Roberto: poder de decisão
sexta-feira, 1 fevereiro 2008

Roberto OS FACTOS. Ao marcar o golo do triunfo do Leixões sobre o Paços de Ferreira, Roberto conseguiu definir, em dois fins-de-semana consecutivos, dois triunfos por 1-0 para a formação leixonense, depois de ter contribuído de forma decisiva para a eliminação do Anadia da Taça de Portugal. O avançado-centro, de 30 anos, natural de Osasco, cidade do interior de São Paulo, apontou o 6º golo da temporada – 3 na Liga, 2 na Taça de Portugal e 1 na Taça da Liga – em 18 jogos oficiais, a que acresce a curiosidade de ter marcado em todas as partidas que o Leixões venceu esta época: Varzim (fora, Taça da Liga) ; Sp. Braga (casa, Liga) ; Torreense (casa, Taça de Portugal) ; União de Leiria (casa, Liga) ; Anadia (casa, Taça de Portugal) ; e Paços de Ferreira (casa, Liga). Talhado para finalizações no interior da área, Roberto, em 2007/08, apontou 4 golos de cabeça e 2 de pé direito.

2007/08 AO DETALHE

- 18 jogos – 6 vitórias, 8 empates, 4 derrotas
- 6 golos em 14 jogos: 5 golos apontados em casa – 1 golo apontado fora de casa ; 2 golos apontados na primeira parte – 4 golos apontados na segunda parte.
- não marcou qualquer golo de grande penalidade.
- 1 cartão amarelo (diante do Benfica, para a Liga, em casa) – 1 cartões vermelhos (diante do União de Leiria, para a Taça da Liga).
- nos 3 jogos que esteve ausente, sempre para a Liga, o Leixões somou 2 empates e 1 derrota.
- esteve 6 jogos consecutivos sem marcar golos na Liga – entre a jornada 1 e a jornada 8 (não foi utilizado na jornada 6 e 7).
- marcou por 2 vezes em 2 semanas consecutivas, sempre após jogos da Taça de Portugal: Torreense e União de Leiria, em Dezembro de 2007 ; Anadia e Paços de Ferreira, em Janeiro de 2008.
- marcou nos 2 jogos que o Leixões efectuou na Taça de Portugal, ambos contra adversários da 2ªDivisão.
- nunca marcou mais do que um golo por jogo.
- não realizou qualquer partida na Taça Intercalar.

PODER DE DECISÃO. Chegado a Matosinhos, oriundo do Penafiel, no início da temporada 2006/07, Roberto pretendia relançar a carreira, depois de uma suspensão de 6 meses motivada por um controlo anti-doping positivo num jogo diante do FC Porto, por alegadamente ter inalado Salbutamol, um bronco-dilatador utilizado no tratamento da asma. O objectivo foi alcançado em pleno: sagrou-se o melhor marcador da Liga de Honra, com 17 golos, contribuindo para a subida de divisão do Leixões, assim como para a conquista do título de campeão. Titular nas 30 partidas, realizou 18 jogos completos, totalizando 2494 de competição. Apontou golos em 13 dos 30 jogos, com a curiosidade do clube matosinhense nunca ter perdido sempre que marcou – 12 vitórias e 1 empate, diante do Feirense. A estes números juntou ainda 1 tento na Taça de Portugal, em 3 jogos na competição.

ROBERTO NA LIGA DE HONRA 2006/07

- 30 jogos – 18 vitórias, 6 empates, 6 derrotas
- dos 30 jogos efectuados, completou 18 partidas e foi substituído em 12 ocasiões.
- 17 golos apontados – 10 golos solitários, 2 “bis” e 1 “tripla”.
- 7 golos em casa – 10 golos fora de casa ; 10 golos na primeira parte – 7 golos na segunda parte.
- 1 dos 17 golos foi apontado de grande penalidade.
- 4 cartões amarelos – 0 cartões vermelhos.
- marcou por 1 vez em 3 jogos consecutivos, em Maio de 2007: Penafiel (casa), Olivais e Moscavide (fora) e Desp. Chaves (casa), entre a 28ª e a 30ª jornada da Liga de Honra.
- esteve 4 jogos consecutivos sem marcar golos, entre a jornada 20 e a jornada 23 da Liga de Honra. desses 4 jogos, o Leixões apenas venceu um.

TUDO SE REPETE. Roberto chegou a Portugal em Janeiro de 2003 para representar o Penafiel, na altura orientado tecnicamente por Jorge Amaral, depois de um percurso tergiversante por clubes brasileiros como Volta Redonda, Juventude e Vila Nova. Suplente não utilizado diante do Desportivo das Aves, a 16 de Fevereiro de 2003, estrear-se-ia no futebol português, uma semana depois, numa recepção ao Sp. Covilhã (derrota 0-1), entrando, a 30 minutos do fim, para o lugar de Pedro Moutinho, actualmente nos escoceses do Falkirk. Totalizaria 7 jogos até ao final da época, apontando 3 golos sempre em triunfos do Penafiel: um solitário diante da Ovarense (vitória fora 2-1, na estreia a titular) e um “bis” na recepção ao União de Lamas (vitória 4-0, já com José Garrido no comando técnico dos durienses). A época seguinte seria a da sua afirmação: 20 golos em 33 jogos, contribuindo, de forma decisiva, para a subida do Penafiel à Liga, para além de ter terminado a prova como segundo melhor marcador da Honra, atrás de Fábio Hempel, do Salgueiros. Apontou golos em 16 jogos, e, novamente, o conjunto penafidelense nunca perdeu sempre que marcou: 10 vitórias e 6 empates. Seguiram-se duas épocas nas divisão maior: apontou 9 golos em 31 jogos em 2004/05, com a particularidade de 8 terem sido apontados na segunda volta da prova ; e 3 golos em 22 jogos – foi suspenso por seis meses após a 22ª jornada – em 2005/06, sendo que todos foram marcados ao Marítimo, o adversário a quem mais golos marcou em jogos da Liga.

ROBERTO NO PENAFIEL (LIGA E LIGA DE HONRA)

- 93 jogos – 31 vitórias, 20 empates, 42 derrotas
- dos 93 jogos, efectuou 77 partidas como titular – 43 jogos completos, substituído em 34 ocasiões – e 16 como suplente utilizado – numa dessas vezes saiu por expulsão.
- 35 golos – 23 golos solitários, 6 bis
- 19 golos em casa – 16 golos fora de casa ; 17 golos na primeira parte – 18 golos na segunda parte.
- 3 golos de grande penalidade.
- 0 golos como suplente utilizado.
- 11 cartões amarelos. 1 cartão vermelho (diante do Estrela da Amadora, na 33ª Jornada da temporada 2002/03).

- a sua melhor série foram 4 jogos consecutivos a marcar, em que apontou 5 golos – entre Agosto e Setembro de 2003, da 1ª à 4ª jornada da Liga de Honra.
- bisou, por uma vez, em dois jogos consecutivos, em Abril de 2004: apontou dois golos ao Desp. Chaves (vitória caseira 3-2) e dois golos ao União da Madeira (vitória extramuros 3-1).
- 16 jogos sem marcar foram a sua pior série: não marcou nenhum golo de 18 de Setembro de 2005 (bis diante do Marítimo) a 5 de Fevereiro de 2006, data em que voltou a marcar um golo ao Marítimo.
marcou um auto-golo. foi a 12 de Fevereiro de 2006, no seu último jogo pelo Penafiel, que perdeu 0-4 na Luz.

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Oscar Cardozo: o percurso goleador do "Tacuara"
quarta-feira, 30 janeiro 2008

Oscar Cardozo

”TACUARA” DECISIVO EM GUIMARÃES. Com um “bis” em Guimarães, o quarto desde que chegou à Luz, Oscar Cardozo contribuiu de forma decisiva para o triunfo que permitiu ao Benfica segurar o 2º lugar na Liga, como também, finalizada a jornada 17 da Liga, encurtar a distância para o líder FC Porto para oito pontos. “Tacuara” chegou assim aos 13 golos – 7 na Liga, 3 na Liga dos Campeões e 3 na Taça de Portugal –, estando a sete do objectivo traçado por Luís Filipe Vieira para a temporada de estreia do internacional paraguaio no futebol europeu: 20.

OS 15 “BIS” DE ÓSCAR CARDOZO.

Óscar Cardozo: os “bis” do “Tacuara”

Em Guimarães, Óscar Cardozo alcançou o 15º “bis” da sua carreira, o seu 4º ao serviço do Benfica. Analisando-os ao detalhe sublinha-se um aspecto: Cardozo “bisa” mais fora de casa (9), do que em casa (6), o que não deixa de ser curioso tendo em conta as suas características. A sua estreia a “bisar” ocorreu na temporada 2003, na 2ª divisão do futebol paraguaio, quando marcou os dois golos do 3 de Febrero, o seu clube de então, diante do Nacional, que viria a sagrar-se campeão do escalão. Cardozo, que apontou 14 golos ao longo da temporada, ajudou o seu clube a alcançar o 2º lugar na fase regular e a ganhar a primeira fase do “play-off” de subida, só que perderia a final diante do primo divisionário Tacuary. No primeiro semestre da temporada seguinte, manter-se-ia no 3 de Febrero, onde apontou 6 golos, bisando diante do San Lorenzo, numa vitória por 2-0. Transferido, no final de Julho de 2004, para o Nacional, que lhe abriu as portas da divisão maior do futebol paraguaio, marcou 3 golos em 17 jogos na segunda metade da Liga, mas bisou na goleada diante do Guaraní (7-1). Na temporada de 2005 somou 9 golos na Liga, ajudando o seu clube a alcançar o 2º lugar na Liga paraguaia, que lhe permitiu disputar o acesso à Taça Sul-Americana diante do Libertad, que acabaria por levar a melhor. Bisou numa partida: na deslocação ao terreno do 12 de Octubre (vitória 4-2). No primeiro semestre de 2006 a sua produção goleadora subiu: 17 golos em 20 jogos, 16 dos quais como titular, com quatro “bis”: nas recepções a Fernando de la Mora (3-0) e Luqueño (5-1), e nas deslocações ao terreno de Guaraní (5-1) e 12 de Octubre (4-1), clubes a quem repetiu o feito. Transferido para o Newell’s Old Boys, da primeira Liga argentina, no final de Julho de 2006, não tardou em confirmar-se como goleador, somando 22 golos em 33 jogos, que lhe permitiram também chegar à Selecção paraguaia, onde se fixou. Entre Clausura 2006 e Apertura 2007, “Tacuara” somou 3 “bis”, com a curiosidade de todos terem sido obtidos fora de casa: no empate a 3 na “cancha” do River Plate ; e nas deslocações vitoriosas aos terrenos de Arsenal Sarandí e Belgrano. Chegado à Luz como a segunda contratação mais cara da história do Benfica, o seu percurso não tem escapado a críticas, mas a empatia com os adeptos tem-se revelado crescente. Dos 13 golos apontados até ao momento, 8 resultaram de 4 “bis”, confirmando a maior capacidade para “bisar” fora de casa (3, diante de Nacional, Shakthar e Vitória de Guimarães), do que em casa (1, diante da Académica, para a Taça de Portugal).

OS 13 GOLOS DE ÓSCAR CARDOZO PELO BENFICA AO DETALHE

Óscar Cardozo: 13 golos pelo Benfica

(carregar na imagem para ver com maior detalhe)

- 13 golos apontados pelo Benfica em 26 partidas entre todas as competições. Foi titular em 20 jogos e suplente utilizado em 6 ocasiões. Soma 14 vitórias, 7 empates e 5 derrotas.
- Liga: 16 jogos – 7 golos ; Taça de Portugal: 2 jogos – 3 golos ; Liga dos Campeões: 8 jogos – 3 golos ; Não foi utilizado na Taça da Liga.
- Golos ao detalhe: 7 em casa ; 6 fora de casa. 7 nas primeiras partes ; 6 nas segundas partes.
- 3 dos 13 golos foram apontados de grande penalidade. Não falhou nenhum castigo máximo. Dois foram convertidos para a sua direita ; um foi convertido para a sua esquerda, sempre de pé esquerdo.
- Em três situações marcou golos em jogos consecutivos: 2, diante de Celtic (Liga dos Campeões) e Marítimo (Liga) ; 4, diante de Shakthar (Liga dos Campeões) e Académica (Taça de Portugal) ; 3, diante de Feirense (Taça de Portugal) e Vitória Guimarães (Liga). A última série mantém-se em aberto.
- Nunca marcou em jornadas consecutivas de Liga. Se o fizer no próximo fim-de-semana diante do Nacional, atingirá o feito pela primeira vez.
- 5 jogos consecutivos sem marcar é o seu pior registo ao serviço do Benfica: depois de bisar diante do Nacional, a 2 de Setembro de 2007, só voltou a marcar diante do Celtic, para a Liga dos Campeões, a 24 de Outubro de 2007. Ficou em “branco” nas partidas diante de Sp. Braga, Sporting e União Leiria, para a Liga, e de AC Milan e Shakthar, para a Liga dos Campeões. Em três desses jogos o Benfica não marcou qualquer golo.
- 10 dos seus 13 golos foram apontados de pé esquerdo, claramente a sua arma mais forte. 6 desses golos – todos os que não foram apontados de bola parada – resultaram de finalizações a dois toques: recepção e finalização. Dos 10 golos apontados com o pé esquerdo, 3 resultaram de finalizações de fora da área – 1 em bola parada, 2 em bola corrida.
- Os 2 golos que apontou de cabeça surgiram na sequência de cruzamentos do lado direito do ataque: frente ao Shakthar foi Máxi Pereira quem o assistiu ; frente à Académica foi Nuno Gomes, num gesto pouco usual do avançado internacional português, quem fez a assistência para a finalização de Cardozo.
- O único golo que apontou de pé direito, diante do Feirense, para a Taça de Portugal, aconteceu na única partida em que marcou saído do banco dos suplentes. Cardozo foi em 6 ocasiões suplente utilizado.
- 4 dos seus 13 golos surgiram de perdas de bola do adversário. 2 desses 4 golos surgiram de passes errados de guarda-redes – Diego Benaglio (Nacional) e Nilson (Vitória de Guimarães).
- Dos 13 golos apontados, apenas 5 resultaram de assistências de colegas de equipa – Maxi Pereira e Nuno Gomes serviram-no a partir de cruzamentos ; Di Maria, Léo e Rui Costa através de passes, sendo que os dos dois primeiros surgiram de fora da área a partir de uma zona central.
- 7 dos seus 13 golos surgiram nos últimos 10 metros, a sua zona de concretização preferencial.

OUTROS NÚMEROS DO “TACUARA”

- 21 golos em 33 jogos pelo Newell’s Old Boys, na divisão maior do futebol argentino. Nesses 33 jogos, Cardozo venceu 9 vezes, empatou 11 e perdeu 13.
- Dos 21 golos de Cardozo, 7 foram apontados em jogos em casa e 14 fora de casa. 10 nas primeiras partes, 11 nas etapas complementares.
- Apenas 1 dos seus 21 golos surgiu na transformação de uma grande penalidade.
- Apontou 11 golos solitários ; 3 “bis” e 1 “tripla”.
- Não marcou qualquer golo a partir do banco. Era impossível: foi sempre titular e completou 30 das 33 partidas que efectuou.
- Na sua melhor série goleadora, apontou 4 golos em 3 jogos consecutivos, em Abril de 2007. Depois de golos solitários ao Gimnasia y Esgrima (fora) e Colón Santa Fé (casa), bisou na deslocação ao terreno do Belgrano.
- A sua pior série foi 3 jogos consecutivos sem marcar golos: em Maio de 2007, diante de Independiente (fora), San Lorenzo (casa) e Estudiantes la Plata (fora).

- 29 golos pelo Nacional, na divisão maior do futebol paraguaio. 16 deles foram apontados em jogos em casa ; 13 foram marcados em partidas fora de casa. 14 na primeira parte ; 15 na etapa complementar.
- Dos 29 golos apontados pelo Nacional, 14 foram golos solitários, 6 “bis” e 1 “tripla”.
- 2 dos 29 golos resultaram da transformação de grandes penalidades.
- Cardozo marcou 1 auto-golo na Liga paraguaia. Foi a 1 de Outubro de 2005, na deslocação ao terreno do Sportivo Luqueño (1-1).

- 20 golos pelo 3 de Febrero na 2ª Divisão do Paraguai. 11 apontados em jogos em casa ; 9 em partidas realizadas extramuros.
- Dos 20 golos apontados por Cardozo no 3 de Febrero: 16 foram solitários e 2 “bis”. Não apontou qualquer “tripla”.

- 2 golos em 12 jogos pela Selecção principal do Paraguai. Nesses 12 jogos, Cardozo soma 4 vitórias, 4 empates, 4 derrotas.
- Os seus 2 golos aconteceram nas segundas partes dos jogos: marcou o tento da vitória num particular diante do México (1-0), a 5 de Junho de 2006, aos 89 minutos, 13 após ter entrado em campo ; e apontou, aos 56 minutos, um dos golos da vitória do Paraguai sobre os Estados Unidos da América, a 2 de Julho de 2007, na Copa América.
- A sua estreia pela Selecção ocorreu num particular diante da Austrália, a 7 de Outubro de 2006, pouco mais de 2 meses depois de se ter transferido para o Newell’s Old Boys da Argentina. Jogou os 90 minutos no empate a uma bola.
- O seu último jogo pelo Paraguai foi a 17 de Outubro de 2007, na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo. Foi suplente utilizado e ficou em “branco”. Há cinco partidas que não marca qualquer golo pela sua Selecção – o seu pior registo desde que se estreou como internacional.

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Jesualdo Ferreira e o 4x4x2
segunda-feira, 28 janeiro 2008

Jesualdo Ferreira

A SURPRESA DE JESUALDO. Depois de uma semana a discutir-se sobre quem completaria o “tridente” de ataque do FC Porto para a partida de Alvalade na ausência de Tarik Sektioui, Jesualdo Ferreira surpreendeu ao introduzir Marek Cech no “onze” portista em detrimento de Adriano, Ernesto Farias ou Mariano González. Assim, o Professor abdicava do tradicional 4x3x3 e apostava num 4x4x2, esquema que utilizara pela última vez em Anfield Road, há dois meses, naquela que foi a sua derrota mais pesada como técnico do FC Porto. Com esta opção, Jesualdo pretendia fazer face ao 4x5x1 que Paulo Bento previsivelmente apresentaria, contrariando não só a densidade do adversário no sector intermediário, como também criando uma situação de vantagem numérica na zona central do meio-campo, onde o FC Porto teria, do ponto de vista teórico, mais uma unidade. Os “dragões” entraram melhor na partida – Lucho González, nos primeiros dez minutos, desperdiçou duas excelentes oportunidades em posição privilegiada -, mas, aos 14 minutos, o Sporting já vencia por 2-0, com golos de Vukcevic e Izmailov. Esperava-se, então, uma reacção de Jesualdo, que só aconteceu após o intervalo: o “apático” Marek Cech, pouco eficaz a defender e totalmente ineficaz ofensivamente, ficou nos balneários, entrando Ernesto Farías, com o FC Porto a regressar ao 4x3x3 ; e Raul Meireles – que, em 69 minutos, conseguiu ser o jogador mais faltoso do campeão nacional no “clássico” - cedeu o seu lugar a Mariano González, com o FC Porto a passar a actuar entre um 4x2x3x1 em situação defensiva e um 4x2x4 ofensivo. O resultado não sofreria alterações até ao fim, mas o FC Porto foi dominador diante do Sporting: teve mais bola (61% - 49 %), rematou mais (18-12), enquadrou mais remates (7-6) e ganhou mais cantos (10-4). Falhou, contudo, no essencial: a eficácia, que permitiu ao Sporting resolver o clássico no primeiro quarto de hora, igualando o registo alcançado diante da Naval, a temporada passada, quando Alecsandro bisou com golos aos 12 e 14 minutos. Ao invés, o FC Porto não sofria dois golos no primeiro quarto de hora em jogos da Liga, desde que Derlei e Petar Krpan, a 16 de Dezembro de 2000, colocaram a União de Leiria, orientada por Manuel José, a vencer por 2-0 os “dragões” orientados por Fernando Santos – o jogo terminaria com 3-1 para os leirienses, com Krpan a bisar.

JESUALDO FERREIRA: 4x4x2 EM 7 EPISÓDIOS.

Jesualdo Ferreira em 4x4x2

ARSENAL 2-0 FC PORTO. O primeiro 4x4x2 de Jesualdo Ferreira aconteceu na estreia em jogos fora de casa na Liga dos Campeões. Depois de uma vitória caseira, por 3-0, diante do Beira-Mar, em 4x3x3, Jesualdo promoveu duas alterações no “onze”: mudou de médio ofensivo, trocando Jorginho por Anderson ; e retirou o avançado Adriano apostando em Ricardo Costa como lateral-esquerdo, fazendo avançar Marek Cech para o meio-campo, entre o centro e a esquerda. Ao intervalo, a perder por 1-0, e com o Arsenal dominador, retirou Ricardo Costa – má exibição – e Hélder Postiga, recuando Marek Cech – muito apagado como médio – e fazendo entrar Raul Meireles e Lisandro López. Aí, passou a assumir um 4x4x2 desdobrável em 4x3x3, já que Anderson aparecia muito sobre a esquerda do ataque. Aos 66 minutos, já a perder por 0-2, assumiu definitivamente um 4x3x3, com Adriano a render Anderson e a colocar-se na frente do ataque, apoiado por Lisandro e Quaresma. No jogo seguinte, em Braga, Jesualdo Ferreira regressou ao 4x3x3, mas surpreendeu ao colocar Anderson aberto no flanco esquerdo. O FC Porto sofreu um golo cedo, apontado por Marcel, e o Professor não tardou a reagir: aos 32 minutos, Assunção saiu e entrou Lisandro, com Anderson a regressar ao sector intermediário. Ainda antes do intervalo, por Postiga, o FC Porto chegou ao empate, mas, na segunda parte, Luís Filipe daria a vitória ao Sp. Braga.

FC PORTO 4-0 NAVAL. A única vitória do Professor em 4x4x2. Depois de duas derrotas para a Liga – em Leiria e no Dragão diante do Estrela da Amadora -, sempre em 4x3x3, Jesualdo apostou num 4x4x2 diante da Naval. Com Quaresma ausente devido a castigo, o que já sucedera diante da formação da Reboleira, onde Vieirinha aparecera como titular, o técnico portista lançou Bruno Moraes no “onze” em detrimento do jovem extremo, colocando-o nas costas de Lisandro López e Hélder Postiga. Insatisfeito com a inconsistência de Lucas Mareque a lateral-esquerdo, devolveu Jorge Fucile à posição onde se viria a fixar, juntando Marek Cech ao sector intermediário em detrimento de Raul Meireles, que foi poupado. Perante um adversário em noite medíocre, o FC Porto colocou-se com facilidade a vencer por 3-0 – dois de Lisandro e um de Lucho -, acabando a partida mais próximo de um 4x3x3, já com Wason Rentería em campo. Na partida seguinte, diante do Chelsea, no Dragão, para a Liga dos Campeões, especulou-se muito sobre uma eventual manutenção do esquema, mas o regresso de Quaresma ao “onze” levou-o a regressar ao 4x3x3, saindo Bruno Moraes.

CHELSEA 2-1 FC PORTO. Depois de uma vitória sofrida diante do Sp. Braga para a Liga em 4x3x3, Jesualdo Ferreira voltou a apostar num 4x4x2 em jogos da Liga dos Campeões. Sem Bosingwa, a contas com uma contractura muscular, Jesualdo viu-se obrigado a fazer regressar Ricardo Costa ao “onze”, deslocando Fucile para a direita, a sua posição natural. Adriano, que fora titular diante do Sp. Braga, foi preterido, com Marek Cech, mais uma vez, a reforçar o sector intermediário. A primeira parte do FC Porto foi agradável, e um fantástico lance de contra-ataque, finalizado por Ricardo Quaresma, até colocou os “dragões” em vantagem na eliminatória. Contudo, no início da etapa complementar, Robben empatou, e, minutos depois, Jesualdo regressou ao 4x3x3, com uma “dupla” substituição: saíram Marek Cech e Raul Meireles, entraram Ibson e Adriano. Um golo de Michael Ballack, a onze minutos do fim, afastaria o FC Porto da competição. No jogo seguinte, diante do Marítimo, para a Liga, Jesualdo regressou ao 4x3x3, surpreendendo a dar a titularidade a Ibson – saiu, prematuramente, lesionado – e Rentería. O FC Porto venceu por 2-1.

BENFICA 1-1 FC PORTO. Após uma derrota caseira diante do Sporting, em 4x3x3, onde a titularidade de Alan e o “esquecimento” de Miguel Veloso, que teve muita liberdade para lançar as iniciativas ofensivas dos “leões”, foram opções muito criticadas, Jesualdo assumiu o regresso ao 4x4x2 na deslocação à Luz, fortalecendo o sector intermediário, até porque o Benfica, em caso de vitória, assumiria o comando da Liga. Sem Lisandro, que já falhara a recepção ao Sporting devido a rotura muscular, o Professor manteve Adriano e Ricardo Quaresma no ataque, lançando Jorginho, em detrimento de Alan, na intermediária. Bosingwa, de regresso às convocatórias, foi titular, com Fucile a voltar à esquerda, saindo Cech do “onze”. O FC Porto colocar-se-ia em vantagem por Pepe no final da primeira parte, e já depois de refrescar o meio-campo com a entrada de Cech para o lugar de Raul Meireles, Jesualdo aproximou-se do 4x3x3, tirando Jorginho e lançando Wason Rentería, a um quarto-de-hora do fim. O avançado colombiano, verdadeiramente desastrado na finalização, poderia ter definido o clássico, mas foi o Benfica a chegar ao empate, através de David Luiz, nos últimos 10 minutos. No jogo seguinte, diante do Vitória de Setúbal, Jesualdo regressou ao 4x3x3, com Hélder Postiga a juntar-se a Adriano e Ricardo Quaresma no ataque, mantendo-se Jorginho no “onze”, com o FC Porto a conseguir um avassalador 5-1.

SPORTING 1-0 FC PORTO. Na partida de estreia da temporada 2007/08, o FC Porto defrontou o Sporting em Coimbra, na final da Supertaça Cândido de Oliveira. Quase cinco meses depois da derrota no Dragão para a Liga, Jesualdo não se esqueceu de Miguel Veloso, colocando Lisandro na posição “10”, nas costas de Ricardo Quaresma e Adriano, assumindo um 4x4x2. Sem Lucho González, apenas com 6 treinos nas pernas, o Professor voltou a colocar Marek Cech na zona intermediária, juntando-o a Paulo Assunção, Raul Meireles e Lisandro. Seria um minuto depois da saída do internacional eslovaco, rendido pelo estreante Kazmierczak, que o Sporting adiantar-se-ia no marcador por Izmailov, que aproveitou da melhor forma um passe açucarado de Miguel Veloso e a passividade do internacional polaco. Jesualdo assumiu, de imediato, o 4x3x3, que, com a entrada de Mariano González se esticou, muitas vezes, num 4x2x4, à semelhança do que aconteceu ontem em Alvalade, já que com Ricardo Quaresma aberto na outra ala, Lisandro juntava-se a Adriano na área. Contudo, o resultado não sofreria alterações, e, na partida seguinte, a de estreia na Liga, o FC Porto regressava ao 4x3x3, com Tarik Sektioui a surgir no “onze”, tal como Lucho González, vencendo em Braga por 2-1.

LIVERPOOL 4-1 FC PORTO. 3 meses e meio depois do jogo da Supertaça, o FC Porto regressava ao 4x4x2, em nova deslocação a solo inglês para um jogo da Liga dos Campeões. Depois de uma tranquila vitória por 2-0 diante da “revelação” Vitória de Setúbal, Jesualdo Ferreira surpreendeu ao colocar Kazmierczak e Mariano González no “onze”, abdicando de Raul Meireles e Tarik Sektioui. Mariano assumiu o papel de “10”, com Lucho González muito próximo, enquanto que Kazmierczak acumulava o “papel” de 2º trinco, no apoio a Paulo Assunção, e o de interior esquerdo, procurando dar mais músculo e capacidade no futebol aéreo ao meio-campo portista. O Liverpool adiantou-se por “El Niño” Torres, mas, ainda antes do intervalo, Lisandro empatou, após cruzamento de Kazmierczak. No segundo tempo, depois trocar o polaco por Raul Meireles, Jesualdo, a 13 minutos do fim, parecia apostar no 4x3x3, ao trocar o desinspirado Mariano por Tarik Sektioui. Só que, um minuto depois, Torres colocava o Liverpool novamente em vantagem, com o resultado a avolumar-se até ao 4-1, já com o FC Porto mais próximo de um 4x2x4, após a entrada de Hélder Postiga em detrimento de Paulo Assunção. Três dias depois, na Luz, diante do Benfica, Jesualdo regressava ao 4x3x3, vencendo por 1-0, com golo de Quaresma, “travando” a aproximação do Benfica na classificação. Promoveu 4 alterações na equipa em relação a Anfield Road: saíram Stepanov, Cech, Kazmierczak e Mariano González, entraram Pedro Emanuel, Jorge Fucile, Raul Meireles e Tarik Sektioui.

SPORTING 2-0 FC PORTO. Depois de vencer o Desp. Aves para a Taça de Portugal (2-0), apostando num 4x3x3, em que juntou Adriano, Farias e Mariano González no ataque, esperava-se que fosse um dos jogadores sul-americanos a juntar-se a Ricardo Quaresma e Lisandro López na linha da frente na deslocação a Alvalade. Se Adriano, que já havia sido titular diante do Sp. Braga, no último jogo da Liga, parecia o melhor colocado, o crescimento de forma de “Tecla” Farias deixava-o também bem posicionado, só que Jesualdo Ferreira apostou num 4x4x2, fazendo regressar Marek Cech ao meio-campo. No próximo sábado, na recepção ao Leiria, Jesualdo deverá regressar ao 4x3x3, e não constituirá surpresa que seja o argentino Farias, que voltou a deixar boas indicações em Alvalade, a juntar-se a Lisandro e Quaresma no ataque, até porque Adriano não saiu do “banco”.

SALDO: 7 jogos, 1 vitória, 1 empate, 5 derrotas. 7 golos marcados – 12 golos sofridos.

JESUALDO FERREIRA: SEM VITÓRIAS EM ALVALADE.

Jesualdo Ferreira em Alvalade

SALDO: 8 jogos, 0 vitórias, 4 empates, 4 derrotas. 3 golos marcados – 9 golos sofridos.

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Vladimir Stojkovic: a hora do regresso?
sexta-feira, 25 janeiro 2008

Vladimir Stojkovic

FACTO. Se Paulo Bento mantiver a estratégia de rotatividade que tem vindo a seguir esta temporada no que diz respeito à baliza, cuja única excepção foi a deslocação a Fátima, onde o Sporting se apresentou com o seu melhor “onze”, a surpreendente titularidade de Rui Patrício diante do Beira-Mar indicia o regresso do internacional sérvio Vladimir Stojkovic à baliza dos “leões” em jogos da Liga. Ausente desde a vitoriosa recepção à Naval, em 4 de Novembro de 2007, Stojkovic tem tido um percurso marcado por vários incidentes desde que chegou a Alvalade, com o objectivo de substituir Ricardo, o que levou o Sporting a investir 2 milhões de euros na sua aquisição junto do Nantes: tudo começou no lance polémico que ditou a derrota diante do FC Porto no “clássico” das Antas, passou depois por um incidente disciplinar que ditou o seu afastamento na deslocação a Roma, prosseguiu com uma lesão no abdómen e por entrevistas polémicas de Vladimir e do seu irmão Vladan que provocaram a ira de Paulo Bento e do departamento médico do Sporting. De Novembro até hoje, Stojkovic apenas realizou duas partidas: em Setúbal, para a Taça da Liga, onde foi o melhor do Sporting, na derrota por 0-1 ; e sábado passado, frente ao Lagoa, em jogo a contar para a Taça de Portugal (vitória 4-0).

STOJKOVIC E OS “JOGOS GRANDES”.

Vladimir Stojkovic

Formado nas escolas do Estrela Vermelha de Belgrado, com uma curta passagem, pelo meio, à experiência pelas categorias inferiores do Boavista, que não foi bem sucedida, Vladimir Stojkovic sentiu dificuldades na transição para sénior, já que sem espaços na formação principal da formação de Belgrado, acabou por ser dispensado. Viu-se obrigado a rumar ao modesto Zemun, onde se estreou como sénior, sendo que em duas épocas, cruzar-se-ia em três ocasiões com o seu anterior clube, protagonizando sempre excelentes exibições. Perdeu dois jogos, mas o empate a zero, em Março de 2005, acabaria por revelar-se decisivo para o seu regresso ao Estrela Vermelha pelas mãos do italiano Walter Zenga, curiosamente um antigo guardião da Squadra Azzurra. Frente ao Partizan, contudo, Vladimir Stojkovic não conseguiu exibições tão inspiradas: duas derrotas pesadas e oito golos sofridos, um deles apontado por Simon Vukcevic, seu actual colega de equipa no Sporting. Em 2005/06, já ao serviço do Estrela Vermelha, reencontrar-se-ia, em duas ocasiões, com o Partizan: uma vitória – curiosamente na sua estreia em jogos em casa – e um empate fora, duas grandes exibições e nenhum golo sofrido. Na temporada seguinte rumou ao Nantes, onde não foi feliz. O seu trajecto de meio ano no clube francês, com apenas uma vitória em dez jogos, iniciou-se com a recepção ao Lyon: má exibição e derrota por 1-3, com golos de Benzema, Squillaci e Fred. Já na Holanda, onde cumpriu a segunda metade da temporada passada, Stojkovic cruzou-se com o PSV Eindhoven: derrota por 1-5 do Vitesse, mas Stojkovic sairia ao intervalo, com o resultado em 1-2. Em Portugal, o mês de Agosto reservou-lhe dois encontros com o FC Porto: o primeiro, saboroso, com uma vitória (1-0), que lhe valeu a conquista do seu primeiro título (Supertaça) no jogo de estreia no futebol português ; o segundo, muito amargo, já que protagonizou o lance polémico que deu o triunfo ao FC Porto (0-1) – após um corte/atraso de Anderson Polga, e sob a pressão de Hélder Postiga, Stojkovic mostrou-se nervoso e pouco concentrado, agarrando a bola com as mãos mesmo após uma primeira hesitação, que originaria um livre indirecto dentro da área que Raul Meireles transformaria em golo após passe de Lucho González. Em Setembro, Stojkovic teria a oportunidade de realizar mais dois jogos “grandes”: primeiro com o Manchester United, em Alvalade, com derrota 0-1 ; o segundo, na Luz, diante do Benfica, com empate a zero.

UM OLHAR SOBRE A PRESTAÇÃO DOS GUARDA-REDES NAS PRIMEIRAS 16 JORNADAS DA LIGA

Guarda-Redes: dados estatísticos

Rui Patrício

STOJKOVIC VS. RUI PATRÍCIO. Num olhar sobre os números dos dois guarda-redes do Sporting na Liga 2007/08, a formação de Alvalade nada ganhou com a aposta em Rui Patrício em detrimento de Vladimir Stojkovic. Com o internacional sérvio na baliza, o Sporting venceu mais vezes e perdeu menos vezes, como também garantiu uma maior inviolabilidade das suas redes: Stojkovic valeu 5 “balizas virgens” em 9 jogos (55,6%), tendo sofrido 5 golos (0,56 por jogo) ; enquanto que Patrício não valeu nenhuma “baliza virgem” em seis partidas, tendo sofrido 7 golos em 6 jogos, o que garante uma média superior a um golo sofrido por partida (1,17), pouco habitual num clube grande. Numa análise mais ampla podemos também verificar as seguintes situações: Stojkovic intervém mais nas partidas (3,67 intervenções por jogo de diferencial), é mais activo entre postes (2 intervenções por jogo de diferencial) e também fora de postes, onde, ainda assim, existe um maior equilíbrio de forças (0,95 intervenções por jogo de diferencial). Em termos de intervenções completas, Stojkovic apresenta também números superiores ao do jovem guardião português (1,28 de diferencial por jogo), que só o suplanta nas intervenções incompletas – Patrício apenas executa 1 em média por jogo, enquanto que o internacional sérvio protagoniza 2,67 jogo. Essa diferença acaba por justificar-se pelo menor número de intervenções de Rui Patrício, como também por uma menor tendência pelo risco e por jogar seguro, que o leva a optar por defesas ou saídas completas: 70% das suas acções entre postes são defesas completas ; 90% das suas acções fora dos postes são saídas completas, aspecto em que se superioriza não só a Stojkovic, como também a Hélton e Quim, que, no entanto, arriscam muito mais acções fora dos postes. Já o guardião sérvio é aquele que mostra maior eficiência a funcionar como libero: recupera 2,33 bolas por jogo, média superior à de Hélton (1,54), Quim (2.09) e Rui Patrício (1,83).

Hélton

HÉLTON: SINÓNIMO DE QUALIDADE. O guardião brasileiro do FC Porto é, entre aqueles que disputaram pelo menos metade dos jogos da Liga, o que sofre menos golos em média por jogo (5 em 13 jogos, o que perfaz uma média de 0,38 golos sofridos por jogo), como também o que mais vezes garante a inviolabilidade das suas redes – 9 em 13 jogos (69,2 % de eficácia), o que lhe garante uma média superior de vitórias e inferior de derrotas em relação à concorrência. Menos interventivo do que Quim e Stojkovic ao longo dos jogos, o internacional brasileiro executa 11,46 intervenções em média por jogo, defendendo menos entre postes do que Stojkovic (0,67 de diferencial por jogo) e do que Quim fora dos postes (0,41). Contudo, superioriza-se, de forma inequívoca, à concorrência no que diz respeito a defesas e saídas completas: 7,85 em média por jogo contra 6,78 de Stojkovic e 6,33 de Quim, dominando também os itens isoladamente: 0,01 de diferencial sobre Stojkovic nas defesas completas ; 0,4 de diferencial sobre Quim nas saídas completas, onde revela maior eficácia nas suas intervenções (84% das suas acções fora dos postes são completas, enquanto que entre os postes 74% das suas defesas são completas).

Quim

QUIM: SENHOR INTERVENÇÃO. Com uma média de 0,56 golos sofridos por jogo, exactamente igual à de Stojkovic, ainda que representativos de 9 golos sofridos em 16 jogos, Quim apresenta, de momento, números superiores aos da época passada (0,69) ou aos da temporada do título (0,74). Contudo, tem garantido menos vezes a inviolabilidade da baliza encarnada: 7 jogos sem sofrer golos, que perfazem 46,7% de eficácia, números inferiores aos de Hélton (69,2%) e Stojkovic (55,6%), e pouco superiores aos do boavisteiro Carlos e do bracarense Paulo Santos, que sofreram 4 golos em 9 jogos (44,4% de eficácia), como também abaixo do rendimento evidenciando em épocas anteriores – 53,6% em 2006/07 ; 83,3% em 2005/06 e 47,4% em 2006/07. Quando comparado com os guarda-redes dos outros “grandes”, Quim é aquele que protagoniza mais intervenções por jogo - 12,27 de média -, como também é o que mais defesas ou saídas efectua – 9,79 de média por jogo -, o que também leva a que seja o guardião que mais faltas sofre (0,26 por jogo). Menos talhado para intervenções entre postes, onde apresenta números inferiores aos de Stojkovic e Hélton, Quim superioriza-se à concorrência nas saídas dos postes, efectuando 7,11 intervenções por jogo. De realçar que Quim é o “rei” das defesas incompletas – 3,46 intervenções por jogo, representativas de 35% das suas defesas e saídas - , com particular destaque para os números que apresenta entre postes, onde o internacional português mostra uma grande tendência para efectuar defesas incompletas – 59% das suas intervenções não garantem defesas completas -, o que é pouco usual, mas também é o guardião que efectua mais intervenções incompletas fora dos postes – 1,89 por jogo.

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Hélton: o travão do Levezinho
quinta-feira, 24 janeiro 2008

Hélton

FACTO. O próximo domingo marcará o oitavo encontro de Hélton e Liedson na Liga portuguesa. Até ao momento, o saldo é amplamente favorável ao guardião portista e ex-leiriense que soma 3 vitórias – 2 pelo FC Porto e 1 pela União de Leiria – e 3 empates – 2 pela União de Leiria e 1 pelo FC Porto – sobre o avançado sportinguista, que apenas saboreou uma vitória sobre o compatriota – diante da União de Leiria. Com 74 tentos apontados em 136 jogos na Liga portuguesa, Liedson, que, curiosamente, se estreou diante do FC Porto, a 2 de Setembro de 2003, nunca conseguiu apontar qualquer golo a Hélton, que assim se constitui como a sua principal “besta-negra”.

HÉLTON VS. LIEDSON: TODO O HISTÓRICO NA LIGA PORTUGUESA.

Hélton vs. Liedson

O JOGO DE ESTREIA. Foi a 20 de Dezembro de 2003, que o Sporting, orientado por Fernando Santos, recebeu e bateu a União de Leiria, comandada por Vítor Pontes, em Alvalade. Liedson ficou em branco, mas contribuiu, de forma decisiva, para o triunfo leonino: as suas acções foram determinantes para a expulsão de Gabriel, o seu marcador directo, para além de ter “cavado” a grande penalidade que deu o 2-0, cobrada por Pedro Barbosa, aos 81 minutos, seis após Lourenço ter aberto o marcador, num cabeceamento após cruzamento de Barbosa. Aos 61 minutos, após livre da direita de Fábio Rochemback, Liedson efectuou um excelente cabeceamento, para uma intervenção fabulosa de Hélton, que conduziu a bola ao ferro da sua baliza. Hélton que, apesar dos dois golos sofridos, cotou-se como um dos melhores em campo.

LEIRIA VENCE E PORTO FESTEJA. A 24 de Abril de 2004, União de Leiria e Sporting reencontraram-se, desta feita no Municipal leiriense, a duas jornadas do final do campeonato. Com o Sporting a atravessar um período conturbado, mas ainda em 2º lugar e com hipóteses matemáticas de chegar ao título, a derrota em Leiria, com um golo de Alhandra, após jogada de insistência de Douala, abriu os festejos no Porto, confirmados no dia seguinte na recepção ao Alverca. Na baliza da formação leiriense Hélton cotou-se como o melhor em campo, negando vários golos aos “leões”. Aos 58 minutos, após livre lateral de Tinga, Liedson cabeceou para uma defesa espantosa do guardião brasileiro, que, no final do jogo, confessou “não ter nada contra o Sporting”, por quem disse sentir “admiração”, numa altura em que se falava num eventual interesse do clube de Alvalade no seu concurso.

EMPATE EM ALVALADE E CRISE. A 4 de Outubro de 2004, o Sporting, orientado por José Peseiro, e a União de Leiria, ainda treinada por Vítor Pontes, encontraram-se em Alvalade. O Sporting, depois de um mau arranque de campeonato, queria regressar às vitórias, mas esteve muito perto de perder o encontro. Com Liedson muito activo no ataque, a formação leonina até entrou melhor no encontro, com Rogério a abrir o marcador, concluindo assistência do “Levezinho”. Contudo, os leirienses reagiram: João Paulo, actualmente no FC Porto, na sequência de um pontapé de canto, e Fábio Felício, num pontapé forte e colocado, deram a volta ao marcador. Foi já no período de descontos que Beto, concluindo jogada de insistência de Douala, curiosamente ex-leiriense, apontou o golo do empate, numa noite em que Hélton alternou boas defesas com momentos de algum nervosismo, terminando a partida, aparentemente, com algumas limitações físicas. Em Alvalade a contestação a Peseiro subia de tom, mas apesar do pior arranque pós-25 de Abril dos “leões”, o técnico ribatejano dizia, no fim da partida, ter forças para continuar.

NULO. A 19 de Fevereiro de 2005, União de Leiria e Sporting voltaram a defrontar-se no Municipal de Leiria. Jogo sem grande chama, com o Sporting a acusar, em demasia, o desgaste do jogo europeu a meio da semana diante do Feyenoord, realizando uma primeira parte muito fraca. Na segunda etapa, o Sporting procurou o triunfo, mas sem grande inspiração, perante uma União muito organizada do ponto de vista defensivo. Liedson teve uma noite apagada e pouco inspirada em termos de finalização, enquanto que Hélton resolveu, sem dificuldades, os maiores problemas que o Sporting causou, quase sempre em remates de fora da área.

O JOGO DO TÍTULO. A 8 de Abril de 2006, a primeira vitória de Hélton em Alvalade, num Sporting – FC Porto, que, a cinco jornadas do fim da prova, ganhou o epíteto de “jogo do título”, pois apenas 2 pontos separavam as duas equipas na tabela classificativa. O jogo, que colocava frente-a-frente Paulo Bento e Co Adriaanse, ficou marcado pela tensão e pouco espectáculo, com um número elevado de faltas a não contribuir para a sua fluidez. Foi Jorginho que, a cinco minutos do fim, deu a vitória ao FC Porto, escancarando as portas do título para os dragões. Com Liedson praticamente sem espaços para aparecer em zona de finalização, muito por culpa do bom trabalho de Pepe e Pedro Emanuel, o “Levezinho” acabou por se destacar mais em espaços exteriores, ao “sacar” a expulsão a Bosingwa. Hélton, que ainda vivia atormentado pela contestação em torno da perda da titularidade de Vítor Baía, esteve em bom plano, apesar de não ter sido obrigado a uma noite de intenso trabalho.

EMPATE A TRÊS. Com a liderança da Liga 2006/07 em disputa, Sporting, de Paulo Bento, e FC Porto, de Jesualdo Ferreira, encontraram-se em Alvalade em igualdade pontual, a 22 de Outubro de 2006, depois de jogo europeu a meio da semana. Numa noite de muito trabalho para Hélton, que se revelou quase sempre seguro, Yannick adiantou o Sporting no marcador, ainda no primeiro tempo, concluindo, de cabeça, um cruzamento de Nani, perante a apatia do sector recuado portista. Pouco antes, Hélton causara um calafrio aos adeptos portistas, quando, após receber um atraso, escorregou, mas mesmo pressionado por Liedson, recompôs-se e fintou o compatriota. Na etapa complementar, o FC Porto empatou por Ricardo Quaresma, aproveitando uma saída menos feliz de Ricardo, mas seria o Sporting a estar mais perto da vitória, quando, aos 83 minutos, Carlos Martins centrou para Liedson, que, de cabeça, atirou à barra da baliza portista, já com Hélton batido. O empate manteve-se e o grande beneficiado foi o Benfica, que, minutos antes, vencera o Estrela da Amadora, e juntava-se a FC Porto e Sporting no comando da Liga.

LIVRE INDIRECTO. Já depois de se terem cruzado, a meio de Agosto, na final da Supertaça, com um golo de Izmailov a dar o primeiro triunfo da época ao Sporting, “dragões” e “leões” reencontraram-se a 26 de Agosto de 2007 no Dragão, na 2ª jornada da Liga, após vitórias na ronda inaugural. Hélton, por duas vezes, e sempre em acções de antecipação, negou o golo ao “Levezinho”, mas não teve uma noite regular, já que, perto do fim, largou, de forma perigosa, um remate de Derlei, mas Yannick Djaló não conseguiu aproveitar o ressalto. A vitória do FC Porto acabou por surgiu num polémico livre indirecto dentro da área, depois de um hesitante Stojkovic ter agarrado com as mãos um corte/atraso de Anderson Polga. Raul Meireles deu a melhor sequência a uma assistência de Lucho González, quando todos esperavam que o argentino servisse Ricardo Quaresma. No final da partida, Hélton terá abordado Stojkovic em relação ao lance, aconselhando-o a não se deixar abater pela situação.

SEM PRECEDENTES NO BRASIL. Hélton e Liedson nunca se cruzaram em jogos da Liga brasileira. Hélton, entre 1999 e 2002, somou 44 jogos ao serviço do Vasco da Gama, enquanto que Liedson representou o Coritiba, em 2001 e 2002, o Flamengo, em 2002, e o Corinthians, em 2003, somando 29 golos em 51 partidas do Brasileirão. A 16 de Outubro de 2002, praticamente dois meses e meio antes da chegada de Hélton a Leiria, Liedson, ao serviço do Flamengo, fazendo dupla de ataque com Zé Carlos (“Zé do Golo”) defrontou o Vasco da Gama, perdendo 1-2 no Maracanã, mas o guardião não fez parte sequer dos convocados, tendo sido preterido em relação a Fábio e Márcio. No ano anterior, pelo Vasco da Gama, Hélton defrontara o Coritiba, mas Liedson não foi utilizado. Seria Rincón, actual avançado do Vizela, a decidir a partida para o “Coxa”, batendo Hélton numa conclusão ao segundo poste, após bom trabalho de Edmílson.

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Rodrigo Tiuí: o pássaro de Taboão da Serra
terça-feira, 22 janeiro 2008

Rodrigo Tiuí: o novo avançado do Sporting

RODRIGO TIUÍ: O NOVO AVANÇADO DO SPORTING. A meio da semana passada, o Sporting apresentou o seu primeiro reforço de Inverno: Rodrigo Bonifácio da Rocha, mais conhecido por Rodrigo Tiuí, avançado, de 22 anos, 1.77/64, dispensado pelo Fluminense no final da temporada 2007. Com um percurso irregular no futebol sénior, que conta também com passagens pelo Noroeste e Santos, o avançado que deu nas vistas como goleador nas equipas de base do Fluminense, representará o Sporting nas próximas três temporadas e meia. Até ao momento, Tiuí, cuja alcunha provém de um pássaro de bico achatado e longo, soma 17 golos em 103 jogos no Brasileirão, tendo conquistado 2 campeonatos estaduais: o Carioca, em 2005, ao serviço do Fluminense ; e o Paulista, em 2007, pelo Santos.

DADOS BIOGRÁFICOS. Natural de Taboão da Serra, município do interior do Estado de São Paulo, conhecido por ser cidade-dormitório de muitos trabalhadores da capital do Estado, teve uma infância complicada, que o obrigou a abandonar de forma prematura os estudos, não completando o actual primeiro ciclo do ensino básico. Incorporado em projectos sociais, acabou por dar nas vistas a jogar futebol no clube local, o Taboão, rumando, bastante jovem, ao Fluminense, onde conclui o seu trajecto de formação, concretizando o sonho de representar o seu clube do coração, destacando-se como melhor marcador das equipas jovens do clube carioca. Em 2003, ainda como júnior, teve oportunidade de se estrear pela equipa principal do Fluminense, aproveitando a péssima fase do clube no Brasileirão, para somar alguns minutos de competição. Em 2004, depois de ter dado nas vistas na Copa São Paulo - a popular "Copinha", uma espécie de Campeonato Nacional Brasileiro sub-20 -, com vários golos marcados, começou a ser uma presença regular na primeira equipa, marcando 5 golos em 18 partidas no Brasileirão 2004. Em 2005, já incorporado, de forma definitiva, na formação principal, ajudou o clube, na altura orientado por Abel Braga, a vencer o Cariocão 2005 e a chegar à final da Copa do Brasil - marcou um golo nas meias-finais diante do Ceará -, que perderia para o Paulista. No Brasileirão 2005 apontou 3 golos em 29 jogos, convivendo, pela primeira vez, com críticas por parte dos adeptos, pouco satisfeitos com o seu rendimento inconstante. No início de 2006, de forma a ser utilizado com maior regularidade, foi emprestado ao Noroeste, onde conheceu o melhor período da sua carreira: apontou 8 golos no Paulistão 2006 e contribuiu de forma decisiva para o Noroeste alcançar um histórico 4º lugar na competição, à frente do então campeão brasileiro Corinthians, despertando a cobiça de Santos e Palmeiras, que disputaram a sua aquisição. Rumaria ao Santos, por empréstimo de um ano, entrando de forma fulgurante no clube comandado por Vanderlei Luxemburgo, ao apontar 3 golos nos 4 primeiros jogos que realizou pelo "Peixe" no Brasileirão. Contudo, o seu rendimento foi caindo e perdeu espaço na equipa paulista, acabando a temporada com 6 golos em 29 jogos, 15 dos quais como titular. Criticado pela "torcida", que começou a chamar-lhe de forma irónica, Rodrigo "Henry", manteve-se no clube no primeiro semestre de 2007, apontando 3 golos no Paulistão e 3 golos em 7 partidas na Copa Libertadores, ainda que a sua utilização tenha sido bastante irregular. No final de Abril de 2007, o Fluminense optou por fazê-lo regressar ao clube para disputar o Brasileirão 2007. Apontou 2 golos nas 5 primeiras jornadas da competição, mas o seu rendimento foi caindo e não tardou em desaparecer das opções de Renato Gaúcho, que entre Setembro e Dezembro de 2007, apenas utilizou-o em 4 ocasiões, assinando a sentença da dispensa no final da temporada.

O QUE ESPERAR DE RODRIGO TIUÍ.

- Avançado móvel, habituado a actuar em 4x4x2, encaixa-se perfeitamente no esquema habitualmente utilizado por Paulo Bento, aproximando-se, em termos de movimentações ofensivas, muito mais a Liedson, do que a Yannick Djaló, Milan Purovic ou Luis Páez. E isto porquê? Porque Tiuí, apesar da sua mobilidade e velocidade, não se trata de um jogador para criar desequilíbrios sobre as faixas e nem se mostra particularmente forte na exploração de diagonais com bola, e, muito menos, é um avançado possante e expectante, cuja acção se limita a prender a marcação dos defesas adversários e procurar concluir cruzamentos.

- O ponto forte do jogo ofensivo de Tiuí é a capacidade para aparecer em zona de finalização a partir de movimentações sem bola, tirando partido da sua velocidade e interessante capacidade de desmarcação e antecipação sobre os defesas. Mais talhado para acções de contra-ataque ou ataque rápido, opta, muitas vezes, por finalizações a um toque, através de desvios subtis, concluindo, com igual facilidade, com ambos os pés e também de cabeça - bom poder de impulsão -, mas falta-lhe uma maior potência, agressividade e definição nas acções de finalização. A partir de uma posição mais central, mostra um potencial interessante em movimentações sem bola de dentro para fora - nomeadamente para o espaço entre central e lateral -, criando espaços de penetração para os médios ofensivos ou para o seu colega de ataque.

- Do ponto de vista técnico e a nível da condução de jogo ofensivo não mostra argumentos de monta, o que acaba por prejudicá-lo em acções exteriores, parecendo até, em algumas ocasiões, algo desengonçado e com falhas a coordenar a sua extrema velocidade com os seus argumentos de ordem técnica, desaparecendo também em várias fases do jogo. Ainda assim, sublinham-se-lhe algumas movimentações e acções interessantes: sabe funcionar como pivot, criando situações interessantes em combinações 2x1, nomeadamente em zonas próximas da área, mostrando alguma habilidade a jogar de costas para a baliza e no passe curto, com alguns bons pormenores de calcanhar ; é ágil e roda bem sobre os adversários, tirando também partido da facilidade em jogar com ambos os pés ; mesmo não sendo talhado para acções de condução, a sua velocidade, capacidade de aceleração e de desmarcação torna-o perigoso em contra-ataque nos últimos 25-30 metros ; em situação de ataque é um jogador lutador, que não desiste dos lances e, em algumas situações, acaba por saber tirar partido de ressaltos para finalizar.

- Do ponto de vista físico, apresenta uma constituição elegante, mas falta-lhe alguma força e potência, acabando por sentir dificuldades para se impor no corpo a corpo. Joga, poucas vezes, os 90 minutos das partidas, e está sem competir com alguma regularidade desde Agosto, o que deverá dificultar, no imediato, a sua afirmação no Sporting. Costuma ter bons arranques nos clubes por onde tem passado, mas a tendência acaba por ser para um apagamento gradual para impaciência dos adeptos. A excepção foi a passagem pelo Noroeste, onde, sem pressão, acabou por se destacar, mantendo um rendimento constante.

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2007

Rodrigo Tiuí: Dados 2007

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2006

Rodrigo Tiuí: Dados 2006

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2005

Rodrigo Tiuí: Dados 2005

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2004

Rodrigo Tiuí: Dados 2004

RODRIGO TIUÍ: BRASILEIRÃO 2003

Rodrigo Tiuí: Dados 2003

RODRIGO TIUÍ: DADOS ADICIONAIS (BRASILEIRÃO 2007)

- 20 jogos: 12 jogos como titular ; 8 jogo como suplente utilizado
- Dos 12 jogos como titular foi substituído em 10 ocasiões e apenas completou 2 partidas.
- Num dos 8 jogos como suplente utilizado, foi substituído.
- 1044 minutos de utilização.
- 7 vitórias, 9 empates, 4 derrotas.

- 3 golos marcados.
- 2 golos apontados em jogos em casa ; 1 golo apontado em jogos fora de casa.
- 3 golos apontados nas segundas partes.
- 2 dos 3 golos foram apontados como suplente utilizado.
- Efectuou 16 remates à baliza no Brasileirão 2007: marcou 3 golos ; 5 remates foram defendidos pelos guarda-redes, 7 remates foram para fora, 1 remate foi à barra.

- 5 cartões amarelos ; não foi expulso.

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Crise do Sporting chega ao Hip-Hop
segunda-feira, 21 janeiro 2008

Valete

Som: Valete | Baza correr com o Paulo Bento.

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László Sepsi: o novo lateral-esquerdo do Benfica
terça-feira, 15 janeiro 2008

László Sepsi: novo reforço do Benfica apresentado

SEPSI APRESENTADO. O Benfica apresentou ontem o primeiro reforço de Inverno: László Sepsi, lateral-esquerdo romeno, de 21 anos, titular do Gloria Bistriţa, actual 8º classificado da Liga, já a 21 pontos do líder CFR Cluj, como também da selecção sub-21 romena, que está a disputar a fase de apuramento para o Campeonato Europeu de Esperanças em 2009, liderando o grupo 10, onde marca também presença a selecção francesa, forte candidata à presença na fase final, depois de ter falhado a presença no último Europeu da categoria. O novo lateral benfiquista, que ocupa a vaga deixada por Miguelito, entretanto transferido a título definitivo para o Sp. Braga, rubricou um contrato válido até ao fim da temporada 2012/2013 e o seu passe terá custado uma verba próxima dos 2,5 milhões de euros.

QUEM É LÁSZLÓ SEPSI. Por motivos profissionais, durante a temporada 2005/06, tive a oportunidade de seguir o desempenho do lateral-esquerdo romeno, então a representar por empréstimo o Rennes, de László Bölöni: foi utilizado em 3 partidas pela equipa principal e em 17 pela formação secundária a disputar a 4ª Divisão do futebol francês, um viveiro interessante de talentos. Na altura, os desempenhos de Sepsi, ao serviço da forma secundária, deixavam antever um jogador com uma margem de progressão bastante interessante, mais talhado para acções ofensivas, mas em crescimento a nível defensivo, com uma evolução evidente na percepção táctica e posicional do jogo. Contudo, as suas três presenças na formação principal foram marcadas por desastres colectivos da formação de Bölöni - goleadas sofridas diante de Marselha e PAOK, e uma vitória por 5-3 diante do Montpellier. Nessas partidas, Sepsi acusou, em demasia, a sua falta de experiência, realizando exibições fracas e com alguns erros individuais - facilmente batido por Niang no lance do 3º golo Marselha, na sequência de uma diagonal do jogador africano. Com a saída de Bölöni, o clube francês desinteressou-se pela sua contratação a título definitivo, regressando à Roménia, onde o Gloria Bistriţa apressou-se a acertar a sua aquisição junto do Gaz Metan Mediaş, clube que detinha o seu passe, permitindo-lhe o reencontro com o técnico Ioan Ovidiu Sabău, antigo internacional romeno, que o lançara, com apenas 17 anos, na primeira equipa da formação de Mediaş. Sepsi impôs-se com grande facilidade ao longo do ano e meio que representou o Gloria Bistriţa, apenas não jogando por lesão, ganhando experiência, amadurecendo o seu jogo a nível defensivo - onde ainda necessita de refinar algumas características - e maximizando o seu talento ofensivo, que lhe permitiu também actuar no sector intermediário, nomeadamente como médio interior esquerdo, a bom nível. Por isso mesmo, é nesta altura apontado como o 2º melhor esquerdo da Liga romena, logo atrás de Corneliu Cristian Pulhac, jogador do Dinamo Bucareste, que se cruzou a época passado com o Benfica na Taça UEFA. Pretendido por Steaua Bucareste e Poli Timisoara, que chegaram a apresentar propostas concretas ao Gloria Bistriţa, ambas ligeiramente acima do 1 milhão de euros, Sepsi terá quatro meses pela frente para amadurecer e adaptar-se a uma nova realidade competitiva, muito provavelmente na sombra de Léo, e provar que poderá ser uma alternativa válida face à cada vez mais certa saída do lateral brasileiro no final da temporada.

LÁSZLÓ SEPSI: DADOS 2007/08

László Sepsi: Dados 2007/08

LÁSZLÓ SEPSI: DADOS 2006/07

László Sepsi: Dados 2006/07

LÁSZLÓ SEPSI: DADOS ADICIONAIS (LIGA ROMENA)

- 45 jogos: 44 jogos como titular ; 1 jogo como suplente utilizado
- Dos 44 jogos como titular foi substituído em 3 ocasiões e não completou um jogo devido a expulsão.
- 3795 minutos de utilização.
- 21 vitórias, 8 empates, 16 derrotas.
- 0 golos marcados.
- 3 cartões amarelos ; 1 cartão vermelho.
- Era um dos cinco jogadores totalistas na Liga Romena em 2007/08, totalizando 1170 minutos de utilização relativos a 19 jogos completos. Os outros são: Cristian Gigi Branet (Politehnica Iasi) e Cristian Haisan (FC Vaslui), ambos guarda-redes ; e os defesas Cristian Calin Panin (CFR Cluj) e Stefan Andrei Radu (Dinamo Bucareste).
- 2º jogador mais utilizado pelo Gloria Bistriţa desde que chegou ao clube no Verão de 2006: 45 jogos. Registo apenas superado por Octavian Abrudan, seu colega do sector defensivo, com 48 jogos (em 53 possíveis).
- Nos oito jogos em que Sepsi não jogou - esteve lesionado entre Março e Maio do ano passado - o Gloria Bistriţa venceu 2 jogos, empatou 2 e perdeu 4 partidas.

LIGAÇÕES . László Sepsi: promissor lateral romeno em processo de crescimento (Abril de 2006)

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Um novo Petit?
sábado, 12 janeiro 2008

Petit

UM OLHAR SOBRE A PRESTAÇÃO DOS MÉDIOS DEFENSIVOS DOS GRANDES NA 1. VOLTA DA LIGA

Médios defensivos: dados estatísticos

Petit

PETIT. Com um início de temporada fulgurante, em que se destacou por estar num patamar físico superior à maior parte dos seus colegas, Petit lesionou-se à 4ª jornada, diante da Naval, depois de realizar 7 jogos oficiais completos em menos de um mês: cinco pelo Benfica - três na Liga e dois na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões - e dois pela Selecção nacional. Lesionado em véspera da deslocação a S. Siro, a rotura parcial no ligamento lateral interno do joelho direito que lhe foi diagnosticada, afastou-o mais de dois meses dos relvados, regressando, como suplente utilizado, diante da Académica, curiosamente em véspera da recepção ao AC Milan, jogo que marcou o seu regresso à titularidade, estatuto que manteve até hoje, com excepção da recepção ao Estrela da Amadora, em que ficou de fora devido a uma rotura muscular na coxa direita. Num olhar atento sobre os seus números na Liga, pode-se constatar que Petit está um jogador diferente: menos competente em acções de recuperação do que era seu apanágio, bem menos agressivo, mas com um engodo maior pela baliza adversária, o que, no seu caso, está longe de significar eficiência - apenas um golo apontado, na jornada de estreia, diante do Leixões. Em comparação com Gilles Binya, o seu substituto, e com quem coincidiu em campo apenas em Coimbra, Petit perde nos itens defensivos, já que tem menos intervenções - 4,39 de diferencial por jogo -, executa menos recuperações de bola completas - 2,28 de diferencial por jogo - e também se tem vindo a revelar muito menos agressivo, já que Binya comete mais faltas - 2,2 de diferencial por jogo, o que tem reflexo no número de cartões vistos: Binya viu 5 em 7 jogos ; Petit não viu nenhum em 8 partidas, número estranho para o médio defensivo internacional português, já que nas últimas 9 épocas como profissional, apenas em 2 delas viu menos do que 10 cartões por época. Do ponto de vista ofensivo, Petit mostra-se mais incisivo que o camaronês: participa mais em acções de ataque - 1,98 de diferencial por jogo -, remata muito mais - 1,48 de diferencial por jogo - e sofre mais faltas - 0,93 de diferencial por jogo -, algo que se justifica não pela condução de jogo ofensivo, já que é pautada pelo equilíbrio entre ambos, mas sim pela maior tendência de Petit para gerir a posse de bola, ao invés de Binya, que se mostra mais rápido e, algumas vezes, precipitado a desfazer-se da bola. Alargando a comparação a Paulo Assunção e Miguel Veloso, Petit continua a superiorizar-se no número de remates e no de faltas sofridas, ainda que Miguel Veloso o ultrapasse a nível das intervenções ofensivas - 0,61 de diferencial por jogo -, já que o "leão" se mostra mais talhado para conduzir iniciativas de ataque, efectuar cruzamentos ou assistências para acções de finalização enquadradas. Do ponto de vista defensivo, Petit vê os médios defensivos dos dois rivais superiorizarem-se, ainda que apresente números mais próximos de Miguel Veloso, do que de Paulo Assunção, que recupera muitas mais bola por jogo - 3,06 de diferencial por jogo - e intervém muito mais do ponto de vista defensivo - 3,64 de diferencial por jogo.

Gilles Binya

GILLES BINYA. O médio defensivo camaronês, que curiosamente se cruzou com a Selecção portuguesa de sub-17 na Meridian Cup de 2001, defrontando jogadores como Ricardo Quaresma, Hugo Viana ou Raul Meireles, foi um dos reforços "surpresa" do Benfica para a nova temporada: indicado por Eurico Gomes, seu técnico nos argelinos do MC Oran, tudo levava a crer que seria emprestado ao Estrela da Amadora, mas Camacho, poucos dias após a chegada à Luz, ordenou o seu regresso, depois de falhada a aquisição de Borja Oubiña, o jogador que pretendia para colmatar uma vaga no centro do terreno, na sequência da tumultuosa saída de Manuel Fernandes, em vésperas da recepção ao Copenhaga. A estreia de Binya ocorreu nos minutos finais da deslocação a Milão, que antecedeu a estreia como titular, em Braga, em jogo a contar para a Liga portuguesa, aproveitando a lesão de Petit para se fixar na equipa. Aliás, a presença de Gilles Binya na equipa do Benfica tem passado sempre por ausências do internacional português, mas com uma curiosidade relevante: sempre que Binya jogou na Liga portuguesa, o Benfica não perdeu - 6 vitórias e 1 empate. Mais talhado para acções defensivas - é o médio dos três grandes que mais intervenções defensivas protagoniza por jogo (média de 12), sendo que representam 81% das suas intervenções - do que para conduzir, definir ou finalizar acções de ataque, apesar da sua enorme disponibilidade física, o jogador camaronês destaca-se pela enorme agressividade que emprega nas suas acções, que faz com que cometa mais faltas por jogo do que Miguel Veloso e Paulo Assunção juntos. No que concerne a recuperações de bola completas, quando comparado com Petit, Veloso e Assunção, apenas o jogador brasileiro o bate: 0,78 de diferencial por jogo, batendo os dois internacionais portugueses: 0,8 de diferencial por jogo para o sportinguista ; 2,28 de diferencial por jogo para o seu colega de equipa. Do ponto de vista ofensivo, quando comparado com os mesmos jogadores, acaba por ser o que apresenta números mais limitados, destacando-se o facto de ser o que mais bolas perde, por desarme, ao longo dos jogos. Ainda assim, apresenta números próximos de Paulo Assunção, superando-o até na média de intervenções ofensivas por jogo: 0,52 de diferencial.

Paulo Assunção

PAULO ASSUNÇÃO. Titular a tempo inteiro em todos os jogos do FC Porto na Liga dos Campeões, marcou também presença no "onze" portista em 14 dos 15 jogos na Liga portuguesa, onde apenas falhou a recepção ao Leixões, já que Jesualdo Ferreira optou por fazê-lo descansar, depois de um jogo desgastante em Marselha, e em vésperas das recepções a Belenenses e ao emblema francês no espaço de uma semana. Com um jogo muito posicional e de grande inteligência táctica, os números do médio defensivo brasileiro, revelado pelo Palmeiras, não enganam: exímio nos processos defensivos, revela-se pouco participativo em acções de ataque: 83% das suas intervenções em jogo são defensivas, aspecto em que se superioriza aos médios defensivos dos rivais. Mas não só: Paulo Assunção é o "rei" das recuperações completas, totalizando, em média, 9,21 por jogo, números superiores aos de Gilles Binya - 0,78 de diferencial por jogo -, Miguel Veloso - 1,58 de diferencial por jogo - e Petit - 3,06 de diferencial por jogo. Apesar da sua enorme participação em acções de recuperação, Assunção é bem menos faltoso do que Binya - 1,74 de diferencial por jogo -, mas mesmo sendo mais do que Miguel Veloso e Petit, os seus números não são muito superiores: 0,33 de diferencial por jogo para o sportinguista ; 0,46 de diferencial por jogo para o benfiquista. Do ponto de vista ofensivo, quando comparado com os seus "rivais", Assunção é o que menos intervém em acções de ataque, com apenas 2,34 intervenções por jogo, número bem inferior a Petit (4,84) ou a Miguel Veloso (5,45), para quem perde em todos os itens ofensivo. Por isso mesmo, é também o médio-defensivo que menos faltas sofre e o que menos bolas perde, conseguindo suplantar Binya e Petit num item ofensivo: apesar do diferencial ser pouco relevante, conduz mais ataques por jogo do que os dois jogadores do Benfica, mas, ainda assim, longe de atingir os números de Miguel Veloso a esse nível.

Miguel Veloso

MIGUEL VELOSO. Depois de um início de época fulgurante, que motivou a sua "promoção" à Selecção principal, depois de ter efectuado as duas primeiras partidas de qualificação para o Europeu de Esperanças ao serviço dos sub-21, tem vindo a apresentar uma quebra de produção e de preponderância no jogo "leonino" nas últimas semanas, situação coincidente com o aumento de "ruído" em torno de eventuais transferências e da sua vida extra-futebol. Titular em todas as partidas do Sporting na Liga portuguesa e em 5 dos 6 jogos efectuados pelos "leões" na Liga dos Campeões - foi suplente utilizado na "despedida" diante do Dinamo Kiev -, Miguel Veloso, quando comparado com os médios defensivos dos rivais, é o que mais intervém em iniciativas de ataque (5,45 de média por jogo), onde acaba por dominar quase todos os itens, mas consegue ter números superiores aos de Petit em acções defensivas: Veloso efectua 9,14 por jogo contra 7,61 de Petit. Do ponto de vista defensivo, e no que concerne a recuperações completas, Miguel Veloso apenas consegue superar Petit - 1,48 de diferencial por jogo -, mas perde para Paulo Assunção e Gilles Binya, que são também mais agressivos defensivamente que o jogador do Sporting. A nível ofensivo, onde perde para Petit a nível dos remates efectuados por jogo, Veloso superioriza-se claramente face à concorrência a nível da condução de acções de ataque, de cruzamentos e assistências para finalizações enquadradas, aspectos que domina face à concorrência. Curiosamente, apesar da sua maior preponderância em acções de ataque, sofre menos faltas do que Petit, como também perde menos bolas por desarme do que a dupla de médios defensivos do Benfica.

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[2007/08] Liga: Um Olhar Estatístico sobre a 1ª Volta
quinta-feira, 10 janeiro 2008

Lisandro López: o goleador da Liga 2007/08

JOGADORES:

Totalistas: Eduardo, Janício, Robson Severino, Auri (Vitória de Setúbal), Beto, Elvis, Bruno China (Leixões), Bruno Alves (FC Porto), Diego Benaglio (Nacional), Marcos Oliveira, Ediglê, Evaldo (Marítimo), Fernando Prass, Tiago (União Leiria), João Moutinho, Liedson (Sporting), Káká (Académica), Nelson, Rui Duarte, Wagnão, Maurício (Estrela Amadora), Nilson (Vitória de Guimarães), Ricardo Silva (Boavista), Rolando (Belenenses) - 15 jogos, 1350 minutos

Melhor média de pontos por jogo (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados – 8 jogos ou mais):

1. Marek Cech (FC Porto), 2,778 (9 jogos)
2. Mario Bolatti (FC Porto), 2,750 (8 jogos)
3. Ricardo Quaresma (FC Porto), 2,714 (14 jogos)
4. Tarik Sektioui (FC Porto), 2,714 (14 jogos)
5. Mariano González (FC Porto), 2,667 (9 jogos)

Mais vitórias: José Bosingwa, Tarik Sektioui e Ricardo Quaresma, 12 vitórias, em 14 jogos ; Bruno Alves, Raul Meireles e Lucho González, 12 vitórias, em 15 jogos. (todos jogadores do FC Porto)

Mais empates: Paulinho (Vitória de Setúbal), 9 empates, em 13 jogos ; Hugo Morais (Leixões) e Matheus (Vitória de Setúbal), 9 empates, em 14 jogos ; Beto, Elvis, Ezequias e Bruno China (Leixões), Eduardo, Janício, Robson Severino, Auri, Elias e Ricardo Chaves (Vitória de Setúbal), 9 empates, em 15 jogos.

Mais derrotas: Sougou e João Paulo, 10 derrotas, em 14 jogos ; Fernando Prass e Tiago, 10 derrotas, em 15 jogos (ambos jogadores do União de Leiria).

Menos vitórias (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Fernando Prass e Tiago (União de Leiria), 0 vitórias, em 15 jogos ; Éder Gaúcho, Hugo Faria, Sougou, Paulo César e João Paulo (União de Leiria), 0 vitórias, em 14 jogos ; Éder, Laranjeiro e Toñito (União de Leiria), 0 vitórias em 13 jogos ; Cadú da Silva (União de Leiria), 0 vitórias em 11 jogos ; Ousmane N’Doye (Académica) e Udo Nwoko (Leixões), 0 vitórias em 10 jogos ; Carlos (Boavista), Nuno Diogo e Tales Schutz (Leixões), 0 vitórias em 9 jogos ; Marco Cadete (Leixões), Serge N’Gal e Maciel (União de Leiria), 0 vitórias em 8 jogos.

Menos derrotas (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Tarik Sektioui e Ricardo Quaresma (FC Porto), 0 derrotas, em 14 jogos ; Leandro Branco (Vitória de Setúbal), 0 derrotas, em 10 jogos ; Marek Cech (FC Porto), 0 derrotas, em 9 jogos ; Mário Bolatti (FC Porto) e Nuno Assis (Benfica), 0 derrotas, em 8 jogos.

GOLOS:

Melhores Marcadores: Lisandro López (FC Porto), 11 golos em 14 jogos ; Roland Linz (Sp. Braga), 8 golos em 14 jogos ; Ariza Makukula (Marítimo), 6 golos em 11 jogos ; Nuno Gomes (Benfica), 6 golos em 13 jogos ; Edinho (Vitória de Setúbal), 6 golos em 14 jogos.

Mais eficazes: (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):

1. Bruno Fogaça (Marítimo) - 3 golos, em 8 jogos - 1 golo a cada 88 minutos
2. Lisandro López (FC Porto) - 11 golos, em 14 jogos - 1 golo a cada 113 minutos
3. Edinho (Vitória de Setúbal) - 6 golos, em 14 jogos - 1 golo a cada 122 minutos
4. Roland Linz (Sp. Braga) - 8 golos, em 14 jogos - 1 golo a cada 132 minutos
5. Tiago Targino (Vitória de Guimarães) – 2 golos em 10 jogos – 1 golo a cada 137 minutos.

Jokers:

1. Edinho (Vitória de Setúbal) - 6 golos como suplente utilizado – todos os golos que apontou foram nessa condição
2. Renato Queirós (Paços de Ferreira), João Paulo (União da Madeira), Udo Nwoko (Leixões), Freddy Adu (Benfica), Izmailov (Sporting), Tiago Targino e Kamel Ghilas (Vitória de Guimarães) - 2 golos como suplente utilizado

Grandes Penalidades:

1. Oscar Cardozo (Benfica), 3 golos em 3 tentativas.
2. Roland Linz (Sp. Braga) e César Peixoto (Sp. Braga), 2 golos em 2 tentativas.
4. João Moutinho (Sporting), 2 golos em 4 tentativas.

”Bis”:

1. Lisandro López (FC Porto), 3 – diante de Paços de Ferreira (fora), Boavista (casa) e Leixões (casa).
2. Nuno Gomes (Benfica), 2 – diante de União de Leiria (fora) e Boavista (casa).

”Triplas”:

1. Lito (Académica), 1 – diante do Estrela da Amadora (casa) – não foi um “hat-trick” puro.

Goleadores em Jogos em Casa:

1. Lisandro López (FC Porto), 7 golos
2. Lito (Académica), 5 golos
3. Marcelão (Boavista), Roland Linz (Sp. Braga), Edinho (Vitória de Setúbal), Mateus (Estrela Amadora), Ariza Makukula (Marítimo) e Nuno Gomes (Benfica), 4 golos

Goleadores em Jogos Fora de Casa:

1. João Paulo (União de Leiria), 5 golos – todos os golos que apontou foram fora de casa
2. Lisandro López (FC Porto) e Roland Linz (Sp. Braga), 4 golos
4. Marcelo Lipatin (Nacional), José Pedro (Belenenses), João Fajardo (Vitória Guimarães), Ricardo Quaresma (FC Porto) e Kanu (Marítimo), 3 golos

Auto-golos:

1. Sinisa Radanovic e Geromel (Vitória de Guimarães), Ricardo Esteves, Antoine van der Linden e Ediglê (Marítimo), Ricardo Silva (Boavista), Ruben Amorim (Belenenses) e Abel (Sporting), 1

Guarda-redes menos batido (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):

1. Hélton (FC Porto), 5 golos sofridos, em 12 jogos (0,42% por jogo) ; 8 dos 12 jogos sem sofrer golos
2. Vladimir Stojkovic (Sporting), 5 golos sofridos, em 9 jogos (0,56% jogo) ; 5 dos 9 jogos sem sofrer golos
3. Quim (Benfica), 9 golos sofridos, em 15 jogos (0,60% jogo) ; 6 dos 15 jogos sem sofrer golos

Guarda-redes (minutos sem sofrer golos):

1. Quim (Benfica) - 451 minutos sem sofrer golos (jornada 1 à 7)
2. Hélton (FC Porto) - 450 minutos sem sofrer golos (jornada 1 e 2, jornada 6 à jornada 9)

TREINADORES:

Melhor média de pontos por jogo:

1. Jesualdo Ferreira (FC Porto), 2,533 (15 jogos)
2. José António Camacho (Benfica), 2,000 (14 jogos)
3. Paulo Bento (Sporting), 1,733 (15 jogos)

Pior média de pontos por jogo:

1. Fernando Mira (Naval), 0 (2 jogos)
2. Vítor Oliveira (União de Leiria), 0,333 (6 jogos)
3. Paulo Duarte (União de Leiria), 0,333 (9 jogos)

Efeito chicotada:

Académica: Manuel Machado: 0,333 (3 jogos) ; Domingos Paciência: 1,167 (12 jogos) – francas melhorias
Benfica: Fernando Santos, 1 (1 jogo) ; José António Camacho, 2 (14 jogos) - francas melhorias
Naval: Fernando Chaló, 0,5 (4 jogos) ; Fernando Mira, 0 (2 jogos) ; Ulisses Morais, 1,444 (9 jogos) – primeira alteração com efeito negativo ; entrada de Ulisses Morais a promover francas melhorias
Sp. Braga: Jorge Costa, 1,375 (8 jogos) ; António Caldas, 1,5 (2 jogos) ; Manuel Machado, 1,8 (5 jogos) – primeira alteração com efeito positivo, mas praticamente irrelevante ; entrada de Manuel Machado a promover melhorias
União Leiria: Paulo Duarte, 0,333 (9 jogos) ; Vítor Oliveira, 0,333 (6 jogos) – sem efeito

RESULTADOS:

Séries:

Vitórias Consecutivas: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 8), 8 vitórias consecutivas
Jogos sem perder: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 13), 13 jogos sem perder
Jogos sem sofrer golos: FC Porto (entre a jornada 2 e a jornada 8), 7 jogos sem sofrer golos
Derrotas Consecutivas: União de Leiria (entre a jornada 6 e a jornada 10), 5 derrotas consecutivas
Jogos sem vencer: União de Leiria (desde a jornada 1 – série em curso), 15 jogos sem vencer
Jogos sem marcar golos: Naval (desde a jornada 13 – série em curso), Boavista (entre a jornada 4 e a jornada 6) e Paços de Ferreira (entre a jornada 4 e a jornada 6), 3 jogos sem marcar golos.

Séries em Casa:

Vitórias Consecutivas: Vitória de Setúbal (entre a jornada 4 e a jornada 10) e FC Porto (entre a jornada 2 e a jornada 8), 4 vitórias consecutivas em casa
Jogos sem perder: FC Porto (desde a jornada 2 – série em curso), 8 jogos sem perder em casa
Jogos sem sofrer golos: FC Porto (entre a jornada 2 e a jornada 8), 4 jogos sem sofrer golos em casa
Derrotas Consecutivas: Marítimo (entre a jornada 9 e a jornada 13), 3 derrotas consecutivas em casa
Jogos sem vencer: União de Leiria (desde a jornada 1 – série em curso), 7 jogos sem vencer em casa
Jogos sem marcar golos: Marítimo (entre a jornada 7 e a jornada 11), Boavista (entre a jornada 2 e a jornada 5) e União de Leiria (entre a jornada 1 e a jornada 5), 3 jogos sem marcar golos em casa.

Séries Fora de Casa:

Vitórias Consecutivas: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 7), 4 vitórias consecutivas fora de casa
Jogos sem perder: FC Porto (entre a jornada 1 e a jornada 12) e Benfica (entre a jornada 1 e a jornada 11), 6 jogos sem perder fora de casa
Jogos sem sofrer golos: FC Porto (entre a jornada 3 e a jornada 7) e Sporting (entre a jornada 4 e a jornada 8), 3 jogos sem sofrer golos fora de casa
Derrotas Consecutivas: União de Leiria (entre a jornada 4 e a jornada 10) e Paços de Ferreira (entra a jornada 1 e a jornada 8), 4 derrotas consecutivas fora de casa
Jogos sem vencer: União de Leiria (desde a jornada 2 – série em curso), 8 jogos sem vencer fora de casa
Jogos sem marcar golos: Sporting (entre a jornada 6 e a jornada 10) e Académica (entre a jornada 3 e a jornada 8), 3 jogos sem marcar golos fora de casa.

Mais Comuns:

1-0: 22 vezes
1-1: 19 vezes
2-0: 17 vezes
2-1: 17 vezes
0-0: 17 vezes

Maior Goleada: Benfica 6-1 Boavista, 10ª Jornada
Maior Goleada em Casa: Benfica 6-1 Boavista, 10ª Jornada
Maior Goleada Fora de Casa: Naval 1-4 Vitória de Guimarães (5ª jornada), Nacional 0-3 Benfica e União de Leiria 0-3 FC Porto (ambos na 3ª jornada).
Jogo com mais golos: Benfica 6-1 Boavista, 10ª Jornada, 7 golos

Golo mais rápido: Saulo (Naval) diante do Sp. Braga, 8ª jornada. 1º minuto de jogo.

Jogo que atingiu mais rápido 2 golos: Marítimo-Leixões, 15ª jornada, 1-1 aos 5 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 3 golos: Marítimo-Leixões, 15ª jornada, 2-1 aos 23 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 4 golos: Naval – Vitória de Guimarães, 5ª jornada, 1-3 aos 48 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 5 golos: Boavista – Vitória de Setúbal, 9ª jornada, 2-3 e Académica – Estrela da Amadora, 9ª jornada, 3-2; ambos aos 61 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 6 golos: Boavista – Vitória de Setúbal, 9ª jornada, 3-3 aos 71 minutos.
Jogo que atingiu mais rápido 7 golos: Benfica – Boavista, 10ª jornada, 6-1 aos 89 minutos.

IDADE:

Equipa mais velha: Sp. Braga - frente ao União de Leiria, fora - 29,4 (nota: pertencem ao Sp. Braga as 10 equipas com média de idade mais alta da Liga 2007/08).
Equipa mais nova: Sporting - frente ao Marítimo, fora - 23,7 (nota: pertencem ao Sporting as 9 equipas com média de idade mais baixa da Liga. A 10ª equipa pertence ao Boavista, na deslocação a Paços de Ferreira).
Jogador mais velho: Pedro Roma (Académica) – (Académica vs. Sp.Braga) – 37 anos, 4 meses e 22 dias.
Jogador mais jovem: Luis Páez (Sporting) – (Boavista vs. Sporting) – 18 anos e 17 dias.
Golos ‘mais velhos’: 1. João Vieira Pinto (Sp. Braga) – diante do FC Porto ; 2. Rui Costa (Benfica) – diante da Académica ; 3. Auri (Vitória de Setúbal) – diante do Boavista
Golos ‘mais jovens’: 1. Tiago Rabiola (Vitória de Guimarães) – diante da União de Leiria ; 2. Freddy Adu (Benfica) – diante da Académica ; 3. Bruno Gama (Vitória de Setúbal) – diante do Paços de Ferreira.

NACIONALIDADES:

Maior percentagem de utilização de jogadores portugueses: Leixões - 70%
Menor percentagem de utilização de jogadores portugueses: Marítimo – 30,2%
Maior percentagem de goleadores portugueses: Leixões - 69,2%
Menor percentagem de goleadores portugueses: Nacional – 9,1%

42,1% dos jogadores utilizados são portugueses ; seguem-se brasileiros (35,4%), argentinos (3,1%), angolanos (1,9%) e uruguaios (1,6%).
35,4% dos golos são apontados por jogadores portugueses ; seguem-se brasileiros (31,1%), argentinos (5,1%), uruguaios (3,9%) e austríacos (3,1%).

(IN)DISCIPLINA:

Jogador mais indisciplinado: Ariza Makukula (Marítimo) - 4 amarelos, 1 vermelho por acumulação e 1 vermelho directo, em 11 jogos
Jogador com mais cartões amarelos: Patacas e Cléber Monteiro (Nacional) e Adalto (Vitória de Setúbal) - 6 amarelos
Jogador com mais cartões vermelhos: Ariza Makukula (Marítimo) - 2 vermelhos (1 directo, 1 por acumulação)

Árbitros:

Mais jogos: Paulo Paraty, Lucílio Baptista, Jorge Sousa, Carlos Xistra, Pedro Proença e João Ferreira, todos com 7 jogos.
Mais amarelos mostrados: Carlos Xistra, 52 em 7 jogos.
Mais expulsões por acumulação de amarelos: Cosme Machado, 3 em 5 jogos.
Mais expulsões por vermelho directo: Cosme Machado, 3 em 5 jogos ; Pedro Proença, 3 em 7 jogos.
Mais expulsões: Cosme Machado, 6 em 5 jogos.
Mais grandes penalidades: Elmano Santos e Bruno Paixão, 3 em 6 jogos ; Pedro Proença, 3 em 7 jogos.

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