz (Sp. Braga), Edinho (Vitória de Setúbal), Mateus (Estrela Amadora), Ariza Makukula (Marítimo) e Nuno Gomes (Benfica), 4 golos
Goleadores em Jogos Fora de Casa:
1. João Paulo (União de Leiria), 5 golos – todos os golos que apontou foram fora de casa
2. Lisandro López (FC Porto) e Roland Linz (Sp. Braga), 4 golos
4. Marcelo Lipatin (Nacional), José Pedro (Belenenses), João Fajardo (Vitória Guimarães), Ricardo Quaresma (FC Porto) e Kanu (Marítimo), 3 golos
Auto-golos:
1. Sinisa Radanovic e Geromel (Vitória de Guimarães), Ricardo Esteves, Antoine van der Linden e Ediglê (Marítimo), Ricardo Silva (Boavista), Ruben Amorim (Belenenses) e Abel (Sporting), 1
Guarda-redes menos batido (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Hélton (FC Porto), 5 golos sofridos, em 12 jogos (0,42% por jogo) ; 8 dos 12 jogos sem sofrer golos
2. Vladimir Stojkovic (Sporting), 5 golos sofridos, em 9 jogos (0,56% jogo) ; 5 dos 9 jogos sem sofrer golos
3. Quim (Benfica), 9 golos sofridos, em 15 jogos (0,60% jogo) ; 6 dos 15 jogos sem sofrer golos
Guarda-redes (minutos sem sofrer golos):
1. Quim (Benfica) - 451 minutos sem sofrer golos (jornada 1 à 7)
2. Hélton (FC Porto) - 450 minutos sem sofrer golos (jornada 1 e 2, jornada 6 à jornada 9)
TREINADORES:
Melhor média de pontos por jogo:
1. Jesualdo Ferreira (FC Porto), 2,533 (15 jogos)
2. José António Camacho (Benfica), 2,000 (14 jogos)
3. Paulo Bento (Sporting), 1,733 (15 jogos)
Pior média de pontos por jogo:
1. Fernando Mira (Naval), 0 (2 jogos)
2. Vítor Oliveira (União de Leiria), 0,333 (6 jogos)
3. Paulo Duarte (União de Leiria), 0,333 (9 jogos)
Efeito chicotada:
Académica: Manuel Machado: 0,333 (3 jogos) ; Domingos Paciência: 1,167 (12 jogos) – francas melhorias
Benfica: Fernando Santos, 1 (1 jogo) ; José António Camacho, 2 (14 jogos) - francas melhorias
Naval: Fernando Chaló, 0,5 (4 jogos) ; Fernando Mira, 0 (2 jogos) ; Ulisses Morais, 1,444 (9 jogos) – primeira alteração com efeito negativo ; entrada de Ulisses Morais a promover francas melhorias
Sp. Braga: Jorge Costa, 1,375 (8 jogos) ; António Caldas, 1,5 (2 jogos) ; Manuel Machado, 1,8 (5 jogos) – primeira alteração com efeito positivo, mas praticamente irrelevante ; entrada de Manuel Machado a promover melhorias
União Leiria: Paulo Duarte, 0,333 (9 jogos) ; Vítor Oliveira, 0,333 (6 jogos) – sem efeito
RESULTADOS:
Séries:
Vitórias Consecutivas: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 8), 8 vitórias consecutivas
Jogos sem perder: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 13), 13 jogos sem perder
Jogos sem sofrer golos: FC Porto (entre a jornada 2 e a jornada 8), 7 jogos sem sofrer golos
Derrotas Consecutivas: União de Leiria (entre a jornada 6 e a jornada 10), 5 derrotas consecutivas
Jogos sem vencer: União de Leiria (desde a jornada 1 – série em curso), 15 jogos sem vencer
Jogos sem marcar golos: Naval (desde a jornada 13 – série em curso), Boavista (entre a jornada 4 e a jornada 6) e Paços de Ferreira (entre a jornada 4 e a jornada 6), 3 jogos sem marcar golos.
Séries em Casa:
Vitórias Consecutivas: Vitória de Setúbal (entre a jornada 4 e a jornada 10) e FC Porto (entre a jornada 2 e a jornada 8), 4 vitórias consecutivas em casa
Jogos sem perder: FC Porto (desde a jornada 2 – série em curso), 8 jogos sem perder em casa
Jogos sem sofrer golos: FC Porto (entre a jornada 2 e a jornada 8), 4 jogos sem sofrer golos em casa
Derrotas Consecutivas: Marítimo (entre a jornada 9 e a jornada 13), 3 derrotas consecutivas em casa
Jogos sem vencer: União de Leiria (desde a jornada 1 – série em curso), 7 jogos sem vencer em casa
Jogos sem marcar golos: Marítimo (entre a jornada 7 e a jornada 11), Boavista (entre a jornada 2 e a jornada 5) e União de Leiria (entre a jornada 1 e a jornada 5), 3 jogos sem marcar golos em casa.
Séries Fora de Casa:
Vitórias Consecutivas: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 7), 4 vitórias consecutivas fora de casa
Jogos sem perder: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 12) e Benfica (entre a jornada 1 e a jornada 11), 6 jogos sem perder fora de casa
Jogos sem sofrer golos: FC Porto (entre a jornada 3 e a jornada 7) e Sporting (entre a jornada 4 e a jornada 8), 3 jogos sem sofrer golos fora de casa
Derrotas Consecutivas: União de Leiria (entre a jornada 4 e a jornada 10) e Paços de Ferreira (entra a jornada 1 e a jornada 8), 4 derrotas consecutivas fora de casa
Jogos sem vencer: União de Leiria (desde a jornada 2 – série em curso), 8 jogos sem vencer fora de casa
Jogos sem marcar golos: Sporting (entre a jornada 6 e a jornada 10) e Académica (entre a jornada 3 e a jornada 8), 3 jogos sem marcar golos fora de casa.
Mais Comuns:
1-0: 22 vezes
1-1: 19 vezes
2-0: 17 vezes
2-1: 17 vezes
0-0: 17 vezes
Maior Goleada: Benfica 6-1 Boavista, 10ª Jornada
Maior Goleada em Casa: Benfica 6-1 Boavista, 10ª Jornada
Maior Goleada Fora de Casa: Naval 1-4 Vitória de Guimarães (5ª jornada), Nacional 0-3 Benfica e União de Leiria 0-3 FC Porto (ambos na 3ª jornada).
Jogo com mais golos: Benfica 6-1 Boavista, 10ª Jornada, 7 golos
Golo mais rápido: Saulo (Naval) diante do Sp. Braga, 8ª jornada. 1º minuto de jogo.
Jogo que atingiu mais rápido 2 golos: Marítimo-Leixões, 15ª jornada, 1-1 aos 5 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 3 golos: Marítimo-Leixões, 15ª jornada, 2-1 aos 23 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 4 golos: Naval – Vitória de Guimarães, 5ª jornada, 1-3 aos 48 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 5 golos: Boavista – Vitória de Setúbal, 9ª jornada, 2-3 e Académica – Estrela da Amadora, 9ª jornada, 3-2; ambos aos 61 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 6 golos: Boavista – Vitória de Setúbal, 9ª jornada, 3-3 aos 71 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 7 golos: Benfica – Boavista, 10ª jornada, 6-1 aos 89 minutos.
IDADE:
Equipa mais velha: Sp. Braga - frente ao União de Leiria, fora - 29,4 (nota: pertencem ao Sp. Braga as 10 equipas com média de idade mais alta da Liga 2007/08).
Equipa mais nova: Sporting - frente ao Marítimo, fora - 23,7 (nota: pertencem ao Sporting as 9 equipas com média de idade mais baixa da Liga. A 10ª equipa pertence ao Boavista, na deslocação a Paços de Ferreira).
Jogador mais velho: Pedro Roma (Académica) – (Académica vs. Sp.Braga) – 37 anos, 4 meses e 22 dias.
Jogador mais jovem: Luis Páez (Sporting) – (Boavista vs. Sporting) – 18 anos e 17 dias.
Golos ‘mais velhos’: 1. João Vieira Pinto (Sp. Braga) – diante do FC Porto ; 2. Rui Costa (Benfica) – diante da Académica ; 3. Auri (Vitória de Setúbal) – diante do Boavista
Golos ‘mais jovens’: 1. Tiago Rabiola (Vitória de Guimarães) – diante da União de Leiria ; 2. Freddy Adu (Benfica) – diante da Académica ; 3. Bruno Gama (Vitória de Setúbal) – diante do Paços de Ferreira.
NACIONALIDADES:
Maior percentagem de utilização de jogadores portugueses: Leixões - 70%
Menor percentagem de utilização de jogadores portugueses: Marítimo – 30,2%
Maior percentagem de goleadores portugueses: Leixões - 69,2%
Menor percentagem de goleadores portugueses: Nacional – 9,1%
42,1% dos jogadores utilizados são portugueses ; seguem-se brasileiros (35,4%), argentinos (3,1%), angolanos (1,9%) e uruguaios (1,6%).
35,4% dos golos são apontados por jogadores portugueses ; seguem-se brasileiros (31,1%), argentinos (5,1%), uruguaios (3,9%) e austríacos (3,1%).
(IN)DISCIPLINA:
Jogador mais indisciplinado: Ariza Makukula (Marítimo) - 4 amarelos, 1 vermelho por acumulação e 1 vermelho directo, em 11 jogos
Jogador com mais cartões amarelos: Patacas e Cléber Monteiro (Nacional) e Adalto (Vitória de Setúbal) - 6 amarelos
Jogador com mais cartões vermelhos: Ariza Makukula (Marítimo) - 2 vermelhos (1 directo, 1 por acumulação)
Árbitros:
Mais jogos: Paulo Paraty, Lucílio Baptista, Jorge Sousa, Carlos Xistra, Pedro Proença e João Ferreira, todos com 7 jogos.
Mais amarelos mostrados: Carlos Xistra, 52 em 7 jogos.
Mais expulsões por acumulação de amarelos: Cosme Machado, 3 em 5 jogos.
Mais expulsões por vermelho directo: Cosme Machado, 3 em 5 jogos ; Pedro Proença, 3 em 7 jogos.
Mais expulsões: Cosme Machado, 6 em 5 jogos.
Mais grandes penalidades: Elmano Santos e Bruno Paixão, 3 em 6 jogos ; Pedro Proença, 3 em 7 jogos.
[2007/08] Liga de Honra: Um Olhar Estatístico sobre a 1ª Volta
terça-feira, 8 janeiro 2008

JOGADORES:
Totalistas: Accioly (Santa Clara), Bruno Conceição e Alexandre (Varzim), Dagil (Estoril), Danielson e Milhazes (Rio Ave), Ricardo, Fernando (Beira-Mar), Hermes (Gil Vicente), Paulo Lopes (Trofense), Pedro Duarte e Veríssimo (Desp. Fátima), Rui Riça e Quim Berto (Vizela) - 15 jogos, 1350 minutos
Melhor média de pontos por jogo (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados – 8 jogos ou mais):
1. Paiva (Rio Ave), 2,250 (8 jogos)
2. Maia (Trofense), 2,1 (10 jogos)
3. André Barreto (Trofense), 2,091 (11 jogos)
4. Luís Manuel (Gil Vicente), 2,091 (11 jogos)
5. Zamorano (Trofense), 2,083 (12 jogos)
Mais vitórias: Eduardo de Souza, 8 vitórias, em 13 jogos ; Milton do Ó, 8 vitórias, em 14 jogos ; Paulo Lopes e Pinheiro, 8 vitórias, em 15 jogos. (todos jogadores do FC Porto)
Mais empates: Filipe Falardo, 8 empates, em 13 jogos ; Pedro Duarte, Veríssimo e João Fonseca, 8 empates, em 15 jogos. (todos jogadores do Desp. Fátima)
Mais derrotas: Ferreira, 9 derrotas, em 14 jogos ; Kelly Berville, Lourenço, Bakero e Hélder Guedes, 9 derrotas, em 15 jogos (todos jogadores do Penafiel).
Menos vitórias (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Miguel Ângelo (Portimonense), 0 vitórias, em 14 jogos ; Mário Felgueiras e Diogo Melo (Portimonense), 0 vitórias, em 11 jogos ; João Pimenta (Portimonense), 0 vitórias em 10 jogos ; Carlos Manuel (Portimonense), 0 vitórias em 9 jogos ; Thiago Júnio (Gondomar), 0 vitórias em 8 jogos.
Menos derrotas (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Luís Manuel (Gil Vicente), 0 derrotas, em 11 jogos ; Vítor Oliveira e Valnei (ambos do Gil Vicente), 0 derrotas, em 9 jogos ; Paiva (Rio Ave) e Fangueiro (Vizela), 0 derrotas, em 8 jogos.
GOLOS:
Melhores Marcadores: Júlio César (Santa Clara) e Roberto (Varzim), 8 golos em 15 jogos ; Leandro Tatu (Desp. Aves), 7 golos em 13 jogos ; Nuno Sousa (Vizela), 6 golos em 7 jogos ; Carlos Saleiro (Desp. Fátima), 6 golos em 13 jogos ; Bruno Severino (Gondomar), 6 golos em 14 jogos ; Bock (Freamunde), Hermes (Gil Vicente), Rincón (Vizela) e Dagil (Estoril), 6 golos em 15 jogos.
Mais eficazes: (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Diogo Ramos (Freamunde) - 5 golos, em 8 jogos - 1 golo a cada 65 minutos
2. Ricardo Silva (Olhanense) - 3 golos, em 8 jogos - 1 golo a cada 115 minutos
3. Bruno Severino (Gondomar) - 6 golos, em 14 jogos - 1 golo a cada 151 minutos
4. Robert (Desp. Aves) - 3 golos, em 11 jogos - 1 golo a cada 152 minutos
5. Leandro Tatu (Desp. Aves) – 7 golos, em 13 jogos – 1 golo a cada 154 minutos.
Jokers:
1. Robert (Desp. Aves), Luís Coentrão (Gil Vicente), Marinho (Desp. Fátima), Ladji Keita (Rio Ave) e Máxi Bevacqua (Portimonense) – todos com 2 golos como suplente utilizado.
Grandes Penalidades:
1. Bruno Severino (Gondomar), 4 golos em 4 tentativas.
2. Dorival (Estoril), Rincón (Vizela), Milhazes (Rio Ave) e Roberto (Varzim), 3 golos em 3 tentativas.
”Bis”:
1. Roberto (Varzim), 2 – diante de Portimonense (fora) e Santa Clara (casa).
”Triplas”:
1. Jorge Leitão (Feirense) – diante do Varzim (casa) – e Nuno Sousa (Vizela) – diante do Beira-Mar (casa) -, 1
Apenas o de Jorge Leitão foi um “hat-trick” puro.
Goleadores em Jogos em Casa:
1. Bock (Freamunde), Leandro Tatu (Desp. Aves), Roberto (Varzim) e Rincón (Vizela), 5 golos
5. Júlio César (Santa Clara), Carlos Saleiro (Desp. Fátima), Bruno Severino (Gondomar), Diogo Ramos (Freamunde), Jorge Leitão (Feirense) e Nuno Sousa (Vizela), 4 golos
Goleadores em Jogos Fora de Casa:
1. Milhazes e Ladji Keita (Rio Ave), Júlio César (Santa Clara) e Dagil (Estoril), 4 golos
5. Hermes (Gil Vicente), Roberto (Varzim) e Denilson (Feirense), 3 golos
Auto-golos:
1. Marcão (Freamunde), 2 auto-golos em 8 jogos.
Guarda-redes menos batido (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Paulo Ribeiro (Olhanense), 6 golos sofridos, em 8 jogos (0,75% por jogo) ; 3 dos 8 jogos sem sofrer golos
2. Vítor Oliveira (Gil Vicente), 7 golos sofridos, em 9 jogos (0,78% jogo) ; 3 dos 9 jogos sem sofrer golos
3. Paulo Lopes (Trofense) e Rui Riça (Vizela), 12 golos sofridos, em 15 jogos (0,80% jogo) ; ambos com 5 dos 15 jogos sem sofrer golos
Nota: O guarda-redes que mais vezes conseguiu manter a baliza inviolável foi Bruno Conceição do Varzim. Em 7 dos 15 jogos que efectuou não sofreu qualquer golo.
Guarda-redes (minutos sem sofrer golos):
1. António Filipe (Gondomar) - 429 minutos sem sofrer golos (jornada 8 à jornada 13)
2. Bruno Conceição (Varzim) - 423 minutos sem sofrer golos (jornada 5 à jornada 9)
3. Luiz Almeida (Beira-Mar) – 413 minutos sem sofrer golos (jornada 1 à jornada 6)
4. Tó Figueira (Freamunde) – 377 minutos sem sofrer golos (jornada 7 à jornada 11)
TREINADORES:
Melhor média de pontos por jogo:
1. António da Conceição “Toni” (Trofense), 1,933 (15 jogos)
2. João Eusébio (Rio Ave), 1,733 (15 jogos)
3. Carlos Garcia (Vizela) e Paulo Alves (Gil Vicente), 1,667 (15 jogos)
Pior média de pontos por jogo:
1. Rui Dias (Varzim) e Delgado (Portimonense), 0 (ambos com 1 jogo)
3. Rui Bento (Penafiel), 0,167 (6 jogos)
4. Vítor Pontes (Portimonense), 0,625 (8 jogos)
Efeito chicotada:
Desp. Aves: José Gomes: 0,750 (12 jogos) ; Henrique Nunes: 2,333 (3 jogos) – melhorias substanciais
Feirense: Henrique Nunes, 0,833 (6 jogos) ; Luís Miguel Silva, 1,556 (9 jogos) - francas melhorias
Olhanense: Álvaro Magalhães, 1,286 (14 jogos) ; Diamantino Miranda, 3 (1 jogo) – prematuro realizar qualquer análise, mas uma boa estreia de Diamantino Miranda.
Penafiel: Rui Bento, 0,167 (6 jogos) ; António Sousa, 1 (9 jogos) – francas melhorias
Portimonense: Luís Martins, 0,667 (6 jogos) ; Delgado, 0 (1 jogo) ; Vítor Pontes, 0,625 (8 jogos) – sem efeito
Varzim: Diamantino Miranda, 1,286 (14 jogos) ; Rui Dias, 0 (1 jogo) – prematuro realizar qualquer análise, mas má estreia de Rui Dias, com derrota em casa.
RESULTADOS:
Séries:
Vitórias Consecutivas: Estoril (entre a jornada 2 e a jornada 5), 4 vitórias consecutivas
Jogos sem perder: Vizela (entre a jornada 3 e a jornada 14), 12 jogos sem perder
Jogos sem sofrer golos: Gondomar (entre a jornada 9 e a jornada 12) e Beira-Mar (entre a jornada 2 e a jornada 5), 4 jogos sem sofrer golos
Derrotas Consecutivas: Freamunde (entre a jornada 3 e a jornada 6) e Desp. Aves (entre a jornada 1 e a jornada 4), 4 derrotas consecutivas
Jogos sem vencer: Portimonense (entre a jornada 1 e a jornada 11), 11 jogos sem vencer
Jogos sem marcar golos: Portimonense (entre a jornada 9 e a jornada 11) e Gondomar (entre a jornada 2 e a jornada 4), 3 jogos sem marcar golos.
Séries em Casa:
Vitórias Consecutivas: Vizela (entre a jornada 5 e a jornada 12), 4 vitórias consecutivas em casa
Jogos sem perder: Trofense (desde a jornada 2 – série em curso), 8 jogos sem perder em casa
Jogos sem sofrer golos: Varzim (entre a jornada 2 e a jornada 10), 5 jogos sem sofrer golos em casa
Derrotas Consecutivas: Feirense (entre a jornada 6 e a jornada 10), 3 derrotas consecutivas em casa
Jogos sem vencer: Portimonense (entre a jornada 1 e a jornada 10) e Penafiel (entre a jornada 2 e a jornada 9), 5 jogos sem vencer em casa
Jogos sem marcar golos: nenhuma série relevante.
Séries Fora de Casa:
Vitórias Consecutivas: Rio Ave (entre a jornada 9 e a jornada 13), 3 vitórias consecutivas fora de casa
Jogos sem perder: Gil Vicente (desde a jornada 6 – série em curso) e Vizela (entre a jornada 4 e a jornada 13), 6 jogos sem perder fora de casa
Jogos sem sofrer golos: nenhuma série relevante.
Derrotas Consecutivas: Portimonense (desde a jornada 5 – série em curso), 6 derrotas consecutivas fora de casa
Jogos sem vencer: Desp. Fátima e Portimonense (ambos desde a jornada 2 – série em curso), 8 jogos sem vencer fora de casa
Jogos sem marcar golos: Portimonense (desde a jornada 9 – série em curso), 4 jogos sem marcar golos fora de casa.
Mais Comuns:
1-0: 25 vezes
2-1: 20 vezes
1-1: 19 vezes
0-0: 15 vezes
2-0: 12 vezes
Maior Goleada: Estoril 5-1 Santa Clara (8ª Jornada), Vizela 5-1 Beira-Mar (1ª Jornada) e Portimonense 0-4 Varzim (1ª Jornada).
Maior Goleada em Casa: Estoril 5-1 Santa Clara (8ª Jornada) e Vizela 5-1 Beira-Mar (1ª Jornada).
Maior Goleada Fora de Casa: Portimonense 0-4 Varzim (1ª Jornada).
Jogo com mais golos: Freamunde 4-4 Rio Ave, 7ª Jornada, 10 golos
Golo mais rápido: Eduardo de Souza (Trofense) diante do Gondomar, 14ª jornada. 1º minuto de jogo.
Jogo que atingiu mais rápido 2 golos: Desp. Fátima - Penafiel, 12ª jornada, 0-2 aos 8 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 3 golos: Rio Ave – Desp. Aves, 6ª jornada, 2-1 aos 19 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 4 golos: Freamunde – Rio Ave, 7ª jornada, 3-1 aos 25 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 5 golos: Freamunde – Rio Ave, 7ª jornada, 3-2 aos 39 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 6 golos: Freamunde – Rio Ave, 7ª jornada, 3-3 aos 62 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 7 golos: Freamunde – Rio Ave, 7ª jornada, 4-3 aos 64 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 8 golos: Freamunde – Rio Ave, 7ª jornada, 4-4 aos 72 minutos.
IDADE:
Equipa mais velha: Vizela - frente ao Freamunde, fora - 29,9 (nota: pertencem ao Vizela 9 das 10 equipas com média de idade mais alta da Liga de Honra 2007/08. a outra equipa – 7ª – é a do Santa Clara na recepção ao Desp. Aves).
Equipa mais nova: Portimonense - frente ao Desp. Fátima, casa - 23,2 (nota: pertencem ao Portimonense as 10 equipas com média de idade mais baixa da Liga de Honra 2007/08).
Jogador mais velho: William Andem (Feirense) – (Portimonense vs. Feirense) – 39 anos, 2 meses e 19 dias.
Jogador mais jovem: Kareem Kazeem (Trofense) – (Trofense vs. Gil Vicente) – 18 anos, 3 meses e 6 dias.
Golos ‘mais velhos’: 1. Basílio Almeida (Santa Clara) – diante do Vizela ; 2. Niquinha (Rio Ave) – diante do Penafiel ; 3. Quim Berto (Vizela) – diante do Trofense.
Golos ‘mais jovens’: 1. Fábio Paím (Trofense) – diante do Desp. Aves ; 2. João Pedro (Penafiel) – diante do Santa Clara ; 3. Daniel Candeias (Varzim) – diante do Gondomar.
NACIONALIDADES:
Maior percentagem de utilização de jogadores portugueses: Desp. Fátima - 87%
Menor percentagem de utilização de jogadores portugueses: Beira-Mar – 44,5%
Maior percentagem de goleadores portugueses: Gondomar - 92,9%
Menor percentagem de goleadores portugueses: Beira-Mar – 26,7%
64,9% dos jogadores utilizados são portugueses ; seguem-se brasileiros (26%), cabo-verdianos (1,7%), nigerianos (1,2%) e angolanos (0,9%).
53,8% dos golos são apontados por jogadores portugueses ; seguem-se brasileiros (39,5%), senegaleses e cabo-verdianos (1,5%), argentinos e nigerianos (1,1%).
(IN)DISCIPLINA:
Jogador mais indisciplinado: Mércio (Desp. Aves) - 8 amarelos e 1 vermelho por acumulação, em 14 jogos. ; Emerson (Beira-Mar), 3 amarelos, 1 vermelho por acumulação e 1 vermelho directo, em 13 jogos.
Jogador com mais cartões amarelos: Mércio (Desp. Aves) - 8 amarelos
Jogador com mais cartões vermelhos: André Barreto (Trofense) – 2 vermelhos directos ; Emerson (Beira-Mar) – 1 vermelho directo e 1 vermelho por acumulação ; Vítor Gomes (Rio Ave) e Glauber (Santa Clara) – ambos com 2 vermelhos por acumulação de amarelos.
Árbitros:
Mais jogos: Artur Soares Dias, Augusto Duarte e Rui Silva, todos com 7 jogos.
Mais amarelos mostrados: Vasco Santos, 38 em 6 jogos.
Mais expulsões por acumulação de amarelos: Paulo Pereira, 3 em 4 jogos ; Marco Ferreira, Pedro Henriques e Paulo Costa, 3 em 5 jogos.
Mais expulsões por vermelho directo: Bruno Paixão, 3 em 5 jogos.
Mais expulsões: Paulo Pereira, 4 em 4 jogos ; Bruno Paixão, 4 em 5 jogos.
Mais grandes penalidades: Rui Silva, 6 em 7 jogos.
[2007/08] 2ªDivisão: Um Olhar Estatístico sobre a 1ª Volta
sábado, 15 dezembro 2007

JOGADORES:
Totalistas: Rui Sacramento (Atlético Valdevez), Agrela (Camacha), Rui Rêgo, Ricardo Rocha, Bruno Magalhães (Desp. Chaves), Mingote, Spencer (Lousada), Marco Moura (Machico), Hélder Oliveira (Maria da Fonte), Paulinho, Nuno Borges, Cara (Merelinense), Rui Marcos, João Duarte, Hélio, Serafim (Moreirense), Wilson, Wesley John (Portosantense), Luiz Alberto, Costa (Ribeirão), Pedro Albergaria, Paulo Sampaio, José Manuel (Tirsense), Filipe Babo, Ruben Micael (União da Madeira), Nuno Passarinho, Mário Ruas (Abrantes), Ricardo António (Benfica Castelo Branco), Hugo Pinheiro (Caldas), Tiago Silva (Eléctrico Ponte de Sôr), Mário Júlio, José Carlos (Oliveira do Bairro), Pedro Silva (Pampilhosa), Rogério (Penalva do Castelo), Ricardo Campos (Rio Maior), Hélder Sarmento (Sátão), Igor Araújo, Edgar (Sp. Covilhã), Humberto, João Afonso (Torreense), Gonçalo Santos, André Fontes (Tourizense), Filipe Leão, Branquinho, Nuno Simões (Atlético), Hugo Félix, Sérgio Nunes (Carregado), Cuca, Sérgio Canas (Juventude de Évora), Marco Botelho, Divaldo (Lagoa), Devigor (Louletano), Raul Oliveira (Lusitânia), Rui Alberto, Viúla (Madalena), Hélder Colaço, Nuno Abreu, Fernando Alexandre (Mafra), Édgar Raposo, Cris Baiano (Messinense), Márcio Santos (Odivelas), Paulo Sérgio, Diogo Silva, Hugo Colaço, Tiago Pinto (Olivais e Moscavide), Serrão, Luís Soares, Hugo Grilo, João Cardoso (Operário), Miguel Bruno, Paulo Martins (Pinhalnovense) – 13 jogos, 1170 minutos ;
Thiago Leal, Celsinho (Caniçal), Álvaro, Adelino (Esmoriz), Manarte (Fiães), Rui Jorge (Infesta), Manuel Silva, Victor Júnior (Marítimo B), Tó Ferreira, Bruno Sousa, Hélder Silva, Vítor Pinto (Oliveirense), Diogo Machado, Adriano (Pontassolense), Bruno Freitas, Hélvio Malho (Ribeira Brava), Nuno Coelho (Sp. Espinho), Jorge Silva (Vila Meã) - 12 jogos, 1080 minutos (*)
(*) – totalistas da Série B, que, devido à desistência do Marco, só conta com 13 participantes.
Melhor média de pontos por jogo (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados – 7 jogos ou mais):
1. Nuno Ferreira (Olivais e Moscavide), 2,5 (10 jogos)
2. Nuno Santos (Oliveirense), 2,5 (8 jogos)
3. Gomes (Sp. Covilhã), 2,444 (9 jogos)
4. Madaleno (Madalena), 2,444 (9 jogos)
5. Jorge Tavares (Olivais e Moscavide), 2,417 (12 jogos)
6. Marco Lança (Mafra), 2,375 (8 jogos)
7. Alain Pilar (Olivais e Moscavide), 2,364 (11 jogos)
Mais vitórias: Jorge Tavares, 9 vitórias, em 12 jogos ; Paulo Sérgio, Diogo Silva, Hugo Colaço, Tiago Pinto, Vasco Varão, Laurindo, Cléo, 9 vitórias, em 13 jogos. (todos jogadores do Olivais e Moscavide)
Mais empates: Hugo Gonçalves e Mica (Atlético) e Marco Abreu (Sp. Espinho), 7 empates em 11 jogos ; Ricardo Aires (Atlético), Bruno Lucas, Hélder Vasco, Nuno Coelho, Valença, Joares e Pedro Mendes (Sp. Espinho), Gabriel Emechete, Semedo e Cláudio Oeiras (Odivelas), 7 empates em 12 jogos ; Filipe Leão, Branquinho, Nuno Simões, Zezinando, Hugo Rosa e João Paulo (Atlético), Márcio Santos, Sílvio Pereira e Saavedra (Odivelas), 7 empates em 13 jogos.
Mais derrotas: Bé, 11 derrotas, em 12 jogos ; Paulo Diogo, Ricardo Barbosa e Vasco Alves, 11 derrotas, em 13 jogos (todos jogadores do Lixa).
Menos vitórias (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Bé (Lixa), 0 vitórias, em 12 jogos ; Benvindo (Real Massamá), 0 vitórias, em 10 jogos ; Mauro Leite (Lixa), Daniel Materazzi (Lourosa), Adelino (Machico), 0 vitórias, em 8 jogos ; Luiz Sousa (Avança), Diamantino (Louletano), Dário Meneses (Lusitânia), Emmanuel Ayuk (Pinhalnovense), 0 vitórias em 7 jogos ; Alcino e André Vilar (Lourosa), 0 vitórias em 6 jogos.
Menos derrotas (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Tó Ferreira, Bruno Sousa, Nuno Laranjeira, Hélder Silva, Vítor Pinto, Manuel Godinho, Artur Marques, Diogo Santos, António Oliveira, Magano, Sérgio Grilo (Oliveirense), Bruno Lucas, Hélder Vasco, Nuno Coelho, Valença, Joares, Pedro Mendes (Sp. Espinho), 0 derrotas, em 12 jogos ; Abadito (Desp. Chaves), Dhiego Lomba (Caniçal), Paulo Vaz (Sp. Covilhã), Marcelo Galvão, Marco Abreu (Sp. Espinho), 0 derrotas, em 11 jogos ; Rui Manuel, Rodrigo Mendonça (Caniçal), Nando, Inzaghi (Desp. Chaves), Filipe Tavares (Oliveirense), Milton, Hugo Moreira (Sp. Espinho), 0 derrotas, em 10 jogos ; Wanderson (Caniçal), Pinheiro (Caniçal (7) e Vila Meã (2)), Leonel Alves (Olivais e Moscavide), Amorim, Fábio Espinho, Nuno Silva (Sp. Espinho), 0 derrotas, em 9 jogos ; Nuno Santos, Jefferson (Oliveirense), Fabrício (Sp. Covilhã), Leandro Mahl (Sp. Espinho), 0 derrotas, em 8 jogos ; Licá (Tourizense), 0 derrotas, em 7 jogos ; Pedro Dimas, Flávio Casal (Sp. Espinho), 0 derrotas, em 6 jogos.
GOLOS:
Melhores Marcadores:
1. Miguel Fidalgo (União da Madeira) – 12 golos em 13 jogos
2. Hugo Moreira (Sp. Espinho) – 8 golos em 10 jogos
3. Paulo Listra (Penalva do Castelo) – 8 golos em 12 jogos
4. Wanderson (Caniçal) – 7 golos em 9 jogos
5. Carlos André (Madalena) – 7 golos em 11 jogos
6. Bruno Braga (Leça), António Oliveira (Oliveirense) – 7 golos em 12 jogos
8. Léo Gamalho Souza (Atlético Valdevez), Ismael (Caldas), Jorge Pires (Ribeirão) – 7 golos em 13 jogos
11. Fabrício (Sp. Covilhã) – 6 golos em 8 jogos
12. Romeu (Portosantense) – 6 golos em 10 jogos
13. João Lemos (Carregado) e Hugo Oliveira (Tirsense) – 6 golos em 11 jogos
15. Hélder Monteiro (Lagoa) – 6 golos em 12 jogos
16. Veredas (Lusitânia) – 6 golos em 13 jogos.
Mais eficazes: (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Licá (Tourizense) – 4 golos, em 7 jogos – 1 golo a cada 70 minutos
2. Tito Silva (Marítimo B) – 1 golo, em 7 jogos – 1 golo a cada 85 minutos
3. Miguel Fidalgo (União da Madeira) - 12 golos, em 13 jogos - 1 golo a cada 92 minutos
4. Diogo Santos (Oliveirense) – 2 golos, em 12 jogos – 1 golo a cada 99 minutos
5. Fabrício (Sp. Covilhã) - 6 golos, em 8 jogos - 1 golo a cada 100 minutos
6. Hugo Moreira (Sp. Espinho) - 8 golos, em 10 jogos - 1 golo a cada 107 minutos
7. Romeu (Portosantense) - 6 golos, em 10 jogos - 1 golo a cada 107 minutos
8. Wanderson (Caniçal) – 7 golos, em 9 jogos – 1 golo a cada 114 minutos
9. João Lemos (Carregado) – 6 golos, em 11 jogos – 1 golo a cada 125 minutos
10. Paulo Vaz (Sp. Covilhã) – 5 golos, em 11 jogos –, Hélder Monteiro (Lagoa) – 6 golos, em 12 jogos -, Paulo Listra (Penalva do Castelo) – 8 golos em 12 jogos – todos com 1 golo a cada 133 minutos.
Jokers:
1. João Lemos (Carregago) e André Jacó (Sp. Covilhã) – ambos com 3 golos como suplente utilizado.
3. Fausto Lourenço (Anadia), Paulo Amaral (Atlético de Valdevez), Rodrigo Ângelo (Louletano), Sérgio Pereira e Nandinho (Maria da Fonte), Jorge Tavares (Olivais e Moscavide), Nélson Rato (Oliveira do Bairro), Diogo Santos (Oliveirense), Marco Almeida (Portosantense), Paulo Vaz (Sp. Covilhã), Licá (Tourizense) e Cláudio Jesus (União da Madeira) – todos com 2 golos como suplente utilizado.
Grandes Penalidades:
1. Paulo Listra (Penalva do Castelo) e Ronaldo (Vila Meã), 4 golos
2. Filipe Mesquita (Lixa), António Oliveira (Oliveirense) e Miguel Fidalgo (União da Madeira), 3 golos
”Bis”:
1. Miguel Vaz (Benfica Castelo Branco), Fábio Sabino (Caldas), Hélder Monteiro (Lagoa), Romeu (Portosantense), Fabrício (Sp. Covilhã), Hugo Moreira (Sp. Espinho), Hugo Oliveira (Tirsense), Miguel Fidalgo (União da Madeira), todos com 2.
”Triplas”:
1. Diop (Camacha), Wanderson (Caniçal), João Lemos (Carregado), Chicabala (Maria da Fonte), Semedo (Odivelas) e Jorge Pires (Ribeirão), todos com 1.
Wanderson, João Lemos, Chicabala e Jorge Pires apontaram “hat-trick” puro.
”Poker”:
1. Léo Gamalho Souza (Atlético de Valdevez), Paulo Listra (Penalva do Castelo) e Miguel Fidalgo (União da Madeira), todos com 1.
Léo Gamalho Souza e Paulo Listra conseguiram, para além de marcar 4 golos num jogo, fazer “hat-trick” puro.
Goleadores em Jogos em Casa:
1. Veredas (Lusitânia), Jorge Pires (Ribeirão) e Miguel Fidalgo (União da Madeira), 6 golos
4. Miguel Vaz (Benfica Castelo Branco), Wanderson (Caniçal) e António Oliveira (Oliveirense), 5 golos
Goleadores em Jogos Fora de Casa:
1. Miguel Fidalgo (União da Madeira), 6 golos
2. Paulo Listra (Penalva do Castelo) e Hugo Oliveira (Tirsense), 5 golos
4. Ismael (Caldas), João Lemos (Carregado), Bruno Braga (Leça), Vítor Hugo (Ribeira Brava), Paulo Vaz (Sp. Covilhã), Hugo Moreira (Sp. Espinho), Maniche (Vila Meã), todos com 4 golos.
Auto-golos:
1. Carlos Manuel (Camacha), Paulo Silva (Carregado), Sílvio (Desp. Fafe), Éder e Fábio Ervões (Esmoriz), Ruben Avelar (Fiães), Monzelo (Juventude de Évora), Cambey (Leça), Hélder Fernando (Lourosa), Diogo Oliveira (Lousada), Márcio Santos (Odivelas), André Pereira (Rio Maior) e Hugo Pinto (Vila Meã), todos com 1 auto-golo.
Guarda-redes menos batido (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Rui Rêgo (Desp. Chaves), 5 golos sofridos, em 13 jogos (0,38% por jogo) ; 9 dos 13 jogos sem sofrer golos
2. Razak (União da Madeira), 5 golos sofridos, em 10 jogos, 5 dos 10 jogos sem sofrer golos ; Tó Ferreira (Oliveirense), 6 golos sofridos em 12 jogos, 7 dos 12 jogos sem sofrer golos (ambos 0,5% por jogo)
4. Igor Araújo (Sp. Covilhã) e Paulo Sérgio (Olivais e Moscavide), 7 golos sofridos, em 13 jogos, ambos com 7 dos 13 jogos sem sofrer golos ; Rui Sacramento (Atlético de Valdevez), 7 golos sofridos em 13 jogos, 6 dos 13 jogos sem sofrer golos (0,54% jogo)
7. Hélder Colaço (Mafra) e Serrão (Operário), 8 golos sofridos em 13 jogos (0,62% jogo) ; 7 dos 13 jogos sem sofrer golos.
9. Bruno Freitas (Ribeira Brava), 8 golos sofridos em 12 jogos (0,67% jogo) ; 7 dos 12 jogos sem sofrer golos.
10. Márcio Santos (Odivelas),. 9 golos sofridos em 13 jogos (0,69% jogo) ; 4 dos 13 jogos sem sofrer golos.
Guarda-redes (minutos sem sofrer golos):
1. Mingote (Lousada) - 692 minutos sem sofrer golos (jornada 1 à jornada 8)
2. Mário Júlio (Oliveira do Bairro) - 532 minutos sem sofrer golos (jornada 3 à jornada 8)
3. Paulo Sérgio (Olivais e Moscavide) – 462 minutos sem sofrer golos (desde a jornada 8, série em curso)
4. Rui Rêgo (Desp. Chaves) – 458 minutos sem sofrer golos (jornada 7 à jornada 12)
5. Igor Araújo (Sp. Covilhã) - 432 minutos sem sofrer golos (jornada 6 à jornada 11)
6. Razak (União da Madeira) - 420 minutos sem sofrer golos (jornada 5 à jornada 10)
7. Paulo Salgado (Madalena) - 388 minutos sem sofrer golos (jornada 3 à jornada 8)
TREINADORES:
Melhor média de pontos por jogo:
1. Rui França (Sp. Covilhã), 2,5 (6 jogos)
2. Lito Vidigal (Ribeirão), 2,444 (9 jogos)
3. Pedro Miguel (Oliveirense), 2,333 (12 jogos)
4. Filipe Moreira (Olivais e Moscavide), 2,308 (13 jogos)
5. João Pedro Mariz (Oliveira do Bairro), 2,077 (13 jogos)
6. António Borges (Desp. Chaves, 12 jogos) e Juanito (Sp. Covilhã, 2 jogos), 2
8. Carlos Condeço (União da Madeira) e Vítor Urbano (Madalena), 1,923 (13 jogos)
10. Francisco Agatão (Operário), Jorge Casquilha (Atlético de Valdevez) e Quim Machado (Tirsense), 1,846 (13 jogos)
Pior média de pontos por jogo:
1. João Silva (Real Massamá) e Nelson Matos (Pinhalnovense), 0 (ambos com 1 jogo)
3. Jorge Matos (Rio Maior), 0,2 (5 jogos)
4. Rui Rodrigues (Real Massamá, 8 jogos) e José Soeiro (Ribeirão, 4 jogos), 0,25
6. Rogério Leite (Lixa), 0,308 (13 jogos)
7. Rui Vieira (Machico), 0,333 (6 jogos)
8. Valério Pereira (Lourosa), 0,4 (5 jogos)
9. Paulo Rafael (Merelinense), 0,625 (8 jogos)
10. Pedro Martins (Lourosa), 0,714 (7 jogos)
Efeito chicotada:
Machico: Rui Vieira: 0,333 (6 jogos) ; Vítor Cunha: 1,571 (7 jogos) – melhorias substanciais
Merelinense: Paulo Rafael, 0,625 (8 jogos) ; Fernando Louro, 1,4 (5 jogos) - francas melhorias
Moreirense: Dito, 1,364 (11 jogos) ; Daniel Ramos, 1,5 (2 jogos) – prematuro realizar qualquer análise, mas ligeira melhoria.
Ribeirão: José Soeiro, 0,25 (4 jogos) ; Lito Vidigal, 2,444 (9 jogos) – melhoria fantástica
Esmoriz: Francisco Baptista, 1,273 (11 jogos) ; António Caetano, 1 (1 jogo) – prematuro realizar qualquer análise.
Lourosa: Valério Pereira, 0,4 (5 jogos) ; Pedro Martins, 0,714 (7 jogos) – melhoria muito ligeira
Pontassolense: João Luís, 0,778 (9 jogos) ; Jorge Paixão, 1,667 (3 jogos) – francas melhorias
Rio Maior: Jorge Matos, 0,2 (5 jogos) ; Paulo Torres, 1,125 (8 jogos) – francas melhorias
Sp. Covilhã: Vítor Cunha, 1,8 (5 jogos) ; Juanito, 2 (2 jogos) ; Rui França, 2,5 (6 jogos) – francas melhorias
Atlético: Jorge Paixão, 0,667 (3 jogos) ; Carlos Manuel, 1,7 (10 jogos) – melhorias substanciais
Louletano: Jorge Portela, 0,8 (5 jogos) ; Bruno Cardoso, 1,375 (8 jogos) – francas melhorias
Odivelas: Rui Gregório, 0,857 (7 jogos) ; Rui Marcos, 1 (1 jogo) ; António Pereira, 1,8 (5 jogos) – francas melhorias
Pinhalnovense: António Pereira, 1,333 (6 jogos) ; Nelson Santos, 0 (1 jogo) ; Paço Fores, 1,333 (6 jogos) – sem efeito
Real Massamá: Lívio Semedo, 1 (4 jogos) ; João Silva, 0 (1 jogo) ; Rui Rodrigues, 0,25 (8 jogos) – efeito negativo.
RESULTADOS:
Séries:
Vitórias Consecutivas: Madalena (entre a jornada 1 e a jornada 7), 7 vitórias consecutivas
Jogos sem perder: Sp. Espinho e Oliveirense (desde a primeira jornada, série em curso), 12 jogos sem perder
Jogos sem sofrer golos: Lousada (entre a jornada 1 e a jornada 7), 7 jogos sem sofrer golos
Derrotas Consecutivas: Lixa (entre a jornada 1 e a jornada 7), 7 derrotas consecutivas
Jogos sem vencer: Real Massamá (desde a jornada 3, série em curso), 11 jogos sem vencer
Jogos sem marcar golos: Lixa (entre a jornada 1 e a jornada 6), 6 jogos sem marcar golos.
Séries em Casa:
Vitórias Consecutivas: Olivais e Moscavide (desde a jornada 1 - série em curso) e Oliveirense (desde a jornada 2, série em curso), 6 vitórias consecutivas fora de casa
Jogos sem perder: Desp. Chaves (desde a jornada 2 – série em curso), 7 jogos sem perder em casa
Jogos sem sofrer golos: Ribeira Brava (entre a jornada 2 e a jornada 9), 5 jogos sem sofrer golos em casa
Derrotas Consecutivas: Real Massamá (desde a jornada 9 - série em curso), Nelas (desde a jornada 9, série em curso), Avanca (entre a jornada 6 e a jornada 10), Fiães (entre a jornada 4 e a jornada 8) e Lixa (entre a jornada 2 e a jornada 6), 3 derrotas consecutivas em casa
Jogos sem vencer: Real Massamá (desde a jornada 1 - série em curso), 7 jogos sem vencer em casa
Jogos sem marcar golos: Mafra (desde a jornada 9 – série em curso), Louletano (entre a jornada 1 e a jornada 5) e Lixa (entre a jornada 2 e a jornada 6), 3 jogos sem marcar golos em casa.
Séries Fora de Casa:
Vitórias Consecutivas: União Madeira (entre a jornada 4 e a jornada 11), 5 vitórias consecutivas fora de casa
Jogos sem perder: Sp. Espinho (desde a jornada 2 – série em curso), 7 jogos sem perder fora de casa
Jogos sem sofrer golos: Operário (desde a jornada 9 – série em curso), Olivais e Moscavide (desde a jornada 9 – série em curso), Atlético (entre a jornada 2 e a jornada 6), Tourizense (desde a jornada 9 – série em curso), Oliveirense (desde a jornada 7 – série em curso), União da Madeira (entre a jornada 6 e a jornada 9), Lousada (entre a jornada 2 e a jornada 6), 3 jogos sem sofrer golos fora de casa.
Derrotas Consecutivas: Lixa (desde a jornada 1 – série em curso), 6 derrotas consecutivas fora de casa
Jogos sem vencer: Desp. Fafe (desde a jornada 2 – série em curso), 7 jogos sem vencer fora de casa
Jogos sem marcar golos: Real Massamá (desde a jornada 4 – série em curso) e Infesta (entre a jornada 1 e a jornada 9), 5 jogos sem marcar golos fora de casa.
Mais Comuns:
1-0: 72 vezes
2-0: 57 vezes
2-1: 55 vezes
1-1: 49 vezes
0-0: 33 vezes
Maior Goleada: União da Madeira 7-0 Lixa (1ª Jornada).
Maior Goleada em Casa: União da Madeira 7-0 Lixa (1ª Jornada).
Maior Goleada Fora de Casa: Lixa 0-5 Camacha (2ª Jornada).
Jogo com mais golos: União da Madeira 7-0 Lixa (1ª Jornada), Desp. Chaves 5-2 Maria da Fonte (6ª jornada) e Real Massamá 3-4 Lagoa (12ª jornada), todos com 7 golos
Golo mais rápido: Fernando Alexandre (Mafra), diante do Juventude de Évora (12ª jornada) ; Hugo Carolo (Carregado), diante do Lusitânia dos Açores (1ª jornada) ; Dani (Sp. Covilhã), diante do Oliveira do Bairro (2ª jornada) e Wanderson (Caniçal) diante do Infesta (7ª jornada), todos no 1º minuto de jogo.
Jogo que atingiu mais rápido 2 golos: Caniçal - Infesta, 7ª jornada, 2-0 aos 4 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 3 golos: Oliveira do Bairro – Sp. Covilhã, 2ª jornada, 0-3 aos 10 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 4 golos: Caniçal - Infesta, 7ª jornada, 4-0 aos 21 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 5 golos: Caniçal - Infesta, 7ª jornada, 5-0 aos 25 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 6 golos: Eléctrico Ponte de Sôr - Nelas, 1ª jornada, 2-4 aos 73 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 7 golos: Real Massamá - Lagoa, 12ª jornada, 3-4 aos 85 minutos.
IDADE:
Equipa mais velha: Oliveira do Bairro - frente ao Anadia, casa - 29,7
Equipa mais nova: Marítimo B - frente ao Ribeira Brava, casa - 20,9
Jogador mais velho: Cândido (Lourosa) – (Vila Meã vs. Lourosa) – 41 anos, 6 meses e 22 dias.
Jogador mais jovem: Heitor Machado (Lusitânia) – (Carregado vs. Lusitânia) – 17 anos, 1 mês e 25 dias.
Golos ‘mais velhos’: 1. Cândido (Lourosa) – diante do Sp. Espinho ; 2. Luisão (Leça) – diante do Infesta ; 3. Armando Santos (Merelinense) – diante do Desp. Fafe.
Golos ‘mais jovens’: 1. Diogo Alves (Pampilhosa) – diante do Nelas ; 2. Felipe Desco (Atlético Valdevez) – diante do Desp. Fafe ; 3. Leocísio Sami (Eléctrico Ponte de Sôr) – diante do Nelas.
NACIONALIDADES:
Maior percentagem de utilização de jogadores portugueses: Maria da Fonte, Tirsense e Oliveira do Bairro - 100%
Menor percentagem de utilização de jogadores portugueses: Nelas – 41,1%
Maior percentagem de goleadores portugueses: Moreirense, Maria da Fonte, Lourosa, Lixa, Infesta, Tirsense, Benfica Castelo Branco, Pinhalnovense, Oliveira do Bairro e Fiães - 100%
Menor percentagem de goleadores portugueses: Pontassolense – 9,1%
80,9% dos jogadores utilizados são portugueses ; seguem-se brasileiros (9,3%), guineenses (2,9%), angolanos (2,5%) e cabo-verdianos (1,6%).
72,8% dos golos são apontados por jogadores portugueses ; seguem-se brasileiros (16%), guineenses (4,3%), angolanos (2,4%), senegaleses (1,7%) e cabo-verdianos (1,6%).
(IN)DISCIPLINA:
Jogador mais indisciplinado: Bé (Lixa), 7 amarelos e 2 vermelhos por acumulação, em 12 jogos.
Jogador com mais cartões amarelos: Carlos Viana (Lousada) - 10 amarelos em 13 jogos.
Jogador com mais cartões vermelhos: João Castro (Torreense), 2 vermelhos directos ; Gora Tall (Nelas), Abadito (Desp. Chaves), Felipe Félix (Pampilhosa), Cristiano (Lourosa), Pituca (Messinense), 1 vermelho directo e 1 vermelho por acumulação de amarelos ; Cyrille Inocent Dally (Camacha), André Oliveira (Madalena), Bé (Lixa) e Miguel Vaz (Benfica Castelo Branco), 2 vermelhos por acumulação, todos com 2 cartões vermelhos
Árbitros:
Mais jogos: Ivan Vigário e Jorge Tavares, ambos com 9 jogos.
Mais amarelos mostrados: Pedro Barbosa, 69 em 8 jogos.
Mais expulsões por acumulação de amarelos: Humberto Teixeira, 7 em 8 jogos.
Mais expulsões por vermelho directo: Renato Gonçalves, 6 em 8 jogos.
Mais expulsões: Nuno Borba, 8 em 7 jogos ; Humberto Teixeira, 8 em 8 jogos.
Cristiano Ronaldo: Fazer História
segunda-feira, 10 dezembro 2007

OS FACTOS. Cristiano Ronaldo, ao apontar o 4º golo do Manchester United, na vitória caseira por 4-1 diante do Derby County, em jogo a contar para a 16ª jornada da Premier League, conseguiu, pela primeira vez na sua carreira, marcar golos em 4 jornadas consecutivas de Liga. Foi o 6º golo do internacional português nos últimos 4 jogos, num fim-de-semana feliz para a formação de Manchester, já que fruto da primeira derrota do Arsenal na Liga - 1-2 no terreno do Middlesbrough -, encurtou para 1 ponto a distância para o líder. Ronaldo, que apontou o seu 9º golo na Premier League em 2007/08, conseguiu alcançar no topo da lista dos melhores marcadores da Premier League o avançado togolês Emmanuel Adebayor, do Arsenal, que ficou em branco esta jornada, depois de ter apontado 3 golos nas 4 partidas anteriores.
FAZER HISTÓRIA. Foi a primeira vez que Cristiano Ronaldo conseguiu marcar golos em 4 jornadas consecutivas da Premier League, competição em que já apontara, em três ocasiões, golos em três jogos seguidos, com particular destaque para a série de 6 golos em 3 jogos no final de Dezembro do ano passado. Esta nova série de 6 golos nos últimos 4 jogos, iniciou-se na deslocação ao terreno do Arsenal, onde marcou 1 golo, seguindo-se "bis" nas recepções ao Blackburn Rovers e Fulham, e novo golo solitário ao Derby County, o seu primeiro da temporada desde os onze metros. O registo de golos em 4 jogos consecutivos em competições diferentes é também uma novidade na carreira do internacional português: na Liga dos Campeões, mantém em aberto uma série de 3 jogos consecutivos a marcar, até agora o seu melhor registo de sempre ; no Campeonato Nacional, onde apenas somou 3 golos, nunca marcou em jornadas seguidas ; e na Selecção Nacional, onde já marcou em 4 ocasiões em 2 jogos consecutivos, mas onde nunca somou 3 jogos seguidos a marcar. Caso seja utilizado em Anfield Road no próximo fim-de-semana, se marcar um golo ao Liverpool, adversário a que ainda não marcou qualquer tento em 5 jogos para a Premier League, Cristiano Ronaldo poderá entrar no grupo selecto de jogadores do Manchester United que marcou em 5 (ou mais jogos) consecutivos. Se nos restringirmos aos últimos 31 anos de competição primodivisionária em Inglaterra, apenas 5 jogadores conseguiram tal feito ao serviço do Manchester United: Ruud Van Nistelrooy - 15 golos em 10 jogos consecutivos entre Março e Agosto de 2003 ; 10 golos em 8 jogos consecutivos entre Dezembro de 2001 ; Janeiro de 2002 ; 6 golos em 6 jogos consecutivos entre Maio e Setembro de 2005 e 5 golos em 5 jogos consecutivos em Dezembro de 2005 -, Eric Cantona - 6 golos em 6 jogos consecutivos entre Março e Abril de 1996 -, Dwight Yorke - 8 golos em 5 jogos consecutivos entre Janeiro e Fevereiro de 1999 -, Gordon Hill - 6 golos em 5 jogos consecutivos entre Maio e Agosto de 1977 -, e Mark Hughes - 5 golos em 5 jogos consecutivos entre Setembro e Outubro de 1988.
OS GOLOS DE CRISTIANO RONALDO NA PREMIER LEAGUE AO DETALHE.
140 jogos - 44 golos (sempre pelo Manchester United)
24 golos solitários ; 10 "bis"
27 golos em jogos em casa ; 17 golos em jogos fora de casa
17 golos nas primeiras partes ; 27 golos nas segundas partes
4 golos de grande penalidade em 5 grandes penalidades apontadas (falhou uma)
6 golos como suplente utilizado
Melhor série: golos em 4 jogos consecutivos (em aberto)
Pior série: 13 jogos consecutivos sem marcar golos, entre Abril e Outubro de 2005.
OS GOLOS DE CRISTIANO RONALDO NA LIGA DOS CAMPEÕES AO DETALHE.
34 jogos - 8 golos (sempre pelo Manchester United)
4 golos solitários ; 2 "bis"
5 golos em jogos em casa ; 3 golos em jogos fora de casa
3 golos nas primeiras partes ; 5 golos nas segundas partes
1 golo de grande penalidade na única que apontou
0 golos como suplente utilizado
Melhor série: golos em 3 jogos consecutivos (em aberto)
Pior série: 26 jogos consecutivos sem marcar golos, entre Outubro de 2003 e Abril de 2007.
OS GOLOS DE CRISTIANO RONALDO NA LIGA PORTUGUESA AO DETALHE.
25 jogos - 3 golos (sempre pelo Sporting)
1 golos solitários ; 1 "bis"
2 golos em jogos em casa ; 1 golo em jogos fora de casa
1 golo nas primeiras partes ; 2 golos nas segundas partes
0 golos de grande penalidade
1 golo como suplente utilizado
Melhor série: nunca marcou em jogos consecutivos
Pior série: 21 jogos consecutivos sem marcar golos (série em aberto).
OS GOLOS DE CRISTIANO RONALDO NA SELECÇÃO NACIONAL "AA" AO DETALHE.
53 jogos - 20 golos
12 golos solitários ; 4 "bis"
12 golos em jogos em casa ; 8 golos em jogos fora de casa
9 golos nas primeiras partes ; 11 golos nas segundas partes
1 golo de grande penalidade
1 golo como suplente utilizado
Melhor série: em 4 ocasiões marcou em 2 jogos consecutivos
Pior série: 7 jogos consecutivos sem marcar golos, entre Agosto de 2003 e Junho de 2004.
A Maldição
sábado, 8 dezembro 2007

O DUELO. Este sábado, Everton e Fulham encontrar-se-ão, em Liverpool, em jogos da principal Liga inglesa, pela 18ª vez. Nunca o Fulham conseguiu vencer em casa do Everton, onde não pontua desde Setembro de 1959, quando arrancou um empate a zero à 5ª jornada da Liga 1959/60. Ao todo, 15 vitórias para o Everton, 14 das quais consecutivas, e 2 empates, com um registo de 40 golos marcados pelo Everton e apenas 9 pelo Fulham.
MAU PRESSÁGIO. 8º classificado da Liga 2007/08, o Everton, que a meio da semana garantiu a vitória no Grupo A da fase de grupos da Taça UEFA, surge como grande favorito ao triunfo na partida de hoje: na Liga, os Toffees somam 5 jogos sem perder, que se estendem a 9, se forem contabilizados os jogos da UEFA e da Carling Cup. Ao invés, o Fulham está a protagonizar o seu pior arranque dos últimos anos, ocupando o 14º lugar da tabela, apenas 2 pontos acima da linha de água, somando apenas 13 pontos em 15 jornadas. A equipa londrina não vence fora de casa há um ano e três meses, totalizando 24 partidas sem vencer fora de casa, desde que triunfou, a 9 de Setembro de 2006, no terreno do Newcastle United (2-1), naquele que é o segundo pior registo de sempre do clube, depois de ter estado 31 jogos sem vencer extramuros entre 19 de Setembro de 1964 e 12 de Março de 1966. Esta temporada, o Fulham venceu apenas 2 vezes, contando apenas com 1 triunfo nas últimas 13 partidas da Liga.
BOA MORTE NA HISTÓRIA. O português Luís Boa Morte é o jogador do Fulham que mais vezes defrontou o Everton em todo o historial do clube na principal Liga inglesa: ao todo 11 jogos, o último dos quais em Novembro de 2006, com uma curiosidade: perdeu sempre como visitante, venceu sempre como visitado, o que lhe garante um registo de 6 vitórias e 5 empates. Actualmente no West Ham United, Boa Morte não defrontará o Everton esta tarde, mas poderá haver um português a pisar o relvado de Goodison Park: Nuno Valente, que, se for utilizado, poderá somar o seu 4º jogo consecutivo como titular na Premier League deste ano. Será apenas a 2ª vez que o lateral-esquerdo internacional português, em 3 épocas em Inglaterra, defrontará o Fulham, depois de ter sido titular - substituído aos 77 minutos - na vitória caseira por 3-1 na Liga 2005/06.
YAKUBU, ANTI-FULHAM. Melhor marcador do Everton na Liga 2007/08 com 5 golos em 11 jogos, o avançado internacional nigeriano Yakubu está a fazer a sua época de estreia ao serviço da formação de Liverpool. Desde 2003 em Inglaterra, Yakubu soma 59 golos em 151 jogos na Premier League, sendo que o Fulham, juntamente com o Middlesbrough, emblema que representou durante mais de dois anos, é o clube a quem mais golos apontou: 5, com a curiosidade de todos terem sido apontados em jogos em casa - 4 pelo Portsmouth e 1 pelo 'Boro.
MURPHY DECISIVO. Depois de passagens por Liverpool, Charlton e Tottenham, Danny Murphy é uma das principais unidades do Fulham. O médio ofensivo já defrontou em 10 ocasiões o Everton, 6 delas em Goodison Park, só tendo perdido uma vez - em 2005/06 pelo Charlton. Contudo, em 2002/03, um golo seu em Goodison Park faria história: ainda ao serviço do Liverpool, Murphy apontou o golo da vitória do "derby", garantindo, na altura, a terceira vitória consecutiva dos reds em casa dos Toffees, feito que já não era alcançado desde 1915.
A PRIMEIRA VEZ. Será a primeira vez que os técnicos David Moyes (Everton) e Lawrie Sanchez (Fulham) se irão encontrar em jogos da Premier League. Moyes, que a meio da semana completou 250 jogos como treinador do Everton em todas as competições, somará a sua 12ª partida diante do Fulham em jogos da Premier League: 6 vitórias, todas como visitado ; 5 derrotas, sempre na condição de visitante. Já Lawrie Sanchez fará a sua estreia, como técnico, diante do Everton, mas como jogador defrontou em 11 ocasiões os Toffees: 3 vitórias, 6 empates e 2 derrotas. Dos 3 triunfos, 1 deles foi alcançado em Goodison Park, em 1990/91, pelo Wimbledon, numa vitória por 2-1.
A angústia do marcador no momento da grande penalidade em tempo de crise
sexta-feira, 7 dezembro 2007

OS FACTOS. Anderson Polga desperdiçou, no passado domingo, diante da União de Leiria, a 3ª grande penalidade do Sporting esta temporada, depois de João Moutinho ter esbanjado dois castigos máximos diante de Belenenses (3ª) e Naval 1º de Maio (9ª), na sequência de dois penáltis concretizados diante de Académica (1ª) e Vitória de Setúbal (5ª). Entre as 5 grandes penalidades, dois pontos em comum: todas aconteceram em Alvalade e nas 5 ocasiões os remates saíram enquadrados com a baliza, mas Marco Gonçalves (Belenenses), Wilson Júnior (Naval) e Fernando Prass (União Leiria) detiveram os remates dos jogadores do Sporting. Polga, a 20 minutos do fim da partida da partida diante da União, teve a oportunidade de resolver o jogo, pois um eventual golo valeria o 2-0, que deitaria por terra a reacção leiriense. Contudo, não só desperdiçou o castigo máximo, como a União de Leiria, através de um cabeceamento de Toñito acabaria por alcançar a igualdade a 9 minutos do fim da partida, agudizando a crise leonina - 5º jogo consecutivo sem vencer, 3º na Liga - e confirmando a crise de concretização da formação de Alvalade desde os onze metros, situação que se arrasta desde que Pedro Barbosa assumiu essa tarefa na fase final da sua carreira de futebolista.
CRISE. Em semana de clássico entre Benfica e FC Porto, o Sporting, que recebia o último classificado da Liga, tinha uma oportunidade excelente para sair da fase crítica em que se encontra, como também para recuperar pontos aos seus rivais. Contudo, a vitória do FC Porto na Luz, em jogo realizado no sábado, véspera da partida diante da formação leiriense, apenas permitia encurtar distâncias para o Benfica (2º). É certo, que o empate permitiu recuperar um ponto em relação ao Benfica, agora a 5 pontos, mas alargou a distância em relação ao FC Porto, já a 12 pontos, como também permitiu ao Vitória de Guimarães, que venceu na segunda-feira a Académica, voltar a ultrapassar os "leões" na tabela, que caíram no 4º posto, a 2 pontos dos vimaranenses.
4º LUGAR, 20 PONTOS. É certo que o 4º lugar após 12 jornadas está longe, bem longe mesmo, de ser um panorama animador. Mas pior, bem pior mesmo, é somar apenas 20 pontos, com a agravante dos 12 pontos de distância em relação ao líder, dificilmente recuperáveis atendendo ao facto da prova aproximar-se da sua metade, restando apenas um confronto com o FC Porto. E é esse o factor que mais assustará os "leões", pois recorrendo ao passado, desde que a vitória vale 3 pontos, apenas por uma vez o Sporting chegou à jornada 12 com 20 pontos: foi em 1997/98, numa altura em que se aguardava a chegada de Vicente Cantatore a Alvalade, com Francisco Vital a suceder, de forma interina, a Octávio Machado. Contudo, e apesar de ocupar o 5º lugar na tabela, a formação de Alvalade tinha os mesmos pontos do Benfica (4º), e estava a 8 pontos do FC Porto, o então líder. O Vitória de Guimarães era 2º, com 5 pontos de vantagem sobre os rivais de Lisboa, enquanto que o Rio Ave, de Carlos Brito, ocupava um surpreendente 3º lugar, a cinco pontos dos dragões. Se olharmos para o lugar na tabela classificativa o panorama até seria mais animador: em 2001/02, o Sporting sagrar-se-ia campeão e era 4º classificado nesta altura da prova. No entanto, o Benfica estava a apenas 1 ponto, enquanto que FC Porto e Boavista, que partilhavam a liderança, estavam a 2. Uma diferença irrisória, bem diferente da actual.
GRANDES PENALIDADES: O HISTÓRICO NA LIGA
2007/08: 5 GRANDES PENALIDADES (2 CONVERTIDAS, 3 FALHADAS). João Moutinho assumiu, inicialmente, a conversão de grandes penalidades. Marcou dois golos desde os onze metros, diante da Académica, na jornada inaugural, e do Vitória de Setúbal, à 5ª jornada, já depois de ter desperdiçado a sua primeira penalidade, diante do Belenenses, à 3ª jornada. À 9ª jornada, Moutinho voltou a ser chamado a converter um castigo máximo, desta feita diante da Naval, e falhou. Paulo Bento optaria por um novo marcador: Anderson Polga, sem histórico de golos marcados de grande penalidade em Portugal e no Brasil, que se estreou diante da União de Leiria, e falhou. Seguir-se-á, ao que tudo indica, Leandro Romagnoli, que, em 2004, era o marcador oficial do San Lorenzo, tendo apontando 4 tentos na Liga argentina desde a marca dos 11 metros.
2006/07: 4 GRANDES PENALIDADES (2 CONVERTIDAS, 2 FALHADAS). Liedson começou por ser o marcador de grandes penalidades: marcou um golo à União de Leiria, à 5ª jornada, mas desperdiçaria os dois castigos máximos que se seguiram, diante do Nacional (17ª) e da Académica (29ª). À 26ª jornada, sem Liedson em campo, pois havia substituído por Yannick Djaló, João Moutinho marcou o outro golo dos leões de grande penalidade: diante da Naval, ao minuto 90.
2005/06: 8 GRANDES PENALIDADES (4 CONVERTIDAS, 4 FALHADAS). Liedson foi escolhido, inicialmente, como o marcador de grandes penalidades, mas desperdiçou duas grandes penalidades: à 5ª jornada, ainda com José Peseiro, no comando técnico da equipa, diante do Vitória de Setúbal ; e à 14ª jornada, já com Paulo Bento como treinador, na recepção ao Estrela da Amadora, jogo que ficou marcado por uma derrota caseira (0-1). Sá Pinto passou a ser o marcador oficial, mas devido à sua presença no banco dos suplentes, acabaria por ser João Moutinho a ser incumbido de transformar a grande penalidade diante da Naval, na Figueira da Foz, marcando golo, situação que se repetiu, largas semanas depois, com Nani, a transformar um castigo máximo em golo, diante da Académica, em Coimbra, à 24ª jornada. Sá Pinto teria, ainda assim, a oportunidade de marcar 4 penáltis: 2 deram golo, diante de Benfica (20ª), na Luz, e de Paços de Ferreira (23º), em Alvalade ; mas desperdiçou 2, frente a Belenenses (18ª), no Restelo, e de Boavista (26ª), em Alvalade, com a curiosidade do Sporting ter vencido ambas as partidas por 1-0.
2004/05: 6 GRANDES PENALIDADES (5 CONVERTIDAS, 1 FALHADA). Numa época marcada por uma "polémica" entre Liedson e Sá Pinto sobre quem seria o marcador de grandes penalidades, que motivou mesmo um desentendimento em campo entre ambos, o internacional português marcou na sua única tentativa desde os onze metros, diante do Rio Ave, em Alvalade (21ª jornada). Liedson, mais utilizado, encarregar-se-ia de converter as restantes 5 penalidades: 4 deram golo - Nacional (fora), Estoril (casa), FC Porto (casa) e Boavista (fora) - e 1 seria desperdiçada, curiosamente na última jornada, numa derrota terrível diante do Nacional em Alvalade (2-4).
2003/04: 11 GRANDES PENALIDADES (9 CONVERTIDAS, 2 FALHADAS). Fábio Rochemback começou por ser a principal opção para a transformação de grandes penalidades, até porque o seu "rival" interno, Ricardo Sá Pinto, esteve grande parte da época afastado por lesão. Rochemback encarregou-se da marcação de 5 castigos máximos: marcou 3 golos de grande penalidade, diante de Belenenses, Alverca e Benfica ; mas falhou dois, diante de Rio Ave e FC Porto, num empate a um em Alvalade, que ditaria o seu afastamento da transformação desse tipo de lance. Pelo meio, e diante do Benfica, Sá Pinto teve a oportunidade de transformar em golo o único castigo máximo que marcou, e que foi um prémio ao esforço dispensado na recuperação da grave lesão que o apoquentara. Com nova lesão de Sá Pinto e após o desperdício de Rochemback diante do FC Porto, Pedro Barbosa assumir-se-ia como o marcador oficial de grandes penalidades, conquistando o pleno, com 5 golos em 5 grandes penalidades: depois de ter marcado ao Paços de Ferreira (11ª) e à União de Leiria (15ª), em ambas as situações sem Rochemback em campo, apontaria golos a FC Porto (20ª), Beira-Mar (25ª) e Sp. Braga (29ª).
2002/03: 9 GRANDES PENALIDADES (8 CONVERTIDAS, 1 FALHADA). No princípio da trajectória descendente da sua carreira, após um Verão conturbado, Mário Jardel, quando utilizado, era o marcador oficial de grandes penalidades do Sporting de Bölöni: faria 5 golos em 6 castigos máximos, marcando a Boavista, no Bessa e em Alvalade, Paços de Ferreira, Sp. Braga e Beira-Mar, este, curiosamente, o último dos 53 tentos que apontou ao serviço dos leões em jogos de Liga ; enquanto que a grande penalidade desperdiçada ocorreu na surpreendente derrota caseira diante do Gil Vicente (0-3), na 9ª jornada da Liga. Face a ausências de Jardel, Pedro Barbosa, em duas ocasiões, foi chamado a converter grandes penalidades, marcando ambas: Santa Clara, em Alvalade, na jornada 2, e Vitória de Setúbal, no Bonfim, à jornada 16 ; tendo Sá Pinto, na ausência de Jardel e Barbosa, convertido outra em golo, diante do Marítimo, na jornada 28.
2001/02: 17 GRANDES PENALIDADES (15 CONVERTIDAS, 2 FALHADAS). Na época do último Campeonato conquistado pelo Sporting, muito se falou do elevado número de grandes penalidades favoráveis aos leões. Ainda sem Jardel, Marius Niculae foi chamado a converter o primeiro penálti da época, diante do Belenenses, desperdiçando-o. Já com Jardel em pleno, o goleador brasileiro assumiria a transformação das restantes 16 grande penalidades da temporada: marcou 15 dos seus 42 golos dos onze metros, apenas desperdiçando um castigo máximo, diante do FC Porto, nas Antas, num jogo em que marcaria 1 golo, curiosamente de grande penalidade, num empate a duas bolas.
2000/01: 5 GRANDES PENALIDADES (4 CONVERTIDAS, 1 FALHADA). No ano da sua despedida do futebol português, o argentino Beto Acosta continuava a ser o responsável pela transformação das grandes penalidades. Das 4 que usufruiu, marcou 3 golos - dois ao Vitória Guimarães, um em Guimarães e outro em Alvalade, tendo, curiosamente, marcado 3 golos em cada um dos jogos ; e um ao Gil Vicente, em Barcelos - e desperdiçou uma, diante do Desp. Aves, permitindo a defesa a Tó Luís. A outra grande penalidade foi convertida em golo pelo brasileiro Rodrigo Fabri, naquela que terá sido a sua melhor partida de leão ao peito: diante do Marítimo, nos Barreiros, à 17ª jornada, jogo em que marcou os 2 golos da vitória do Sporting por 2-0 no Funchal.
1999/00: 7 GRANDES PENALIDADES (5 CONVERTIDAS, 2 FALHADAS). Na época em que o Sporting voltou a vencer um Campeonato, após 18 anos de jejum, o início de temporada, ainda com Giuseppe Materazzi no comando técnico, foi marcada pela ineficácia desde os 11 metros: Edmilson, na 1ª jornada, falharia um castigo máximo diante do Santa Clara ; Rui Jorge, na jornada 4, desperdiçaria nova grande penalidade, diante do Estrela da Amadora, em Alvalade, no jogo que ditaria o afastamento do técnico italiano do comando técnico do clube de Alvalade. Já com Augusto Inácio no comando técnico da equipa, Beto Acosta assumir-se-ia como o responsável pela cobrança de grandes penalidades, marcando 5 golos em 5 oportunidades: Boavista (6ª), Salgueiros (17ª), Gil Vicente (22ª), Campomaiorense (27ª) e Marítimo (32ª).
1998/99: 3 GRANDES PENALIDADES (2 CONVERTIDAS, 1 FALHADA). Já sem Oceano no plantel e antes da chegada de Beto Acosta, Mirko Jozic incumbiu o jovem Simão Sabrosa de marcar as grande penalidades: à 13ª jornada, Simão marcou golo desde os onze metros a Miroslav Zidnjak, guardião da União de Leiria ; contudo, à 15ª jornada, Simão desperdiçaria um castigo máximo, em casa, diante do Sp. Braga. Seria Edmilson o novo marcador de grandes penalidades, mas apenas desfrutou de uma, convertida em golo, numa derrota em Alverca (2-3), à 28ª jornada.
1997/98: 3 GRANDES PENALIDADES (3 CONVERTIDAS, 0 FALHADAS). O último ano de 100% de eficácia. Oceano, na época da sua despedida, encarregou-se de transformar em golo as três grandes penalidades que o Sporting dispôs: FC Porto (9ª), num empate a um nas Antas ; Sp. Farense (18ª), numa vitória por 3-2 em Alvalade ; e Campomaiorense (29ª), numa vitória por 5-3 em Campo Maior.
Benfica - FC Porto: pedaços de História do Clássico
quinta-feira, 29 novembro 2007


O PRIMEIRO CLÁSSICO EM LISBOA. Foi a 24 de Março de 1935 que Benfica e FC Porto se encontraram pela primeira vez em Lisboa para disputar um jogo da Liga, no velho Campo das Amoreiras, com arbitragem do lisboeta Manuel Marques. A partida, a contar para a 10ª jornada da prova, a apenas cinco jogos do final do Campeonato, levava um FC Porto extremamente moralizado a Lisboa, fruto de cinco vitórias consecutivas, que lhe garantiam a liderança da Liga, com 3 pontos de vantagem sobre Belenenses e 4 sobre Sporting e Benfica. O jogo, que criou enorme expectativa no País, levou 20.000 pessoas a encherem por completo o Campo das Amoreiras, sendo que do Porto viajaram dois comboios especiais repletos de adeptos. A recepção à equipa do FC Porto, quando os jogadores azuis e brancos entraram em campo, não foi a melhor: adeptos do Sporting e Belenenses juntaram-se à falange encarnada e criaram um ambiente de enorme agressividade, com gritos hostis de "fora, fora, fora". O Benfica venceu por 3-0, com o médio Gaspar Pinto, beneficiando de um desvio do defesa portista Jerónimo, e o avançado Rogério Sousa a garantirem no último quarto de hora da primeira parte uma vantagem de 2-0 ao intervalo. Vítor Silva, avançado, concretizaria o 3-0 final, a 12 minutos do fim, relançando a luta pelo título, já que o Sporting, com uma vitória no Estádio do Lima, diante da Académica do Porto, por 3-2, e o Belenenses, que derrotou a Académica, nas Salésias, por 4-0, também aproveitaram o deslize do líder. Joseph Szabo, o luso-húngaro que orientava tecnicamente o FC Porto, queixou-se no final do jogo do ambiente hostil criado pelos adeptos dos três grandes clubes lisboetas, mas garantiu que o título não escaparia ao FC Porto, o que se concretizaria, na última jornada, com um empate em Lisboa, no Campo Grande, diante do Sporting, que necessitava de uma vitória para se sagrar Campeão Nacional.
FICHA DO JOGO:
BENFICA: Augusto Amaro - Gatinho, Gustavo Teixeira - Francisco Albino, Lucas, Gaspar Pinto - Torres, Fernando Cardoso, Vítor Silva, Rogério Sousa, Alfredo Valadas.
Treinador: Vítor Gonçalves.
FC PORTO: Soares dos Reis - Carlos Pereira, Jerónimo Faria - João Nova, Álvaro Pereira, Raul Castro - Waldemar Mota, António Santos, Lopes Carneiro, Pinga, Carlos Nunes.
Treinador: Joseph Szabo.
GOLOS: 32' Gaspar Pinto (1-0) ; 40' Rogério Sousa (2-0) ; 78' Vítor Silva (3-0).
O PRIMEIRO CLÁSSICO NA LIGA. Menos de dois meses antes da primeira viagem do FC Porto a Lisboa para defrontar o Benfica, as duas equipas encontraram-se, no Porto, para disputarem o primeiro clássico da história da Liga, num jogo a contar para a 3ª jornada, e que se disputou no Estádio do Lima. A partida, disputada a 3 de Fevereiro de 1935, e que se iniciou às 14:40, com um atraso de dez minutos em relação à hora prevista, foi arbitrada pelo conimbricense Manuel Oliveira. O FC Porto venceu por 2-1, com o avançado Lopes Carneiro, aos 15 minutos, a adiantar os portistas no marcador, fixando o resultado ao intervalo. O Benfica procurou reagir, mas, aos 58 minutos, Manuel Oliveira assinalou uma grande penalidade favorável ao FC Porto. O goleador Pinga chamado à conversão do castigo máximo, desperdiçou a oportunidade, mas numa decisão muito contestada pelos jogadores do Benfica, o árbitro conimbricense mandou repetir a penalidade. Pinga voltaria a falhar, permitindo a Augusto Amaro entrar na história do Benfica, ao ser o primeiro guarda-redes a defender uma grande penalidade em jogos na Liga, mas não conseguiu impedir que o avançado portista marcasse na recarga, colocando o FC Porto a vencer por 2-0. Era o seu terceiro golo no Campeonato. Alfredo Valadas, avançado do Benfica, ainda reduziria, dois minutos depois, marcando o 4º dos seus 13 golos na Liga 1934/35, mas o FC Porto conseguiria segurar a vantagem até ao final, mantendo a liderança da prova a par do Belenenses, com o Benfica a ficar a 2 pontos de ambos.
FICHA DO JOGO:
FC PORTO: Soares dos Reis - Avelino Martins, Jerónimo Faria - João Nova, Álvaro Pereira, Carlos Pereira - Lopes Carneiro, Waldemar Mota, Acácio Mesquita, Pinga, Carlos Nunes.
Treinador: Joseph Szabo.
BENFICA: Augusto Amaro - Gatinho, Gustavo Teixeira - Francisco Albino, Álvaro Pina, Gaspar Pinto - Domingos Lopes, Luís Xavier, Torres, Rogério Sousa, Alfredo Valadas.
Treinador: Vítor Gonçalves.
GOLOS: 15' Lopes Carneiro (1-0), 60' Pinga (2-0), 62' Alfredo Valadas (2-1).
O PRIMEIRO JOGO. Em Abril de 1912, já com a vitória no Campeonato de Lisboa garantida a uma jornada do fim da prova, o Benfica deslocou-se ao Porto para efectuar um duplo confronto particular com o FC Porto: de manhã defrontaram-se as segundas categorias, com o Benfica a sair vencedor por 2-1 ; à tarde um jogos entre as primeiras categorias, em que o Benfica saiu também vencedor por um concludente 8-2. O primeiro registo de uma partida oficial reporta-se a 28 de Junho de 1931, quando Benfica e FC Porto defrontaram-se na final do Campeonato de Portugal 1930/31, numa partida disputada no Campo do Amado, em Coimbra, sob a arbitragem do lisboeta António Palhinhas. Vítor Silva, ao marcar dois golos, foi o "herói" encarnado, sendo que Denis apontou o outro golo do Benfica na vitória por 3-0.
FICHA DO JOGO DA FINAL DO CAMPEONATO DE PORTUGAL 1930/31:
BENFICA: Artur Dyson - Ralph Bailão, Luís Costa - João Correia, Aníbal José, Pedro Ferreira - Augusto Dinis, Emiliano Sampaio, Vítor Silva, João Oliveira, Manuel Oliveira.
Treinador: Artur John.
FC PORTO: Miguel Siska - Pedro Temudo, Avelino Martins - Felipe Santos, Álvaro Pereira, Euclides Anaura - Lopes Carneiro, Waldemar Mota, Norman Hall, Acácio Mesquita, Francisco Castro.
Treinador: Joseph Szabo.
GOLOS: 37' Vítor Silva (1-0), 44' Denis (2-0), 62' Vítor Silva (3-0).
BENFICA DOMINA EM CASA. Este sábado, Benfica e FC Porto disputarão o 74º clássico em casa dos encarnados em jogos da Liga, que possuem uma clara supremacia: 40 vitórias, 22 empates e 11 derrotas, 155 golos marcados e 72 golos sofridos. Apesar do domínio portista das últimas duas décadas do futebol português, nos últimos 21 anos apenas por 4 vezes conseguiram alcançar triunfos na Luz: em 1991/92, por 3-2 ; em 1996/97, por 2-1 ; em 2002/03, por 1-0, era Camacho o treinador do Benfica ; e em 2004/05, também por 1-0. A maior vitória do Benfica ao FC Porto, em jogos em casa, ocorreu em Fevereiro de 1943, com um estrondoso triunfo por 12-2, com o avançado Júlio a destacar-se ao apontar 4 golos ; enquanto que os portistas, em jogos do Campeonato, apenas venceram uma vez por mais do que um golo de diferença: em Janeiro de 1951, uma vitória por 2-0, com um "bis" de Monteiro da Costa.
MAIS AZUL. É o FC Porto que tem vantagem no confronto directo com o Benfica se contarmos todos os jogos (146) disputados entre os dois clubes na Liga: os azuis e brancos somam 55 triunfos, enquanto que os encarnados venceram em 52 ocasiões, tendo-se registado 39 empates. É, contudo, ao Benfica que pertence o maior registo de golos (243) face aos 218 do FC Porto.
CAMACHO - 3 JESUALDO - 0. Depois de ter substituído Jesualdo Ferreira no comando técnico do Benfica, José António Camacho teve a oportunidade de "apadrinhar" a estreia do Professor no Sp. Braga, triunfando no Municipal bracarense por 3-1. Na época seguinte - 2003/04 - Camacho voltou a levar a melhor sobre Jesualdo: 2-0 na Luz e 3-0 em Braga. Contudo, Camacho nunca conseguiu vencer o FC Porto em jogos a contar para o campeonato: 3 jogos, 1 empate e 2 derrotas ; enquanto que Jesualdo, que já defrontou o Benfica em 12 ocasiões, soma 4 triunfos - apenas 1 na Luz, pelo Alverca (2-0) -, 3 empates - 2 na Luz, um pelo FC Porto (1-1) e outro pelo Sp. Braga (0-0) - e 5 derrotas.
Freddy Adu: o rapaz do gongo
segunda-feira, 26 novembro 2007

JOKER. Ao apontar o terceiro golo do Benfica na vitória em Coimbra, Freddy Adu marcou o seu 5º golo da temporada em 9 jogos, o 4º na condição de suplente utilizado, igualando o registo obtido por Pedro Mantorras ao longo de toda a temporada 2004/05 e que lhe valeu o estatuto de "salvador" na época do último título encarnado. O internacional angolano, entre Campeonato, Taça e Competições Europeias somou 18 partidas, apontando 5 golos, 4 deles como suplente utilizado.
300 MINUTOS. Em Coimbra, Freddy Adu atingiu os 300 minutos de águia ao peito, tendo sido utilizado por 27 minutos, o seu registo mais alargado na Liga, onde ainda não foi titular. Esses números garantem ao jovem americano uma média de 1 golo a cada 60 minutos de utilização.
VARIEDADE NA FINALIZAÇÃO. Depois de dois golos de grande penalidade diante de Estrela da Amadora e Vitória de Setúbal, ambos na Taça da Liga, apontados com o pé esquerdo, para cada um dos lados da baliza, Adu, em Coimbra, marcou o seu terceiro golo de bola corrida, num remate cruzado de pé esquerdo, de fora da área, após diagonal da direita para o centro, aproveitando uma assistência de Cardozo, que deu sequência a uma jogada iniciada pelo internacional americano. Foi o primeiro golo de Adu de fora da área, já que os outros dois foram marcados na sequência de finalizações dentro da área: frente ao Vitória de Setúbal, em casa, para a Taça da Liga, Adu marcou na sequência de um remate cruzado, de pé esquerdo, à entrada da área ; frente ao Marítimo, também em casa, para a Liga, o internacional americano concluiu, dentro da pequena área, com um toque subtil de pé direito, um cruzamento desde a direita de Léo.
O RAPAZ DO GONGO. Dos 5 golos de Adu, este foi o quarto obtido nos últimos 5 minutos das partidas, o terceiro apontado no minuto 90, depois dos tentos ao Estrela da Amadora (fora) e Vitória de Setúbal (casa), ambos para a Taça da Liga, que, na altura, valeram empates.
AMADURECIMENTO. 3 meses e meio depois da precipitada estreia diante do Copenhaga, poucos dias após a chegada a Lisboa, Freddy Adu dá sinais de amadurecimento, bem para lá do registo goleador, que serviu, no entanto, para lhe garantir uma maior proximidade com os adeptos, depois dos assobios e risos após as suas primeiras exibições descoloridas. Menos individualista e mais objectivo, Adu vai perdendo a tendência para malabarismos desmedidos e adornos excessivos, mostrando maior rapidez a soltar a bola e uma maior consciência colectiva, suportada também pelo maior conhecimento que possui das movimentações dos seus colegas, com consequências no aumento da percentagem de passes certos. A capacidade de remate e para finalizações na sequência de diagonais, com e sem bola, já era um dos pontos fortes do seu jogo.
OS GOLOS DE ADU:
NO DC UNITED (87 jogos / 11 golos):
17-04-2004 - Metrostars 3-2 DC United (D) - 75' - Suplente Utilizado (entrou aos 54')
19-05-2004 - DC United 2-4 LA Galaxy (D) - 67' - Suplente Utilizado (entrou aos 62')
11-08-2004 - DC United 3-1 Colorado Rapids (V) - 35' - Titular (jogou os 90')
11-09-2004 - DC United 3-0 Dallas Burn (V) - 84' - Suplente Utilizado (entrou aos 71')
02-10-2004 - Metrostars 0-1 DC United (V) - 16' - Titular (substituído aos 89')
07-05-2005 - DC United 3-1 Columbus Crew (V) - 71' - Titular (jogou os 90')
23-07-2005 - LA Galaxy 0-1 DC United (V) - 90' - Titular (jogou os 90')
31-07-2005 - DC United 5-1 Real Salt Lake (V) - 46' - Titular (jogou os 90')
05-10-2005 - Real Salt Lake 1-3 DC United (V) - 50' - Titular (jogou os 90')
28-06-2006 - KC Wizards 2-3 DC United (V) - 16' - Titular (jogou os 90')
09-09-2006 - DC United 1-1 Real Salt Lake (E) - 45' - Titular (jogou os 90')
NO REAL SALT LAKE (11 jogos / 1 golo):
20-05-2007 - FC Dallas 2-1 Real Salt Lake (D) - 68' (de grande penalidade) - Titular (jogou os 90')
NO BENFICA (9 jogos / 5 golos):
26-09-2007 - Estrela Amadora 1-1 Benfica (E) - 90' (de grande penalidade) - Suplente utilizado (entrou aos 45')
(O Benfica venceria a partida, após desempate por pontapés de grande penalidade, tendo Adu marcado 1 golo na decisão).
20-10-2007 - Benfica 1-1 Vitória Setúbal (E) - 90' - Suplente utilizado (entrou aos 71')
28-10-2007 - Benfica 2-1 Marítimo (V) - 87' - Suplente utilizado (entrou aos 80')
31-10-2007 - Vitória Setúbal 2-1 Benfica (D) - 45' (de grande penalidade) - Titular (substituído aos 85')
24-11-2007 - Académica 1-3 Benfica (V) - 90' - Suplente utilizado (entrou aos 63')
TOTAIS:
107 jogos - 17 golos
8 golos apontados em jogos em casa ; 9 golos apontados em jogos fora de casa
5 golos apontados na primeira parte dos jogos ; 12 golos apontados na segunda parte dos jogos
7 dos 17 golos foram apontados como suplente utilizado.
3 golos de grande penalidade.
Carlos Carvalhal: fazer história contra a tradição
sexta-feira, 23 novembro 2007
ARRANQUE(S) BRILHANTE(S) . Ao vencer a Académica por 3-1 na última jornada da Liga, o Vitória de Setúbal, de Carlos Carvalhal, conseguiu o feito de igualar o melhor arranque de campeonato de sempre da história do clube, que era pertença de José Maria Pedroto, que, em 1973/74, conseguiu o feito de completar as dez primeiras jornadas sem qualquer derrota. Contudo, na altura, o Vitória somava 9 vitórias e 1 empate, que lhe valiam o comando da Liga - com 2 pontos de vantagem sobre Sporting e 3 sobre Benfica - enquanto que a série actual resulta de 4 vitórias e 6 empates, com os sadinos a ocuparem o 4º posto em igualdade pontual com o Sporting. No entanto, deve acrescentar-se que o Vitória é a única equipa portuguesa que, nesta temporada, ainda não perdeu qualquer jogo oficial, juntando às 10 partidas na Liga, 4 jogos sem perder na Taça da Liga, onde alcançou 3 vitórias e 1 empate.
PEDROTO, O MESTRE. A equipa de Pedroto cairia à 11ª jornada, numa deslocação ao Lavradio - Barreiro, para defrontar a CUF, orientada por Fernando Caiado, e onde se destacavam Arnaldo e Manuel Fernandes, perdendo por 1-2. Ainda que longe das dinâmicas actuais, o Vitória de Setúbal, de Pedroto, também se organizava habitualmente num 4x3x3, com o seguinte "onze-base": Joaquim Torres - Rebelo, Carlos Cardoso (actual adjunto de Carlos Carvalhal), José Mendes, Carriço - Octávio Machado, Augusto Matine, José Maria - Duda (a grande figura da equipa durante a temporada), José Torres, Jacinto João.
Longe de alcançar está ainda a melhor série de resultados do clube na Liga: 25 jogos sem perder, entre a 4ª e a 28ª jornada da Liga 1971/72, com a curiosidade de se repetirem os principais protagonistas. É que foi a CUF, de Fernando Caiado, e onde Manuel Fernandes dava os primeiros passos, desta feita no Bonfim, a quebrar a série, numa altura em que também era José Maria Pedroto o técnico do Vitória de Setúbal, onde pontificava José Torres, que apontou 21 golos em 28 partidas ao longo da temporada, numa equipa que possuía um "onze-base" bem definido e que nos dois anos seguintes não sofreria grandes alterações: Vaz - Rebelo, Carlos Cardoso, José Mendes, Carriço - Octávio Machado, Augusto Matine, José Maria - Arcanjo, José Torres, Jacinto João. Torres e Duda, os dois ausentes em relação ao plantel de 1973/74, já faziam parte do elenco sadino, mas eram habituais suplentes.
FAZER HISTÓRIA NO DRAGÃO. Se vencer ou empatar no Dragão, Carlos Carvalhal conseguirá o melhor arranque de sempre dos sadinos, superando o registo de Pedroto, e igualará o 3º melhor registo de sempre da história do clube de jogos consecutivos sem perder, de 12 partidas - aos 11 jogos desta temporada, ter-se-á que juntar a vitória de Carlos Cardoso, na 30ª jornada da temporada passada, diante da Naval, na Figueira da Foz -, conseguído entre a 16ª jornada de 1968/69 e a 1ª jornada da temporada seguinte por Fernando Vaz (11 jogos) e José Maria Pedroto (1 jogo). Carvalhal conseguirá ficar também a apenas 1 partida do 2º melhor registo, de 13 partidas sem perder, alcançado entre a 28ª jornada de 1972/73 e a 10ª jornada de 1973/74, pelo inevitável José Maria Pedroto. Longe, bem longe ainda, do já citado melhor registo de sempre, que é praticamente inalcançável e perdurará na história do clube sadino.
TRADIÇÃO DESFAVORÁVEL. Carlos Carvalhal, curiosamente um antigo jogador do FC Porto, onde não conseguiu "vingar", enquanto técnico principal nunca conseguiu pontuar em casa do FC Porto em jogos da Liga. Pior: nas 3 partidas, ao serviço de Desp. Aves (1 jogo) e Belenenses (2 jogos), as suas equipas não marcaram qualquer golo no Estádio das Antas e no Dragão, sofrendo 9 tentos. Também o Vitória de Setúbal não vence em casa do FC Porto desde Maio de 1989, numa tarde em que um golo do avançado Aparício garantiu um triunfo dos sadinos, que serviu também para confirmar o título do Benfica de Toni a duas jornadas do fim do Campeonato. Daí até hoje, 13 partidas, com o Vitória a conseguir apenas dois empates: em 1996/97, 2-2, na jornada inaugural da Liga, que marcou a estreia de Mário Jardel no campeonato português ; e em 2005/06, 0-0, num final de tarde chuvoso, que teve Moretto e a estratégia ultra-defensiva do Vitória como principais protagonistas.
RESISTENTES. Serão muitos os jogadores sadinos que poderão estrear-se em jogos em casa do FC Porto no próximo domingo. Não é o caso de Sandro - não foi utilizado no jogo de 2005/06, pois só regressaria ao plantel do Vitória em Janeiro de 2006, depois de passagens fracassadas pelo FC Porto e pela Turquia -, que é o único resistente do empate de 1996/97. De há duas épocas mantêm-se no plantel sadino Janício, Auri, Adalto, Ricardo Chaves - após um ano em Braga - e Bruno Ribeiro. Ribeiro que, juntamente com Edinho, são os únicos jogadores que já triunfaram em casa do FC Porto: o primeiro ao serviço do Beira-Mar, em 2002/03 (3-2) ; o segundo, como suplente utilizado, na vitória do Sp. Braga, em 2004/05 (3-1), com Jesualdo Ferreira como técnico dos bracarenses. Edinho que, curiosamente, estreou-se em jogos da Liga no Estádio das Antas, em 2003/04, lançado pelo mesmo Jesualdo, de forma surpreendente, na equipa titular numa derrota por 0-2, na jornada inaugural da Liga.
(2005/06) Balanço da 1ª volta (III)
quinta-feira, 12 janeiro 2006

Jogadores:
Totalistas: Bruno Vale (*), Tony da Silva e Rafael Coutinho (Estrela da Amadora), Janício (Vitória de Setúbal), Jorge Baptista (Gil Vicente), Marco Aurélio (Belenenses), Marcos Oliveira (Marítimo), Miguelito (Nacional), Mora (Rio Ave), Paulo Santos (Sp. Braga), Paulo Sousa (Paços de Ferreira), Pedro Roma (Académica) e Vítor Baía (FC Porto) - 17 jogos, 1530 minutos
(*) foi substituido nos descontos na partida diante do Vitória Guimarães
Melhor média de pontos por jogo (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Pedro Emanuel (FC Porto), 2,692 (11 jogos)
2. Pepe (FC Porto), 2,6 (10 jogos)
3. Hugo Leal (Sp. Braga), 2,556 (9 jogos)
4. Lisandro López (FC Porto), 2,5 (14 jogos)
5. Alan (FC Porto), 2,462 (13 jogos)
Mais vitórias: César Peixoto, 12 vitórias, em 16 jogos ; Jorginho, Vítor Baía e Lucho González, 12 vitórias, em 17 jogos. (todos jogadores do FC Porto)
Mais empates: William Souza, 8 empates, em 14 jogos ; Tiago e Diogo Valente, 8 empates, em 16 jogos ; Manuel José, 8 empates, em 17 jogos (todos jogadores do Boavista)
Mais derrotas: Welligton, 12 derrotas, em 16 jogos ; Roberto, 12 derrotas, em 17 jogos (ambos jogadores do Penafiel).
Menos vitórias (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Odaír, 0 vitórias, em 13 jogos ; Nuno Santos e José Rui, 0 vitórias, em 10 jogos ; Pedro Araújo, 0 vitórias, em 9 jogos. (todos jogadores do Penafiel).
Menos derrotas (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Pedro Emanuel (FC Porto), 0 derrotas, em 13 jogos ; Paulo Assunção (FC Porto), 0 derrotas, em 11 jogos ; Pepe (FC Porto), 0 derrotas, em 10 jogos ; Hugo Leal (Sp. Braga), 0 derrotas, em 9 jogos.
Golos:
Melhores Marcadores: Nuno Gomes (Benfica), 12 ; Meyong (Belenenses), 11 ; Liedson (Sporting) e André Pinto (Nacional), 10 ; Marcel (Académica), 9
Mais eficazes:
1. Meyong - 11 golos, em 15 jogos - 1 golo a cada 114 minutos
2. André Pinto - 10 golos, em 16 jogos - 1 golo a cada 116 minutos
3. Nuno Gomes - 12 golos, em 17 jogos - 1 golo a cada 124 minutos
4. Liedson - 10 golos, em 15 jogos - 1 golo a cada 129 minutos
Jokers:
1. Rincón (Marítimo) - 4 golos como suplente utilizado
2. William Souza (Boavista) - 3 golos como suplente utilizado
Auto-golos:
1. Milhazes (Rio Ave), 2
Guarda-redes menos batido (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):
1. Marcelo Moretto (Vitória Setúbal/Benfica), 4 golos sofridos, em 16 jogos (0,25% por jogo) ; 11 dos 16 jogos sem sofrer golos
2. Diego Benaglio (Nacional), 8 golos sofridos, em 13 jogos (0,46% jogo) ; 8 dos 13 jogos sem sofrer golos
3. Vítor Baía (FC Porto), 10 golos sofridos, em 17 jogos (0,59% jogo) ; 10 dos 17 jogos sem sofrer golos
Guarda-redes (minutos sem sofrer golos):
1. Marcelo Moretto (Vitória Setúbal) - 661 minutos sem sofrer golos (jornada 8 à 15)
2. Paulo Santos (Sp. Braga) - 593 minutos sem sofrer golos (jornada 1 à jornada 7)
3. Diego Benaglio (Nacional) - 487 minutos sem sofrer golos (jornada 8 à jornada 13)
(In)Disciplina:
Mais indisciplinado: Gregory Arnulin (Gil Vicente) - 7 amarelos, 1 vermelho directo, em 14 jogos
Mais cartões amarelos: Cadú (Boavista) e Paulo Sousa (Paços Ferreira) - 9 amarelos
Mais cartões vermelhos: Rodolfo Lima (Gil Vicente) - 2 vermelhos (1 directo, 1 por acumulação)
Treinadores:
Melhor média de pontos por jogo:
1. Basílio Marques (Vitória Guimarães), 3 (1 jogo)
2. Co Adriaanse (FC Porto), 2,353 (17 jogos)
3. Ronald Koeman (Benfica) e Manuel Machado (Nacional), 2 (17 jogos)
Pior média de pontos por jogo:
1. João Abel (Marítimo), 0 (1 jogo)
2. Vítor Pontes (Vitória Guimarães), 0,333 (3 jogos)
3. José Gomes (União Leiria), 0,4 (5 jogos)
Efeito chicotada:
Belenenses: Carlos Carvalhal: 1,125 (8 jogos) ; José Couceiro: 1,222 (9 jogos) - melhoria muito ligeira
Marítimo: Juca, 0,5 (4 jogos) ; João Abel, 0 (1 jogo) ; Paulo Bonamigo, 1,667 (12 jogos) - francas melhorias
Naval: Manuel Cajuda, 0,846 (13 jogos) ; Álvaro Magalhães, 0,75 (4 jogos) - sem efeitos
Sporting: José Peseiro, 1,714 (7 jogos) ; Paulo Bento, 1,8 (10 jogos) - melhoria muito ligeira
União Leiria: José Gomes, 0,4 (5 jogos) ; Jorge Jesus, 1,833 (12 jogos) - francas melhorias
Vitória Guimarães: Jaime Pacheco, 0,769 (13 jogos) ; Basílio Marques, 3 (1 jogo) ; Vítor Pontes, 0,333 (3 jogos) - sem efeitos
Vitória Setúbal: Luís Norton de Matos, 1,933 (15 jogos) ; Hélio Sousa, 0,5 (2 jogos) - em quebra acentuada
Resultados:
Vitórias Consecutivas: Benfica (13-em curso), Vitória Setúbal (10-14), Benfica (4-8), 5 vitórias
Jogos sem perder: FC Porto (8-em curso), 10 jogos sem perder
Jogos sem sofrer golos: Benfica (12-em curso), Vitória Setúbal (9-14), Sp. Braga (1-6), 6 jogos sem sofrer golos
Derrotas Consecutivas: Naval (10-16), 7 derrotas consecutivas
Jogos sem vencer: Naval (8-16), 9 jogos sem vencer
Jogos sem marcar golos: Estrela da Amadora (8-12), 5 jogos sem marcar golos.
Mais Comuns:
1-0: 46 vezes
2-0: 29 vezes
2-1: 21 vezes
2-2: 15 vezes
0-0: 10 vezes
Médias de Idades:
Equipa mais velha: Rio Ave - frente ao Marítimo, em casa - 29,0
Equipa mais nova: Estrela da Amadora - frente à Académica, fora - 23,6
Golo 'mais velho': João Pinto (Boavista, frente ao Penafiel) - 34,3
Golo 'mais jovem': Nani (Sporting, frente ao Boavista) - 18,9
Nacionalidades:
Maior percentagem de utilização de jogadores portugueses: Boavista - 77,73%
Menor percentagem de utilização de jogadores portugueses: Marítimo - 17,72%
Maior percentagem de goleadores portugueses: Estrela da Amadora - 85,71%
Menor percentagem de goleadores portugueses: Marítimo e Académica - 0%
48,6% dos jogadores utilizados são portugueses ; seguem-se brasileiros (34,9%), cabo-verdianos (2,6%), argentinos (2,2%) e franceses (1,9%).
46% dos golos são apontados por jogadores brasileiros ; seguem-se portugueses (33,6%), argentinos (4%), camaroneses (3,7%) e senegaleses (2,5%).
(2005/06) Balanço da 1ª volta (II)
quinta-feira, 12 janeiro 2006

Remates:
. O FC Porto é a equipa que mais remata na Liga: 249 remates em 17 jogos. Segue-se o Benfica com 224 remates e a União de Leiria com 199. Surpreendentemente o Vitória de Guimarães, pior ataque da Liga, é a quarta equipa que mais remates faz: 195, dos quais apenas 81 levaram a direcção da baliza. O Sporting aparece na 6ª posição, com 189 remates efectuados, menos dois do que a Naval. Ao invés, o Vitória de Setúbal é a equipa que menos remates efectua: 138, mas com um dado curioso: são mais os que levam a direcção da baliza (70), dos que os que saem desenquadrados (68). Penafiel, com 148 remates, e Gil Vicente, com 151, são as outras equipas menos rematadoras.
. O Benfica é a equipa que mais remates consegue levar em direcção à baliza: 113, mais um do que o FC Porto. Segue-se a União de Leiria, com 95 remates à baliza, logo seguida de Sporting, com 94. O Penafiel, com 61 remates à baliza, apresenta o pior registo, seguido de Estrela da Amadora (65) e Belenenses (66).
. Se olharmos para a eficácia no remate, o Gil Vicente é o surpreendente líder do ítem. É que a formação de Barcelos remata pouco, mas 77 dos seus 151 remates levaram a direcção da baliza (51% de eficácia). Sp. Braga (50,6%), Vitória de Setúbal (50,7%) e Benfica (50,4%) são as outras equipas que apresentam registos positivos. Curiosamente, o FC Porto, que é a equipa que mais remata, ocupa um modesto 9º lugar neste ítem, devido ao facto de 137 dos seus 249 remates sairem desenquadrados da baliza. O Belenenses é a equipa menos eficaz nesse aspecto, já que apenas 67 dos seus 175 remates levaram a direcção da baliza: 38,3% de eficácia no remate.
Faltas:
. O Estrela da Amadora é a equipa mais faltosa da Liga, situação a que não será alheio o facto de jogar habitualmente com três médios de características mais defensivas. A formação da Reboleira soma 372 faltas, mais 19 que a Naval. Paços Ferreira, Penafiel e Vitória de Guimarães completam o 'top 5' das equipas mais faltosas da Liga. Ao invés, a União de Leiria, que habitualmente actua com apenas um médio de características defensivas, é a equipa menos faltosa: 262, menos 110 que o Estrela da Amadora. FC Porto e Benfica seguem-se entre os menos faltosos, com a curiosidade dos 'encarnados' verem um cartão a cada 5,8 faltas, enquanto que os portistas vêm um cartão a cada 7,6 faltas, média apenas superada por Vitória de Setúbal (8,7 faltas por cartão) e Sp. Braga (7,7 faltas por cartão).
. O Benfica é a equipa que mais faltas sofre nesta Liga: 339, o que perfaz uma média de quase 20 faltas por jogo. União de Leiria (335) e Nacional (326) seguem-se nesta classificação, onde o FC Porto ocupa o 7º lugar (312) e o Sporting o 12º (294). A equipa que menos falta sofre é o Paços de Ferreira: 265, o que perfaz uma média de 15,6 faltas sofridas por jogo.
. A equipa mais penalizada por cartões nesta Liga é o Gil Vicente, que já soma 61 cartões, seguindo-se Estrela da Amadora (59) e Naval (58). A formação de Barcelos é também a mais penalizada numa proporção entre cartões e faltas: a cada 5,1 faltas um jogador gilista vê um cartão, seguindo-se Boavista (5,4) e Benfica (5,8). Refira-se que o Boavista sofre mais faltas do que as que comete (315-303). A equipa menos penalizada com cartões é o Vitória de Setúbal (31), seguindo-se FC Porto e Sp. Braga, ambos com 35 cartões.
Cantos:
. O FC Porto é a equipa que mais pontapés de canto conquista na Liga: 118. Contudo, desses 118, apenas 3 resultaram em golo, o que demonstra um aproveitamento relativamente baixo desse tipo de situação. É aí que o Vitória de Setúbal se destaca: a cada 19 cantos os sadinos marcam um golo, somando já três neste campeonato, sendo, curiosamente, de longe a equipa que menos pontapés de canto conquista (57). Sp. Braga e Naval foram as equipas que, até ao momento, mais golos apontaram a partir de pontapés de canto (4), enquanto que Rio Ave, Académica e Estrela da Amadora ainda não tiraram qualquer partido desse tipo de situação. Curiosamente, a formação da Reboleira, muito por causa do jogo de Manú e Semedo, é a 5ª que mais cantos conquista.
. O FC Porto é também a equipa que menos cantos sofre: 60, o que perfaz uma média pouco superior a 3,5 por jogo. Seguem-se Sporting (61), Benfica e Vitória de Guimarães (64). Ao invés, o Vitória de Setúbal é a equipa que mais pontapés de canto cede (134), seguindo-se Penafiel (102) e Boavista (99).
Golos:
Bola Corrida:
+ FC Porto (22), Nacional (17), Sporting e Benfica (16)
- Vitória Guimarães e Gil Vicente (7), Vitória de Setúbal e Penafiel (8)
Destaques Individuais: Nuno Gomes (Benfica) e André Pinto (Nacional), 9 golos na sequência de lances de bola corrida.
Livre ou sequência de livre:
+ Benfica (5), Sp. Braga e Sporting (4)
- Estrela da Amadora (0), Belenenses, Naval, FC Porto, Vitória Guimarães e Penafiel (1)
Destaques Individuais: Petit (Benfica) e Liedson (Sporting), 2 golos de livre ou na sequência de livres.
Cantos:
+ Sp. Braga e Naval (4)
- Académica, Rio Ave e Estrela da Amadora (0)
Destaques Individuais: João Tomás (Sp. Braga), César Peixoto (FC Porto), Lito (Naval), Auri (Vitória Setúbal), Rincón (Marítimo), todos com 2 golos apontados na sequência de pontapés de golo.
Grande Penalidade:
+ Académica e Boavista (3)
- União Leiria, Sp. Braga e Vitória Guimarães (0).
Destaques Individuais: Marcel (Académica, 3 golos em 3 grandes penalidades) ; Diego Benaglio (Nacional, 2 grandes penalidades defendidas) ; Liedson (Sporting, 2 grandes penalidades despediçadas)
Académica e Boavista foram também as equipas que mais grandes penalidades beneficiaram (4, ambas as equipas falharam uma). O Sp. Braga é a única equipa que, até ao momento, não beneficiou de qualquer grande penalidade. Sporting e União Leiria já desperdiçaram duas grandes penalidades. Naval, Gil Vicente e Nacional foram as equipas que mais grandes penalidades sofreram (4). Diego Benaglio, guarda-redes do Nacional, defendeu duas, destacando-se nesse ítem.
Assistências para golo:
+ FC Porto (18), Nacional (16), Benfica (15)
- Vitória Guimarães (6), Gil Vicente, Vitória de Setúbal e Estrela da Amadora (8)
Destaques Individuais: Jorginho (FC Porto), Nélson (Benfica), Maciel (União Leiria) e Ricardo Quaresma (FC Porto), 5 assistências.
(2005/06) Balanço da 1ª volta (I)
quarta-feira, 11 janeiro 2006
Classificação:

Líder em 10 das 17 jornadas, o FC Porto chega ao final da primeira volta como líder justo da prova. É certo que a defesa tem sido o calcanhar de aquiles da equipa, ao contrário do que é habitual, mas a titularidade de Paulo Assunção a partir da 8ª jornada equilibrou a equipa, não sendo por acaso que o FC Porto passou a sofrer menos golos e nunca perdeu com o médio defensivo brasileiro em campo. Foi também o render de guarda de Adriaanse em relação às suas concepções de futebol ultra-ofensivo, imagem portista das primeiras jornadas. Ainda assim, para além do maior número de vitórias (12) e menor número de derrotas (1), o FC Porto tem o melhor ataque da prova com 29 golos marcados e o melhor saldo entre golos marcados e sofridos: 19.
O campeão Benfica faz a viragem no momento mais alto da temporada: 2º lugar, fruto de cinco vitórias consecutivas. É a segunda vez que os 'encarnados' alcançam tal feito intervalado por 4 jogos sem vencer, depois de um início de temporada desastroso: 1 ponto em 3 jogos. Há seis jogos sem sofrer golos, o Benfica também reequilibrou as contas defensivamente - 5ª melhor defesa - e apresenta o segundo ataque mais realizador da prova, a par do Sporting, com 25 golos marcados. Os 'leões', actualmente no 5º posto da classificação, têm pecado sobretudo no aspecto defensivo, apresentando uma média superior a 1 golo sofrido por jogo, ao nível de Belenenses e Gil Vicente, as primeiras equipas acima da linha de água. A irregularidade foi a imagem de marca leonina nesta primeira volta do campeonato, onde apenas em quatro jornadas (todas no início da prova, ainda com José Peseiro) se situaram em zona de acesso à Liga dos Campeões.
As boas carreiras de Nacional, Sp. Braga e Vitória de Setúbal são outros aspectos a reter na primeira volta, o que demonstra também a vitória das concepções mais rígidas e tácticas na Liga 2005/06. O Nacional, de Manuel Machado, parece disposto a superar todos os 'records' alcançados por Casemiro Mior há duas épocas atrás. Aliás, em 2003/04, época em que os madeirenses terminaram a prova em 4º lugar, o Nacional fez a mudança de volta com menos 11 pontos e estabilizado no 8º lugar, posição mais vezes ocupada até aí. Este ano, ao invés, a equipa esteve mais de 1/3 da primeira volta no 2º posto, baseando essa regularidade por cima numa estrutura defensiva sólida, alicerçada pela segunda defesa menos batida da competição. Em termos ofensivos, a equipa foi-se também tornando mais eficaz, e já tem o quarto ataque mais realizador do campeonato, a par da União de Leiria.
O Sp. Braga, por sua vez, teve um arranque demolidor, conseguindo a liderança da prova durante cinco jornadas consecutivas, entre a 7ª e a 11ª ronda. A partir daí, a formação de Jesualdo Ferreira entrou em quebra, descendo degraus na tabela, fruto de inúmeras lesões, que parecem agora caminhar para uma retoma. Com apenas 19 golos marcados - apesar dos 6 golos marcados a Benfica e Sporting -, a solidez defensiva foi a grande imagem de marca da equipa - 1 golo sofrido nas primeiras 9 jornadas -, mas que se tem vindo a desfazer lentamente - cinco derrotas nas últimas 8 jornadas, onde apenas diante da Académica não sofreu golos.
Já o Vitória de Setúbal, em ano complicadíssimo, quer pelos problemas financeiros, quer pelas mudanças profundas realizadas no plantel, acabou por ser a maior surpresa desta primeira volta, terminada em quebra. Nada que retire brilho a um conjunto que ainda é a melhor defesa da prova - em 11 dos 17 jogos não sofreu golos - mas que apresenta o 3º pior ataque - apenas 14 golos apontados, não sendo por acaso que é a equipa que menos remata à baliza no campeonato.
Em relação aos restantes clubes, destaque para o elevado número de empates do Boavista (8), com Carlos Brito a somar 87 empates em 259 jogos como treinador. Os 'axadrezados', que se situaram durante semanas consecutivas na 7ª posição, acabavam a volta em quebra, fruto de 1 ponto em 4 partidas, caindo no 8º posto, a 7 pontos do 5º lugar. Em ascensão está a União de Leiria, que atingiu o ponto mais alto da temporada (7º lugar), sendo notórias as melhorias desde que Jorge Jesus (7v, 1e, 4d) rendeu José Gomes (0 v, 2 e, 3 d) no comando técnico da equipa. Aliás, em 12 jornadas, a União de Leiria transformou-se de pior ataque do campeonato (1 golo em 5 jogos), num dos mais realizadores: 21 golos apontados desde que Jesus assumiu o comando técnico da equipa, o que perfaz uma média ligeiramente inferior a 2 golos marcados por jogo.
Na parte baixa da classificação, o destaque negativo vai para o Penafiel, praticamente condenado à descida, com 7 pontos em 17 jogos, e apenas uma vitória, diante da Académica. Os penafidelenses são também o segundo pior ataque da Liga (12 golos marcados) e a pior defesa: 31 golos, quase atingindo a média de 2 tentos sofridos por jogo. Também muito abaixo das expectativas tem estado o Vitória de Guimarães, pior ataque do campeonato com apenas 9 golos marcados em 17 jogos. Só por uma vez, depois da vitória caseira diante do Marítimo, os vimaranenses estiveram acima da linha de água. Nos lugares de descida também está a Naval, primeiro líder da Liga, que depois de um início promissor, foi descendo degraus na tabela classificativa, fruto de sete derrotas consecutivas. Os figueirenses, ainda assim, têm um registo de golos marcados superior ao das equipas que lutam pela fuga à descida, mas apresentam a 2ª pior defesa da prova: 28 golos sofridos. A Académica, em quebra depois de ter atingido o ponto mais alto da época (9º lugar à 14ª jornada), completa o lote das equipas em zona de descida, mas curiosamente a apenas 5 pontos do 7º lugar. Os mesmos 5 pontos que a separam do 16º e 17º: Naval e Vitória de Guimarães, e a apenas um ponto de um grupo de 3 equipas formado por Rio Ave, Belenenses - duas das maiores desilusões do campeonato - e Gil Vicente.
Classificação Jogos em Casa:

Mais fortes:
Mais Pontos: Sp. Braga, 22 em 9 jogos, 7-1-1
Mais Vitórias: Sp. Braga, 7 em 9 jogos
Menos Derrotas: Sp. Braga, Benfica, FC Porto e Boavista, 1 derrota em 9 jogos ; Nacional, 1 derrota em 8 jogos.
Mais Golos Marcados: FC Porto, 16 golos, em 9 jogos
Menos Golos Sofridos: Vitória Setúbal, 3 golos, em 8 jogos
Intermitentes:
Estrela da Amadora e Marítimo com 4 empates em 9 jogos caseiros.
Mais fracos:
Menos Pontos: Penafiel, 3 em 8 jogos, 1-0-8
Menos Vitórias: Penafiel, 1 em 8 jogos
Mais Derrotas: Penafiel, 7 em 8 jogos
Menos Golos Marcados: Penafiel, 2 em 8 jogos
Mais Golos Sofridos: Naval, 14 em 9 jogos
Classificação Jogos fora:

Mais fortes:
Mais Pontos: FC Porto, 20 em 8 jogos, 6-2-0
Mais Vitórias: FC Porto, 6 em 8 jogos
Menos Derrotas: FC Porto, 0 em 8 jogos
Mais Golos Marcados: FC Porto, 13 em 8 jogos ; Sporting, 13 em 9 jogos
Menos Golos Sofridos: Nacional, 2 em 9 jogos
Intermitentes:
Boavista, 5 empates em 8 jogos extramuros
União Leiria e Estrela da Amadora, tal como Gil Vicente e Naval, não empataram fora de casa. A União, em 9 jogos, já venceu 4 vezes - registo só superado pelo FC Porto e Nacional - mas conta com 5 derrotas. O Estrela, em 8 jogos, já venceu 3 e perdeu 5.
Mais fracos:
Menos Pontos: Naval, 3 em 8 jogos, 1-0-7
Menos Vitórias: Penafiel, 0 em 9 jogos ; Boavista, 0 em 8 jogos.
Mais Derrotas: Gil Vicente, 7 em 9 jogos ; Naval, 7 em 8 jogos.
Menos Golos Marcados: Gil Vicente, 4 em 9 jogos
Mais Golos Sofridos: Penafiel, 19 em 9 jogos.
Classificação 1ªs partes:

Classificação 2ªs partes:

[notas adicionais]:
. O Boavista é uma equipa de contrastes. Muito forte em casa - 4º lugar -, mostra debilidades extramuros - 16º lugar -, onde, juntamente com o Penafiel, é a única equipa que ainda não venceu.
. Nacional e Vitória de Setúbal apresentam o mesmo registo pontual em casa e fora: 17 pontos em casa e fora para os madeirenses ; 15 pontos em casa e fora para os sadinos. Num patamar mais abaixo, a União Leiria apresenta um registo idêntico: 12 pontos conquistados em casa e fora, dos 24 somados até aqui.
. O Penafiel é a única equipa com mais pontos conquistados fora - 4 - do que em casa - 3.
. Sempre que o FC Porto chega ao intervalo a vencer, ganha as partidas. 9 jogos, 9 vitórias.
. Benfica e Nacional decidem habitualmente as suas partidas nas segundas partes: ao intervalo, 'encarnados' e 'alvi negros' somam 11 empates em 17 jornadas.
. O Marítimo já chegou em vantagem em 7 ocasiões ao intervalo - apenas seguraram 3 destas vantagens -, registo só superado por FC Porto (9), Sp. Braga e Nacional (8). Contudo, os madeirenses revelam dificuldades em segurar triunfos - 5 vitórias na Liga - muito por culpa de um registo fraco nas etapas complementares (16ºs na classificação das segundas partes).
. O Rio Ave revela também dificuldades em seguras as vantagens conquistadas ao intervalo. Das 4 vezes que chegou a vencer ao intervalo, o conjunto de António Sousa só venceu por uma vez. Ainda assim, e ao contrário do que tem sido hábito em épocas anteriores, o registo dos vila-condenses nas segundas partes é superior ao das primeiras.
. Desastrosas as primeiras partes do Penafiel: nunca chegou a vencer ao intervalo, e, em 9 ocasiões, chegaram ao intervalo a perder. Em ambas as situações, o pior registo dos clubes da Liga.
. Estrela da Amadora e Vitória de Guimarães são mais fortes nas primeiras do que nas segundas partes. Se a formação da Reboleira está em 8º lugar na classificação das primeiras partes, cai para um 17º nas etapas complementares, facto a que não é alheio o desgaste físico provocado nos 'ciclistas' Manú e Semedo. Já o Vitória, na linha de água em ambas as classificações, é o pior classificado nas segundas partes.
. União Leiria (6 jogos), Belenenses (5 jogos), Sporting (4 jogos), Vitória Setúbal (3 jogos) e Benfica (1 jogo) sempre que chegaram em desvantagem ao intervalo, perderam as partidas.



