Cristián Rodríguez: Cebola voadora
segunda-feira, 18 fevereiro 2008

Cristián Rodríguez e Nuno Assis: os protagonistas do Benfica em vitória histórica

A PRIMEIRA VITÓRIA NA FIGUEIRA DA FOZ. Depois de dois empates nas temporadas 2005/06 e 2006/07, o Benfica conseguiu ontem o seu primeiro triunfo, em jogos da Liga portuguesa, no Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz. Para fazer face à exibição desinspirada dos encarnados, a ressentirem-se da ausência, por opção, de Rui Costa no “onze” titular, e sem rotinas para praticar um futebol mais british do que nos tempos de Graeme Souness, surgiu um desbloqueador: aos 18 minutos, um lançamento lateral de Gilles Binya esteve na origem do golo inaugural, apontado por Cristián Rodriguez, em novo golpe de cabeça, após saída em falso do intermitente Wilson Júnior. Foi a terceira vez que a força de braços de Binya se revela decisiva para lançar o Benfica para triunfos, sempre em fases delicadas dos jogos. Já o fora, diante da Académica, num lance com algumas similitudes ao de ontem, já que Luisão, num sumptuoso golpe de calcanhar, aproveitou uma saída em falso do guarda-redes Ricardo Nunes, para fazer o 2-1 ; como também na vitória caseira diante do Estrela da Amadora, ao proporcionar a Cebola Rodríguez o 1-0, numa altura em que os assobios subiam de tom na Luz, até porque Camacho, minutos antes, deixara Rui Costa nos balneários, depois de ter sido a única unidade acima da média durante o primeiro tempo. Mas se nesse jogo, o golo de Rodríguez acabou por “despertar” o Benfica, na Figueira da Foz as melhorias foram inexistentes até à entrada de Rui Costa e Sepsi, guardadas para os últimos 5 minutos. Apesar de algum sofrimento, os encarnados chegariam ao 0-2, ao minuto 90, naquele que foi o 15º golo da temporada nos últimos cinco minutos dos jogos. Nuno Assis, que se estreara a marcar, ao minuto 90, da recepção ao Paços de Ferreira, para a Taça de Portugal, há uma semana, repetiu a façanha, desta feita concluindo um cruzamento atrasado do romeno László Sepsi, a confirmar um dos seus melhores predicados.

CEBOLA VOADORA. Foi o 5º golo da temporada de Cristián Rodríguez, com a curiosidade de todos terem sido apontados na Liga, competição onde é o terceiro melhor marcador do Benfica, logo a seguir a Oscar Cardozo e Nuno Gomes. Jogador de estatura mediana – 1.75 – surpreende ao ser o melhor cabeceador dos encarnados em 2007/08: é que quatro dos seus cinco golos surgiram em finalizações aéreas, números que se tornam ainda mais significativos, por representarem mais de um terço dos golos de cabeça do Benfica esta temporada. Nuno Gomes e Cardozo, com dois, seguem-se na lista, onde se juntam ainda Petit, Katsouranis e Luisão, com uma finalização vitoriosa cada. Mas se nos restringirmos apenas aos números da Liga, a preponderância de Rodríguez aumenta, correspondendo a mais de metade dos 7 golos apontados em finalizações aéreas. Nuno Gomes, com dois, ambos na sequência de cruzamentos da esquerda de Cristián Rodríguez, e Petit, com um, na jornada inaugural diante do Leixões, completam a lista.

O PERCURSO DE CEBOLA. Depois de dar os primeiros passos futebolísticos nas escolas do Juan Lacaze, o principal clube da sua cidade natal, Nelson Di Cono, olheiro do Peñarol, não hesitou em indicar a sua aquisição, após algumas observações. A adaptação ao grande clube de Montevideo não foi fácil e as saudades da família e da sua cidade – situada a mais de cem quilómetros da capital uruguaia – eram muitas. Contudo, tornar-se-ia numa das referências dos escalões de base do Peñarol, jogando sempre em escalões etários superiores ao seu, e aos 15 anos já efectuava alguns treinos com a equipa principal. Em 2002, com apenas 16 anos, estreou-se pela primeira equipa, mas a sua explosão ocorreu em 2003: depois de ter sido a principal estrela da selecção uruguaia sub-20 no Sul-Americano de 2003, prova que não completou devido a uma lesão, foi reintegrado na primeira equipa e assim que recuperou impôs-se como titular – 2 golos em 21 jogos -, ajudando o seu clube a chegar ao título uruguaio, onde coincidiu com Pablo Bengoechea, um dos seus ídolos, cortando o domínio do rival Nacional. Em 2004, apontaria 3 golos em 28 jogos e conquistaria espaço na selecção principal, pela qual jogou a Copa América. No início de 2005 foi o capitão da selecção uruguaia no Sul-Americano disputado na Colômbia, onde voltou a brilhar, chamando a atenção de vários clubes europeus. Iniciou-se então uma batalha com o Peñarol, ao não aceitar uma proposta de renovação, que fez com que fosse afastado da equipa. Transferiu-se, no Verão de 2005, juntamente com o colega de equipa Carlos Bueno, para o Paris Saint-Germain, à revelia do clube, o que o tornou num “traidor” para os adeptos do Peñarol e o obrigou a uma paragem até final de Novembro do mesmo ano, por decisão da FIFA. Em Paris, durante dois anos, nunca se conseguiu impor como titular, apesar de algumas boas indicações a espaços. Ajudou o clube a vencer a Taça de França em 2005/06, mas não foi opção para os jogos decisivos. No último Verão, uma boa participação na Copa América, abriu-lhe perspectivas de uma eventual – e desejada – transferência. Demorou a concretizar-se, mas chegaria ao Benfica nos últimos dias de Agosto, juntamente com o seu compatriota Maxi Pereira, numa “operação” que coincidiu com o regresso de José António Camacho ao clube da Luz. Muito se falou sobre a passagem fracassada por Paris e sobre a sua (in)capacidade para suprir a saída de Simão Sabrosa, como também a história da sua alcunha – o Cebola, porque as suas fintas faziam chorar os defesas adversários – tornou-se até numa peça do anedotário futebolístico luso. A estreia ocorreu, poucas semanas depois, na deslocação à Choupana, para defrontar o Nacional, onde apesar de algum excesso de peso, deixou boas indicação nos 26 minutos em que esteve em campo – período em que o Benfica apontou dois golos -, depois de render Nuno Gomes. Seguiu-se a titularidade diante da Naval, jogo em que se cotou como um dos melhores em campo, ao apontar um golo e a realizar uma assistência para um tento de Nuno Gomes. Sempre a crescer do ponto de vista físico, tornou-se num dos melhores jogadores do Benfica ao longo da primeira volta, granjeando prestigio junto dos adeptos e de alguns históricos do clube, como António Simões, que lhe teceu rasgados elogios, considerando-o um jogador “à Benfica”. Uma lesão, no início do ano, diante do Vitória de Setúbal, afastou-o cerca de um mês da competição, estando agora a reaparecer gradualmente, ainda que a paragem lhe tenha retirado o fulgor mostrado na primeira fase da época. Com contrato até ao final da época vão começando a surgir notícias que apontam a renovação como difícil, fruto do interesse de vários clubes europeus no seu concurso. Se são verdadeiras ou meras manobras de diversão do grupo de empresários que detêm o seu passe para valorizá-lo o futuro o dirá.

OS 5 GOLOS DE CRISTIÁN RODRÍGUEZ PELO BENFICA AO DETALHE

Cebola Rodríguez: 5 golos pelo Benfica

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- 5 golos apontados pelo Benfica em 23 partidas entre todas as competições. Foi titular em 21 jogos – 12 completos – e suplente utilizado em 2 ocasiões. Soma 12 vitórias, 5 empates e 6 derrotas.
- Totaliza 1825 minutos de utilização, que correspondem a uma média de 79 minutos por jogo.
- Liga: 14 jogos – 5 golos ; Taça de Portugal: 1 jogo – 0 golos ; Liga dos Campeões: 5 jogos – 0 golos ; Taça da Liga: 2 jogos – 0 golos (apontou 1 golo no desempate por grandes penalidades, diante do Estrela da Amadora).
- Golos ao detalhe: 3 em casa ; 2 fora de casa. 3 nas primeiras partes ; 2 nas segundas partes.
- Dos seus 5 golos, 4 foram apontados de cabeça. O outro foi apontado de pé esquerdo. Três dos seus cinco golos surgiram na sequência de lances de bola parada: dois de lançamentos laterais à direita – uma assistência directa de Binya, o outro após um corte incompleto de um defesa, após lançamento lateral do camaronês – e outro de livre lateral, à esquerda, apontado por Rui Costa. Os outros dois golos surgiram em lances de ataque organizado: frente à Naval, em casa, a concluir, de pé esquerdo, uma assistência de Di María ; frente ao Boavista, em casa, numa recarga de cabeça, após defesa incompleta de Peter Jehle, a remate de Rui Costa.
- 4 dos seus 5 golos aconteceram em finalizações na área – sempre de cabeça. Um deles, diante do Paços de Ferreira, foi apontado dentro da pequena área, numa finalização, em antecipação, ao primeiro poste. Também diante do Estrela Amadora marcou um golo em movimento semelhante, mas a uma distância maior da baliza.
- Nunca marcou golos em jogos consecutivos ou jornadas consecutivas.
- 9 jogos consecutivos sem marcar é o seu pior registo ao serviço do Benfica: depois de se estrear a marcar diante da Naval, a 15 de Setembro de 2007, só voltou a marcar a 3 de Novembro de 2007, diante do Paços de Ferreira. Se nos restringirmos apenas a jogos da Liga, o seu pior registo são 4 jogos consecutivos sem marcar, entre os mesmos jogos.
- Realizou 3 assistências para finalizações, sempre a partir de cruzamentos, com a curiosidade de ter sido sempre Nuno Gomes a conclui-los. Dois deles surgiram de cruzamentos da esquerda – Naval e União de Leiria – e outro de um cruzamento do centro-direita, diante do Boavista.
- Viu 4 cartões amarelos: 3 na Liga e 1 na Liga dos Campeões.


OUTROS NÚMEROS DO “CEBOLA”

Cristián Rodríguez pelo Paris Saint-Germain

- 36 jogos pelo Paris Saint-Germain, na divisão maior do futebol francês, nas duas épocas que representou o clube (2005/06 e 2006/07). Nesses 36 jogos, Rodríguez venceu 11 vezes, empatou 15 e perdeu 10.
- Dos 36 jogos que efectuou foi apenas titular em 9 ocasiões, tendo sido utilizado em 27 jogos a partir do banco. Completou apenas 3 jogos.
- Apenas apontou 1 golo pelo Paris Saint-Germain na Ligue 1. Foi a 10 de Fevereiro de 2007, aos 86 minutos, em casa, diante do AS Mónaco (vitória 4-2). Rodríguez entrara 3 minutos antes em campo.
- Esteve 27 jogos sem marcar golos: entre a sua estreia, a 3 de Dezembro de 2005, diante do Olympique Lyon, e o seu primeiro golo, diante do AS Mónaco, em 10 de Fevereiro de 2007.
- Viu 5 cartões amarelos.

- No mesmo período, efectuou ainda 5 jogos na Taça de França – 4 vezes titular –, 3 na Taça da Liga – sempre titular e 6 na Taça UEFA – 3 como titular, 2 completos.
- Apontou 2 golos na Taça de França: ao Vermelles, fora, em 2005/06 ; e ao Valenciennes, casa, em 2006/07, que valeu uma vitória por 1-0 e o apuramento para os quartos-de-final da competição.

- Fez ainda 7 partidas pela equipa de reservas do Paris Saint-Germain, que disputa a CFA, 4º escalão do futebol francês. Marcou um golo.

 Cristián Rodríguez pelo Peñarol

- 5 golos pelo Peñarol em 55 jogos, na divisão maior do futebol uruguaio, onde actuou entre 2002 e 2005.
- Dos 5 golos que apontou 3 foram apontados em casa ; 2 fora de casa. 4 com os pés e 1 de cabeça. Todos os golos foram apontados nas segundas partes, com a curiosidade de três terem sido apontados no último minuto do jogo.
- Em 2004 apontou um golo na Taça Libertadores – diante do Strongest, em casa – e um na Copa Sul-Americana – diante do Cerro Porteño, fora. Ambos os golos foram apontados com os pés e nas segundas partes dos jogos.

Cristián Rodríguez pelo Uruguai

- 2 golos em 20 jogos pela Selecção principal do Uruguai. Nesses 20 jogos, Rodríguez soma 7 vitórias, 7 empates, 6 derrotas.
- Os seus 2 golos aconteceram nas segundas partes dos jogos: marcou diante da Argentina (derrota 2-4), a 9 de Junho de 2004, aos 63 minutos, em jogo da fase de qualificação para o Mundial 2006 ; e apontou, aos 87 minutos, um dos golos da vitória do Uruguai sobre a Venezuela (4-1), a 7 de Julho de 2007, na Copa América.
- A sua estreia pela Selecção ocorreu na Copa América de 2004, diante do México, a 7 de Julho de 2004. Jogou os 90 minutos no empate a dois golos.
- O seu último jogo pelo Uruguai foi no passado dia 6 de Fevereiro, num particular diante da Colômbia. Entrou ao intervalo e viu um cartão amarelo, num empate a dois golos.

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Sporting: quebrar o enguiço suíço
terça-feira, 12 fevereiro 2008

Carlitos: a estrela da formação suiça

ENGUIÇO SUIÇO Sporting e Basileia disputam amanhã, em Alvalade, a primeira mão dos 16 avos de final da Taça UEFA. Será a primeira vez que os dois emblemas se cruzam no histórico das competições europeias, como também é a estreia da formação suíça, onde alinha o português Carlitos, diante de clubes portugueses. Ao invés, o Sporting defronta pela quinta vez equipas suíças nas provas da UEFA. E o saldo é negativo: os leões apenas uma vez seguiram em frente, diante do FC Zurique, na Taça das Taças, em 1973/74, contando já com três eliminações, repartidas por FC Zurique – 1967/68 na Taça das Cidades com Feira -, Neuchâtel Xamax – 1981/82 na Taça UEFA - e Grasshopper – 1992/93 na Taça UEFA. No entanto, o saldo de resultados até é equilibrado: 3 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.

A equipa do FC Zurique que eliminou o Sporting em 1967/68

A REVELAÇÃO SUIÇA NA ANTECÂMARA DO DESASTRE Estimulado por um percurso de sete vitórias consecutivas na Liga portuguesa 1967/68, o Sporting, orientado por Fernando Caiado, deslocou-se a Zurique, na sua estreia diante de emblemas suíços nas competições europeias, extremamente motivado com a liderança isolada do campeonato português, depois de ter começado mal a temporada, andando algumas semanas no 5º posto da classificação. Na extinta Taça das Cidades com Feira, já deixara pelo caminho os belgas do Club Brugge (empate a zero na Bélgica ; vitória 2-1 em Alvalade, com “bis” de Lourenço) e os italianos da Fiorentina (nova vitória 2-1 em Alvalade, com golos de Lourenço e Peres, e empate a 1 em Itália, com golo de Peres), mas o adversário metia respeito: o FC Zurique, que tinha no avançado Christian Winiger o seu principal jogador, pois vinha a revelar-se como uma das figuras da competição, ao contribuir, de forma decisiva, para as eliminações de Barcelona e Nottingham Forest. No Letzigrund, o Sporting entrou mal e o FC Zurique vencia ao intervalo por 2-0, graças a golos de Winiger e Ernst Meyer. Na segunda parte, os leões reagiram e procuraram reduzir a diferença, mas seria a formação suíça, a um minuto do fim, a alcançar o 3-0, com um golo do lateral-direito Jürgen Neumann. Três dias antes da recepção ao Zurique, o Sporting perdia em Braga (1-3) e deixava-se apanhar pelo Benfica no comando da Liga. O público, pouco crente na recuperação da eliminatória, não compareceu em massa em Alvalade, onde a plateia não chegava a 20 mil espectadores. Caiado surpreendeu ao lançar no “onze” o jovem extremo Carlitos, ocupando o lugar de Fernando Peres, que já falhara o jogo na Suiça, onde fora rendido por Manuel Duarte. Foi Carlitos, que, aos 22 minutos, colocou o Sporting em vantagem e parecia relançar a eliminatória, mas a verdade é que o Zurique, com alguma sorte à mistura, acabou por segurar o 0-1, alcançando os quartos-de-final da competição. Esse resultado acabou por marcar o resto da temporada do Sporting na Liga, onde perderia o título, com quatro derrotas nas cinco últimas jornadas da prova.

FC Zurique - Sporting: 1967/68

Sporting - FC Zurique: 1967/68

A ÚNICA PASSAGEM. Em Março de 1974, desta feita para a Taça das Taças, Sporting e FC Zurique voltaram a encontrar-se nas competições europeias. Um Sporting rejuvenescido, onde Marinho era o único resistente da eliminatória de 1968, defrontava um FC Zurique, que mesclava juventude com jogadores mais veteranos, como Grob, Pirmin Stierli, Kuhn ou Martinelli, sobreviventes do duplo-encontro da Taça das Cidades com Feira. Para chegar aos quartos-de-final da Taça das Taças, o Sporting deixara pelo caminho o Cardiff City – empate a zero no País de Gales, seguido de vitória por 2-1 em Alvalade, com golos de Yazalde e Fraguito – e o Sunderland, com um golo de Yazalde, nos minutos finais da partida de Roker Park, a permitir um 1-2, que tornou possível a passagem em Alvalade, onde os leões bateram o conjunto inglês por 2-0, graças a golos dos repetentes Yazalde e Fraguito. O FC Zurique, por sua vez, vinha de duas eliminatórias sofridas: passara o Anderlecht e o Malmö em eliminatórias que terminaram empatas, mas fez-se valer dos golos apontados fora, com o internacional jugoslavo Ilija Katic em plano de destaque. A primeira mão, disputada em Alvalade, mostrou um Sporting demolidor, impulsionado por mais de 40 mil adeptos. Depois de uma primeira parte sem golos, muito por culpa da exibição do guardião suíço Grob, os leões construíram um resultado pesado: 3-0, com golos de Nelson, Marinho e Yazalde, de grande penalidade. Confirmava-se o Sporting imparável nos jogos caseiros, que somava por vitórias todos os jogos disputados em casa em 1973/74, com o impressionante registo de 54 golos nos 12 jogos que disputara, até aí, em Alvalade para a Liga. No jogo da segunda mão, apesar da vantagem dilatada, Mário Lino, treinador do Sporting, não facilitou, isto apesar de estar numa fase decisiva para a Liga – acabava de defrontar o FC Porto (vitória 2-0) e seguiam-se a deslocação a Guimarães e a recepção ao Benfica. É certo, que um golo madrugador de René Botteron, também conhecido por “Bo Bo”, chegou a assustar, mas Baltazar, aos 18 minutos, empatou e desmoralizou os suíços, que necessitavam de três golos para seguir em frente. É certo que desperdiçaram algumas oportunidades, mas Marinho, Yazalde e Dinis também souberam colocar a cabeça dos defesas adversários em água. O Sporting cairia depois nas meias-finais, diante do poderoso Magdeburgo, que derrotaria o AC Milan na final da prova, mas sagrar-se-ia campeão nacional, apesar da estrondosa derrota por 3-5 em Alvalade, diante do Benfica.

Sporting - FC Zurique: 1973/74

FC Zurique - Sporting: 1973/74

A PRIMEIRA DERROTA DA ÉPOCA. Em 1981/82, o Sporting, que já deixara para trás o modesto Red Boys, do Luxemburgo, e o Southampton, após uma exibição épica em The Dell, cruzava-se nos oitavos-de-final da Taça UEFA com o Neuchâtel Xamax. Ultrapassadas as dúvidas iniciais sobre a qualidade do playboy inglês Malcolm Allison, que João Rocha escolhera para recolocar os leões no caminho do êxito, o Sporting chegava à primeira mão da eliminatória frente aos suíços altamente moralizado: sem derrotas na campanha europeia e na Liga, um surpreendente empate caseiro do FC Porto, de Hermann Stessl, frente ao Amora, permitia aos “leões” chegarem ao comando isolado da principal competição nacional. No entanto, e apesar do optimismo generalizado, Allison mostrou muito respeito pelo Neuchâtel, ciente do perigo dos suíços no contra-ataque, que já valera uma vitória em casa do Malmö (1-0) e dois golos na deslocação a Praga (derrota 3-2). Assim, o “onze” foi montado com várias cautelas defensivas, ficando as “despesas” ofensivas entregues ao “tridente” mágico formado por Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão, que não foi capaz de “derrubar” a resistência dos suíços, com o guardião Karl Engel, em noite inspirada. Na segunda mão, em que não pode contar com o goleador Jordão, “Big” Mal optou por uma estratégia mais ofensiva: lançou o jovem Freire no ataque e deu ao meio-campo maior poder ofensivo, com as presenças do veterano Marinho e de Nogueira. Um golo do médio Claude Andrey, actual treinador do Yverdon, acabaria por se revelar determinante, naquela que foi a primeira derrota da época do Sporting. Fora da Taça UEFA, os “leões” prosseguiram um caminho seguro no Campeonato e na Taça de Portugal, conquistando ambas as competições. Allison, contudo, não sobreviveria à tumultuosa pré-temporada de 1982/83, onde um escândalo com prostitutas, no estágio de pré-temporada dos “leões” realizado na Bulgária, precipitaria a sua saída.

Sporting – Neuchâtel Xamax: 1981/82

Neuchâtel Xamax – Sporting: 1981/82

A NOITE DE ELBER E O PESADELO DE SÉRGIO. Quase 11 anos depois da eliminação diante do Neuchâtel, o Sporting, novamente orientado tecnicamente por um inglês (Bobby Robson), reencontrava-se com um emblema suíço na Taça UEFA: o Grasshopper, uma equipa jovem, mas que não tardou a tornar-se a base da selecção suíça que garantiu o apuramento para o Mundial 1994 – deixando Portugal de fora – e para o Europeu 1996, onde esteve sob o comando de Artur Jorge. Treinados pelo globetrotter holandês Leo Beenhaker, o Grasshopper contava nas suas fileiras com Zuberbhuler, Sforza, Vega, Bickel, Yakin e Alain Sutter, para além de um jovem avançado brasileiro, que se destacara no Mundial de Juniores de 1991, disputado em Portugal: Elber. Apesar de um mau início de campeonato com apenas 1 vitória – 4-3, em casa, ao Famalicão – nas 4 primeiras jornadas da Liga, o Sporting partia para Zurique sob uma nuvem de interrogações. Robson, contudo, não hesitou em repetir o “onze” que garantira um empate a zero em Braga dias antes, onde surpreendera a titularidade do eterno suplente Sérgio Louro em detrimento de Tomislav Ivkovic, protagonista de um péssimo início de época. Um golo de Alain Sutter, de grande penalidade, fazia antever o pior, mas o Sporting partiu para uma exibição de qualidade, com Balakov inspiradíssimo, coadjuvado pelo jovem Luís Figo. Foi o internacional búlgaro, ainda antes do intervalo, a marcar o empate, com Juskowiak, perto do fim da partida, a garantir a primeira vitória dos “leões” fora de portas em 1992/93, abrindo excelentes perspectivas para a segunda mão em Alvalade. A boa “onda” leonina prosseguiu na Liga, com uma goleada por 3-0 ao Sp. Espinho, num jogo que ficou marcado pelo regresso de Ivkovic à titularidade, que teve continuidade, em Faro, onde o Sporting empatou, na véspera da recepção aos suíços. Contudo, seria Sérgio o titular diante do Grasshopper, num jogo em que Robson optou por voltar ao “onze” que vencera em Zurique. A partida não começou bem para os leões, e Elber, na primeira parte, adiantou os suíços, com Pedro Barny e Valckx a sentirem imensas dificuldades em travar a velocidade e qualidade técnica do avançado brasileiro, com Sérgio a revelar-se muito inseguro na baliza. O Sporting desperdiçou várias oportunidades para repor a igualdade, mas à medida que os minutos passavam a intranquilidade aumentava. Beenhaker, destemido, lançava Joël Magnin e alargava a frente de ataque, e a substituição deu frutos, pois o recém-entrado fez o 0-2 a cinco minutos do fim, que parecia resolver a eliminatória. No entanto, um golo “salvador” de Cadete levava a eliminatória para prolongamento, onde o contra-ataque do Grasshopper colocou definitivamente a nu a desastrosa noite da defesa leonina, com Elber a marcar o seu segundo golo da noite e a conduzir a formação de Zurique à eliminatória seguinte. Robson ficou na “corda-bamba” e uma derrota diante do Gil Vicente, graças a um golo de Jaime Cerqueira, a dois minutos do fim da partida, na jornada seguinte da Liga, colocou-o num “limbo”, que só uma vitória caseira diante do Benfica de Ivic travou. Sérgio é que não voltaria a merecer a confiança de Robson, não surpreendendo a sua dispensa no final da temporada, colocando o fim a um ciclo de 11 anos em Alvalade – foi contratado, enquanto juvenil, ao Barreirense -, interrompido por três épocas de empréstimo ao Portimonense, onde chegou a dar nas vistas. Iniciava, aos 27 anos, um percurso descendente, com passagens por Académica, Maia, Paços de Ferreira, Machico, Portimonense, Lagoa (duas passagens), Esperança de Lagos e Desportivo de Beja, onde terminou a carreira, na 3ªDivisão, em 2001.

Grasshopper - Sporting: 1992/93

Sporting - Grasshopper: 1992/93

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Ernesto Farías: tecla G(olo)
quarta-feira, 6 fevereiro 2008

Ernesto Farías: El Tecla

TECLA G(OLO). Ernesto Farías chegou a Portugal com um currículo repleto de golos: 129 golos na principal Liga argentina, onde é o terceiro maior goleador em actividade, depois de Martín Palermo (Boca Juniors) e José Luís Calderón (Arsenal Sarandí), jogadores que, tal como “Tecla”, passaram pela formação do Estudiantes La Plata. Contudo, aquela que foi a contratação mais cara do FC Porto - custou 4 milhões de euros – para esta temporada, demorou a mostrar serviço. Chegado a Portugal com a pré-época em andamento, depois de uma transferência abortada para os mexicanos do Toluca, onde foi mesmo apresentando como reforço, “Tecla” Farías sofreu uma mialgia na face anterior da coxa direita diante dos chineses do Shanghai Shenhua, durante o Torneio de Roterdão, competição que marcava a sua estreia de “azul e branco”. O problema físico acabaria por afastá-lo cerca de um mês da competição, impedindo-o de ser opção para a final da Supertaça e para as primeiras jornadas da Liga. A sua estreia aconteceu à 4ª jornada, diante do Marítimo, a 15 de Setembro, jogando toda a segunda parte, sem nada de brilhante a registar. Seguiram-se, no mesmo mês, participações nas partidas diante de Liverpool (suplente utilizado) e Desp. Fátima (substituído aos 67 minutos), onde não convenceu, o que conduziu a um afastamento das opções até 25 de Novembro, altura em que disputou os minutos finais da recepção ao Vitória de Setúbal. Depois de duas presenças na Liga Intercalar, diante de Desp. Aves e Varzim, onde voltou a não convencer, e de falhar a partida da Taça de Portugal diante do Desp. Chaves, devido a uma pequena lesão, poucos não hesitariam em colocar Farias na lista de “flops” dos grandes clubes portugueses. Aparentemente alheio à pressão exterior, ao invés do que vem a acontecer com o seu compatriota Mariano González, “Tecla” despertou a 12 de Janeiro de 2008: com o FC Porto a vencer por 2-0 o Sp. Braga, Jesualdo Ferreira lançou o goleador argentino, que, em pouco mais de 10 minutos em campo, deslumbrou, oferecendo o 3-0 a Lisandro López, após um excelente movimento de rotação, e marcando o seu primeiro golo em Portugal, numa finalização de pé direito, após assistência de Lucho González. Seguiu-se a titularidade diante do Desp. Aves para a Taça de Portugal, onde voltou a marcar, uma boa prestação como suplente utilizado diante do Sporting, onde não marcou, mas, por duas vezes, esteve perto de fazê-lo, e o seu primeiro “bis” em Portugal, diante da União de Leiria, na sua estreia a titular em jogos da Liga. A 13 minutos do fim foi substituído, com o Dragão rendido à prestação daquele que se está a revelar como o grande reforço de Inverno do bi-campeão nacional na tranquila caminhada para o “tri”.

A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA EUROPEIA. No Verão de 2004, depois de apontar 94 golos em 205 jogos pelo Estudiantes La Plata, que o tornam no 5º maior goleador da história do clube na Liga argentina, “Tecla” Farías foi apresentado como novo reforço do Palermo, da Série A italiana, que investiu 5 milhões de euros na sua aquisição. A sua adaptação ao “Calcio” foi difícil, não marcando golos em 13 partidas do campeonato, tendo sido apenas uma vez titular. Ao contrário do FC Porto, o emblema italiano não esperou pelo segundo semestre de competição e não hesitou em negociá-lo, em Janeiro de 2005, para o River Plate – que investiu 1,75 milhões de euros por metade do seu passe –, onde viria a apontar 35 golos na Liga argentina em duas épocas e meia, juntando mais 14 na Copa Libertadores. Da sua passagem por Itália, o registo apenas de 2 golos: a 28 de Setembro de 2004, para a Coppa Italia, na recepção à Salernitana (vitória 2-0), que permitiram ao Palermo seguir em frente na competição, depois de ter perdido 1-2 na primeira mão.

OS “BIS” DE “TECLA” FARÍAS.

Ernesto Farías: os “bis” do “Tecla”

O “bis” apontado diante da União de Leiria foi o primeiro de Ernesto Farías ao serviço do FC Porto, mas já o 21º da sua carreira. A sua estreia a “bisar” ocorreu frente ao Independiente, com apenas 19 anos, pouco mais de 4 meses após se estrear na Liga argentina – empate 2-2 diante do Lanús -, numa vitória por 4-1, onde soube tirar partido de dois cruzamentos desde a esquerda de Rodolfo Estebán Cardoso, um argentino que realizou grande parte da sua carreira na Alemanha, e de uma jornada para esquecer de Gabriel Milito, seu colega nas selecções de base, e que era o defesa do Independiente encarregue de o marcar. Farías, que na primeira época como profissional, jogava tanto como “enganche” como na frente do ataque, no 4x3x1x2 do Estudiantes, só voltou a bisar um ano depois, diante do Talleres, o adversário ao qual mais golo marcou como jogador da equipa de La Plata. Entre Maio de 1998 e Junho de 2004, período em que representou o Estudiantes, “Tecla” apontaria 11 “bis”, 8 deles em casa – valeram sempre vitórias – e 3 extramuros. Seguiu-se a passagem de seis meses pelo futebol italiano ao serviço do Palermo, onde conseguiu um “bis”, na Coppa Italia, diante do Salernitana, no único jogo, dos 16 oficiais que realizou, em que marcou golos. No River Plate, onde actuou entre Fevereiro de 2005 e Junho de 2007, somou 8 “bis” – 7 na Liga argentina e 1 na Copa Libertadores, curiosamente diante dos argentinos do Banfield. Dos 8, 5 foram obtidos em jogos disputados como visitado – o River Plate venceu sempre que Farías “bisou” em casa – e 3 como visitante, o último dos quais, a 27 de Maio de 2007, na deslocação ao terreno do Gimnasia La Plata, rival do Estudiantes. Pouco mais de oito meses depois, já ao serviço do FC Porto, o primeiro “bis” no futebol português, na sua estreia a titular em jogos da Liga.

OS 4 GOLOS DE ERNESTO FARÍAS PELO FC PORTO AO DETALHE

Ernesto Farías: os 4 golos pelo FC Porto

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- 4 golos apontados pelo FC Porto em 10 jogos efectuados.
- 3 dos seus 4 golos foram apontados na Liga portuguesa. o outro golo foi apontado na Taça de Portugal.
- Liga: 5 jogos / 3 golos ; Liga dos Campeões: 1 jogo / 0 golo ; Taça de Portugal: 1 jogo / 1 golo ; Taça da Liga: 1 jogo / 0 golo ; Liga Intercalar: 2 jogos / 0 golos.

- 10 jogos pelo FC Porto: 6 vitórias, 1 empate, 3 derrotas.
- marcou golos em 3 jogos: 2 golos solitários e 1 “bis”. sempre que marcou o FC Porto venceu.

- os 4 golos que apontou pelo FC Porto foram marcados em partidas em casa. 2 na primeira parte, 2 na etapa complementar.
- 1 dos seus 4 golos foi apontado na condição de suplente utilizado.
- 3 dos seus golos foram apontados de cabeça. todos esses golos surgiram a partir de cruzamentos: 2 da direita (Lino, de bola parada, e Quaresma, de bola corrida) e 1 da esquerda (Quaresma, de bola corrida). 2 desses 3 golos foram apontados da mesma zona: à entrada da pequena área.

- nunca marcou em jogos consecutivos da Liga. marcou golos em 2 jogos consecutivos: diante do Sp. Braga, para a Liga, e do Desp. Aves, para a Taça de Portugal, em Janeiro de 2008.
- esteve 6 jogos sem marcar golos, entre a sua estreia, diante do Marítimo, a 15 de Setembro de 2007, e o seu primeiro golo, apontado diante do Sp. Braga, a 12 de Janeiro de 2008.

Ernesto Farías: El Tecla no Estudiantes

OS GOLOS DE “TECLA” FARÍAS AO SERVIÇO DO ESTUDIANTES

- 94 golos em 205 jogos pelo Estudiantes La Plata em pouco mais de 6 anos ao serviço do clube. 5º melhor marcador da história do Estudiantes na Liga argentina.
- 57 em casa – 37 fora de casa ; 45 primeira parte – 49 etapa complementar
- 52 golos solitários, 11 “bis”, 4 “triplas” e 2 “poker”
- 14 dos seus 94 golos foram apontados através de grandes penalidades.
- por 3 vezes conseguiu marcar golos em 3 jornadas consecutivas: entre Fevereiro e Março de 2000, apontou 4 golos em 3 jogos consecutivos, diante de Gimnasia Jujuy (casa), River Plate (fora) e Newell’s Old Boys (casa) ; em Março de 2002, apontou 6 golos em 3 jogos consecutivos, diante de Talleres (casa), Huracán (fora) e Unión (casa) ; em Novembro de 2003, apontou 5 golos em 3 jogos consecutivos, diante de Lanús (casa), Talleres (fora) e Nueva Chicago (fora).
- os 2 “poker” que apontou aconteceram diante de Newell’s Old Boys (em casa, a 14 de Dezembro de 2003) e Argentinos Juniors (fora, a 16 de Setembro de 2001).
- as 4 “triplas” que apontou aconteceram diante de Rosário Central (fora, a 18 de Setembro de 2000), Almagro (fora, a 29 de Abril de 2001), Huracán (fora, a 28 de Março de 2002) e Olimpo (casa, a 14 de Março de 2004).

Ernesto Farías: El Tecla no Palermo

OS GOLOS DE “TECLA” FARÍAS AO SERVIÇO DO PALERMO

- 2 golos em 16 jogos pelo Palermo.
- Série A: 13 jogos / 0 golos (apenas foi uma vez titular) ; Coppa Itália: 3 jogos / 2 golos (foi sempre titular)
- 2 em casa – 0 fora de casa ; 1 primeira parte – 1 etapa complementar
- 0 golos solitários, 1 “bis”
- nenhum golo apontado de grande penalidade.

Ernesto Farías: El Tecla no River Plate

OS GOLOS DE “TECLA” FARÍAS AO SERVIÇO DO RIVER PLATE

- 49 golos em 93 jogos pelo River Plate.
- Liga Argentina: 67 jogos / 35 golos ; Copa Libertadores: 24 jogos / 14 golos ; Copa Sul-Americana: 2 jogos / 0 golos
- 24 em casa – 25 fora de casa ; 23 primeira parte – 26 etapa complementar
- 30 golos solitários, 8 “bis”, 1 “tripla”.
- 4 dos seus 49 golos foram apontados através de grandes penalidades.
- 3 golos como suplente utilizado em 9 jogos nessa condição.
- por uma vez marcou em 5 jogos consecutivos, mas em competições diferentes (4 na Liga e 1 na Copa Libertadores): entre Março e Abril de 2006, apontou 5 golos em 5 jogos consecutivos, diante de Estudiantes La Plata (casa), El Nacional (casa), Boca Juniors (fora), Rosário Central (casa) e Lanús (fora).
- por uma vez marcou em 5 jogos consecutivos da Liga argentina – intervalados por jogos na Copa Libertadores -, naquela que é a sua melhor série no campeonato: entre Março e Abril de 2006, apontou 6 golos em 5 jogos consecutivos, diante de Estudiantes La Plata (casa), Boca Juniors (fora), Rosário Central (casa), Lanús (fora) e Instituto (casa).
- a única “tripla” que marcou ao serviço do River Plate aconteceu a 13 de Novembro de 2005, na vitória por 4-1 no terreno do Instituto de Córdoba.

Ernesto Farías: El Tecla na selecção argentina

“TECLA” FARÍAS NA SELECÇÃO ARGENTINA

- 1 vez internacional “A” – foi titular, a tempo inteiro, na derrota da Argentina no terreno do Paraguai, a 3 de Setembro de 2005, em jogo de qualificação para o Mundial 2006.
- Foi campeão sul-americano de sub-20 em 1999 pela Argentina, ao lado de jogadores como Gabriel Milito, Aldo Duscher, Esteban Cambiasso, Luciano Galletti, Aimar e o ex-sadino La Paglia, num torneio disputado no seu país natal. É o único título que conquistou, até ao momento, na sua carreira. Habitual suplente, marcou 2 golos na competição, diante da Venezuela (vitória 4-1) e diante do Brasil (vitória 2-1), sendo que o último foi decisivo e valeu a vitória a 3 minutos do fim.
- Participou na desastrosa campanha da selecção argentina no Mundial Sub-20 de 1999, disputado na Nigéria. A Argentina caiu nos oitavos-de-final diante do México (derrota 1-4), mas não foi além do 3º lugar na fase de grupos, onde apenas venceu o Cazaquistão (1-0), empatando com a Croácia (0-0) e perdendo com o Gana (0-1). Não marcou golos.
- Ficou em 2º lugar no Campeonato sul-americano de 1997, disputado no Paraguai, e ganho pelo Brasil, onde se destacou Ronaldinho Gaúcho. Marcou 2 golos, ambos diante do Equador, numa vitória por 3-2. Foi o 2º melhor marcador da Argentina na competição, a par de Lívio Prieto, antigo jogador do Santa Clara, com menos um golo que Luciano Galletti, o goleador da Argentina com 3 tentos apontados. Juan Viveros, chileno que representou o Sporting e o Alverca, foi um dos melhores marcadores da prova, com 4 golos.
- Disputou o Mundial sub-17 de 1997, que se realizou no Egipto. Não marcou nenhum golo, sendo que a Argentina caiu nos quartos-de-final diante do Brasil. Na selecção argentina destacaram-se, sobretudo, Lívio Prieto (antigo jogador do Santa Clara), Júlio Marchant (antigo jogador do Nacional) e, sobretudo, Luciano Galletti, que voltou a ser a principal figura da equipa “celeste”.

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Benfica: 0-0 (ou o nítido nulo)
domingo, 3 fevereiro 2008

José António Camacho

O NÍTIDO NULO. Com o empate caseiro diante do Nacional ontem à noite, o Benfica somou o quarto nulo em casa esta temporada em jogos da Liga. Frente aos madeirenses os encarnados repetiram o resultado obtido diante de Vitória Guimarães, Sporting e Leixões, jogos que também terminaram com um empate a zero. É, a esse nível, o pior registo de sempre do Benfica em toda a história da Liga, pois, até hoje, nunca empatara mais do que três vezes a zero em jogos realizados em casa durante uma época. Foi o caso das temporadas 1968/69 – Vitória Guimarães, Sporting e FC Porto -, 1988/89 – Vitória Guimarães, FC Porto e Beira-Mar – e 1992/93 – Salgueiros, Beira-Mar e FC Porto, com a curiosidade do clube da Luz ter sido campeão nas duas primeiras.

MAU REGISTO CASEIRO. Para além dos 4 empates a zero em casa, o Benfica perdeu na Luz diante do FC Porto, jogo em que também não marcou golos. São já 11 pontos perdidos em casa em 27 possíveis, números semelhantes aos do Marítimo, que colocam o Benfica na sexta posição de uma tabela classificativa virtual de jogos caseiros, atrás, por exemplo, de Belenenses e Boavista, que venceram, este domingo, o Sporting e o Paços de Ferreira, podendo ainda ser ultrapassado pelo Vitória de Setúbal, caso vença amanhã a Naval. Os jogos caseiros têm sido, esta temporada, o grande “calcanhar de Aquiles” da equipa de Camacho, que soma menos 12 pontos do que o FC Porto na condição de visitado, superando o campeão nacional no registo extramuros, onde conquistou mais dois pontos, ainda que, até ao momento, tenha realizado mais uma partida na condição de visitante. Se nos restringirmos às primeiras 9 jornadas caseiras de Liga em todos os campeonatos nacionais com mais de 8 clubes, este é o segundo pior registo de sempre do Benfica em casa, só superado pela época 1996/97, com Paulo Autuori e, posteriormente, Mário Wilson a perderem 12 pontos, fruto de 2 derrotas e 3 empates.

6ª PIOR ÉPOCA DE SEMPRE. Com 9 vitórias, 7 empates e 2 derrotas ao fim de 18 jogos, o Benfica apresenta uma média pontual de 1,889 pontos/jornada. É um registo muito pobre, o sexto pior de sempre quando comparado com igual período em todas as épocas da história da Liga, assumindo uma classificação de três pontos por vitória. Apenas 2001/02 (1,778), 1953/54 e 2004/05 (1,722), 1997/98 (1,667) e 1950/51 (1,222) conseguem superar negativamente o actual registo. Curiosamente, em 2004/05 o Benfica acabaria por se sagrar Campeão Nacional. Quando comparada com a única época completa de Camacho ao serviço do Benfica, podemos constatar que o Benfica ganha menos (menos 2 vitórias), empata mais (mais 3 empates) e perde menos (menos 1 derrota), marca menos golos (menos 8 golos marcados), mas sofre menos golos (menos 9 golos sofridos). Em relação à última temporada, após 18 jogos, o Benfica de Fernando Santos não só apresentava um registo superior ao desta época, como também ao da “época Camacho”: tinha 12 vitórias (mais 3 que esta época e mais 1 que em 2003/04), 3 empates (menos 4 que esta época e menos 1 que em 2003/04) e 3 derrotas (mais 1 que esta época e igual registo ao de 2003/04) ; somava 36 golos apontados (mais 7 que esta época e menos 1 que em 2003/04) e tinha sofrido 14 golos (mais 4 que esta época e menos 5 que em 2003/04).

2-0: O RESULTADO MAIS COMUM DO BENFICA EM JOGOS EM CASA. Se esta temporada o resultado mais comum do Benfica, em jogos da Liga disputados no seu reduto, é o 0-0, em toda a história de jogos caseiros do clube para a Liga o desfecho que mais se repete é o 2-0, o que aconteceu em 111 ocasiões, nenhuma das quais esta época. O 1-0 (99 vezes) e o 3-0 (87 vezes) completam o “top 3”. O empate mais comum é o 1-1 (70 vezes) que supera o 0-0 (53 vezes). Já o 1-2 é o desfecho negativo mais comum (14 vezes), sendo que o último aconteceu a 2 de Novembro de 2003, diante do Beira-Mar, na inauguração, em jogos oficiais, do novo Estádio da Luz.

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Marat Izmailov: a ressurreição da Locomotiva de Moscovo
sábado, 2 fevereiro 2008

Marat Izmailov

A SEMANA DA LOCOMOTIVA. Entrado em campo aos 65 minutos na partida diante do Beira-Mar para a Taça da Liga, numa altura em que o Sporting empatava em casa a zero com os aveirenses, Marat Izmailov deu uma dinâmica maior ao ataque leonino, ajudando a construir um volumoso 3-0, tendo participado directamente no segundo golo, ao assistir a finalização vitoriosa de Simon Vukcevic. Quatro dias depois, Izmailov foi titular diante do FC Porto, para a Liga, reencontrando o adversário frente ao qual se estreou em Portugal, na final da Supertaça, que decidiu, com uma espectacular finalização de pé direito a 25 metros da baliza, após assistência de Miguel Veloso. E, mais uma vez, Izmailov voltou a ser preponderante para derrotar o FC Porto: serviu Vukcevic, através de um cruzamento desde a esquerda, para o 1-0 ; e apontou o segundo golo do Sporting, num subtil golpe de cabeça dentro da pequena área, após defesa incompleta de Hélton a remate de Vukcevic. Três dias depois, novamente em Alvalade, Izmailov foi o melhor em campo diante do Penafiel, ajudando o Sporting a construir uma vitória por 3-1, que colocou os “leões” na final da competição diante do Vitória de Setúbal. O internacional russo começou por assistir Romagnoli para o 1-0, através de um centro atrasado desde a esquerda, e apontou os outros dois golos: o 2-0, num remate cruzado, dentro da área, de pé direito, após excelente trabalho individual ; e o 3-1, numa finalização à boca da baliza, após boa jogada de Bruno Pereirinha à direita, concluindo uma semana de “luxo”, em que apontou 3 golos e realizou 3 assistências para finalizações vitoriosas.

DE “GOLDEN BOY” A SENHOR INTERMITÊNCIA. Produto das escolas do Torpedo Moscovo, rapidamente deu nas vistas, protagonizando uma transferência polémica, ainda enquanto júnior, para o “rival” Lokomotiv, que o inseriu, em 2000, na sua formação secundária. Chamado a alguns treinos da formação principal durante esse ano, Izmailov foi uma das figuras da pré-temporada de 2001, conseguindo não só um lugar na primeira equipa, como também conquistar a titularidade, com apenas 18 anos. Rapidamente se tornou numa das estrelas do Lokomotiv, chegando à selecção principal em Agosto de 2001, pouco mais de 5 meses depois de se ter estreado como profissional. Com 6 golos em 29 jogos, realizou não só a sua melhor época de sempre, como se transformou no “golden-boy” do futebol russo, ajudando o Lokomotiv a qualificar-se para a Liga dos Campeões, através do 2º lugar na Liga, como também a conquistar a Taça da Rússia, marcando um dos golos no desempate por pontapés da marca de grande penalidade. O ano de 2002 arrancou da melhor forma, com Izmailov a assumir protagonismo na formação do Lokomotiv e a justificar a presença no Mundial 2002, onde realizou 2 jogos como titular, mostrando um rendimento intermitente, que se prolongou nas jornadas do campeonato russo posteriores à grande competição, antecedendo uma lesão, no final de Julho de 2002, diante do Anzhi, que o afastou o resto da época, o que limitou o seu contributo a apenas 2 golos em 14 jogos para o título russo alcançado pelo Lokomotiv – o primeiro da sua história, mesmo alargando ao antigo campeonato soviético. O ano de 2003 começou com nova conquista: no seu regresso à competição foi suplente utilizado na final da Supertaça russa – na sua primeira edição -, e mesmo falhando uma das grandes penalidades no desempate desde os onze metros, sagrar-se-ia vencedor da competição. Na Liga russa acabaria por se fixar como titular, totalizando 5 golos em 27 jogos, aproximando-se, em algumas fases, do rendimento evidenciado em 2001, o que lhe permitiu recuperar um lugar na selecção russa. Contudo, em termos colectivos, o Lokomotiv não foi além de um quarto lugar na Liga, falhando o apuramento para as competições europeias. Em 2004, apesar de um início de época intermitente, marcou presença no Europeu 2004, disputado em Portugal, onde teve uma presença apagada. Seguiu-se nova lesão, que o afastou dois meses dos relvados, regressando sem grande fulgor. Apontou 2 golos em 18 jogos, no ano em que o Lokomotiv voltou a sagrar-se campeão, após intensa disputa com o CSKA Moscovo. Em 2005, após ajudar o Lokomotiv a vencer a Supertaça, numa final diante do Terek Groznyy, surgiu em grande plano na Liga, apontando 3 golos nas primeiras 10 jornadas da Liga, que lhe valeram o regresso à Selecção. Contudo, uma lesão aos 10 minutos de um particular diante da Alemanha, afastá-lo-ia cerca de 3 meses dos relvados, regressando com um golo diante do Amkar. O seu rendimento, no entanto, revelou-se intermitente, acabando a temporada com nova lesão. O início da temporada 2006 foi fraco, perdendo a titularidade. Quando parecia regressar, voltou a lesionar-se e só regressou à competição em Julho, com um registo muito irregular, que o impediu de se fixar no “onze”. A situação não se alterou em 2007, com uma lesão diante do Dínamo Moscovo, num jogo, disputado no inicio de Abril, em que começou como suplente, a afastá-lo da competição até à sua transferência, por empréstimo, para o Sporting. Ainda assim, ao efectuar dois jogos na Taça da Rússia, contribuiu para nova conquista do Lokomotiv na competição. Ao todo, em 6 anos e meio ao serviço da equipa principal do Lokomotiv, somou 6 títulos: 2 campeonatos, 2 taças e 2 supertaças.

LEÃO CASEIRO. Confirmado como reforço para a nova época no final de Junho de 2007, Marat Izmailov chegou a Alvalade por empréstimo de um ano, ficando o Sporting com direito de opção sobre o seu concurso até ao epílogo da temporada. Depois de alguns problemas físicos na pré-época, o internacional russo estreou-se da melhor forma em jogos oficiais, ao apontar o golo que valeu ao Sporting a conquista da Supertaça diante do campeão FC Porto. Contudo, uma entorse tibiotársica contraída nesse jogo, acabaria por afastá-lo da estreia na Liga, diante da Académica, surgindo como titular, uma semana depois, em novo confronto frente ao FC Porto. Realizou uma exibição apagada, o que levou Paulo Bento a substitui-lo durante a segunda parte, algo que se prolongou nos jogos seguintes, perdendo a titularidade. Seria no início de Outubro de 2007, diante do Vitória Guimarães, que o russo reapareceria no seu melhor: depois de uma primeira parte dominada pelos vimaranenses, Paulo Bento lançou Izmailov na etapa complementar e o internacional russo correspondeu com 2 golos, decidindo a partida. Esperava-se que se fosse o início da sua afirmação, mas não se confirmou, seguindo-se dois meses de intermitência. Em Dezembro, com dois golos diante de União de Leiria e Louletano, Izmailov deu os primeiros passos para a “explosão” de Janeiro, confirmada pelos 3 golos e 3 assistências na última semana, que lhe reabriram as portas da selecção russa, pela qual poderá marcar presença no Europeu 2008. Um aspecto não deixa de ser curioso nos “números” do internacional russo como jogador dos “leões” – se exceptuarmos o golo em Coimbra, para a Supertaça, diante do FC Porto, os outros 7 tentos aconteceram sempre em Alvalade, tal como as 4 assistências para golo que efectuou, indo de encontro aos números paupérrimos dos leões na Liga quando actuam extramuros, onde possuem o 5º pior da ataque da prova, com apenas 6 golos – menos um que União de Leiria e Paços de Ferreira, os dois últimos –, a que acresce o facto de só ter vencido 2 vezes em 9 partidas.

OS NÚMEROS DE IZMAILOV AO SERVIÇO DO SPORTING

Marat Izmailov: os números do internacional russo ao serviço do Sporting

- 28 jogos – 1827 minutos de utilização
- 14 vitórias, 6 empates, 8 derrotas
- dos 28 jogos que efectuou, 21 foram na condição de titular. foi substituído em 14 ocasiões, apenas completando 7 jogos. em 7 jogos foi suplente utilizado.

- 1 cartão amarelo. 0 cartões vermelhos.

- 8 golos: 4 golos solitários, 2 “bis”
- dos 8 golos marcados 7 foram apontados em jogos em casa ; nenhum foi apontado fora de casa ; um foi apontado em “campo-neutro”, na final da Supertaça.
- 2 dos 8 golos foram apontados na primeira parte ; 6 dos 8 golos foram apontados na segunda parte dos jogos.
- 2 dos seus 8 golos foram apontados como suplente utilizado em 7 partidas nessa condição.

- por duas vezes apontou golos em jogos consecutivos, mas nunca para a Liga. em Dezembro de 2007, apontou golos diante do União de Leiria (Liga) e Louletano (Taça de Portugal). em Janeiro de 2008, apontou golos diante de FC Porto (Liga) e Penafiel (Taça da Liga), série que mantém em aberto para o Restelo, caso seja utilizado.

- a sua pior série ao serviço do Sporting foram 9 jogos consecutivos sem marcar golos, entre o “bis” apontado ao Vitória de Guimarães, a 6 de Outubro de 2007, e o golo apontado no empate caseiro diante da União de Leiria, a 2 de Dezembro de 2007.

- soma 4 assistências para golo em 2007/08, 3 das quais na última semana. para além dos passes decisivos para Vukcevic, diante do Beira-Mar e FC Porto, e Romagnoli, diante do Penafiel, sempre a partir da esquerda, Izmailov assistira Liedson para um golo diante da AS Roma, também a partir de um cruzamento desde a esquerda. também em comum outro facto: todas as suas assistências aconteceram em jogos em casa.

- falhou 4 jogos do Sporting em 2007/08, sempre para a Liga. o Sporting nunca perdeu sem Izmailov: somou 3 vitórias (Académica, casa, Estrela da Amadora, fora, e Marítimo, fora) e 1 empate (Benfica, fora).

- os seus 8 golos foram apontados em 6 jogos. nesses 6 jogos o Sporting nunca perdeu: 5 vitórias e 1 empate.

Marat Izmailov ao serviço do Lokomotiv Moscovo

OS NÚMEROS DE MARAT IZMAILOV NA LIGA RUSSA

- 124 jogos – 8875 minutos de utilização em 6 épocas e meia
- 61 vitórias, 38 empates, 25 derrotas
- dos 124 jogos que efectuou, 102 foram na condição de titular. foi substituído em 40 ocasiões, sendo que numa das vezes – no último jogo que realizou pelo Lokomotiv, diante do Dínamo Moscovo – foi substituído após ter entrado na partida a partir do banco.
- completou os 90 minutos em 84 jogos. foi expulso uma vez e suplente utilizado em 22 jogos.

- 13 cartões amarelos. 1 cartão vermelho: diante do Torpedo Moscovo, em Novembro de 2004.

- 20 golos: 18 golos solitários, 1 “bis”
- dos 20 golos marcados 11 foram apontados em jogos em casa e 9 em jogos fora.
- 12 dos 20 golos foram apontados na primeira parte ; 8 dos 20 golos foram apontados na segunda parte dos jogos.
- 1 dos seus 20 golos foi apontado como suplente utilizado em 22 partidas nessa condição.

- por duas vezes apontou golos em 3 jogos consecutivos: entre Maio e Junho de 2001, diante de Zenit, Sokol Saratov e Chernomorets Novorossiysk ; em Maio de 2005, diante de Torpedo Moscovo, Dínamo Moscovo e Amkar Perm.

- a sua pior série ao serviço do Lokomotiv foram 18 jogos consecutivos sem marcar golos, o que acabou por significar mais de um ano a “seco”. depois de apontar um golo ao Amkar Perm, completando uma série de 3 jogos consecutivos a marcar, em 28 de Agosto de 2005, Izmailov só voltou a marcar a 23 de Setembro de 2006, na vitória 2-1 no terreno do CSKA Moscovo. foi o seu único golo na temporada 2006 da Liga russa.

- os seus 20 golos foram apontados em 19 jogos. apenas por uma vez o Lokomotiv perdeu em jogos em que marcou golos – foi a 27 de Junho de 2003, na derrota por 1-3 no terreno do Rubin Kazan. nas restantes partidas, 15 vitórias e 3 empates.

Marat Izmailov na selecção Russa

MARAT IZMAILOV NA SELECÇÃO RUSSA

- 31 jogos – 1857 minutos de utilização
- 12 vitórias, 9 empates, 10 derrotas
- dos 31 jogos que efectuou, 21 foram na condição de titular. foi substituído em 12 ocasiões, completando os 90 minutos em 9 jogos.
- 21 desses 31 jogos foram oficiais, tendo participado nas fases finais do Mundial 2002 e Europeu 2004, como também nas fases de qualificação do Mundial 2002, Europeu 2004, Mundial 2006 e Europeu 2008.

- 1 cartão amarelos. 0 cartões vermelhos.

- 2 golos: 2 golos solitários, diante de Estónia (Novembro de 2004, na qualificação para o Mundial 2006) e Luxemburgo (Outubro de 2005, também na qualificação para o Mundial 2006).
- os 2 golos marcados foram em jogos em casa e na primeira parte dos encontros. sempre que marcou golos, a Rússia venceu.

- nunca apontou golos em jogos consecutivos pela selecção russa.

- esteve 19 jogos sem marcar qualquer golo pela sua selecção, desde a sua estreia, diante da Grécia, em Agosto de 2001, e o seu golo de estreia, em Novembro de 2004, diante da Estónia.

- ao serviço da selecção russa defrontou duas vezes Portugal: empatou uma vez (0-0), em Setembro de 2005, na fase de apuramento para o Mundial 2006 ; perdeu na outra vez (0-2), em Junho de 2004, no Europeu de 2004.

- o seu último jogo pela selecção russa foi a 7 de Outubro de 2006, quando foi suplente utilizado no empate caseiro diante de Israel (1-1), na fase inicial do apuramento para o Europeu 2008. Guus Hiddink não o voltou a utilizar desde aí.

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Roberto: poder de decisão
sexta-feira, 1 fevereiro 2008

Roberto OS FACTOS. Ao marcar o golo do triunfo do Leixões sobre o Paços de Ferreira, Roberto conseguiu definir, em dois fins-de-semana consecutivos, dois triunfos por 1-0 para a formação leixonense, depois de ter contribuído de forma decisiva para a eliminação do Anadia da Taça de Portugal. O avançado-centro, de 30 anos, natural de Osasco, cidade do interior de São Paulo, apontou o 6º golo da temporada – 3 na Liga, 2 na Taça de Portugal e 1 na Taça da Liga – em 18 jogos oficiais, a que acresce a curiosidade de ter marcado em todas as partidas que o Leixões venceu esta época: Varzim (fora, Taça da Liga) ; Sp. Braga (casa, Liga) ; Torreense (casa, Taça de Portugal) ; União de Leiria (casa, Liga) ; Anadia (casa, Taça de Portugal) ; e Paços de Ferreira (casa, Liga). Talhado para finalizações no interior da área, Roberto, em 2007/08, apontou 4 golos de cabeça e 2 de pé direito.

2007/08 AO DETALHE

- 18 jogos – 6 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
- 6 golos em 14 jogos: 5 golos apontados em casa – 1 golo apontado fora de casa ; 2 golos apontados na primeira parte – 4 golos apontados na segunda parte.
- não marcou qualquer golo de grande penalidade.
- 1 cartão amarelo (diante do Benfica, para a Liga, em casa) – 1 cartões vermelhos (diante do União de Leiria, para a Taça da Liga).
- nos 3 jogos que esteve ausente, sempre para a Liga, o Leixões somou 2 empates e 1 derrota.
- esteve 6 jogos consecutivos sem marcar golos na Liga – entre a jornada 1 e a jornada 8 (não foi utilizado na jornada 6 e 7).
- marcou por 2 vezes em 2 semanas consecutivas, sempre após jogos da Taça de Portugal: Torreense e União de Leiria, em Dezembro de 2007 ; Anadia e Paços de Ferreira, em Janeiro de 2008.
- marcou nos 2 jogos que o Leixões efectuou na Taça de Portugal, ambos contra adversários da 2ªDivisão.
- nunca marcou mais do que um golo por jogo.
- não realizou qualquer partida na Taça Intercalar.

PODER DE DECISÃO. Chegado a Matosinhos, oriundo do Penafiel, no início da temporada 2006/07, Roberto pretendia relançar a carreira, depois de uma suspensão de 6 meses motivada por um controlo anti-doping positivo num jogo diante do FC Porto, por alegadamente ter inalado Salbutamol, um bronco-dilatador utilizado no tratamento da asma. O objectivo foi alcançado em pleno: sagrou-se o melhor marcador da Liga de Honra, com 17 golos, contribuindo para a subida de divisão do Leixões, assim como para a conquista do título de campeão. Titular nas 30 partidas, realizou 18 jogos completos, totalizando 2494 de competição. Apontou golos em 13 dos 30 jogos, com a curiosidade do clube matosinhense nunca ter perdido sempre que marcou – 12 vitórias e 1 empate, diante do Feirense. A estes números juntou ainda 1 tento na Taça de Portugal, em 3 jogos na competição.

ROBERTO NA LIGA DE HONRA 2006/07

- 30 jogos – 18 vitórias, 6 empates, 6 derrotas
- dos 30 jogos efectuados, completou 18 partidas e foi substituído em 12 ocasiões.
- 17 golos apontados – 10 golos solitários, 2 “bis” e 1 “tripla”.
- 7 golos em casa – 10 golos fora de casa ; 10 golos na primeira parte – 7 golos na segunda parte.
- 1 dos 17 golos foi apontado de grande penalidade.
- 4 cartões amarelos – 0 cartões vermelhos.
- marcou por 1 vez em 3 jogos consecutivos, em Maio de 2007: Penafiel (casa), Olivais e Moscavide (fora) e Desp. Chaves (casa), entre a 28ª e a 30ª jornada da Liga de Honra.
- esteve 4 jogos consecutivos sem marcar golos, entre a jornada 20 e a jornada 23 da Liga de Honra. desses 4 jogos, o Leixões apenas venceu um.

TUDO SE REPETE. Roberto chegou a Portugal em Janeiro de 2003 para representar o Penafiel, na altura orientado tecnicamente por Jorge Amaral, depois de um percurso tergiversante por clubes brasileiros como Volta Redonda, Juventude e Vila Nova. Suplente não utilizado diante do Desportivo das Aves, a 16 de Fevereiro de 2003, estrear-se-ia no futebol português, uma semana depois, numa recepção ao Sp. Covilhã (derrota 0-1), entrando, a 30 minutos do fim, para o lugar de Pedro Moutinho, actualmente nos escoceses do Falkirk. Totalizaria 7 jogos até ao final da época, apontando 3 golos sempre em triunfos do Penafiel: um solitário diante da Ovarense (vitória fora 2-1, na estreia a titular) e um “bis” na recepção ao União de Lamas (vitória 4-0, já com José Garrido no comando técnico dos durienses). A época seguinte seria a da sua afirmação: 20 golos em 33 jogos, contribuindo, de forma decisiva, para a subida do Penafiel à Liga, para além de ter terminado a prova como segundo melhor marcador da Honra, atrás de Fábio Hempel, do Salgueiros. Apontou golos em 16 jogos, e, novamente, o conjunto penafidelense nunca perdeu sempre que marcou: 10 vitórias e 6 empates. Seguiram-se duas épocas nas divisão maior: apontou 9 golos em 31 jogos em 2004/05, com a particularidade de 8 terem sido apontados na segunda volta da prova ; e 3 golos em 22 jogos – foi suspenso por seis meses após a 22ª jornada – em 2005/06, sendo que todos foram marcados ao Marítimo, o adversário a quem mais golos marcou em jogos da Liga.

ROBERTO NO PENAFIEL (LIGA E LIGA DE HONRA)

- 93 jogos – 31 vitórias, 20 empates, 42 derrotas
- dos 93 jogos, efectuou 77 partidas como titular – 43 jogos completos, substituído em 34 ocasiões – e 16 como suplente utilizado – numa dessas vezes saiu por expulsão.
- 35 golos – 23 golos solitários, 6 bis
- 19 golos em casa – 16 golos fora de casa ; 17 golos na primeira parte – 18 golos na segunda parte.
- 3 golos de grande penalidade.
- 0 golos como suplente utilizado.
- 11 cartões amarelos. 1 cartão vermelho (diante do Estrela da Amadora, na 33ª Jornada da temporada 2002/03).

- a sua melhor série foram 4 jogos consecutivos a marcar, em que apontou 5 golos – entre Agosto e Setembro de 2003, da 1ª à 4ª jornada da Liga de Honra.
- bisou, por uma vez, em dois jogos consecutivos, em Abril de 2004: apontou dois golos ao Desp. Chaves (vitória caseira 3-2) e dois golos ao União da Madeira (vitória extramuros 3-1).
- 16 jogos sem marcar foram a sua pior série: não marcou nenhum golo de 18 de Setembro de 2005 (bis diante do Marítimo) a 5 de Fevereiro de 2006, data em que voltou a marcar um golo ao Marítimo.
marcou um auto-golo. foi a 12 de Fevereiro de 2006, no seu último jogo pelo Penafiel, que perdeu 0-4 na Luz.

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Oscar Cardozo: o percurso goleador do "Tacuara"
quarta-feira, 30 janeiro 2008

Oscar Cardozo

”TACUARA” DECISIVO EM GUIMARÃES. Com um “bis” em Guimarães, o quarto desde que chegou à Luz, Oscar Cardozo contribuiu de forma decisiva para o triunfo que permitiu ao Benfica segurar o 2º lugar na Liga, como também, finalizada a jornada 17 da Liga, encurtar a distância para o líder FC Porto para oito pontos. “Tacuara” chegou assim aos 13 golos – 7 na Liga, 3 na Liga dos Campeões e 3 na Taça de Portugal –, estando a sete do objectivo traçado por Luís Filipe Vieira para a temporada de estreia do internacional paraguaio no futebol europeu: 20.

OS 15 “BIS” DE ÓSCAR CARDOZO.

Óscar Cardozo: os “bis” do “Tacuara”

Em Guimarães, Óscar Cardozo alcançou o 15º “bis” da sua carreira, o seu 4º ao serviço do Benfica. Analisando-os ao detalhe sublinha-se um aspecto: Cardozo “bisa” mais fora de casa (9), do que em casa (6), o que não deixa de ser curioso tendo em conta as suas características. A sua estreia a “bisar” ocorreu na temporada 2003, na 2ª divisão do futebol paraguaio, quando marcou os dois golos do 3 de Febrero, o seu clube de então, diante do Nacional, que viria a sagrar-se campeão do escalão. Cardozo, que apontou 14 golos ao longo da temporada, ajudou o seu clube a alcançar o 2º lugar na fase regular e a ganhar a primeira fase do “play-off” de subida, só que perderia a final diante do primo divisionário Tacuary. No primeiro semestre da temporada seguinte, manter-se-ia no 3 de Febrero, onde apontou 6 golos, bisando diante do San Lorenzo, numa vitória por 2-0. Transferido, no final de Julho de 2004, para o Nacional, que lhe abriu as portas da divisão maior do futebol paraguaio, marcou 3 golos em 17 jogos na segunda metade da Liga, mas bisou na goleada diante do Guaraní (7-1). Na temporada de 2005 somou 9 golos na Liga, ajudando o seu clube a alcançar o 2º lugar na Liga paraguaia, que lhe permitiu disputar o acesso à Taça Sul-Americana diante do Libertad, que acabaria por levar a melhor. Bisou numa partida: na deslocação ao terreno do 12 de Octubre (vitória 4-2). No primeiro semestre de 2006 a sua produção goleadora subiu: 17 golos em 20 jogos, 16 dos quais como titular, com quatro “bis”: nas recepções a Fernando de la Mora (3-0) e Luqueño (5-1), e nas deslocações ao terreno de Guaraní (5-1) e 12 de Octubre (4-1), clubes a quem repetiu o feito. Transferido para o Newell’s Old Boys, da primeira Liga argentina, no final de Julho de 2006, não tardou em confirmar-se como goleador, somando 22 golos em 33 jogos, que lhe permitiram também chegar à Selecção paraguaia, onde se fixou. Entre Clausura 2006 e Apertura 2007, “Tacuara” somou 3 “bis”, com a curiosidade de todos terem sido obtidos fora de casa: no empate a 3 na “cancha” do River Plate ; e nas deslocações vitoriosas aos terrenos de Arsenal Sarandí e Belgrano. Chegado à Luz como a segunda contratação mais cara da história do Benfica, o seu percurso não tem escapado a críticas, mas a empatia com os adeptos tem-se revelado crescente. Dos 13 golos apontados até ao momento, 8 resultaram de 4 “bis”, confirmando a maior capacidade para “bisar” fora de casa (3, diante de Nacional, Shakthar e Vitória de Guimarães), do que em casa (1, diante da Académica, para a Taça de Portugal).

OS 13 GOLOS DE ÓSCAR CARDOZO PELO BENFICA AO DETALHE

Óscar Cardozo: 13 golos pelo Benfica

(carregar na imagem para ver com maior detalhe)

- 13 golos apontados pelo Benfica em 26 partidas entre todas as competições. Foi titular em 20 jogos e suplente utilizado em 6 ocasiões. Soma 14 vitórias, 7 empates e 5 derrotas.
- Liga: 16 jogos – 7 golos ; Taça de Portugal: 2 jogos – 3 golos ; Liga dos Campeões: 8 jogos – 3 golos ; Não foi utilizado na Taça da Liga.
- Golos ao detalhe: 7 em casa ; 6 fora de casa. 7 nas primeiras partes ; 6 nas segundas partes.
- 3 dos 13 golos foram apontados de grande penalidade. Não falhou nenhum castigo máximo. Dois foram convertidos para a sua direita ; um foi convertido para a sua esquerda, sempre de pé esquerdo.
- Em três situações marcou golos em jogos consecutivos: 2, diante de Celtic (Liga dos Campeões) e Marítimo (Liga) ; 4, diante de Shakthar (Liga dos Campeões) e Académica (Taça de Portugal) ; 3, diante de Feirense (Taça de Portugal) e Vitória Guimarães (Liga). A última série mantém-se em aberto.
- Nunca marcou em jornadas consecutivas de Liga. Se o fizer no próximo fim-de-semana diante do Nacional, atingirá o feito pela primeira vez.
- 5 jogos consecutivos sem marcar é o seu pior registo ao serviço do Benfica: depois de bisar diante do Nacional, a 2 de Setembro de 2007, só voltou a marcar diante do Celtic, para a Liga dos Campeões, a 24 de Outubro de 2007. Ficou em “branco” nas partidas diante de Sp. Braga, Sporting e União Leiria, para a Liga, e de AC Milan e Shakthar, para a Liga dos Campeões. Em três desses jogos o Benfica não marcou qualquer golo.
- 10 dos seus 13 golos foram apontados de pé esquerdo, claramente a sua arma mais forte. 6 desses golos – todos os que não foram apontados de bola parada – resultaram de finalizações a dois toques: recepção e finalização. Dos 10 golos apontados com o pé esquerdo, 3 resultaram de finalizações de fora da área – 1 em bola parada, 2 em bola corrida.
- Os 2 golos que apontou de cabeça surgiram na sequência de cruzamentos do lado direito do ataque: frente ao Shakthar foi Máxi Pereira quem o assistiu ; frente à Académica foi Nuno Gomes, num gesto pouco usual do avançado internacional português, quem fez a assistência para a finalização de Cardozo.
- O único golo que apontou de pé direito, diante do Feirense, para a Taça de Portugal, aconteceu na única partida em que marcou saído do banco dos suplentes. Cardozo foi em 6 ocasiões suplente utilizado.
- 4 dos seus 13 golos surgiram de perdas de bola do adversário. 2 desses 4 golos surgiram de passes errados de guarda-redes – Diego Benaglio (Nacional) e Nilson (Vitória de Guimarães).
- Dos 13 golos apontados, apenas 5 resultaram de assistências de colegas de equipa – Maxi Pereira e Nuno Gomes serviram-no a partir de cruzamentos ; Di Maria, Léo e Rui Costa através de passes, sendo que os dos dois primeiros surgiram de fora da área a partir de uma zona central.
- 7 dos seus 13 golos surgiram nos últimos 10 metros, a sua zona de concretização preferencial.

OUTROS NÚMEROS DO “TACUARA”

- 21 golos em 33 jogos pelo Newell’s Old Boys, na divisão maior do futebol argentino. Nesses 33 jogos, Cardozo venceu 9 vezes, empatou 11 e perdeu 13.
- Dos 21 golos de Cardozo, 7 foram apontados em jogos em casa e 14 fora de casa. 10 nas primeiras partes, 11 nas etapas complementares.
- Apenas 1 dos seus 21 golos surgiu na transformação de uma grande penalidade.
- Apontou 11 golos solitários ; 3 “bis” e 1 “tripla”.
- Não marcou qualquer golo a partir do banco. Era impossível: foi sempre titular e completou 30 das 33 partidas que efectuou.
- Na sua melhor série goleadora, apontou 4 golos em 3 jogos consecutivos, em Abril de 2007. Depois de golos solitários ao Gimnasia y Esgrima (fora) e Colón Santa Fé (casa), bisou na deslocação ao terreno do Belgrano.
- A sua pior série foi 3 jogos consecutivos sem marcar golos: em Maio de 2007, diante de Independiente (fora), San Lorenzo (casa) e Estudiantes la Plata (fora).

- 29 golos pelo Nacional, na divisão maior do futebol paraguaio. 16 deles foram apontados em jogos em casa ; 13 foram marcados em partidas fora de casa. 14 na primeira parte ; 15 na etapa complementar.
- Dos 29 golos apontados pelo Nacional, 14 foram golos solitários, 6 “bis” e 1 “tripla”.
- 2 dos 29 golos resultaram da transformação de grandes penalidades.
- Cardozo marcou 1 auto-golo na Liga paraguaia. Foi a 1 de Outubro de 2005, na deslocação ao terreno do Sportivo Luqueño (1-1).

- 20 golos pelo 3 de Febrero na 2ª Divisão do Paraguai. 11 apontados em jogos em casa ; 9 em partidas realizadas extramuros.
- Dos 20 golos apontados por Cardozo no 3 de Febrero: 16 foram solitários e 2 “bis”. Não apontou qualquer “tripla”.

- 2 golos em 12 jogos pela Selecção principal do Paraguai. Nesses 12 jogos, Cardozo soma 4 vitórias, 4 empates, 4 derrotas.
- Os seus 2 golos aconteceram nas segundas partes dos jogos: marcou o tento da vitória num particular diante do México (1-0), a 5 de Junho de 2006, aos 89 minutos, 13 após ter entrado em campo ; e apontou, aos 56 minutos, um dos golos da vitória do Paraguai sobre os Estados Unidos da América, a 2 de Julho de 2007, na Copa América.
- A sua estreia pela Selecção ocorreu num particular diante da Austrália, a 7 de Outubro de 2006, pouco mais de 2 meses depois de se ter transferido para o Newell’s Old Boys da Argentina. Jogou os 90 minutos no empate a uma bola.
- O seu último jogo pelo Paraguai foi a 17 de Outubro de 2007, na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo. Foi suplente utilizado e ficou em “branco”. Há cinco partidas que não marca qualquer golo pela sua Selecção – o seu pior registo desde que se estreou como internacional.

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Jesualdo Ferreira e o 4x4x2
segunda-feira, 28 janeiro 2008

Jesualdo Ferreira

A SURPRESA DE JESUALDO. Depois de uma semana a discutir-se sobre quem completaria o “tridente” de ataque do FC Porto para a partida de Alvalade na ausência de Tarik Sektioui, Jesualdo Ferreira surpreendeu ao introduzir Marek Cech no “onze” portista em detrimento de Adriano, Ernesto Farias ou Mariano González. Assim, o Professor abdicava do tradicional 4x3x3 e apostava num 4x4x2, esquema que utilizara pela última vez em Anfield Road, há dois meses, naquela que foi a sua derrota mais pesada como técnico do FC Porto. Com esta opção, Jesualdo pretendia fazer face ao 4x5x1 que Paulo Bento previsivelmente apresentaria, contrariando não só a densidade do adversário no sector intermediário, como também criando uma situação de vantagem numérica na zona central do meio-campo, onde o FC Porto teria, do ponto de vista teórico, mais uma unidade. Os “dragões” entraram melhor na partida – Lucho González, nos primeiros dez minutos, desperdiçou duas excelentes oportunidades em posição privilegiada -, mas, aos 14 minutos, o Sporting já vencia por 2-0, com golos de Vukcevic e Izmailov. Esperava-se, então, uma reacção de Jesualdo, que só aconteceu após o intervalo: o “apático” Marek Cech, pouco eficaz a defender e totalmente ineficaz ofensivamente, ficou nos balneários, entrando Ernesto Farías, com o FC Porto a regressar ao 4x3x3 ; e Raul Meireles – que, em 69 minutos, conseguiu ser o jogador mais faltoso do campeão nacional no “clássico” - cedeu o seu lugar a Mariano González, com o FC Porto a passar a actuar entre um 4x2x3x1 em situação defensiva e um 4x2x4 ofensivo. O resultado não sofreria alterações até ao fim, mas o FC Porto foi dominador diante do Sporting: teve mais bola (61% - 49 %), rematou mais (18-12), enquadrou mais remates (7-6) e ganhou mais cantos (10-4). Falhou, contudo, no essencial: a eficácia, que permitiu ao Sporting resolver o clássico no primeiro quarto de hora, igualando o registo alcançado diante da Naval, a temporada passada, quando Alecsandro bisou com golos aos 12 e 14 minutos. Ao invés, o FC Porto não sofria dois golos no primeiro quarto de hora em jogos da Liga, desde que Derlei e Petar Krpan, a 16 de Dezembro de 2000, colocaram a União de Leiria, orientada por Manuel José, a vencer por 2-0 os “dragões” orientados por Fernando Santos – o jogo terminaria com 3-1 para os leirienses, com Krpan a bisar.

JESUALDO FERREIRA: 4x4x2 EM 7 EPISÓDIOS.

Jesualdo Ferreira em 4x4x2

ARSENAL 2-0 FC PORTO. O primeiro 4x4x2 de Jesualdo Ferreira aconteceu na estreia em jogos fora de casa na Liga dos Campeões. Depois de uma vitória caseira, por 3-0, diante do Beira-Mar, em 4x3x3, Jesualdo promoveu duas alterações no “onze”: mudou de médio ofensivo, trocando Jorginho por Anderson ; e retirou o avançado Adriano apostando em Ricardo Costa como lateral-esquerdo, fazendo avançar Marek Cech para o meio-campo, entre o centro e a esquerda. Ao intervalo, a perder por 1-0, e com o Arsenal dominador, retirou Ricardo Costa – má exibição – e Hélder Postiga, recuando Marek Cech – muito apagado como médio – e fazendo entrar Raul Meireles e Lisandro López. Aí, passou a assumir um 4x4x2 desdobrável em 4x3x3, já que Anderson aparecia muito sobre a esquerda do ataque. Aos 66 minutos, já a perder por 0-2, assumiu definitivamente um 4x3x3, com Adriano a render Anderson e a colocar-se na frente do ataque, apoiado por Lisandro e Quaresma. No jogo seguinte, em Braga, Jesualdo Ferreira regressou ao 4x3x3, mas surpreendeu ao colocar Anderson aberto no flanco esquerdo. O FC Porto sofreu um golo cedo, apontado por Marcel, e o Professor não tardou a reagir: aos 32 minutos, Assunção saiu e entrou Lisandro, com Anderson a regressar ao sector intermediário. Ainda antes do intervalo, por Postiga, o FC Porto chegou ao empate, mas, na segunda parte, Luís Filipe daria a vitória ao Sp. Braga.

FC PORTO 4-0 NAVAL. A única vitória do Professor em 4x4x2. Depois de duas derrotas para a Liga – em Leiria e no Dragão diante do Estrela da Amadora -, sempre em 4x3x3, Jesualdo apostou num 4x4x2 diante da Naval. Com Quaresma ausente devido a castigo, o que já sucedera diante da formação da Reboleira, onde Vieirinha aparecera como titular, o técnico portista lançou Bruno Moraes no “onze” em detrimento do jovem extremo, colocando-o nas costas de Lisandro López e Hélder Postiga. Insatisfeito com a inconsistência de Lucas Mareque a lateral-esquerdo, devolveu Jorge Fucile à posição onde se viria a fixar, juntando Marek Cech ao sector intermediário em detrimento de Raul Meireles, que foi poupado. Perante um adversário em noite medíocre, o FC Porto colocou-se com facilidade a vencer por 3-0 – dois de Lisandro e um de Lucho -, acabando a partida mais próximo de um 4x3x3, já com Wason Rentería em campo. Na partida seguinte, diante do Chelsea, no Dragão, para a Liga dos Campeões, especulou-se muito sobre uma eventual manutenção do esquema, mas o regresso de Quaresma ao “onze” levou-o a regressar ao 4x3x3, saindo Bruno Moraes.

CHELSEA 2-1 FC PORTO. Depois de uma vitória sofrida diante do Sp. Braga para a Liga em 4x3x3, Jesualdo Ferreira voltou a apostar num 4x4x2 em jogos da Liga dos Campeões. Sem Bosingwa, a contas com uma contractura muscular, Jesualdo viu-se obrigado a fazer regressar Ricardo Costa ao “onze”, deslocando Fucile para a direita, a sua posição natural. Adriano, que fora titular diante do Sp. Braga, foi preterido, com Marek Cech, mais uma vez, a reforçar o sector intermediário. A primeira parte do FC Porto foi agradável, e um fantástico lance de contra-ataque, finalizado por Ricardo Quaresma, até colocou os “dragões” em vantagem na eliminatória. Contudo, no início da etapa complementar, Robben empatou, e, minutos depois, Jesualdo regressou ao 4x3x3, com uma “dupla” substituição: saíram Marek Cech e Raul Meireles, entraram Ibson e Adriano. Um golo de Michael Ballack, a onze minutos do fim, afastaria o FC Porto da competição. No jogo seguinte, diante do Marítimo, para a Liga, Jesualdo regressou ao 4x3x3, surpreendendo a dar a titularidade a Ibson – saiu, prematuramente, lesionado – e Rentería. O FC Porto venceu por 2-1.

BENFICA 1-1 FC PORTO. Após uma derrota caseira diante do Sporting, em 4x3x3, onde a titularidade de Alan e o “esquecimento” de Miguel Veloso, que teve muita liberdade para lançar as iniciativas ofensivas dos “leões”, foram opções muito criticadas, Jesualdo assumiu o regresso ao 4x4x2 na deslocação à Luz, fortalecendo o sector intermediário, até porque o Benfica, em caso de vitória, assumiria o comando da Liga. Sem Lisandro, que já falhara a recepção ao Sporting devido a rotura muscular, o Professor manteve Adriano e Ricardo Quaresma no ataque, lançando Jorginho, em detrimento de Alan, na intermediária. Bosingwa, de regresso às convocatórias, foi titular, com Fucile a voltar à esquerda, saindo Cech do “onze”. O FC Porto colocar-se-ia em vantagem por Pepe no final da primeira parte, e já depois de refrescar o meio-campo com a entrada de Cech para o lugar de Raul Meireles, Jesualdo aproximou-se do 4x3x3, tirando Jorginho e lançando Wason Rentería, a um quarto-de-hora do fim. O avançado colombiano, verdadeiramente desastrado na finalização, poderia ter definido o clássico, mas foi o Benfica a chegar ao empate, através de David Luiz, nos últimos 10 minutos. No jogo seguinte, diante do Vitória de Setúbal, Jesualdo regressou ao 4x3x3, com Hélder Postiga a juntar-se a Adriano e Ricardo Quaresma no ataque, mantendo-se Jorginho no “onze”, com o FC Porto a conseguir um avassalador 5-1.

SPORTING 1-0 FC PORTO. Na partida de estreia da temporada 2007/08, o FC Porto defrontou o Sporting em Coimbra, na final da Supertaça Cândido de Oliveira. Quase cinco meses depois da derrota no Dragão para a Liga, Jesualdo não se esqueceu de Miguel Veloso, colocando Lisandro na posição “10”, nas costas de Ricardo Quaresma e Adriano, assumindo um 4x4x2. Sem Lucho González, apenas com 6 treinos nas pernas, o Professor voltou a colocar Marek Cech na zona intermediária, juntando-o a Paulo Assunção, Raul Meireles e Lisandro. Seria um minuto depois da saída do internacional eslovaco, rendido pelo estreante Kazmierczak, que o Sporting adiantar-se-ia no marcador por Izmailov, que aproveitou da melhor forma um passe açucarado de Miguel Veloso e a passividade do internacional polaco. Jesualdo assumiu, de imediato, o 4x3x3, que, com a entrada de Mariano González se esticou, muitas vezes, num 4x2x4, à semelhança do que aconteceu ontem em Alvalade, já que com Ricardo Quaresma aberto na outra ala, Lisandro juntava-se a Adriano na área. Contudo, o resultado não sofreria alterações, e, na partida seguinte, a de estreia na Liga, o FC Porto regressava ao 4x3x3, com Tarik Sektioui a surgir no “onze”, tal como Lucho González, vencendo em Braga por 2-1.

LIVERPOOL 4-1 FC PORTO. 3 meses e meio depois do jogo da Supertaça, o FC Porto regressava ao 4x4x2, em nova deslocação a solo inglês para um jogo da Liga dos Campeões. Depois de uma tranquila vitória por 2-0 diante da “revelação” Vitória de Setúbal, Jesualdo Ferreira surpreendeu ao colocar Kazmierczak e Mariano González no “onze”, abdicando de Raul Meireles e Tarik Sektioui. Mariano assumiu o papel de “10”, com Lucho González muito próximo, enquanto que Kazmierczak acumulava o “papel” de 2º trinco, no apoio a Paulo Assunção, e o de interior esquerdo, procurando dar mais músculo e capacidade no futebol aéreo ao meio-campo portista. O Liverpool adiantou-se por “El Niño” Torres, mas, ainda antes do intervalo, Lisandro empatou, após cruzamento de Kazmierczak. No segundo tempo, depois trocar o polaco por Raul Meireles, Jesualdo, a 13 minutos do fim, parecia apostar no 4x3x3, ao trocar o desinspirado Mariano por Tarik Sektioui. Só que, um minuto depois, Torres colocava o Liverpool novamente em vantagem, com o resultado a avolumar-se até ao 4-1, já com o FC Porto mais próximo de um 4x2x4, após a entrada de Hélder Postiga em detrimento de Paulo Assunção. Três dias depois, na Luz, diante do Benfica, Jesualdo regressava ao 4x3x3, vencendo por 1-0, com golo de Quaresma, “travando” a aproximação do Benfica na classificação. Promoveu 4 alterações na equipa em relação a Anfield Road: saíram Stepanov, Cech, Kazmierczak e Mariano González, entraram Pedro Emanuel, Jorge Fucile, Raul Meireles e Tarik Sektioui.

SPORTING 2-0 FC PORTO. Depois de vencer o Desp. Aves para a Taça de Portugal (2-0), apostando num 4x3x3, em que juntou Adriano, Farias e Mariano González no ataque, esperava-se que fosse um dos jogadores sul-americanos a juntar-se a Ricardo Quaresma e Lisandro López na linha da frente na deslocação a Alvalade. Se Adriano, que já havia sido titular diante do Sp. Braga, no último jogo da Liga, parecia o melhor colocado, o crescimento de forma de “Tecla” Farias deixava-o também bem posicionado, só que Jesualdo Ferreira apostou num 4x4x2, fazendo regressar Marek Cech ao meio-campo. No próximo sábado, na recepção ao Leiria, Jesualdo deverá regressar ao 4x3x3, e não constituirá surpresa que seja o argentino Farias, que voltou a deixar boas indicações em Alvalade, a juntar-se a Lisandro e Quaresma no ataque, até porque Adriano não saiu do “banco”.

SALDO: 7 jogos, 1 vitória, 1 empate, 5 derrotas. 7 golos marcados – 12 golos sofridos.

JESUALDO FERREIRA: SEM VITÓRIAS EM ALVALADE.

Jesualdo Ferreira em Alvalade

SALDO: 8 jogos, 0 vitórias, 4 empates, 4 derrotas. 3 golos marcados – 9 golos sofridos.

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Vladimir Stojkovic: a hora do regresso?
sexta-feira, 25 janeiro 2008

Vladimir Stojkovic

FACTO. Se Paulo Bento mantiver a estratégia de rotatividade que tem vindo a seguir esta temporada no que diz respeito à baliza, cuja única excepção foi a deslocação a Fátima, onde o Sporting se apresentou com o seu melhor “onze”, a surpreendente titularidade de Rui Patrício diante do Beira-Mar indicia o regresso do internacional sérvio Vladimir Stojkovic à baliza dos “leões” em jogos da Liga. Ausente desde a vitoriosa recepção à Naval, em 4 de Novembro de 2007, Stojkovic tem tido um percurso marcado por vários incidentes desde que chegou a Alvalade, com o objectivo de substituir Ricardo, o que levou o Sporting a investir 2 milhões de euros na sua aquisição junto do Nantes: tudo começou no lance polémico que ditou a derrota diante do FC Porto no “clássico” das Antas, passou depois por um incidente disciplinar que ditou o seu afastamento na deslocação a Roma, prosseguiu com uma lesão no abdómen e por entrevistas polémicas de Vladimir e do seu irmão Vladan que provocaram a ira de Paulo Bento e do departamento médico do Sporting. De Novembro até hoje, Stojkovic apenas realizou duas partidas: em Setúbal, para a Taça da Liga, onde foi o melhor do Sporting, na derrota por 0-1 ; e sábado passado, frente ao Lagoa, em jogo a contar para a Taça de Portugal (vitória 4-0).

STOJKOVIC E OS “JOGOS GRANDES”.

Vladimir Stojkovic

Formado nas escolas do Estrela Vermelha de Belgrado, com uma curta passagem, pelo meio, à experiência pelas categorias inferiores do Boavista, que não foi bem sucedida, Vladimir Stojkovic sentiu dificuldades na transição para sénior, já que sem espaços na formação principal da formação de Belgrado, acabou por ser dispensado. Viu-se obrigado a rumar ao modesto Zemun, onde se estreou como sénior, sendo que em duas épocas, cruzar-se-ia em três ocasiões com o seu anterior clube, protagonizando sempre excelentes exibições. Perdeu dois jogos, mas o empate a zero, em Março de 2005, acabaria por revelar-se decisivo para o seu regresso ao Estrela Vermelha pelas mãos do italiano Walter Zenga, curiosamente um antigo guardião da Squadra Azzurra. Frente ao Partizan, contudo, Vladimir Stojkovic não conseguiu exibições tão inspiradas: duas derrotas pesadas e oito golos sofridos, um deles apontado por Simon Vukcevic, seu actual colega de equipa no Sporting. Em 2005/06, já ao serviço do Estrela Vermelha, reencontrar-se-ia, em duas ocasiões, com o Partizan: uma vitória – curiosamente na sua estreia em jogos em casa – e um empate fora, duas grandes exibições e nenhum golo sofrido. Na temporada seguinte rumou ao Nantes, onde não foi feliz. O seu trajecto de meio ano no clube francês, com apenas uma vitória em dez jogos, iniciou-se com a recepção ao Lyon: má exibição e derrota por 1-3, com golos de Benzema, Squillaci e Fred. Já na Holanda, onde cumpriu a segunda metade da temporada passada, Stojkovic cruzou-se com o PSV Eindhoven: derrota por 1-5 do Vitesse, mas Stojkovic sairia ao intervalo, com o resultado em 1-2. Em Portugal, o mês de Agosto reservou-lhe dois encontros com o FC Porto: o primeiro, saboroso, com uma vitória (1-0), que lhe valeu a conquista do seu primeiro título (Supertaça) no jogo de estreia no futebol português ; o segundo, muito amargo, já que protagonizou o lance polémico que deu o triunfo ao FC Porto (0-1) – após um corte/atraso de Anderson Polga, e sob a pressão de Hélder Postiga, Stojkovic mostrou-se nervoso e pouco concentrado, agarrando a bola com as mãos mesmo após uma primeira hesitação, que originaria um livre indirecto dentro da área que Raul Meireles transformaria em golo após passe de Lucho González. Em Setembro, Stojkovic teria a oportunidade de realizar mais dois jogos “grandes”: primeiro com o Manchester United, em Alvalade, com derrota 0-1 ; o segundo, na Luz, diante do Benfica, com empate a zero.

UM OLHAR SOBRE A PRESTAÇÃO DOS GUARDA-REDES NAS PRIMEIRAS 16 JORNADAS DA LIGA

Guarda-Redes: dados estatísticos

Rui Patrício

STOJKOVIC VS. RUI PATRÍCIO. Num olhar sobre os números dos dois guarda-redes do Sporting na Liga 2007/08, a formação de Alvalade nada ganhou com a aposta em Rui Patrício em detrimento de Vladimir Stojkovic. Com o internacional sérvio na baliza, o Sporting venceu mais vezes e perdeu menos vezes, como também garantiu uma maior inviolabilidade das suas redes: Stojkovic valeu 5 “balizas virgens” em 9 jogos (55,6%), tendo sofrido 5 golos (0,56 por jogo) ; enquanto que Patrício não valeu nenhuma “baliza virgem” em seis partidas, tendo sofrido 7 golos em 6 jogos, o que garante uma média superior a um golo sofrido por partida (1,17), pouco habitual num clube grande. Numa análise mais ampla podemos também verificar as seguintes situações: Stojkovic intervém mais nas partidas (3,67 intervenções por jogo de diferencial), é mais activo entre postes (2 intervenções por jogo de diferencial) e também fora de postes, onde, ainda assim, existe um maior equilíbrio de forças (0,95 intervenções por jogo de diferencial). Em termos de intervenções completas, Stojkovic apresenta também números superiores ao do jovem guardião português (1,28 de diferencial por jogo), que só o suplanta nas intervenções incompletas – Patrício apenas executa 1 em média por jogo, enquanto que o internacional sérvio protagoniza 2,67 jogo. Essa diferença acaba por justificar-se pelo menor número de intervenções de Rui Patrício, como também por uma menor tendência pelo risco e por jogar seguro, que o leva a optar por defesas ou saídas completas: 70% das suas acções entre postes são defesas completas ; 90% das suas acções fora dos postes são saídas completas, aspecto em que se superioriza não só a Stojkovic, como também a Hélton e Quim, que, no entanto, arriscam muito mais acções fora dos postes. Já o guardião sérvio é aquele que mostra maior eficiência a funcionar como libero: recupera 2,33 bolas por jogo, média superior à de Hélton (1,54), Quim (2.09) e Rui Patrício (1,83).

Hélton

HÉLTON: SINÓNIMO DE QUALIDADE. O guardião brasileiro do FC Porto é, entre aqueles que disputaram pelo menos metade dos jogos da Liga, o que sofre menos golos em média por jogo (5 em 13 jogos, o que perfaz uma média de 0,38 golos sofridos por jogo), como também o que mais vezes garante a inviolabilidade das suas redes – 9 em 13 jogos (69,2 % de eficácia), o que lhe garante uma média superior de vitórias e inferior de derrotas em relação à concorrência. Menos interventivo do que Quim e Stojkovic ao longo dos jogos, o internacional brasileiro executa 11,46 intervenções em média por jogo, defendendo menos entre postes do que Stojkovic (0,67 de diferencial por jogo) e do que Quim fora dos postes (0,41). Contudo, superioriza-se, de forma inequívoca, à concorrência no que diz respeito a defesas e saídas completas: 7,85 em média por jogo contra 6,78 de Stojkovic e 6,33 de Quim, dominando também os itens isoladamente: 0,01 de diferencial sobre Stojkovic nas defesas completas ; 0,4 de diferencial sobre Quim nas saídas completas, onde revela maior eficácia nas suas intervenções (84% das suas acções fora dos postes são completas, enquanto que entre os postes 74% das suas defesas são completas).

Quim

QUIM: SENHOR INTERVENÇÃO. Com uma média de 0,56 golos sofridos por jogo, exactamente igual à de Stojkovic, ainda que representativos de 9 golos sofridos em 16 jogos, Quim apresenta, de momento, números superiores aos da época passada (0,69) ou aos da temporada do título (0,74). Contudo, tem garantido menos vezes a inviolabilidade da baliza encarnada: 7 jogos sem sofrer golos, que perfazem 46,7% de eficácia, números inferiores aos de Hélton (69,2%) e Stojkovic (55,6%), e pouco superiores aos do boavisteiro Carlos e do bracarense Paulo Santos, que sofreram 4 golos em 9 jogos (44,4% de eficácia), como também abaixo do rendimento evidenciando em épocas anteriores – 53,6% em 2006/07 ; 83,3% em 2005/06 e 47,4% em 2006/07. Quando comparado com os guarda-redes dos outros “grandes”, Quim é aquele que protagoniza mais intervenções por jogo - 12,27 de média -, como também é o que mais defesas ou saídas efectua – 9,79 de média por jogo -, o que também leva a que seja o guardião que mais faltas sofre (0,26 por jogo). Menos talhado para intervenções entre postes, onde apresenta números inferiores aos de Stojkovic e Hélton, Quim superioriza-se à concorrência nas saídas dos postes, efectuando 7,11 intervenções por jogo. De realçar que Quim é o “rei” das defesas incompletas – 3,46 intervenções por jogo, representativas de 35% das suas defesas e saídas - , com particular destaque para os números que apresenta entre postes, onde o internacional português mostra uma grande tendência para efectuar defesas incompletas – 59% das suas intervenções não garantem defesas completas -, o que é pouco usual, mas também é o guardião que efectua mais intervenções incompletas fora dos postes – 1,89 por jogo.

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Hélton: o travão do Levezinho
quinta-feira, 24 janeiro 2008

Hélton

FACTO. O próximo domingo marcará o oitavo encontro de Hélton e Liedson na Liga portuguesa. Até ao momento, o saldo é amplamente favorável ao guardião portista e ex-leiriense que soma 3 vitórias – 2 pelo FC Porto e 1 pela União de Leiria – e 3 empates – 2 pela União de Leiria e 1 pelo FC Porto – sobre o avançado sportinguista, que apenas saboreou uma vitória sobre o compatriota – diante da União de Leiria. Com 74 tentos apontados em 136 jogos na Liga portuguesa, Liedson, que, curiosamente, se estreou diante do FC Porto, a 2 de Setembro de 2003, nunca conseguiu apontar qualquer golo a Hélton, que assim se constitui como a sua principal “besta-negra”.

HÉLTON VS. LIEDSON: TODO O HISTÓRICO NA LIGA PORTUGUESA.

Hélton vs. Liedson

O JOGO DE ESTREIA. Foi a 20 de Dezembro de 2003, que o Sporting, orientado por Fernando Santos, recebeu e bateu a União de Leiria, comandada por Vítor Pontes, em Alvalade. Liedson ficou em branco, mas contribuiu, de forma decisiva, para o triunfo leonino: as suas acções foram determinantes para a expulsão de Gabriel, o seu marcador directo, para além de ter “cavado” a grande penalidade que deu o 2-0, cobrada por Pedro Barbosa, aos 81 minutos, seis após Lourenço ter aberto o marcador, num cabeceamento após cruzamento de Barbosa. Aos 61 minutos, após livre da direita de Fábio Rochemback, Liedson efectuou um excelente cabeceamento, para uma intervenção fabulosa de Hélton, que conduziu a bola ao ferro da sua baliza. Hélton que, apesar dos dois golos sofridos, cotou-se como um dos melhores em campo.

LEIRIA VENCE E PORTO FESTEJA. A 24 de Abril de 2004, União de Leiria e Sporting reencontraram-se, desta feita no Municipal leiriense, a duas jornadas do final do campeonato. Com o Sporting a atravessar um período conturbado, mas ainda em 2º lugar e com hipóteses matemáticas de chegar ao título, a derrota em Leiria, com um golo de Alhandra, após jogada de insistência de Douala, abriu os festejos no Porto, confirmados no dia seguinte na recepção ao Alverca. Na baliza da formação leiriense Hélton cotou-se como o melhor em campo, negando vários golos aos “leões”. Aos 58 minutos, após livre lateral de Tinga, Liedson cabeceou para uma defesa espantosa do guardião brasileiro, que, no final do jogo, confessou “não ter nada contra o Sporting”, por quem disse sentir “admiração”, numa altura em que se falava num eventual interesse do clube de Alvalade no seu concurso.

EMPATE EM ALVALADE E CRISE. A 4 de Outubro de 2004, o Sporting, orientado por José Peseiro, e a União de Leiria, ainda treinada por Vítor Pontes, encontraram-se em Alvalade. O Sporting, depois de um mau arranque de campeonato, queria regressar às vitórias, mas esteve muito perto de perder o encontro. Com Liedson muito activo no ataque, a formação leonina até entrou melhor no encontro, com Rogério a abrir o marcador, concluindo assistência do “Levezinho”. Contudo, os leirienses reagiram: João Paulo, actualmente no FC Porto, na sequência de um pontapé de canto, e Fábio Felício, num pontapé forte e colocado, deram a volta ao marcador. Foi já no período de descontos que Beto, concluindo jogada de insistência de Douala, curiosamente ex-leiriense, apontou o golo do empate, numa noite em que Hélton alternou boas defesas com momentos de algum nervosismo, terminando a partida, aparentemente, com algumas limitações físicas. Em Alvalade a contestação a Peseiro subia de tom, mas apesar do pior arranque pós-25 de Abril dos “leões”, o técnico ribatejano dizia, no fim da partida, ter forças para continuar.

NULO. A 19 de Fevereiro de 2005, União de Leiria e Sporting voltaram a defrontar-se no Municipal de Leiria. Jogo sem grande chama, com o Sporting a acusar, em demasia, o desgaste do jogo europeu a meio da semana diante do Feyenoord, realizando uma primeira parte muito fraca. Na segunda etapa, o Sporting procurou o triunfo, mas sem grande inspiração, perante uma União muito organizada do ponto de vista defensivo. Liedson teve uma noite apagada e pouco inspirada em termos de finalização, enquanto que Hélton resolveu, sem dificuldades, os maiores problemas que o Sporting causou, quase sempre em remates de fora da área.

O JOGO DO TÍTULO. A 8 de Abril de 2006, a primeira vitória de Hélton em Alvalade, num Sporting – FC Porto, que, a cinco jornadas do fim da prova, ganhou o epíteto de “jogo do título”, pois apenas 2 pontos separavam as duas equipas na tabela classificativa. O jogo, que colocava frente-a-frente Paulo Bento e Co Adriaanse, ficou marcado pela tensão e pouco espectáculo, com um número elevado de faltas a não contribuir para a sua fluidez. Foi Jorginho que, a cinco minutos do fim, deu a vitória ao FC Porto, escancarando as portas do título para os dragões. Com Liedson praticamente sem espaços para aparecer em zona de finalização, muito por culpa do bom trabalho de Pepe e Pedro Emanuel, o “Levezinho” acabou por se destacar mais em espaços exteriores, ao “sacar” a expulsão a Bosingwa. Hélton, que ainda vivia atormentado pela contestação em torno da perda da titularidade de Vítor Baía, esteve em bom plano, apesar de não ter sido obrigado a uma noite de intenso trabalho.

EMPATE A TRÊS. Com a liderança da Liga 2006/07 em disputa, Sporting, de Paulo Bento, e FC Porto, de Jesualdo Ferreira, encontraram-se em Alvalade em igualdade pontual, a 22 de Outubro de 2006, depois de jogo europeu a meio da semana. Numa noite de muito trabalho para Hélton, que se revelou quase sempre seguro, Yannick adiantou o Sporting no marcador, ainda no primeiro tempo, concluindo, de cabeça, um cruzamento de Nani, perante a apatia do sector recuado portista. Pouco antes, Hélton causara um calafrio aos adeptos portistas, quando, após receber um atraso, escorregou, mas mesmo pressionado por Liedson, recompôs-se e fintou o compatriota. Na etapa complementar, o FC Porto empatou por Ricardo Quaresma, aproveitando uma saída menos feliz de Ricardo, mas seria o Sporting a estar mais perto da vitória, quando, aos 83 minutos, Carlos Martins centrou para Liedson, que, de cabeça, atirou à barra da baliza portista, já com Hélton batido. O empate manteve-se e o grande beneficiado foi o Benfica, que, minutos antes, vencera o Estrela da Amadora, e juntava-se a FC Porto e Sporting no comando da Liga.

LIVRE INDIRECTO. Já depois de se terem cruzado, a meio de Agosto, na final da Supertaça, com um golo de Izmailov a dar o primeiro triunfo da época ao Sporting, “dragões” e “leões” reencontraram-se a 26 de Agosto de 2007 no Dragão, na 2ª jornada da Liga, após vitórias na ronda inaugural. Hélton, por duas vezes, e sempre em acções de antecipação, negou o golo ao “Levezinho”, mas não teve uma noite regular, já que, perto do fim, largou, de forma perigosa, um remate de Derlei, mas Yannick Djaló não conseguiu aproveitar o ressalto. A vitória do FC Porto acabou por surgiu num polémico livre indirecto dentro da área, depois de um hesitante Stojkovic ter agarrado com as mãos um corte/atraso de Anderson Polga. Raul Meireles deu a melhor sequência a uma assistência de Lucho González, quando todos esperavam que o argentino servisse Ricardo Quaresma. No final da partida, Hélton terá abordado Stojkovic em relação ao lance, aconselhando-o a não se deixar abater pela situação.

SEM PRECEDENTES NO BRASIL. Hélton e Liedson nunca se cruzaram em jogos da Liga brasileira. Hélton, entre 1999 e 2002, somou 44 jogos ao serviço do Vasco da Gama, enquanto que Liedson representou o Coritiba, em 2001 e 2002, o Flamengo, em 2002, e o Corinthians, em 2003, somando 29 golos em 51 partidas do Brasileirão. A 16 de Outubro de 2002, praticamente dois meses e meio antes da chegada de Hélton a Leiria, Liedson, ao serviço do Flamengo, fazendo dupla de ataque com Zé Carlos (“Zé do Golo”) defrontou o Vasco da Gama, perdendo 1-2 no Maracanã, mas o guardião não fez parte sequer dos convocados, tendo sido preterido em relação a Fábio e Márcio. No ano anterior, pelo Vasco da Gama, Hélton defrontara o Coritiba, mas Liedson não foi utilizado. Seria Rincón, actual avançado do Vizela, a decidir a partida para o “Coxa”, batendo Hélton numa conclusão ao segundo poste, após bom trabalho de Edmílson.

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Rodrigo Tiuí: o pássaro de Taboão da Serra
terça-feira, 22 janeiro 2008

Rodrigo Tiuí: o novo avançado do Sporting

RODRIGO TIUÍ: O NOVO AVANÇADO DO SPORTING. A meio da semana passada, o Sporting apresentou o seu primeiro reforço de Inverno: Rodrigo Bonifácio da Rocha, mais conhecido por Rodrigo Tiuí, avançado, de 22 anos, 1.77/64, dispensado pelo Fluminense no final da temporada 2007. Com um percurso irregular no futebol sénior, que conta também com passagens pelo Noroeste e Santos, o avançado que deu nas vistas como goleador nas equipas de base do Fluminense, representará o Sporting nas próximas três temporadas e meia. Até ao momento, Tiuí, cuja alcunha provém de um pássaro de bico achatado e longo, soma 17 golos em 103 jogos no Brasileirão, tendo conquistado 2 campeonatos estaduais: o Carioca, em 2005, ao serviço do Fluminense ; e o Paulista, em 2007, pelo Santos.

DADOS BIOGRÁFICOS. Natural de Taboão da Serra, município do interior do Estado de São Paulo, conhecido por ser cidade-dormitório de muitos trabalhadores da capital do Estado, teve uma infância complicada, que o obrigou a abandonar de forma prematura os estudos, não completando o actual primeiro ciclo do ensino básico. Incorporado em projectos sociais, acabou por dar nas vistas a jogar futebol no clube local, o Taboão, rumando, bastante jovem, ao Fluminense, onde conclui o seu trajecto de formação, concretizando o sonho de representar o seu clube do coração, destacando-se como melhor marcador das equipas jovens do clube carioca. Em 2003, ainda como júnior, teve oportunidade de se estrear pela equipa principal do Fluminense, aproveitando a péssima fase do clube no Brasileirão, para somar alguns minutos de competição. Em 2004, depois de ter dado nas vistas na Copa São Paulo - a popular "Copinha", uma espécie de Campeonato Nacional Brasileiro sub-20 -, com vários golos marcados, começou a ser uma presença regular na primeira equipa, marcando 5 golos em 18 partidas no Brasileirão 2004. Em 2005, já incorporado, de forma definitiva, na formação principal, ajudou o clube, na altura orientado por Abel Braga, a vencer o Cariocão 2005 e a chegar à final da Copa do Brasil - marcou um golo nas meias-finais diante do Ceará -, que perderia para o Paulista. No Brasileirão 2005 apontou 3 golos em 29 jogos, convivendo, pela primeira vez, com críticas por parte dos adeptos, pouco satisfeitos com o seu rendimento inconstante. No início de 2006, de forma a ser utilizado com maior regularidade, foi emprestado ao Noroeste, onde conheceu o melhor período da sua carreira: apontou 8 golos no Paulistão 2006 e contribuiu de forma decisiva para o Noroeste alcançar um histórico 4º lugar na competição, à frente do então campeão brasileiro Corinthians, despertando a cobiça de Santos e Palmeiras, que disputaram a sua aquisição. Rumaria ao Santos, por empréstimo de um ano, entrando de forma fulgurante no clube comandado por Vanderlei Luxemburgo, ao apontar 3 golos nos 4 primeiros jogos que realizou pelo "Peixe" no Brasileirão. Contudo, o seu rendimento foi caindo e perdeu espaço na equipa paulista, acabando a temporada com 6 golos em 29 jogos, 15 dos quais como titular. Criticado pela "torcida", que começou a chamar-lhe de forma irónica, Rodrigo "Henry", manteve-se no clube no primeiro semestre de 2007, apontando 3 golo