Destino Chipre
quarta-feira, 14 novembro 2007

São 34 os jogadores portugueses que se encontram a disputar a Liga do Chipre, que no último fim-de-semana entrou no segundo terço da competição, sendo que apenas 2 clubes - AEK e ENP - dos 14 participantes não contam com lusitanos nos seus planteis. O número do contingente português muito possivelmente irá ser alargado após o "Mercado de Inverno", já que vários dos nossos emigrantes têm-se assumido como figuras de proa dos seus conjuntos: desde Ricardo Fernandes, antigo jogador do FC Porto e Sporting, cérebro ofensivo do campeão APOEL, aos (ainda) jovens Tiquinho e Hugo Machado, produtos das "escolas" de clubes grandes, mas desaproveitados no futebol sénior, ao goleador Bernardo Vasconcelos, que nunca se conseguiu afirmar nas duas principais divisões do futebol português. Outros, como Nuno Morais, Luís Loureiro, Chainho, Calado, Ricardo Sousa, Paulo Costa, Edgar Marcelino ou Rui Lima ainda não têm muitas histórias para contar, mas os próximos meses poderão trazer novidades. Ao contingente luso há ainda a acrescentar vários jogadores com passagens pela nossa Liga: os brasileiros Emerson, Clayton, Elpídio Silva e José Carlos ; o lituano Jankauskas ; o moçambicano Dário ; ou o nigeriano Kingsley, para além de David - o tal que pelo Atlético eliminou o FC Porto da Taça no Dragão - e Edmar, dois brasileiros que nunca chegaram à divisão principal, e que já conseguiram atingir algum protagonismo na Liga cipriota.

O PLAYMAKER, em três capítulos, faz um balanço equipa a equipa, centrando-se no contigente português e nos jogadores que passaram pela Liga portuguesa, do primeiro terço da Liga, juntando-lhe ainda nomes de outros protagonistas - o polaco Sosin, o nigeriano Babangida ou a revelação Bangura - com muitos vídeos como "rebuçado".


O CONTINGENTE LUSITANO:

ANORTHOSIS FAMAGUSTA - Luís Loureiro
APOEL NICÓSIA - Nuno Morais, Hélio Pinto, Ricardo Fernandes
OMONIA NICÓSIA - Nélson Veiga (luso-caboverdiano), Medeiros, Torrão, Ricardo Sousa, Rui Lima, Edgar Marcelino
APOLLON LIMASSOL - João Paiva
AEL - Zé Nando, Joca, Tiquinho, Hélio Roque
APOP - Carlos Marques, Calado, Paulo Sousa, Vargas, Bernardo Vasconcelos
DOXA KATOKOPIA - Júnior (luso-angolano), Nuno Rodrigues, Freddy (luso-angolano)
ALKI - Nandinho, Chainho, Mário Carlos, Hernâni
ETHNIKOS - Nilton (luso-caboverdiano)
OLYMPIACOS - Braima (luso-guineense), Hugo Machado
NEA SALAMINA - Tiago Lemos, Rui Dolores
ARIS - Puma, Paulo Costa.

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Destino Chipre (I)
quarta-feira, 14 novembro 2007

Luís Loureiro Lukasz Sosin

ANORTHOSIS. Líder isolado da Liga é a única equipa que ainda não perdeu, juntando a esse feito a conquista da Supertaça cipriota diante do campeão APOEL. Comandada tecnicamente pelo antigo internacional georgiano Temuri Ketsbaia, antigo jogador de Newcastle United e Wolves, tem um percurso 100% vitorioso em casa, enquanto que extramuros soma 3 empates em 5 partidas. Luís Loureiro é o único português do Anorthosis, mas ainda não se conseguiu afirmar como titular: soma, até ao momento, 2 jogos na Liga, ambos como suplente utilizado, a que junta 3 partidas, na mesma condição, na Taça UEFA. A principal figura da equipa é o internacional polaco Lukasz Sosin, que trocou, no último Verão, o Apollon, ao serviço do qual marcou 96 golos em 120 jogos, pelo Anorthosis, juntando à imagem de grande goleador do futebol cipriota nos últimos anos à de "Traidor" para os adeptos do seu anterior clube que até criaram um sítio anti-Sosin. Até ao momento, Sosin soma 4 golos na Liga 2007/08, mais um tento que Nikos Nicolaou, veterano defesa-central internacional cipriota, e do tanque esloveno Anton Zlogar, o habitual parceiro de ataque do internacional polaco.

Nuno Morais Emerson Hélio Pinto Ricardo Fernandes José Carlos

APOEL. O campeão em título está a apenas 2 pontos do Anorthosis, somando por vitórias todos os jogos (5) disputados em casa, contrariando alguma intermitência extramuros, onde já perdeu 8 pontos. São três os futebolistas portugueses a representar o APOEL: Nuno Morais, antigo internacional sub-21, contratado ao Chelsea, Ricardo Fernandes, antigo jogador de Sporting e FC Porto, a cumprir a 3ª temporada no clube, e Hélio Pinto, que chegou a representar a equipa principal do Benfica, tendo-se sagrado campeão o ano passado, depois de ter alcançando o mesmo feito, em 2005/06, mas ao serviço do Apollon. Morais, que havia sido titular no duplo confronto frente ao BATE, na 2ª eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, "pagou" a desastrosa exibição colectiva na Bielorrússia e a expulsão na final da Supertaça diante do Anorthosis com a perda da titularidade. Até agora, na Liga, realizou apenas 1 jogo completo e mais 2 em que foi substituído, não jogando desde 7 de Outubro. Ricardo Fernandes, considerado como elemento-chave da organização de jogo ofensivo da equipa, mantém o estatuto de indispensável, somando 9 jogos na Liga - 8 dos quais como titular - e 2 na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, tendo apontado 2 tentos na competição interna, a que junta ainda várias assistências para finalizações vitoriosas. Hélio Pinto, por sua vez, continua a ser um dos elementos mais utilizados, ainda que raramente jogue a tempo inteiro. Autor de um golo na final da Supertaça, soma 1 tento na Liga, no "derby" diante do Apollon, partida que abandonou precocemente após um desmaio, totalizando 7 partidas na Liga e 2 nas competições europeias, nenhuma delas completa. A estes nomes juntam-se ainda 2 brasileiros sobejamente conhecidos do público português: o veterano Emerson, antigo jogador do Belenenses e do FC Porto, que é um habitual titular, e José Carlos, o popular "Zé do Golo", antigo avançado de Marítimo e Sp. Braga, que não se tem conseguido impor, somando apenas 2 jogos na Liga e 1 na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Golos, nem vê-los, o que poderá torná-lo num fruto apetecido para os clubes portugueses na reabertura de mercado. Para além de Ricardo Fernandes, destaque para Nikos Machlas, veterano internacional grego, melhor marcador da Liga com 8 golos em 9 jogos, e para Constantinos Makrides, médio-ala direito, de 25 anos, uma das principais figuras da selecção do Chipre, pela qual já soma mais de 30 internacionalizações, e que nas últimas 3 jornadas da Liga somou 3 tentos.

Medeiros Nélson Veiga Torrão Ricardo Sousa Rui Lima Edgar Marcelino

OMONIA. Depois de dois segundos lugares consecutivos, o Omonia investiu forte na nova temporada com o objectivo de recuperar o título que foge à formação de Nicósia desde 2002/03. 3º classificado, em igualdade pontual com o APOEL, conta nas suas fileiras com 5 portugueses - Medeiros, Torrão, Ricardo Sousa, Rui Lima e Edgar Marcelino - e 1 luso-cabo-verdiano - Nélson Veiga - num plantel composto por jogadores de 10 nacionalidades diferentes. Medeiros, defesa polivalente, ex-Académica, ainda não teve oportunidade de se estrear em jogos oficiais, não competindo desde Maio de 2006, quando se despediu da formação conimbricense, na deslocação à Luz. Ao invés, Nélson Veiga, antigo defesa de Vitória de Setúbal e Naval, a cumprir a sua 2ª temporada no clube, mantém-se como líder do sector recuado, somando 9 jogos completos na Liga e 4 partidas na Taça UEFA, tendo sido expulso em Sófia, diante do CSKA, na partida que ditou a eliminação do Omónia da competição. Dos elementos do meio-campo, Torrão tem sido o mais utilizado: soma 9 jogos, 6 deles na Liga - apenas 3 como titular - e 3 jogos na Taça UEFA - 2 deles completos. Rui Lima, contratado ao Beira-Mar, e Ricardo Sousa, ex-Boavista, não têm feito parte dos planos do técnico. Ainda assim, Lima soma 1 golo em 3 jogos na Liga, onde não joga desde 29 de Setembro, enquanto que Sousa, que já não actua com regularidade desde a excelente temporada ao serviço do Boavista em 2003/04, apenas foi utilizado por 10 minutos na partida de estreia na Liga diante do Olympiakos. Curiosamente, Ricardo Sousa foi mais utilizado na UEFA - 1 golo, em 3 jogos, sempre como suplente utilizado - do que na Liga, enquanto que Rui Lima foi apenas suplente utilizado numa partida das competições europeias - em Sófia, na derrota diante do CSKA (1-2). Por fim, o extremo Edgar Marcelino, antigo internacional nos escalões jovens das selecções portuguesas, apenas foi utilizado em 1 partida da Liga, quando entrou ao intervalo na vitória caseira diante do Ethnikos Achna (2-1), um jogo disputado a 29 de Setembro. Com os jogadores portugueses em "baixa", acabam por ser os internacionais cipriotas Kostas Kaiafas - médio-centro, de 33 anos - e Kyriakos Chailis - extremo/avançado, de 29 anos - a estar em maior plano de destaque.

João Paiva Haruna Babangida

APOLLON. Depois de ter sido campeão em 2005/06, o Apollon Limassol realizou uma última temporada decepcionante, ficando apenas na 6ª posição. Esta época a temporada não começou bem - 3 derrotas nas primeiras 5 jornadas -, mas a equipa tem vindo a recuperar, fruto de três vitórias consecutivas, que a colocam no 4º lugar, mas já a 5 pontos do líder Anorthosis. João Paiva, antigo goleador das camadas jovens do Sporting, cumpre a 3ª temporada no clube, depois de ter apontado 16 golos nas duas primeiras épocas, na "sombra" do polaco Lukasz Sosin. Contudo, esta época, Paiva tem estado abaixo das expectativas, não tendo ainda marcado qualquer golo em 5 partidas, sendo que apenas uma foi realizada como titular. Até agora a grande figura tem sido o extremo nigeriano Haruna Babangida, irmão mais novo de Tijani Babangida, que depois de ter feito a sua formação entre o Ajax e o Barcelona, teve passagens sem sucesso por Cádiz, Metalurh Donetsk e Olympiakos, marcadas também por sucessivas lesões. Com 5 golos em 8 jogos, Haruna tornou-se já no ídolo dos adeptos do Apollon, onde tem sido secundado por dois sul-americanos com percursos tergiversantes: Ignacio Risso, ponta de lança uruguaio de 30 anos, com passagens pela Argentina, Equador e pela 2ªB espanhola ; e Gastón Maximiliano Sangoy, avançado móvel argentino de 23 anos, com passagens pelo Boca Juniors e Ajax, onde se sagrou campeão holandês de reservas, antes de iniciar um périplo por vários campeonatos: Perú, Colômbia e Israel. Ambos somam 4 golos na Liga.

Junas Naciri Hamid Rhanem

ENP. 5º classificado nas duas últimas temporadas, o ENP (Enosis Neon Paralimni) está, de momento, no 5º posto da Liga em igualdade pontual com o Apollon, aproveitando também um conjunto de três vitórias consecutivas, que, de certa forma, apaga alguma irregularidade em casa (9 pontos em 5 jogos), contrastando com a capacidade para pontuar fora (7 pontos em 4 partidas). Sem portugueses no conjunto, destaque para as presenças de dois velhos conhecidos do futebol português: o veterano holandês, de origem marroquina, Junas Naciri, que passou pelo União da Madeira, Rio Ave e Moreirense, mas que esta temporada, ao contrário do que aconteceu na anterior, não se tem conseguido impor ; e Hamid Rhanem, extremo francês, de origem marroquina, que atingiu alguma projecção na Liga de Honra, ao serviço de Desp. Aves, Salgueiros e Naval, antes de rumar ao futebol grego, onde não vingou, contando, até ao momento, com 1 golo em 6 partidas, 4 delas como titular. Até ao momento, as referências da equipa têm sido Petar Milosevski, guardião internacional pela Macedónia, com vários anos da divisão maior do futebol turco, e o veterano internacional cipriota Lefteris Eleftheriou, médio ofensivo, que, aos 33 anos, é o melhor marcador da equipa, com 3 golos em 8 jogos.

Joca Tiquinho Hélio Roque Zé Nando

AEL. O AEL (Athlitiki Enosis Lemessou), de Limassol, equipa que habitualmente lutava por um lugar nas competições europeias, viveu momentos complicados nos últimos 3 anos, ficando, por duas vezes, na metade baixa da classificação. 6º classificado, com 14 pontos, tem-se revelado uma equipa segura nos jogos em casa - 3 vitórias e 1 empate -, mas extramuros só conquistou 4 pontos em 15 possíveis. Nas suas fileiras quatro portugueses: Zé Nando, lateral-esquerdo, de 32 anos, contratado ao AEK, depois de passagens por Penafiel, Leça, Gil Vicente, Paços de Ferreira e Académica ; Joca, médio defensivo, produto das escolas do FC Porto, que chegou a estrear-se, em 2001/02, pela equipa principal, e que já conta no seu currículo com passagens pelo futebol grego e chinês ; Tiquinho, extremo/avançado, produto das escolas do Benfica, com várias internacionalizações nas selecções inferiores, que nas últimas temporadas representou o Marítimo B, sem nunca ter tido a oportunidade de se estrear na equipa principal ; e Hélio Roque, outro produto das escolas do Benfica, que chegou a ter algumas oportunidades com Ronald Koeman (3 jogos na Liga 2005/06) e que chegou ao futebol cipriota depois de uma temporada no Olivais e Moscavide. Até ao momento, tem sido Tiquinho, o jogador português em maior destaque, com 2 golos e algumas assistências a transformarem-no numa das figuras da equipa e da Liga. Zé Nando, que começou a época tardiamente, também é titular, somando 6 jogos, sempre como titular, tendo visto 2 cartões amarelos ; Hélio Roque, por sua vez, estreou-se a titular na última jornada, depois de 7 partidas como suplente utilizado, que o transformavam no habitual "joker" da equipa, tendo marcado um dos golos da (única) vitória fora, diante do Nea Salamina ; por fim, Joca, que tem sido o menos feliz, pois apenas realizou 2 jogos, ambos como suplente utilizado. No plantel do AEL, que conta com jogadores de 12 nacionalidades, registo ainda para a presença de Safú, avançado congolês, de 30 anos, com passagens por Portimonense, Desp. Aves e Naval, mas que não se tem conseguido impor. Em bom plano tem estado Jairo Castillo, avançado internacional colombiano, que já representou, entre outros, Vélez, Independiente e Valladolid, somando 4 golos em 4 jogos. Outra das referências é o argentino Luciano de Bruno, um "nº10" à antiga, que foi contratado ao Hapoel Tel Aviv, totalizando 3 tentos em 9 partidas.

APOP

APOP/KINYRAS. Campeão da 2ªDivisão em 2006/07, o APOP, de Pafos, zona onde estão estabelecidos muitos britânicos, apostou forte na nova temporada, com o objectivo de manter-se pela primeira vez mais do que um ano na divisão maior de Chipre. Até ao momento, a temporada tem corrido bem, com a equipa a situar-se num tranquilo 7º posto, com os mesmo pontos do AEL (6º). Treinado pelo búlgaro Eduard Eranosyan, que chegou a jogar no Boavista e no Leixões, a equipa tem 5 portugueses nas suas fileiras. Destaque maior para Bernardo Vasconcelos, que depois de se sagrar melhor marcador da 2ªDivisão, com 20 golos, é o segundo mais realizador da 1ª Liga esta época, somando 6 golos em 9 jogos, 3 dos quais obtidos nas duas últimas jornadas. Contudo, os restantes portugueses também se têm conseguido impor: Carlos Marques, defesa-central formado nas escolas do Sporting, e que na última temporada representou o Ethnikos, da Grécia, e o Olivais e Moscavide, é titular, somando, até ao momento, 8 jogos, todos completos, em que viu 5 cartões amarelos ; Paulo Sousa, médio defensivo, ex-Paços de Ferreira, é um dos totalistas da Liga cipriota, somando 9 jogos, todos completos, tendo marcado 1 golo - na vitória fora diante do Aris - e visto 2 cartões amarelos ; Calado, internacional português, que depois de 5 épocas em Espanha, rumou a uma nova experiência no estrangeiro, soma 6 jogos, todos como titular, demonstrando um crescendo de forma nas últimas jornadas ; e, por fim, Miguel Vargas, extremo/avançado, formado nas escolas do Sporting, que soma 9 jogos - 5 como titular, apenas 1 completo - e 3 golos, que fazem dele o segundo melhor marcador da equipa, com a curiosidade de 2 dos tentos terem sido apontados como suplente utilizado. O plantel do APOP conta ainda com 4 brasileiros e com três internacionais de Leste no ocaso da carreira: Rosen Kirilov, defesa búlgaro, de 34 anos, que pouco tem jogado ; Dmytro Mykhailenko, médio ucraniano, de 34 anos, antigo jogador de Dinamo Kiev e Dniepr, que também tem estado muito aquém do esperado ; e Emmanuel Olisadebe, avançado internacional polaco, de origem nigeriana, de 28 anos, que procura relançar a carreira, após 5 épocas muito fracas, entre Panathinaikos, Portsmouth e Xanthi. Até ao momento, soma 2 golos, apontados na jornada de estreia, em 7 partidas, onde tem dado sinais de grande irregularidade exibicional.

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Destino Chipre (II)
terça-feira, 13 novembro 2007

David da Costa

DOXA. De regresso à divisão maior, após a 4ª subida nos últimos 10 anos, o Doxa pretende fixar-se na principal Liga cipriota, acabando com o permanente "sobe-e-desce". A formação de Nicósia ocupa, de momento, o 8º lugar, liderando a 2ª metade da tabela, mostrando-se, até agora, forte em casa - 10 pontos em 12 possíveis - e frágil extramuros, onde apenas conquistou um ponto em 15 possíveis. O "mercado" português foi uma forte aposta deste clube, que contratou 5 jogadores oriundos dos nossos campeonatos: o experiente Júnior, luso-angolano de 32 anos, que jogava no Eléctrico de Ponte de Sôr, após passagem pelo Alverca ; o defesa Nuno Rodrigues, oriundo do Lixa, que conta com várias épocas na Liga de Honra - Estoril, Sp. Espinho, Salgueiros e Felgueiras -, com uma passagem pelo Badajoz, de Espanha, pelo meio ; o extremo/avançado Edmar, um brasileiro, de 25 anos, que representou Atlético e Olivais e Moscavide ; e os avançados Freddy, internacional angolano, ex-Desp. Aves, com várias épocas de Liga, e David da Costa, o avançado brasileiro, ex-Atlético, que marcou o golo que eliminou o FC Porto da Taça de Portugal em 2006/07, curiosamente o último que Vítor Baía sofreu na sua carreira. Em grande destaque tem estado Júnior, que apesar de ainda não ter marcado qualquer golo, assume-se como um elemento preponderante no esquema da equipa, dando consistência defensiva e capacidade para criar desequilíbrios em acções ofensivas, que lhe permitem realizar algumas assistências para golo. Bem também têm estado David e Edmar, que partilham o papel de melhores marcadores do conjunto. David, que começou a época de forma explosiva, apontando 2 golos ao campeão APOEL, tem quebrado recentemente de produção, mas foi utilizado em todas as partidas, enquanto que Edmar soma 3 golos em 9 jogos, 8 dos quais como titular. Freddy, que começou tardiamente a época, conquistou a titularidade à 5ª jornada, tendo-se estreado a marcar na última jornada, apontando o golo decisivo diante do Omonia (1-0), acabando por ser expulso logo a seguir. Nuno Rodrigues tem sido o mais infeliz: titular nas duas primeiras jornadas da Liga, foi substituído em ambas as partidas, acabando por desaparecer das opções do técnico Charalambos Christodoulou.

Clayton em festa

ALKI. Outro dos promovidos à divisão maior do futebol cipriota, pela terceira vez na última década, o Alki tem como principal objectivo estabilizar no campeonato principal. 9º classificado, com 10 pontos, está em quebra, depois de duas derrotas consecutivas, após um início promissor, com 2 vitórias nas 3 primeiras jornadas. Para não variar, também o Alki investiu forte no "mercado" português: aos portugueses Nandinho, ex-Vitória de Setúbal, Chainho, ex-Nacional, Hernâni, ex-Desportivo das Aves, e Mário Carlos, ex-Vitória de Setúbal, juntam-se três brasileiros - Jocivalter, ex-Desportivo das Aves, Clayton, ex-Penafiel, e Elpídio Silva, que após abandonar o Sporting, ainda passou pelo Derby County, Suwon Bluewings e Corinthians Alagoano - e o internacional chileno Alex von Schwedler, contratado ao Marítimo. Clayton, com 4 golos nos 5 primeiros jogos, transformou-se rapidamente na principal estrela da equipa, mas o antigo jogador do FC Porto lesionou-se e não joga desde 7 de Outubro, o que coincidiu com a quebra da equipa. Elpídio Silva, agora com 32 anos, também tem conseguido reencontrar-se com os golos - soma 3 em 8 partidas, todas como titular e a tempo inteiro, a que junta 4 cartões amarelos, nada de novo na carreira deste avançado que é admoestado com a mesma regularidade que factura. Titulares indiscutíveis também têm sido Alex von Schwedler, líder do sector defensivo, que soma 8 jogos completos e 2 cartões amarelos, e Jociválter, em tempos apelidado por Jaime Pacheco como o "novo Deco", que realizou as 9 partidas, 8 das quais como titular, mas apenas completou 1 jogo, situação normal no seu currículo, pois raramente completa os 90 minutos de uma partida. Chainho, que começou mais tarde a época, entrou lentamente na equipa, mas tem vindo a fixar-se como titular nas últimas jornadas - 8 jogos, os últimos 5 como titular -, o mesmo acontecendo com Hernâni, o avançado contratado ao Desp. Aves, que começou a temporada como "joker" ofensivo, mas nas últimas jornadas conseguiu alcançar a titularidade, somando 1 golo em 7 partidas, 3 das quais como titular. Nandinho, o experiente lateral-esquerdo que já representou Vitória de Setúbal, Alverca e Salgueiros, começou a época como titular, mas a expulsão diante do Ethnikos, na jornada inaugural, fê-lo perder espaço, somando, até ao momento, 7 partidas na Liga: 4 como titular e 3 como suplente utilizado nas últimas jornadas. Por fim, Mário Carlos: o extremo revelado pelos escalões inferiores do Vitória de Setúbal, que muito prometia, mas que tem demorado a impor-se, tem também conquistado o seu espaço no Alki, somando 1 golo em 8 partidas, 6 das quais como titular. Num plantel com jogadores de 11 nacionalidades, que tem tantos brasileiros como cipriotas (5), referências ainda para o veterano brasileiro Alexandre Soares, com vários anos de futebol grego, que soma 2 tentos em 9 jogos, e para o avançado espanhol David Cabarcos, contratado ao Gramanet, que nas duas últimas partidas do Alki - os seus dois primeiros jogos no Chipre - apontou 2 golos.

Zoran Stjepanovic festeja golo

ETHNIKOS ACHNA. Cliente habitual da primeira metade da tabela na Liga cipriota, o Ethnikos Achna está a ser uma das desilusões da temporada, ocupando, de momento, o 10º lugar da classificação, apenas 1 ponto acima da linha de água, tratando-se da única equipa que ainda não empatou na prova. Particularmente virado para o "mercado" da antiga Jugoslávia - 4 sérvios, 2 eslovenos, 2 bósnios -, o Ethnikos conta com o luso-caboverdiano Nilton no seu elenco, antigo jogador de Boavista, Desp. Aves, Gil Vicente e Penafiel. O médio defensivo, que na época passada representou o Koper, da Eslovénia, não tem conseguido impor-se no Chipre, já que depois de ter começado a temporada como titular, perdeu o estatuto, somando 6 jogos até ao momento, 3 deles como titular, mas apenas 1 a tempo inteiro, juntando a esses números uma participação na Taça Intertoto. Os maiores destaques do clube na Liga têm sido o sérvio Zoran Stjepanovic, médio ofensivo sérvio, de 32 anos, há vários anos fixado no Chipre, e o internacional cipriota Christos Poyiatzis, que, aos 29 anos, ainda não conheceu outro clube. Ambos somam 3 tentos na Liga.

AEK Larnaca

AEK. Presença regular a meio da tabela, o AEK (Athlitiki Enosis Kition), de Larnaca, ocupa um modesto 11º lugar, em igualdade pontual com o Ethnikos, apenas um ponto acima da linha de água. Com apenas 2 vitórias em 9 jogos, a equipa está a ser uma das maiores decepções da temporada, apesar do forte investimento realizado no reforço da equipa. Sem portugueses na equipa, destaque para as presenças de alguns jogadores que passaram pelo futebol português: Edgaras Jankauskas, avançado internacional lituano, ex-FC Porto e Benfica, que ainda não apontou qualquer golo em 7 partidas ; Nordin Wooter, médio ofensivo holandês, formado nas escolas do Ajax e ex-Sp. Braga, que apenas realizou 3 jogos, não se desviando do percurso extremamente irregular que tem marcado a sua carreira ; e Sunny Kingsley, avançado nigeriano, ex-Beira-Mar, que soma 2 golos em 9 partidas, sempre como titular. O plantel, muito globalizado, conta ainda com vários jogadores com alguma experiência: são o caso do defesa-médio Azubike Oliseh, antigo jogador de Anderlecht e Utrecht ; de Pavel Pergl, lateral-direito checo, que representou durante várias épocas o Sparta Praga ; de Tininho, lateral-volante esquerdo brasileiro, ex-Feyenoord e NEC ; ou de Shingayi Kaondera, internacional pelo Zimbábue, que chegou a treinar-se à experiência no Sp. Braga, nos tempos de Jesualdo Ferreira.

Olympiakos

OLYMPIAKOS. Depois de no início do novo milénio ter chegado a lutar pelo título - vice-campeão em 2000/01 -, o Olympiakos de Nicosia tem vivido nas duas últimas temporadas com a "corda na garganta". Esta temporada, e com um terço da prova disputado, a situação parece que não se alterará, sendo, para já, o 12º classificado, ocupando assim o primeiro lugar abaixo da linha de água, o que já custou o lugar ao argentino Juan Ramon Rocha, também conhecido por "Índio", substituído no comando técnico pelo uruguaio Jorge Barrios. Num plantel marcado pela presença de vários jogadores argentinos (5), estão dois jogadores oriundos do futebol português: o médio Hugo Machado, produto das escolas do Sporting, que tem sido uma das principais figuras da equipa, somando 3 golos em 9 jogos, todos como titular e 8 deles a tempo inteiro ; e o guineense Braima, antigo jogador de Boavista, Desp. Aves e Gil Vicente, contratado no último defeso ao Portimonense, que se tem imposto como titular - 7 jogos -, mas que só completou 2 partidas. Para além de Hugo Machado, nota de destaque para o avançado argentino Silvio Augusto González, antigo jogador de Córdoba e Numancia, que soma 4 tentos em 9 partidas.

Nea Salamina

NEA SALAMINA. Equipa habituada ao "sobe-e-desce" na última década - duas vezes campeã da 2ªDivisão nesse período -, a formação do Nea Salamina, de Larnaca, parecia ter estabilizado na divisão maior do futebol cipriota - dois 6ºs lugares nas últimas três épocas -, mas a nova temporada está a revelar-se decepcionante, o que já custou o lugar a Georghios Kostikos, substituído por Panicos Orfanides, que após uma derrota na estreia, conseguiu vencer o Olympiakos extramuros, naquele que foi apenas o 2º triunfo da temporada. No plantel regista-se a presença de dois jogadores portugueses: Tiago Lemos, antigo médio do Estrela da Amadora, que nas últimas temporadas representou o Louletano, e que não se tem conseguido impor no Chipre, onde soma 5 jogos na Liga, mas apenas 2 como titular ; e o médio-ala/extremo Rui Dolores, contratado ao Vitória de Setúbal, depois de passagens pelo Beira-Mar, Paços de Ferreira e Creteil, que tem sido utilizado com regularidade - 1 golo, diante do campeão APOEL, em 8 partidas, 6 das quais como titular. A este duo junta-se ainda o internacional moçambicano Dário, que procura relançar a carreira aos 30 anos, depois de duas épocas fracas ao serviço de Vitória de Guimarães e Estrela da Amadora, longe dos tempos de goleador na Académica. Até ao momento, Dário apenas apontou 1 golo em 7 jogos, 6 dos quais como titular. A grande figura da equipa e uma das revelações da Liga tem sido o jovem avançado Mustapha Bangura, de apenas 18 anos, natural da Serra Leoa, que soma 4 golos em 8 jogos, destacando-se também a presença de dois internacionais em fase descendente na carreira: o guardião russo Aleksandr Filimonov, que durante várias épocas defendeu a baliza do Spartak Moscovo ; e do defesa marfinense Gilles Domoraud, com passagens pelo futebol francês e grego.

Paulo Costa festeja a única vitória do Aris na Liga

ARIS. É a grande decepção da temporada, o que já custou o lugar a dois treinadores, sendo que o terceiro, o romeno Mihai Stoichita estreou-se com uma derrota caseira, o que não deixa antever nada de bom. Equipa habituada ao "sobe-e-desce" somou na última década 4 descidas e 5 subidas de divisão, mas depois de ter realizado uma época tranquila em 2006/07 investiu forte no novo exercício, dando-se mesmo ao luxo de garantir a aquisição mais cara de sempre da Liga cipriota: a do português Paulo Costa, antigo jogador do Sporting e FC Porto, com a cotação em alta, depois de uma excelente temporada ao serviço do Aris Salónica, da divisão maior do futebol grego, onde apontou 7 golos em 29 jogos. Costa, cuja carreira está a ser marcada por uma extrema irregularidade, tem sido titular indiscutível, mas o seu rendimento tem-se revelado intermitente, apesar de ter marcado o golo que valeu a única vitória da temporada, diante do Doxa. Ao lado de Paulo Costa actua outro português: o médio Puma, antigo jogador de Vitória de Setúbal e Sp. Braga, que cumpre a segunda temporada no clube, somando, esta época, 9 jogos, 7 dos quais como titular. Num plantel que conta com jogadores de 10 nacionalidades diferentes, o maior destaque vai para o experiente internacional romeno Adrian Mihalcea, que soma 4 golos em 6 jogos, depois de na temporada passada ter apontado 16 em 24 partidas, que acabaram por se revelar decisivos para a época tranquila do Aris.

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Destino Chipre (III)
segunda-feira, 12 novembro 2007

LUKASZ SOSIN: O GOLEADOR DO LÍDER ANORTHOSIS

Lukasz Sosin: internacional polaco, 30 anos, 100 golos em 129 jogos na Liga cipriota. Protagonista da transferência mais polémica do último defeso, quando trocou o Apollon, a quem fizera juras de amor eterno, pelo Anorthosis, é o melhor marcador do líder em 2007/08. Goleador de golos simples? É verdade - os 4 vídeos, dos 4 golos apontados esta época comprovam-no, com 4 finalizações de pé direito, dentro da área, uma delas de grande penalidade. Contudo, o gigante de 1.89 não é um avançado vulgar: velocidade, potência de remate, capacidade de antecipação e sentido de oportunidade acima da média, justificavam o voo para um campeonato mais ambicioso. Já se faz tarde.

RICARDO FERNANDES: O MÁGICO DO CAMPEÃO APOEL

Aos 29 anos, Ricardo Fernandes é uma das principais estrelas da Liga cipriota, onde se revelou decisivo para a conquista do título 2006/07 - os melhores momentos do médio criativo português podem ser vistos no terceiro vídeos. Os dois primeiros referem-se aos dois golos apontados em 2007/08, ambos em conclusões de pé esquerdo, dentro da área. Algo não muito comum no jogador que não se impôs no FC Porto e no Sporting, mas que renasceu no APOEL, com golos fantásticos de livre directo e várias assistências para finalizações, já que todo o jogo ofensivo da equipa passa pelo seu pé esquerdo.

HARUNA BABANGIDA: A EXPLOSÃO DO "PITHAMOGONATOS"

Irmão mais novo de Tijani Babangida, antigo jogador do Ajax e da selecção nigeriana, Haruna rumou à Europa, com apenas 13 anos, para representar os escalões de formação da formação holandesa. As suas boas exibições despertaram rapidamente a atenção de outros grandes clubes europeus acabando por rumar ao Barcelona, onde completou a formação com o rótulo de "next big thing". Já depois de ter feito a sua estreia na formação B do clube catalão foi cedido por empréstimo ao Terrasa e ao Cádiz, onde se foi esfumando a aura em seu redor. Dispensado pelo Barcelona rumou ao futebol ucraniano, onde não vingou no FC Metalurh Donetsk, seguindo-se uma aventura na Grécia, ao serviço do Olympiakos, que acabou também por ser marcada pela irregularidade e várias pequenas lesões, apesar de alguns números mágicos, que lhe valeram a alcunha de "pithamogonatos" (o pigmeu). Dispensado no final da última época rumou ao futebol cipriota, onde se tem afirmado como uma das figuras da Liga e feito a diferença, o que já lhe vale o estatuto de novo ídolo dos adeptos do Apollon. A sua velocidade de ponta, os seus malabarismos com a bola nos pés e um bom remate cruzado de pé direito encontraram o espaço certo para uma afirmação que parecia não chegar. Aos 25 anos, completados no passado mês de Outubro, tem ainda oportunidade para regressar a um campeonato mais competitivo, mas a sua anarquia táctica e prazer por tornar o difícil fácil lhe poderão permitir adquirir o estatuto de "estrela" que já conquistou no Chipre.

TIQUINHO: O SENHOR DOS GOLOS BONITOS

Formado nas escolas do Benfica, atingiu alguma projecção nos escalões de formação, sobretudo após uma exibição fantástica num Portugal - Holanda (3-0), em Sub-17, disputado na Covilhã, em Outubro de 2001, onde fez dupla de ataque com Cristiano Ronaldo. Contudo, o final da etapa de formação já foi marcada por um perder de espaço, não só no clube, como também nas selecções jovens. Após uma breve passagem pelo futebol espanhol rumou à formação secundária do Marítimo, onde apesar de algumas boas exibições, nunca chegou a merecer uma oportunidade na equipa principal. Em fim de contrato rumou ao Chipre e no AEL tem-se afirmado e mostrado que tinha espaço na Liga portuguesa. Até ao momento, assinou dois grandes golos: um de pé direito e outro de pé esquerdo, em concretizações à entrada da área. Para desfrutar.

BERNARDO VASCONCELOS: O GOLEADOR PORTUGUÊS

Filho de Bernardo Vasconcelos, antigo médico do Benfica e andebolista de fino quilate, Bernardo herdou do pai o nome, mas optou pelo futebol. Depois de passagens pelos escalões jovens de Cascais e Estoril, mostrou dotes de goleador na sua estreia como sénior ao serviço do Palmelense, que o conduziram à formação secundária do Benfica. Seria, no entanto, ao serviço do Torreense, em 2001/02, que se revelaria como goleador, ao apontar 15 golos, que desperdiçaram a cobiça do Alverca, onde, na temporada seguinte, não vingou, mas ajudou o clube ribatejano a alcançar a promoção à divisão maior. Seguiu para Torres Vedras, onde em menos de meio ano se reencontrou com os golos, assinando, em Janeiro, pelo RKC Waalwijk, da divisão maior do futebol holandês. Marcou 4 golos, que fizeram com que o clube quisesse renovar contrato, mas optou por regressar a Portugal, para se estrear na Liga principal pela União de Leiria. Jogou pouco - apenas 2 jogos - e cedo se percebeu que fazia parte da lista de dispensas de Dezembro. Regressou à Holanda, de novo ao RKC Waalwijk, mas a segunda passagem não foi tão feliz. Esteve um ano no Estoril, na Liga de Honra, sem grande sucesso - 4 golos em 18 jogos -, antes de rumar ao Chipre, onde, a temporada passada, venceu a 2ªDivisão e sagrou-se melhor marcador da prova pelo APOP. Esta época é o segundo melhor marcador da Liga principal com 6 golos continuando a demonstrar engodo pelas balizas adversárias. 4 golos de pé direito e 2 de cabeça, em finalizações simples, sempre na área, plenas de oportunidade, por vezes misturadas com umas pitadinhas de felicidade. De realçar, também, a importância de Paulo Sousa, antigo médio do Paços de Ferreira, como cérebro na distribuição de jogo ofensivo da equipa.

CLAYTON & SILVA: SOCIEDADE GOLEADORA DO ALKI

Com 4 golos nos 5 primeiros jogos da Liga, Clayton tornou-se numa das principais figuras da Liga cipriota. Contudo, uma lesão - mais uma - afastou-o da competição nas últimas semanas, com claros prejuízos no rendimento da equipa, que caiu na classificação. O antigo extremo/avançado de FC Porto e Sporting, que nas duas últimas épocas representou o Penafiel sem grande sucesso, reencontrou-se com os seus bons momentos, apontando 4 golos com o seu excelente pé esquerdo, dois deles após assistências aéreas de Elpídio Silva. O "Pistoleiro", que após abandonar o Sporting, aonde não vingou, passou sem sucesso por Inglaterra e Coreia, antes de regressar ao ponto de partida - Corinthians Alagoano -, reencontrou-se também com os golos: soma 3, dois de pé direito e um de cabeça, este após cruzamento açucarado de Clayton. E voltou a disparar como as imagens documentam.

MUSTAPHA BANGURA: A REVELAÇÃO

Com apenas 18 anos, completados no final de Outubro passado, Mustapha Bangura, jovem avançado da Serra Leoa, tem sido uma das principais revelações da Liga cipriota 2007/08, somando já 4 golos, apesar da desastrosa campanha colectiva da sua equipa: o Nea Salamina. Esta há pouco mais de um ano no Chipre, onde chegou com 16 anos, oriundo do Old Edwardians, e apesar de alguma ingenuidade e crueza na suas acções, mostra potencial para vir a tornar-se num avançado interessante no futebol europeu. Veloz, agressivo, com sentido de baliza e disparo fácil, sobretudo de pé direito, é um jogador a seguir com atenção nos próximos meses.

Continue a ler "Destino Chipre (III)"

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As 10 melhores defesas do futebol europeu
terça-feira, 15 novembro 2005

FC Sheriff

1. Sheriff Tiraspol (Moldova) - 2 golos sofridos (13 jogos)
2. Sporting de Braga (Portugal) - 2 golos (10 jogos)
3. Vitória de Setúbal (Portugal) - 3 golos (10 jogos)
4. Rangers (Andorra) - 3 golos (7 jogos)
5. Murata (San Marino) - 3 golos (6 jogos)
6. Dinamo Zagreb (Croácia) - 4 golos (15 jogos)
7. TNS Llansantffraid (Gales) - 4 golos (12 jogos)
8. Nacional da Madeira (Portugal) - 4 golos (10 jogos)
9. AEK Atenas (Grécia) - 4 golos (9 jogos)
10. Glentoran (Irlanda do Norte) - 4 golos (8 jogos)

Olhando para o top 10 das melhores defesas dos campeonatos europeus, realça-se o facto de estarem presentes três clubes portugueses, com a curiosidade ainda maior de nenhum ser um 'grande', a que se junta ainda o AEK Atenas, orientado pelo português Fernando Santos, que segue em segundo lugar da Liga grega, com apenas uma derrota e quatro golos sofridos em nove jogos.

Estes números, aliados às boas carreiras de Sp. Braga, Nacional e Vitória de Setúbal confirmam que no futebol português as boas carreiras passam mais pela solidez defensiva do que pela capacidade ofensiva, como também o prova a quebra da média de golos por jornada, o que significa que se defende cada vez melhor, mas também que se ataca pior, ideia consolida pelo facto deste ser, desde 1997/98, o único campeonato que não conseguiu, até à jornada 11, uma jornada com uma média de 3 golos por jogo.

O Vitória de Setúbal, sexto classificado à entrada para a jornada 11, em igualdade pontual com o Sporting (5º), é o espelho disso mesmo: 2ª melhor defesa da Liga, 3ª melhor defesa dos campeonatos europeus e 2º pior ataque da Liga portuguesa, com apenas 6 golos, o que perfaz uma média ligeiramente superior a um golo de dois em dois jogos.

Quanto ao líder da tabela, ainda que em igualdade de golos sofridos com o Sp. Braga, mas com mais partidas disputadas, é o emblema moldavo FC Sheriff Tiraspol, penta-campeão do seu país. A caminho do hexa, já que dispõe de uma vantagem de 12 pontos sobre o Zimbru Chisinau, registe-se o facto que a principal diferença entre os dois conjuntos está na solidez defensiva: é que o Zimbru tem mais três golos marcados que o Sheriff, contando nas suas fileiras com Sergiu Chirilov, o melhor marcador do campeonato, mas tem mais 10 golos sofridos, que significaram quatro derrotas, duas delas diante do Sheriff Tiraspol, que ainda não perdeu na Liga Moldava.

Sp. Braga

2 golos sofridos:
Rio Ave (F) - 2/1 V (Andrés Madrid na própria baliza)
Marítimo (F) - 0/1 D (Kanú)

[notas]
- é a única equipa da Liga que ainda não sofreu golos em casa
- defesa sólida, que transita da época anterior: Paulo Santos é o guarda-redes ; Abel e Luis Filipe, o único reforço, têm repartido utilização à direita ; Nunes e Nem formam a dupla de centrais ; Jorge Luiz é titularíssimo à esquerda.
- Nunes, desde que representa o Sp. Braga (2ª época), falhou 4 jogos de Liga: 1 vitória, 1 empate e 2 derrotas, diante de Penafiel (2004/05) e Marítimo (2005/06). Ao todo, soma 41 jogos com a camisola bracarense na Liga: 23 vitórias, 11 empates e 7 derrotas. Em igual período, Nem somou 37 jogos pelo Sp. Braga na Liga: 23 vitórias, 8 empates e 6 derrotas.
- Paulo Jorge, primeiro 'backup' da dupla de centrais bracarense, foi chamado por 17 vezes à equipa desde a temporada passada. O Sp. Braga nesses jogos somou: 7 vitórias, 4 empates e 4 derrotas.


Vitória Setúbal

3 golos sofridos:
Paços Ferreira (C) - 0/1 D (Fredy)
Sporting (F) - 0/1 D (Deivid)
Vitória Guimarães (C) - 0/1 D (Saganowski)

[notas]
- Sempre que o Vitória de Setúbal sofreu golos perdeu os jogos.
- Ainda não sofreu qualquer golo nas segundas partes das partidas. Todos os golos sofridos aconteceram entre os 30 e 45 minutos.
- Marcelo Moretto sofreu os dois golos em casa, enquanto Marco Tábuas, chamado à equipa após expulsão de Moretto, sofreu o único tento fora de casa, já depois de ter defendido uma grande penalidade de Liedson na sua primeira intervenção na partida.
- Linha defensiva de quatro unidades, suportada, normalmente, por uma linha de três centro-campistas de características defensivas. Nas laterais, Janício ocupa o lugar habitualmente ocupado por Éder a temporada passada, com maior eficácia a nível defensivo, enquanto que Nandinho se mantém à esquerda, com a regularidade habitual. O centro da defesa mantém Auri e ganhou José Fonte, que conquistou o lugar a Veríssimo, após lesão deste no Bessa. Aposta totalmente ganha: Fonte, formado nas escolas do Sporting, é uma das revelações maiores desta Liga. A meio-campo, Norton de Matos não encontrou um médio criativo, reforçando a zona intermediária com um terceiro médio defensivo: Ricardo Chaves, a um nível inferior ao da época passada, mantém-se, sendo Dembelé a principal novidade, a que se junta Binho, o médio mais recuado, um jogador pouco utilizado na época anterior, que acabou por conquistar um lugar na equipa.


Nacional

4 golos sofridos:
Académica (C) - 2/2 E (Marcel (2, 1 de grande penalidade))
Sporting (C) - 2/1 V (Deivid)
FC Porto (C) - 0/1 D (Hugo Almeida)

[notas]
- O Nacional já utilizou os três guarda-redes na Liga: Hilário, que começou a época como titular, sofreu os 2 golos diante da Académica, lesionando-se diante do Sporting, jogo onde o espanhol Belman, que o rendeu, sofreu um tento de Deivid. O internacional esperança suiço Diego Benaglio, que começou a época no banco dos suplentes, conquistaria a titularidade na partida seguinte e não mais a largou: 6 jogos, apenas 1 golo sofrido, diante do FC Porto, com a afirmação dos madeirenses a passar muito pela sua competência dentro e fora dos postes.
- Ainda não sofreu qualquer golo fora de casa: 5 jogos, 3 vitórias e 2 empates, 4 golos marcados, 0 golos sofridos. Assim, é a única equipa da Liga que ainda não sofreu golos extramuros, sendo que apenas o FC Porto soma tantos pontos nessa condição como a formação de Manuel Machado: 11 pontos em 5 jogos.
- Miguelito, lateral esquerdo contratado ao Rio Ave, e o central Fernando Ávalos são os únicos indiscutiveis na zona defensiva madeirense, que já conheceu diferentes formatos: com 4 defesas, até à 6ª jornada, e depois da derrota contra o FC Porto, e com um esquema flexível, com três centrais, que permite aos laterais tornarem-se em volantes nos desdobramentos ofensivos, diante de Vitória de Guimarães e FC Porto. À direita, Patacas, utilizado em 8 jogos, é a principal opção, surgindo Emerson, adaptado ao lugar, e Luizinho como segundas opções. No eixo central, Fernando Cardozo, que começou a época lesionado, e Ricardo Fernandes são titulares num esquema de três centrais, sendo que Ricardo Fernandes torna-se a principal opção para actuar ao lado de Ávalos quando a equipa opta por um esquema de dois centrais.
- Um meio campo defensivo muito compacto e que raramente sofre alterações: Cléber Monteiro é habitualmente o médio mais recuado, que se limita a acções defensivas, apoiado por Chainho, mais fixo, e Bruno, mais móvel, dois jogadores que defendem sempre atrás da linha da bola, sendo que o último, quando a equipa parte para acções ofensivas, assume, por norma, a coordenação do jogo.

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O Poço dos Tubarões (I)
segunda-feira, 10 outubro 2005

Edinho

O ínicio de uma viagem até ao 'poço dos tubarões' do futebol português: a 2ªDivisão, esta época dividida em quatro séries. Para começar, a Série A, que engloba os clubes mais a Norte e formações da Madeira, onde recupero alguns jogadores e treinadores perdidos no 3º escalão do futebol português, longe das luzes da ribalta, que, em alguns casos, chegaram a ser conhecidas.


O líder da série é o Trofense, que tem como nome mais sonante o do ex-portista Costa, que, aos 31 anos, depois de passagens por Vitória Guimarães, Rio Ave, Vitória Setúbal e Desportivo de Chaves, caiu nas profundezas do terceiro escalão do futebol português. Os avançados Reguila, que a época passada actuou no Gondomar, e Shéu, que durante largas épocas representou o Gil Vicente, e o médio ofensivo Major, de 34 anos, com vários anos ao serviço do Maia, são outros dos principais nomes da equipa orientada por Daniel Ramos, antigo jogador do Rio Ave, que, na temporada anterior, teve uma passagem sem êxito pelo Desportivo de Chaves.

Uma das equipas que aposta forte na subida é o União da Madeira, que continua a ser orientado pelo brasileiro Ernesto Paulo, antigo treinador do clube na divisão maior do nosso futebol e seleccionador dos sub-20 brasileiros no Mundial de 1991. O início de época não tem sido o esperado, apesar do plantel conter vários jogadores experientes. São os casos do guardião Nuno Carrapato, ex-Nacional, dos médios Paiva, com muitos anos de 1ªDivisão, e de Joel Santos, ex-Marítimo, e do avançado Serginho Cunha, veterano brasileiro que fez furor durante várias épocas no rival Nacional. A estes juntam-se os jovens Rodrigo, antigo guarda-redes do Vitória Setúbal, o central Carlos Marques, formado no Sporting, e o lateral-esquerdo internacional esperança Vítor Rodrigues, produto das escolas do FC Porto, e ainda jogadores como Geufer, possante avançado brasileiro emprestado pelo Nacional, Emerson Gama, um médio ofensivo brasileiro que já representou Moreirense e Felgueiras, e Francisco Silva, antigo lateral esquerdo do Belenenses, que na última época actuou no Dragões Sandinenses.

Com ambição também parte o Portosantense, orientado por Lito Vidigal, antigo jogador do Belenenses, e que tem no seu irmão Toni Vidigal, antigo jogador de Varzim e Estoril, uma das principais unidades à sua disposição. Contudo, é o veteraníssimo Edinho, que, aos 38 anos, continua a revelar dotes de goleador, o nome mais sonante, contratado à Olhanense, de onde também chegaram o experiente central Miguel Teixeira, formado nas escolas do FC Porto, e que teve uma passagem pela divisão maior ao serviço do Salgueiros, e o médio brasileiro Glaedson, que já passou pelo Santa Clara. Léo Oliveira, um brasileiro que já passou por Paços de Ferreira e Penafiel, é outro dos elementos com maior experiência, de um plantel recheado de jovens, que apostou bastante no recrutamento em Elvas, terra natal da família Vidigal, de onde chegou o guarda-redes Pedro Silva, o defesa Rogério e o médio Dédé, uma das revelações deste início de temporada.

Depois de uma passagem pela 3ªDivisão, o Famalicão está de regresso ao terceiro escalão do futebol português. A aquisição mais sonantes dos famalicenses foi a de N'Tsunda, o ex-'filho do vento', que regressou a Portugal, onze anos depois de ter sido contrato pelo FC Porto, mas que ainda não se estreou na competição. O lateral-direito Hilário, depois de passagens pelo futebol italiano, o central/trinco Mirra, que já passou pelo Gil Vicente, o lateral-esquerdo Pinheiro, formado nas escolas do FC Porto, com passagem pelo Paços de Ferreira, o médio-ofensivo Kiwi e o avançado Bacari Djalô - filho de Mamadu Bobó -, ambos ex-Felgueiras, são outros dos principais nomes do plantel, que conta também com o jovem central Sereno, emprestado pelo Vitória de Guimarães.

Em Vila Verde, nos arredores de Braga, Nelito, antigo central do Sp. Braga e agora técnico do Vilaverdense, tenta repetir a surpreendente temporada do exercício anterior. Sem grandes nomes, destacam-se os experientes Ricardo Martins e Paulinho Cepa, com passagens pela Liga de Honra, para além de Jaco, um angolano que tentou a sua sorte em Espanha no último defeso, e do veterano Armando, de 34 anos, antigo goleador do Moreirense, que chegou a representar o Sp. Braga na divisão maior do nosso futebol.

Os Sandinenses, que garantiram a subida à 2ªDivisão na última temporada, não têm nomes sonantes, destacando-se apenas Quínio, um médio que já representou a equipa B do Sp. Braga, e Nuno Baptista, um lateral formado nas escolas do Boavista, mas que tem tido dificuldades em impor-se no futebol sénior, para além da curiosidade de ter um central chamado Padre. Contudo, a equipa revela um conjunto bastante compacto, orientado por António Carvalho, antigo jogador do Vitória de Guimarães.

Na Camacha, a formação madeirense apresenta alguns nomes com passado ligado aos 'grandes' clubes da região: são o caso de Márcio Abreu, extremo, ex-Marítimo, como também do lateral Carlos Manuel, do médio centro Leandro Salino - campeão mineiro em 2005 pelo Ipatinga - e do extremo brasileiro Rogerinho, ambos ex-Nacional, e do experiente central Agrela, antigo defesa do União da Madeira. Referência ainda para Diop, avançado senegalês, que na última época representou o Dragões Sandinenses.

O Ribeirão, que nas duas últimas temporadas havia sido orientado por Vítor Paneira, e que agora tem como técnico Dito, que procura relançar a sua carreira, conta nas suas fileiras com alguns jogadores experientes. São o caso do guarda-redes Litos, ex-Varzim, do central luso-brasileiro Lemos, também ex-Varzim, depois de vários anos ao serviço do Gil Vicente, do médio centro brasileiro Luiz Cláudio, que chegou a estar contratualmente ligado ao FC Porto, do também médio Rego, antigo internacional esperança português, e do veterano avançado goleador Paulo Vida, que na última temporada representou o Dragões Sandinenses.

O Atlético de Valdevez, que perdeu vários jogadores para clubes da SuperLiga e Liga de Honra - António (Rio Ave), Hélder Cabral (Vitória Guimarães), Peixinho (Santa Clara), Juliano Roma e Nicolas Jacob (Beira-Mar) - viu o seu plantel ser fortemente remodelado. A aposta no recrutamento passou pela aquisição de jovens ligados a clubes da principal Liga portuguesa, saídos dos juniores: são os casos de Rui Sacramento, guarda-redes, que luta pela titularidade com o ex-vimaranense Vítor Nuno, e André Carvalho, defesa-central, formados no FC Porto ; do lateral-direito Pedro Coentrão e do médio-centro Ricardo Palmeira, ambos ex-Rio Ave ; de Pedrinho, Toninho e Óscar, todos ex-Gil Vicente ; e de Rafael Santos, ex-Belenenses, que se juntam ao promissor Jeremy, internacional português nas selecções inferiores, que na última temporada chegou a fazer testes no Chelsea.

O Freamunde, orientado por Lowden, antigo jogador de Tirsense e Moreirense, sofreu várias perdas no seu plantel, já que o núcleo duro transitou com Nicolau Vaqueiro, antigo técnico do clube, para o Gondomar. O médio Raul Moreira, que chegou a representar o Rio Ave na divisão maior, e Nandinho, jovem extremo das escolas do clube vila-condense, que se juntam aos experientes Barbosa e Bessa, para além de André Lisboa e Fernandes, este último um guineense que chegou a representar o Boavista nos escalões de formação.

O Desportivo de Fafe, que é orientado tecnicamente pelo búlgaro Tenev, antigo jogador do clube, conta nas suas fileiras com alguns jogadores veteranos, como são o caso dos defesas Carlitos e Quim da Costa, com muitos anos ao serviço do Desp. Aves, como também do avançado angolano Lobo, de 35 anos. A estes juntam-se o luso-francês François Fernandez e o brasileiro Jader, jogadores que chegaram a passar pelo principal campeonato português ao serviço de Paços de Ferreira e Rio Ave, e o promissor Tiago Nogueira, o 'nº10' da equipa, que teve uma breve passagem pelo FC Porto B.

No Lixa, como é tradição, são vários os jogadores que contam com passagens pelo Felgueiras. São os casos de Paulo César, Rafael Duarte e Zézé, aos quais se junta Pedro Valente, irmão do internacional Nuno Valente, que tal como o irmão foi formado nas escolas do Sporting, e que já representou Maia e Leixões, o seu anterior clube, na Liga de Honra.

Abaixo das expectativas, o início do campeonato do Sp. Braga B. Com um plantel bastante jovem, tem nas suas fileiras vários jogadores que já trabalharam com o plantel principal: são os casos do guarda-redes Eduardo, do central José Pedro, do central/trinco Paulo Monteiro, do lateral-esquerdo João Cardoso, filho de João Cardoso, antigo internacional português e actual adjunto de Jesualdo Ferreira, do médio ofensivo Diego ou do muito promissor João Pedro, campeão europeu de sub-17. Entre as novidades, destaque para o jovem brasileiro Rodrigo Dantas, um avançado que mostrou dotes de goleador no Caldas, e que Jesualdo já chamou ao plantel principal.

Por fim, o Torcatense. A equipa dos arredores de Guimarães, estreante na competição, tem uma formação baseada em jovens formado nas escolas do Vitória, contando com alguns jogadores promissores, ainda contratualmente ligados ao clube vimaranense, como são o caso dos laterais Barata e Vitinha, ou do avançado Guilherme Cascavel, filho do 'mítico' Paulinho Cascavel, que fizeram a pré-temporada com Jaime Pacheco, e ainda Pedro Borges, Paulo Freitas, Rocha e Rui Cheguerov, todos ex-juniores do Vitória. Entre os restantes jogadores, o destaque vai para o central Miguel, antigo jogador do Vitória de Guimarães e Sporting, que, aos 41 anos, continua em actividade.

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Regresso à (a)normalidade europeia
sexta-feira, 30 setembro 2005

Sporting - Halmstad: nova eliminação prematura

A surpreendente eliminação do Sporting, ontem à noite em Alvalade, diante do modesto Halmstad, veio confirmar a regra europeia dos 'leões' nas últimas duas décadas: a saída prematura das provas europeias, muitas vezes diante de adversários menores. Analisando as vinte últimas prestações do Sporting nas competições da UEFA, esta eliminação foi a 8ª na primeira ronda e a 7ª após prolongamento, revelando similitudes com o que se passou há 13 anos, quando a 30 de Setembro de 1992, o Grasshoper escandalizou Alvalade, com uma vitória por 3-1, após prolongamento, num jogo onde sobressaiu o jovem brasileiro Élber, numa noite de pesadelo do guardião Sérgio Louro e da dupla de centrais formada por Pedro Barny e Valckx. Isto tudo depois de uma vitória do Sporting na Suiça, por 2-1, com golos de Balakov e Juskowiak, depois de Sutter, de grande penalidade - tal como Thorvaldsson em Halmstad - ter adiantado a formação suiça no marcador. Assim, a ida à final da Taça UEFA a temporada passada, e a chegada às meias-finais da mesma competição, em 1990/91, com Marinho Peres, acabam por ser as excepções à (a)normalidade da eliminação prematura das competições europeias, como se pode verificar a seguir:

2005/06


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Halmstad - 2-1 (fora), 2-3 (casa), após prolongamento.
Treinador: José Peseiro

Liga dos Campeões: Pré Eliminatória

Udinese - 0-1 (casa) ; 2-3 (fora).
Treinador: José Peseiro


2004/05


Taça UEFA: Finalista Vencido

CSKA Moscovo - 1-3
Treinador: José Peseiro

Eliminou o Feyenoord, Middlesbrough, Newcastle United e AZ Alkmaar.
Fase de grupos com Newcastle United, Sochaux, Dinamo Tbilisi e Panionios: 4 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota.
Acedeu à fase de grupos depois de eliminar o Rapid Viena.



2003/04


Taça UEFA: 2ªEliminatória

Gençlerbirligi - 1-1 (fora) ; 0-3 (casa).
Treinador: Fernando Santos


2002/03


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Partizan Belgrado - 1-3 (casa) ; 3-3 (fora), após prolongamento.
Treinador: Lazlo Bölöni

Liga dos Campeões: Pré Eliminatória

Inter Milão - 0-0 (casa) ; 0-2 (fora).
Treinador: Lazlo Bölöni


2001/02


Taça UEFA: 3ªEliminatória

AC Milan - 0-2 (fora) ; 1-1 (casa).
Treinador: Lazlo Bölöni


2000/01


Liga dos Campeões: fase de grupos

Último classificado com Real Madrid, Bayer Leverkusen e Spartak Moscovo.
Treinador: Augusto Inácio


1999/00


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Viking - 0-3 (fora) ; 1-0 (casa).
Treinador: Giuseppe Materazzi e Augusto Inácio.


1998/99


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Bolonha - 0-2 (casa) ; 1-2 (fora).
Treinador: Mirko Jozic.


1997/98


Liga dos Campeões: fase de grupos

Eliminado em grupo com Mónaco, Bayer Leverkusen e Lierse.
Acedeu à fase de grupos depois de eliminar o Beitar Jerusalém.
Treinador: Octávio Machado (5 jogos), Francisco Vital (2 jogos) e Vicente Cantatore (1 jogo).


1996/97


Taça UEFA: 2ªEliminatória

Metz - 0-2 (fora) ; 2-1 (casa).
Treinador: Robert Waseige.


1995/96


Taça das Taças: 2ªEliminatória

Rapid Viena - 2-0 (casa) ; 0-4 (fora), após prolongamento.
Treinador: Carlos Queirós.


1994/95


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Real Madrid - 0-1 (fora) ; 2-1 (casa).
Treinador: Carlos Queirós.


1993/94


Taça UEFA: 3ªEliminatória

Casino Salzburgo - 2-0 (casa) ; 0-3 (fora), após prolongamento.
Treinador: Bobby Robson.
Chegou à 3ªeliminatória, depois de eliminar o Kocaelispor e o Celtic: 4 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota - 4/1.


1992/93


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Grasshoper - 2-1 (fora) ; 1-3 (casa), após prolongamento.
Treinador: Bobby Robson.


1991/92


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Dinamo Bucareste - 1-0 (casa) ; 0-2 (fora), após prolongamento.
Treinador: Marinho Peres.


1990/91


Taça UEFA: Meias finais

Inter Milão - 0-0 (casa) ; 0-2 (fora).
Treinador: Marinho Peres.
Eliminou Malines, Timisoara, Vitesse e Bolonha para chegar às meias-finais: 8 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 1 derrota - 17/6.


1989/90


Taça UEFA: 1ªEliminatória

Nápoles - 0-0 (casa) ; 0-0 (fora) - 3-4 após o desempate por grandes penalidades.
Treinador: Manuel José.


1988/89


Taça UEFA: 2ªEliminatória

Real Sociedad - 1-2 (casa) ; 0-0 (fora).
Treinador: Pedro Rocha.
Eliminou o Ajax na 1ª eliminatória, com dupla vitória: 4-2, em casa ; 2-1, em Amesterdão.


1987/88


Taça das Taças: Quartos de Final

Atalanta - 0-2 (fora) ; 1-1 (casa).
Treinador: António Morais.
Eliminou o Tirol e o Kalmar para chegar aos quartos-de-final. Keith Burkinshaw era o treinador.


1986/87


Taça UEFA: 2ª eliminatória

Barcelona - 0-1 (fora) ; 2-1 (casa).
Treinador: Manuel José.

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Artur Jorge: Optimista céptico
terça-feira, 6 setembro 2005

Artur Jorge

4 jogos, 4 vitórias e a liderança do Grupo 3 da Zona Africana. Artur Jorge, seleccionador dos Camarões, está a apenas uma vitória de alcançar a qualificação para o Mundial 2006, depois de ter iniciado o seu trabalho numa situação extremamente delicada, em 3º lugar no grupo, a quatro pontos da Costa do Marfim e a dois da Líbia. Depois da fantástica vitória em Abidjan no passado domingo, o sítio Camfoot entrevistou o treinador português, que apesar de confiante na presença no Mundial da Alemanha, ainda não faz a festa.

-- Qual a apreciação que faz do jogo frente à Costa do Marfim?
-- Creio que foi um bom jogo entre duas equipas boas, num bom relvado e com uma boa ambiência nas tribunas. Vimos coisas boas de parte a parte. Jogamos contra uma equipa boa, mas atendendo à prestação da equipa dos Camarões, a vitória é justa. A equipa dos Camarões foi calculista e foi recompensada pelo seu esforço. Cometemos alguns erros defensivos que nos custaram caro, mas, globalmente, cumprimos o nosso objectivo.

-- Para além do resultado, como analisa a prestação da sua equipa?
-- Podemos fazer melhor, mas penso que temos que reconhecer o mérito da equipa dos Camarões perante um adversário de grande nível. Os jogadores camaroneses demonstraram uma mentalidade sólida e, sobretudo, uma vontade indómita de vencer o jogo. Do meu ponto de vista, isso é o mais importante.

-- Por momentos, sentimos algum medo. Como se podem explicar os erros defensivos da sua equipa?
-- Efectivamente cometemos alguns erros que não se podem produzir contra adversários como a Costa do Marfim. Os marfinenses têm grandes avançados, goleadores, que não costumam perdoar. Nesse capítulo falhamos um pouco. Mas é o futebol! Houve situações boas, mas também menos boas. Mas fazendo um balanço, penso que podemos retirar mais coisas positivas da actuação da nossa equipa. É necessário contudo que se trabalhe para não se repetirem estes tipos de erros, sobretudo na perspectiva de uma grande competição como o Campeonato do Mundo.

-- Agora que os Camarões estão à frente do grupo, podemos dizer que o mais duro já está feito?
-- Ainda não está terminado. O mais duro ainda está por vir, pois a qualificação ainda não está garantida. Neste momento, todo o Mundo está contente e isso é bom. Mas ainda nos falta um jogo, em que é imperioso vencer para ir ao Campeonato do Mundo. Demos uma grande passo para a qualificação, mas temos que confirmá-lo. Temos que dar tudo frente ao Egipto.

-- A nível táctico, tem mostrado confiança numa estrutura base. Isso significa que está inteiramente satisfeito com este grupo?
-- De vez em quando, também chamamos outros jogadores. Eu convoco apenas os jogadores que estão em melhor forma e prontos a respeitar as instruções que lhes são dadas. É a regra do futebol! Mas é verdade que existe um núcleo base, que irei manter. Há jogadores que são mais fortes que outros, é evidente. Mas há sempre um ou dois jogadores que chegam e que podem trazer algo de novo à equipa.

-- Como perspectiva o futuro dos Camarões após esta fase?
-- Repito, ainda não está terminado. Temos que esperar que tudo acabe bem. No futebol tudo pode acontecer e temos que estar muito concentrados no nosso objectivo, que é vencer o último jogo. Às vezes, acontecem surpresas e tem-se êxito onde ninguém espera, por isso não é bom que as pessoas pensem que tudo está terminado. Não é verdadeiro! É necessário continuar mobilizado para o último jogo.

-- Pessoalmente, está prestes a vencer a aposta de qualificar os Camarões para o Campeonato do Mundo. Pode ser a premissa para um trabalho de longa duração com os 'Leões'?
-- Cheguei com um objectivo preciso, que passava por vencer todas as partidas que tinhamos por disputar, para além da participação na Taça de África. Este ainda não é o momento para pensar em todas essas coisas. Temos ainda um jogo pela frente e depois se verá.

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'Mercado' Internacional: As movimentações de 31 de Agosto
sábado, 3 setembro 2005

Sergio Ramos

Sérgio Ramos (Real Madrid, ex-Sevilha). A grande transferência do último dia de 'mercado'. Face aos entraves colocados pelo Sevilha na concretização da transferência, o Real Madrid pagou a sua cláusula de rescisão, fixada em 27 milhões de euros, assegurando-o para as próximos oito temporadas. Uma verba exagerada para muitos, tendo em conta a pouca experiência deste defesa polivalente, de apenas 19 anos, que há um ano se sagrava campeão europeu sub-19. Já internacional pela principal selecção espanhol, Ramos é um lateral-direito convertido em defesa-central, que se destaca pela velocidade, bom poder de desarme e inteligência a sair a jogar, devendo ser o futuro parceiro de Helguera no eixo central da defesa 'branca', com prejuízo para Pavón.

Michael Owen

Michael Owen (Newcastle United, ex-Real Madrid). Há um ano, o Real Madrid pagou 12 milhões de euros pela sua aquisição junto do Liverpool, cedendo o passe do extremo Nuñez, actualmente no Celta, avaliado em pouco mais de 1 milhão de euros. Um ano depois, vende o seu passe ao Newcastle United, que ganhou a corrida ao Liverpool, por 22 milhões de euros. Um grande negócio, de uma passagem por Espanha com sabor a desilusão, contrariada pelos números: 13 golos - 2º melhor marcador do Real - em 'apenas' 1867 minutos de utilização e só seis jogos completos. Chega a Newcastle como novo herói, procurando inverter o mau início de época da equipa de Souness, que não escondia a sua felicidade pela aquisição daquele que define como o 'sucessor de Shearer'. Com a cabeça a prémio, o treinador escocês talvez se tenha esquecido que poderá ser o seu sucessor, quiçá o veterano avançado, o último a rir-se.


Jermaine Jenas

Jermaine Jenas (Tottenham Hotspur, ex-Newcastle United). Aos 18 anos, o Newcastle United, por indicação de Bobby Robson, contratou-o ao Nottingham Forest, por 7,5 milhões de euros. Estrela da selecção inglesa, pouco depois, no Europeu sub-19 de 2002, Jenas afirmou-se na primeira equipa do clube e chegou já à selecção principal. Aos 22 anos, ruma agora ao Tottenham, que continua com uma obsessão por médios-centro, por 15 milhões de euros. Apesar de especialmente talhado para posições centrais a meio-campo, onde possa sair a jogar e coordenar as movimentações ofensivas da equipa, Jenas pode também descair para os flancos, tirando partido da sua polivalência, velocidade e capacidade no passe.

Erik Edman

Erik Edman (Rennes, ex-Tottenham Hotspur). Lateral-esquerdo internacional sueco, de 26 anos, particularmente talhado para missões defensivas, onde é extremamente eficaz, conhece o sexto campeonato na sua carreira, depois de Suécia, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Contratado pelo Tottenham ao Heerenveen há um ano, por 2 milhões de euros, ruma agora o Rennes, de Lazlo Bölöni, por 3,2 milhões de euros. Curioso o aspecto de uma equipa de segunda linha no futebol francês investir 10,8 milhões de euros em reforços, com proveitos, em vendas de passes de jogadores, de apenas 3 milhões.

David Connolly

David Connolly (Wigan, ex-Leicester City). Aquisição típica do 'mercado' inglês. O Wigan pagou 3 milhões de euros pela aquisição deste avançado veloz e goleador, ao Leicester City, que, há um ano, o contratara ao West Ham United por apenas 750 mil euros. Internacional irlandês, já passou pelo futebol holandês, onde representou Excelsior e Feyenoord, é representado por Michael Kennedy, o mesmo empresário de Roy Keane.

Andy Van der Meyde

Andy Van der Meyde (Everton, ex-Inter). Depois de duas épocas irregulares em Itália, onde foi prejudicado por lesões, que estiveram perto de inviabilizar esta transferência, Van der Meyde, veloz extremo holandês, adaptável às duas alas, é o novo reforço do Everton, que pagou uma verba a rondar os 3 milhões de euros ao Inter, onde não entrava nas contas de Roberto Mancini para a nova temporada. O negócio possível, mas uma clara aposta falhada da formação de Milão, que, há dois anos, pagou 12 milhões de euros ao Ajax pela sua aquisição.

Sebastián Taborda

Sebastián Taborda (Deportivo, ex-Defensor de Montevideo). Como manda a tradição, o Deportivo foi a última equipa a inscrever um reforço, às 23:59 de 31 de Agosto. Contudo, nem a venda de Luque, permitiu ao clube galego apresentar o reforço de prestigio ansiado pelos adeptos para reforçar o ataque. A solução foi o semi-desconhecido Taborda, encontrado no Defensor do Uruguai, com o 'Depor' a pagar 2,9 milhões de euros, respeitantes a 70% do passe do jogador. A sua capacidade para se adaptar ao futebol espanhol é uma incógnita e a promessa de 25 golos já tem valido algumas gargalhadas nos rivais. Taborda, 1.92/84, é um avançado de área, limitado tecnicamente, mas extremamente poderoso fisicamente, destacando-se, sobretudo, pelo forte jogo aéreo, que lhe valeu 39 golos em quatro anos no principal campeonato uruguaio.

Lee Young-Pyo

Lee Young-Pyo (Tottenham Hotspur, ex-PSV Eindhoven). Aquisição de última hora do Tottenham, para fazer face à saída de Erik Edman, por 3,2 milhões de euros, para o Rennes de Bölöni. A formação londrina investiu 2 milhões de euros na aquisição deste lateral-esquerdo, internacional coreano, capaz de fazer todo o corredor. Financeiramente ficou a ganhar, e, à partida, apesar da qualidade inegável do lateral sueco, desportivamente também parece uma excelente aposta. É que Lee é um lateral desequilibrador, forte com os dois pés, e bastante evoluido tecnicamente, muito forte nas assistências, sobretudo a partir de cruzamentos, para finalizações. Defoe, por certo, ganhou um grande aliado.

Fábio Rochemback

Fábio Rochemback (Middlesbrough, ex-Sporting). Contrariando as notícias divulgadas em Portugal, a direcção do 'Boro' divulgou que apenas investiu 1,5 milhões de euros na aquisição de Fábio Rochemback, que entraram directamente nos 'cofres' do clube leonino. Os restantes montantes ligados à transferência relacionam-se com poupança salários, já que o Middlesbrough assume-os integralmente, sendo que até aqui o Barcelona pagava 65% do seu salário anual, ficando os restantes 35% a cargo do Sporting. Forte aposta de Steve McLaren, o médio centro brasileiro irá assumir a coordenação do jogo ofensivo da equipa, ocupando o lugar deixado vago por Boudewijn Zenden, que rumou ao Liverpool.

Frank Songo'o

Frank Songo'o (Portsmouth, ex-Barcelona B). Aquisição surpresa de Milan Mandaric, presidente do Portsmouth, do jovem internacional francês sub-19, filho de Songo'o e sobrinho de N'Kono, dois míticos internacionais camaroneses. Apesar de pouco possante, Frank Songo'o, adaptável a qualquer das alas, preferencialmente a direita, ou às funções de médio ofensivo, é um jogador que se destaca pela capacidade técnica e velocidade. O Portsmouth pagou 300 mil euros pela sua aquisição junto do Barcelona.

Abuda

Abuda (Wolfsburgo, ex-Corinthians). Jovem brasileiro, de apenas 19 anos, foi descoberto pelo Corinthians na Juventus de São Paulo, depois de ter falhado a sua transferência para o Cruzeiro. Estrela da selecção brasileira que foi campeã do Mundo de sub-17 há dois anos, estreou-se, com 18 anos, na principal equipa do Timão, onde nunca chegou a impor-se como titular absoluto e, este ano, acabou por ser relegado para o banco dos suplentes. Em final de contrato com o clube, foi afastado da equipa principal, acabando por rumar para a Alemanha a troca de 300 mil euros. Médio ofensivo ou segundo avançado, precisa de ganhar consistência, mas trata-se de um jogador rápido, dotado tecnicamente e com boa capacidade de finalização.

Gladstone

Gladstone (Juventus, ex-Cruzeiro). Jovem central brasileiro, titular da selecção 'canarinha' no último Mundial sub-20, foi o reforço-surpresa da Juventus em fecho de mercado, depois de consumar a cedência do croata Igor Tudor ao Siena. Central possante, muito forte no jogo aéreo e com bom poder de desarme, mas ainda algo 'verde', chega à Juventus, através de um empréstimo de um ano, que renderá ao Cruzeiro, onde foi lançado na primeira equipa por Wanderley Luxemburgo em 2003, 150 mil euros, com opção de compra fixada em 2 milhões de euros a ter que ser concretizada até ao final da temporada italiana. Detentor de passaporte italiano, o seu nome próprio, bastante exótico, é assim explicado na primeira pessoa: 'A minha mãe disse-me que quando estava grávida leu um livro que gostou muito. O nome do autor era Gladstone, e na hora do parto ela optou por este nome'.

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Abel Xavier (Middlesbrough, ex-AS Roma). Depois de alguns dias a trabalhar às ordens de Steve McLaren, o Boro decidiu avançar para a aquisição do defesa polivante português, dispensado pela AS Roma no início desta temporada. Decisivo para este desfecho foi a saída de Reiziger para o PSV Eindhoven, que abre também espaço para Abel Xavier na luta por um lugar a titular à direita da defesa. O regresso à Selecção, para além da titularidade no Boro, é o principal objectivo do jogador, que, aos 32 anos, conhece o seu 11º clube desde que se estreou no futebol sénior no Estrela da Amadora.

Mário Jardel

Mário Jardel (Ankara Spor, sem clube). O Nancy abriu-lhe as portas para o regresso ao futebol europeu, depois de passagens brancas pelo futebol brasileiro (Palmeiras), argentino (Newell's) e espanhol (Alavés), onde não se chegou a estrear. Chegou a três dias do fecho das inscrições, mas a formação francesa não se precipitou e pediu, atentendo ao facto de ser desempregado, mais duas semanas para tomar uma decisão. Christophe Maillol, o seu novo empresário, não perdeu tempo e colocou-o no Ankara Spor da Turquia em cima do fecho das inscrições. O que esperar de Jardel? Provavelmente, nada.

Marius Niculae

Marius Niculae (Standard Liège, ex-Sporting). Quando não aceitou a proposta de renovação do Sporting, que previa uma redução salarial drástica, afirmou estar a caminho de um clube italiano, o que não se concretizou. Só no último dia arranjou colocação, no Standard Liège, autêntica multi-nacional futebolística. A tarefa de se reencontrar com os golos promete ser árdua, já que o ataque da formação belga é bem dotado em soluções: Sambegou Bangoura e, sobretudo, o congolês Mohamed Tchité, bem alimentados por Sérgio Conceição, conduziram a equipa ao topo da classificação após quatro jornadas.

Diego Milito

Diego Milito (Saragoça, ex-Génova). Contratado em 2003, pela Juventus e pelo Génova, em regime de co-propriedade, ao Racing Avellaneda, apontou 32 golos em época e meia, na Série B, pelo Génova. Foi a figura-chave da promoção do clube à Série A a época passada, mas a despromoção administrativa para a C1, abriu-lhe as portas de saída. Com muitos clubes interessados, concretizou o desejo de jogar ao lado do seu irmão (Gabriel Milito) no Saragoça, onde terá a difícil tarefa de fazer esquecer Villa, com um compromisso válido por duas temporadas, findo os quais regressará a Génova. É um avançado com grande instinto goleador, muito rápido e bem dotado tecnicamente, que poderá ser uma das boas surpresas do campeonato espanhol deste ano, ainda por cima num clube com poucas soluções ofensivas.

Mart Poom

Mart Poom (Arsenal, ex-Sunderland). Aos 33 anos, este guardião, mais de 100 vezes internacional pela Estónia, chega a um grande clube, onze épocas depois da sua chegada ao futebol inglês. Contratado ao Sunderland, através de um empréstimo de um ano, a sua aquisição prende-se com o castigo de Lehmann, que o impede de actuar nas duas primeiras partidas da Liga dos Campeões. Resta saber se 'baterá' o espanhol Almunia na corrida pelo lugar.

David Bentley

David Bentley (Blackburn Rovers, ex-Arsenal). Depois do empréstimo ao Norwich City - 26 jogos, 2 golos - a época passada, esperava-se que fosse o ano de afirmação de Bentley na primeira equipa do Arsenal, e a pré-época deu boas indicações nesse sentido. Puro engano, já que Arsene Wenger optou pelo empréstimo deste médio ofensivo de 21 anos, capaz de jogar pelo centro ou nas alas, produto das escolas do clube. Em Blackburn terá oportunidade de ser mais utilizado e, sobretudo, tornar-se mais regular, pois é inegável o seu talento do ponto de vista técnico, faltando-lhe, contudo, consistência.

Dario Silva

Dario Silva (Portsmouth, ex-Sevilha). Depois de duas épocas apagadas em Sevilha, viu-se condenado à lista de dispensas. O Portsmouth surgiu como solução, ainda que o avançado uruguaio, principal estrela da sua selecção do seu país no ante-Forlán, tenha sempre mostrado pouca vontade em deixar o clube andaluz, mesmo não jogando. Aos 32 anos, o seu rendimento em Inglaterra é uma incógnita: avançado rápido, agressivo e de remate fácil, atravessa uma fase negativa na sua carreira e veremos como o seu conhecido 'mau-feitio' se enquadrá na Premier League. Uma coisa é certa: chega a um clube que é uma autêntica multi-nacional de avançados - um uruguaio, um búlgaro, um norueguês, um croata, um francês, um zambiano e um congolês com nacionalidade inglesa.

Javier Portillo

Javier Portillo (FC Bruges, ex-Real Madrid). 'Tapado' em Madrid, Portillo aceitou novo empréstimo, depois de na época passada ter representado a Fiorentina, sem grande sucesso. O Bruges, que lhe permitirá jogar na Liga dos Campeões, não pagou nada ao Real Madrid, mas fica responsável pelos seus salários: 1,1 milhões de euros/ano. À chegada à Bélgica, prometeu reencontrar-se com os golos - em Itália apontou 4: 1 para o Campeonato e 3 para a Taça -, ou não fosse ele o melhor marcador da histórias da camadas jovens 'brancas'.

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As últimas Movimentações do 'Mercado' (I)
quinta-feira, 1 setembro 2005

Karagounis Miccoli

Benfica. Nem um 9, nem um 10 puro. Karagounis, ex-Inter, e Miccoli, ex-Juventus, são os dois reforços do Benfica, de qualidade inegável, que vêm alargar o lote de opções de Ronald Koeman, enquadrando-se perfeitamente em qualquer um dos três esquemas utilizados - 4x3x3, 4x2x3x1 e 3x4x2x1 -, até aqui, pelo técnico holandês: o internacional grego, numa posição interior ou como médio centro ofensivo ; o internacional italiano, como segundo ponta de lança ou descaído para um dos flancos, sobretudo o esquerdo, o que poderá motivar o regresso de Simão Sabrosa ao flanco oposto. Por resolver fica a questão do avançado de área, já que Nuno Gomes apenas tem a concorrência de Pedro Mantorras, que, até agora, não deu ainda uma resposta que permita ser uma opção fiável. Em caso de lesões, Koeman poderá ser obrigado a chamar uma alternativa à equipa B: Manuel Curto e Vasco Firmino serão, nessa eventualidade, as principais opções.
Quanto a saídas, José Veiga evitou que Simão Sabrosa se transferisse para o Liverpool, naquele que se tornou, com alguma surpresa, o tema do dia entre os 'encarnados', passando a apresentação de Miccoli e a não chegada de um '9' para segundo plano. O conjunto inglês oferecia-lhe o dobro do salário que actualmente aufere, e à 4ª proposta, chegou-se aos 18 milhões de euros, ficando a dois milhões do valor desejado pelos 'encarnados'. No plantel permanecem Bruno Aguiar e Carlitos, com muito poucas hipóteses de serem utilizados, apesar de se ter falado na hipótese de virem a ser emprestados.

Marek Čech

FC Porto. Depois de Nuno Valente se ter transferido para o Everton, era aguardada a chegada de um novo lateral-esquerdo a Dragão. Apesar de Dedé, Jorge Luiz e, finalmente, Max von Schlebrügge, que chegou mesmo a deslocar-se ao Porto, terem sido os nomes mais falados, a escolha acabou por recaír sobre o jovem internacional eslovaco Marek Čech, capaz de desempenhar qualquer posto à esquerda, ainda que seja um lateral de origem. Suplente no Sparta Praga, tentará lutar por um lugar com César Peixoto e Leandro, podendo, caso Adriaanse o pretenda, jogar um pouco mais adiantado no terreno, sobretudo como ala, uma posição à qual Lisandro López tem sido adaptado.
Pelo segundo ano consecutivo, o FC Porto evitou a saída de Benni McCarthy para o futebol inglês no dia de fecho das inscrições, desta feita para o West Ham United, que ofereceu 9 milhões de euros pelo seu passe. O internacional sul-africano, que ainda não se estreou na Liga 2005/06, abandonou mesmo o estágio da sua selecção para rumar a Londres, onde aguardava pelo desfecho das negociações. Resta saber com que 'vontade' regressará ao Dragão. Definida ficou a saída de Marco Ferreira, jogador excedentário, que rumará ao Penafiel.

Wender João Alves

Sporting. Douala foi, durante o último mês, o jogador mais desejado pelo Middlesbrough, mas o clube inglês acabou por acertar a aquisição de Fábio Rochemback, uma perda de vulto para o Sporting, mas interessante do ponto de vista financeiro, pois acabou por render cerca de 3,5 milhões de euros aos cofres 'leoninos', quando, no final da época, o Barcelona voltaria a ter ao seu dispor a totalidade do passe do internacional brasileiro. O dinheiro encaixado na transferência acabou por ser determinante para concretizar dois dos principais desejos de José Peseiro na preparação desta temporada: o médio João Alves - 2,5 milhões de euros por 50% passe e contrato de três anos - e o extremo Wender - cerca de 1 milhão de euros e dois anos de contrato -, ambos oriundos do Sp. Braga. Com estas duas novas opções, José Peseiro continuará a ter opções para jogar no seu habitual 4x1x3x2, com a contratação de Alves, capaz de desempenhar funções à direita e ao centro do meio-campo ofensivo, a permitir a deslocação de João Moutinho para a posição central do meio campo ; mas também para ter alternativas para um 4x3x3, com dois flanqueadores, esquema testado na pré-temporada, como também para um arriscado 4x2x4, numa situação no marcador que não seja favorável ao Sporting. Resolvida ficou também a situação de Nuno Santos, que voltará a ser emprestado ao Penafiel, mas a transferência do central Hugo, que não entra nas contas de José Peseiro, ficou por resolver, apesar do interesse de um clube espanhol. O lateral polivalente Rogério era desejado pelo Santos, o que foi confirmado por Dias da Cunha, mas a sua transferência não foi consumada.

Sp. Braga. João Alves e Wender rumaram ao Sporting, o que correspondeu financeiramente à entrada de 3,5 milhões de euros nos cofres do clube bracarense, a que se adiciona a manutenção de 50% passe do internacional português, o que poderá ser relevante numa futura transferência do jogador. Desportivamente, o plantel do Sp. Braga fica menos forte, ainda que Wender desse sinais claros que não estava satisfeito, e, por isso mesmo, nem sequer fora opção diante do Penafiel, depois de falhar a primeira jornada por castigo. Contudo, as excelentes soluções disponiveis para o meio-campo, não obrigaram Jesualdo Ferreira a procurar um reforço de última hora para o sector intermediário, já que Sidney e Madrid (mais defensivos) ; Filipe, Gonçalves, Hugo Leal, Vandinho, Castanheira (interiores) ; Cândido Costa e Jaime Júnior (mais ofensivos), parecem ser soluções mais do que suficientes para continuar a abordar esta temporada com confiança. Para a esquerda surge Rossato como novidade, regressado a Portugal, por empréstimo da Real Sociedad. Apesar de menos desequilibrador do que Wender, é um jogador mais completo, que pode desempenhar qualquer posto à esquerda, e, apesar de surgir como opção para ala esquerda, onde lutará pela titularidade com Cesinha, poderá também suprir uma eventual baixa por lesão ou castigo de Jorge Luiz, o único lateral-esquerdo de raíz do plantel, e que tinha em Pedro Costa e no jovem João Cardoso, da equipa B, as eventuais alternativas. Para além disso, acrescenta poder de fogo - remate forte em bola corrida e bola parada - e também capacidade no último passe/cruzamento.

Vitória Guimarães. Desilusão no último dia de transferências: ao contrário do esperado não chegou qualquer reforço, apesar do desejo em dotar o plantel de mais um extremo (Marco Ferreira ou Carlitos) e um avançado. Assim, Dário, contratado a semana passada, foi a última novidade dos vimaranenses, podendo ser opção para Jaime Pacheco, quer para as alas, quer para o centro do ataque. Definida ficou a situação do jovem central Sereno - contratado ao Elvas e que será emprestado ao Famalicão -, enquanto que o médio ofensivo ganês Tiero ainda não conseguiu desbloquear o processo de transferência junto do exótico Asante Kotoko, o seu anterior clube.

Boavista. Dia positivo para os 'axadrezados', que concretizaram a aquisição dos dois jogadores, através de empréstimo, que faltavam para completar o plantel. Assim, Rui Duarte, ex-Estoril, suprirá a partida de Nélson para o Benfica, que vinha a ser colmatada com a adaptação de Manuel José ao posto, que assim fica liberto para regressar a posições mais ofensivas, quer como médio interior, quer como ala direito. O outro reforço é o médio ofensivo paraguaio Diego Figueredo, ex-Valladolid, melhor jogador do Pré-Olímpico sul-americano em 2004, que procura afirmar-se, definitivamente, no futebol europeu, colmatando a inexistência de uma alternativa a João Vieira Pinto, ainda que possa ser também actuar como médio interior esquerdo, o que permite a Carlos Brito utilizar o seu esquema preferido - 4x3x3 desdobrável em 4x1x2x2x1 -, para além do 4x2x3x1 que tem sido opção nestes primeiros jogos.
Em cima da hora limite para a conclusão do prazo de transferências, o Boavista acertou a venda do passe do médio brasileiro André Barreto, que rumará ao Wisla Cracóvia, futuro adversário do Vitória Guimarães na Taça UEFA.

Miklos Gaál

Marítimo. A formação madeirense assegurou hoje duas aquisições: o guarda-redes Christopher Pilar, internacional pelas selecções mais jovens, formado nas escolas do Sporting, e que começou esta temporada no Felgueiras, que o contratara ao Torreense ; e o lateral esquerdo húngaro Miklós Gaál, de 24 anos, 1.81/78, ex-Pécs, que, a temporada passada, representou o Újpest e o Zalaegerszeg. Se Christopher será, em principio, utilizado na formação B, já Gaál será uma opção a ter em conta, pois Juca tem mostrado alguma indefinição na escolha do lateral-esquerdo, onde Evaldo e Briguel foram utilizados nas duas primeiras jornadas. Contudo, o valor do jogador, que parece mais talhado para acções defensivas, é uma incógnita, já que raramente se impos como titular até aqui. Entretanto, o Marítimo concluiu o processo de transferência do extremo internacional camaronês Antoine Ateba, que já poderá actuar, e procedeu à inscrição do avançado esloveno Damir Pekic, que havia sido colocado na lista de dispensados, mas beneficiou das saídas de Bibishkov para o Penafiel e de Ronaldo para o Apoel de Chipre.

Nuno Santos Marco Ferreira

Penafiel. Depois do avançado búlgaro Krum Bibishkov ter acertado, a semana passada, o seu ingresso no Penafiel, por empréstimo do Marítimo, o último dia de transferências permitiu que chegassem mais dois emprestados à formação duriense: Nuno Santos, emprestado pelo Sporting, que assim regressa ao clube que representou nas últimas duas épocas ; e Marco Ferreira, extremo-direito, emprestado pelo FC Porto, e que a temporada passada representou o Vitória de Guimarães. O primeiro, ao que tudo indica, lutará pela titularidade com Vinicius Martinez, guarda-redes brasileiro, contratado ao Camacha, que se impos neste início de época, enquanto que Marco Ferreira dará a Luís Castro uma importante solução para as alas, onde já contava com Jacques, Cristóvão e José Rui. Pelo caminho, ficou o empréstimo de Carlitos do Benfica. Em relação a saídas, apenas se confirmou a de Fernando Aguiar, que acertou a rescisão e rumou ao Gondomar, enquanto que o guarda-redes Carlos Germano e o avançado senegalês Mallo Diallo continuarão, pelo menos para já, a trabalhar com o plantel principal, já que não chegaram a um acordo para a rescisão dos contratos.



Ivanildo

Gil Vicente. Ivanildo, do FC Porto, era o jogador desejado por Ulisses Morais para cobrir a vaga existente na ala esquerda do ataque, mas Co Adriaanse não autorizou o empréstimo. Assim, ficou por preencher esse lugar no plantel da formação de Barcelos, sendo que a solução deverá continuar pela adaptação de Carlitos ou Nandinho a essa ala, com Rodolfo Lima e o polivalente Williams a serem outras soluções possíveis.

Serginho Baiano Darko Anic

Nacional. O médio ofensivo sérvio-montenegrino Darko Anic, apresentado a semana passada, e o extremo esquerdo Serginho Baiano, que regressou ontem à Madeira, são as novidades no plantel às ordens de Manuel Machado. Anic, de 31 anos, concretiza o desejo do treinador de contar com um médio de pendor mais ofensivo, mas o seu percurso futebolistico é extremamente irregular. Ultimamente representava os chineses do Shandong Luneng Taishan, depois de passagens pela Turquia, onde jogou no Siirt Jetpa Spor, pela Bélgica, onde representou KAA Gent e Club Brügge, pela divisão secundária da Alemanha, ao serviço do LR Ahlen, depois de na Sérvia-Montenegro ter representado o Borac Kacak, o Vojvodina Novi Sad e o Estrela Vermelha. Quanto a Serginho Baiano, regressa ao clube, depois de o ter abandonado em Janeiro passado, num processo algo complicado, que terá agora terminado. Resta saber a forma física em que se encontra, mas em