Niquinha: 21 mil minutos na Luz
quinta-feira, 3 novembro 2005

Se Niquinha for titular na deslocação do Rio Ave, no próximo domingo, ao Estádio da Luz, cumprirá ao minuto 31 do jogo, 21.000 minutos com a camisola do Rio Ave em jogos de Campeonato: 1ª e 2ª Liga. Um número extraordinário, só superado pelo 'capitão' Augusto Gama, desde 1992 ao serviço do Rio Ave Futebol Clube.

Ao todo, e se tivermos em conta apenas os jogos para o Campeonato, Niquinha soma 13 golos em 247 partidas, sendo que destas 231 foram na condição de titular. Para além das 16 chamadas à equipa como suplente utilizado, o polivalente brasileiro, de 34 anos, apenas foi substituido em 12 ocasiões, a que se juntam 5 expulsões: 3 por duplo amarelo e 2 vermelhos directos. Com Niquinha em campo, o Rio Ave somou 89 vitórias, 77 empates e 81 derrotas, o que equivale a uma média pontual de 1,393 pontos por jogo.

Como curiosidade, Vitória de Guimarães e Estrela da Amadora - 11 jogos cada - e a Académica - 10 jogos - foram os clubes que mais vezes defrontou, com a curiosidade de nunca ter perdido qualquer jogo frente à formação de Coimbra, que é também, juntamente com o Marítimo, o adversário ao qual marcou mais golos: 2.

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Bonamigo é o novo treinador do Marítimo
domingo, 25 setembro 2005

Paulo BonamigoO brasileiro Paulo Bonamigo será o novo treinador do Marítimo, já se encontrando, desde esta manhã no Funchal, depois de ter chegado a um acordo com Carlos Pereira para assinar um contrato válido até ao final da temporada.

Bonamigo, de 45 anos, que chegou a passar pelo futebol português no início da década de noventa, como jogador, representando o Felgueiras na Liga de Honra, é conhecido como um técnico na linha de Scolari, sendo por isso definido como um 'sargentão', já que é muito disciplinador e trabalhador, e apesar de bastante exigente, costuma criar um bom relacionamento com os atletas.

Como jogador, antes da passagem por Portugal já em fim de carreira, atingiu algum destaque nas suas passagens pelo Internacional e Grêmio de Porto Alegre, ele que é natural de Ijuí, no Rio Grande do Sul. Como treinador, estreou-se em 1998, ao serviço do Madureira, passando depois por uma série de clubes, como Joinville, Sampaio Corrêa, Remo, Mogi Mirim, Paraná Clube e Coritiba, destacando-se por fazer bons trabalhos com planteis bastante limitados.

Ao serviço do Coritiba, em 2003, conseguiu um 5º lugar no Brasileirão, conseguindo a qualificação para a Taça Libertadores de 2004, o que lhe deu alguma projecção, passando depois por Atlético Mineiro, Botafogo - que tirou dos lugares de descida em 2004 - e pelo Palmeiras, onde não foi feliz, tendo sido despedido em Julho de 2005, depois de um mau início de Campeonato brasileiro.

Adepto do 4x4x2 centralizado, no Palmeiras chegou também a experimentar, sem grande sucesso, um esquema de 3x5x2. Contudo, e se seguir o mesmo método que utilizou no 'Verdão', frente ao FC Porto, próximo adversário dos verde-rubros, deverá promover poucas alterações em relação ao 'onze' utilizado diante do Vitória de Guimarães. À chegada à Madeira, esta manhã, Bonamigo mostrou-se confiante e motivado para realizar um trabalho de qualidade, de forma a reverter o mau início da temporada do clube. Sobre a partida frente aos 'dragões', afirmou que já está a preparar o jogo, ainda que se tenha mostrado mais preocupado em conhecer o grupo de jogadores que tem à sua disposição.

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Rafael Gaúcho reforça Estrela da Amadora
quarta-feira, 7 setembro 2005

Rafael Gaúcho O médio ofensivo Rafael Gaúcho, de 22 anos, ex-Académica, é o novo reforço do Estrela da Amadora, que, apesar de ter confirmado a sua inscrição após o fecho do 'mercado', poderá utilizá-lo de imediato, pois o jogador, que não chegou a ser inscrito pela formação de Coimbra em 2005/06, foi pré-inscrito no passado 31 de Agosto.
Refira-se a este propósito, que a aquisição de jogadores desempregados fora do prazo de inscrições, ao contrário do que acontece nos principais campeonatos europeus já há dois anos, continua a não ser autorizada nas competições profissionais portuguesas.
Rafael Gaúcho, um médio ofensivo, que tanto pode jogar em posições mais centrais ou descaído para a ala esquerda, chegou a ser apontado como possível reforço do Dinamo de Moscovo, após ter sido dispensado pela Académica, onde realizou a pré-temporada. O jogador brasileiro, que já representou Juventude de Caxias e Flamengo, tem assim uma nova oportunidade no futebol português, depois de uma primeira época muito irregular, perdendo espaço na formação de Coimbra após a chegada de Nelo Vingada.
Toni da Conceição, técnico do Estrela da Amadora, mostrou-se satisfeito com esta aquisição: 'É um atleta tecnicista, exímio nos lances de bola parada e que pode vir a acrescentar mais qualidade e soluções ao plantel. Vem compensar a lacuna que o plantel tinha de jogadores esquerdinos sobretudo do meio campo para a frente'.


Rafael Gaúcho em 2004/05


Totais: 16 jogos - 2 completos, 8 substituido, 6 suplente utilizado - 2 golos (frente a Estoril e Penafiel, ambos fora) - 3 cartões amarelos.

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Insatisfeito
domingo, 4 setembro 2005

Maniche

'Quero jogar ao mais alto nível. Tenho 27 anos e preciso de ter ambição e alegria de jogar. O futebol russo não é aquilo que eu esperava e não é aquilo que me preenche'.
'Já disse ao meu empresário que não estou contente com a situação. Não é aquilo que esperava e obviamente que temos de encontrar uma solução boa para mim, porque preciso de ter mais alegria naquilo que faço (...) Já há propostas, mas não as vou revelar'.

Maniche ao 'Mais Futebol'.


Maniche no Dinamo de Moscovo
Maniche no Dinamo de Moscovo
Totais: 7 jogos (todos completos) ; 630 minutos ; 0 golos ; 3 cartões amarelos ; 2 vitórias - 0 empates - 5 derrotas.
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'Mercado' Internacional: As movimentações de 31 de Agosto
sábado, 3 setembro 2005

Sergio Ramos

Sérgio Ramos (Real Madrid, ex-Sevilha). A grande transferência do último dia de 'mercado'. Face aos entraves colocados pelo Sevilha na concretização da transferência, o Real Madrid pagou a sua cláusula de rescisão, fixada em 27 milhões de euros, assegurando-o para as próximos oito temporadas. Uma verba exagerada para muitos, tendo em conta a pouca experiência deste defesa polivalente, de apenas 19 anos, que há um ano se sagrava campeão europeu sub-19. Já internacional pela principal selecção espanhol, Ramos é um lateral-direito convertido em defesa-central, que se destaca pela velocidade, bom poder de desarme e inteligência a sair a jogar, devendo ser o futuro parceiro de Helguera no eixo central da defesa 'branca', com prejuízo para Pavón.

Michael Owen

Michael Owen (Newcastle United, ex-Real Madrid). Há um ano, o Real Madrid pagou 12 milhões de euros pela sua aquisição junto do Liverpool, cedendo o passe do extremo Nuñez, actualmente no Celta, avaliado em pouco mais de 1 milhão de euros. Um ano depois, vende o seu passe ao Newcastle United, que ganhou a corrida ao Liverpool, por 22 milhões de euros. Um grande negócio, de uma passagem por Espanha com sabor a desilusão, contrariada pelos números: 13 golos - 2º melhor marcador do Real - em 'apenas' 1867 minutos de utilização e só seis jogos completos. Chega a Newcastle como novo herói, procurando inverter o mau início de época da equipa de Souness, que não escondia a sua felicidade pela aquisição daquele que define como o 'sucessor de Shearer'. Com a cabeça a prémio, o treinador escocês talvez se tenha esquecido que poderá ser o seu sucessor, quiçá o veterano avançado, o último a rir-se.


Jermaine Jenas

Jermaine Jenas (Tottenham Hotspur, ex-Newcastle United). Aos 18 anos, o Newcastle United, por indicação de Bobby Robson, contratou-o ao Nottingham Forest, por 7,5 milhões de euros. Estrela da selecção inglesa, pouco depois, no Europeu sub-19 de 2002, Jenas afirmou-se na primeira equipa do clube e chegou já à selecção principal. Aos 22 anos, ruma agora ao Tottenham, que continua com uma obsessão por médios-centro, por 15 milhões de euros. Apesar de especialmente talhado para posições centrais a meio-campo, onde possa sair a jogar e coordenar as movimentações ofensivas da equipa, Jenas pode também descair para os flancos, tirando partido da sua polivalência, velocidade e capacidade no passe.

Erik Edman

Erik Edman (Rennes, ex-Tottenham Hotspur). Lateral-esquerdo internacional sueco, de 26 anos, particularmente talhado para missões defensivas, onde é extremamente eficaz, conhece o sexto campeonato na sua carreira, depois de Suécia, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Contratado pelo Tottenham ao Heerenveen há um ano, por 2 milhões de euros, ruma agora o Rennes, de Lazlo Bölöni, por 3,2 milhões de euros. Curioso o aspecto de uma equipa de segunda linha no futebol francês investir 10,8 milhões de euros em reforços, com proveitos, em vendas de passes de jogadores, de apenas 3 milhões.

David Connolly

David Connolly (Wigan, ex-Leicester City). Aquisição típica do 'mercado' inglês. O Wigan pagou 3 milhões de euros pela aquisição deste avançado veloz e goleador, ao Leicester City, que, há um ano, o contratara ao West Ham United por apenas 750 mil euros. Internacional irlandês, já passou pelo futebol holandês, onde representou Excelsior e Feyenoord, é representado por Michael Kennedy, o mesmo empresário de Roy Keane.

Andy Van der Meyde

Andy Van der Meyde (Everton, ex-Inter). Depois de duas épocas irregulares em Itália, onde foi prejudicado por lesões, que estiveram perto de inviabilizar esta transferência, Van der Meyde, veloz extremo holandês, adaptável às duas alas, é o novo reforço do Everton, que pagou uma verba a rondar os 3 milhões de euros ao Inter, onde não entrava nas contas de Roberto Mancini para a nova temporada. O negócio possível, mas uma clara aposta falhada da formação de Milão, que, há dois anos, pagou 12 milhões de euros ao Ajax pela sua aquisição.

Sebastián Taborda

Sebastián Taborda (Deportivo, ex-Defensor de Montevideo). Como manda a tradição, o Deportivo foi a última equipa a inscrever um reforço, às 23:59 de 31 de Agosto. Contudo, nem a venda de Luque, permitiu ao clube galego apresentar o reforço de prestigio ansiado pelos adeptos para reforçar o ataque. A solução foi o semi-desconhecido Taborda, encontrado no Defensor do Uruguai, com o 'Depor' a pagar 2,9 milhões de euros, respeitantes a 70% do passe do jogador. A sua capacidade para se adaptar ao futebol espanhol é uma incógnita e a promessa de 25 golos já tem valido algumas gargalhadas nos rivais. Taborda, 1.92/84, é um avançado de área, limitado tecnicamente, mas extremamente poderoso fisicamente, destacando-se, sobretudo, pelo forte jogo aéreo, que lhe valeu 39 golos em quatro anos no principal campeonato uruguaio.

Lee Young-Pyo

Lee Young-Pyo (Tottenham Hotspur, ex-PSV Eindhoven). Aquisição de última hora do Tottenham, para fazer face à saída de Erik Edman, por 3,2 milhões de euros, para o Rennes de Bölöni. A formação londrina investiu 2 milhões de euros na aquisição deste lateral-esquerdo, internacional coreano, capaz de fazer todo o corredor. Financeiramente ficou a ganhar, e, à partida, apesar da qualidade inegável do lateral sueco, desportivamente também parece uma excelente aposta. É que Lee é um lateral desequilibrador, forte com os dois pés, e bastante evoluido tecnicamente, muito forte nas assistências, sobretudo a partir de cruzamentos, para finalizações. Defoe, por certo, ganhou um grande aliado.

Fábio Rochemback

Fábio Rochemback (Middlesbrough, ex-Sporting). Contrariando as notícias divulgadas em Portugal, a direcção do 'Boro' divulgou que apenas investiu 1,5 milhões de euros na aquisição de Fábio Rochemback, que entraram directamente nos 'cofres' do clube leonino. Os restantes montantes ligados à transferência relacionam-se com poupança salários, já que o Middlesbrough assume-os integralmente, sendo que até aqui o Barcelona pagava 65% do seu salário anual, ficando os restantes 35% a cargo do Sporting. Forte aposta de Steve McLaren, o médio centro brasileiro irá assumir a coordenação do jogo ofensivo da equipa, ocupando o lugar deixado vago por Boudewijn Zenden, que rumou ao Liverpool.

Frank Songo'o

Frank Songo'o (Portsmouth, ex-Barcelona B). Aquisição surpresa de Milan Mandaric, presidente do Portsmouth, do jovem internacional francês sub-19, filho de Songo'o e sobrinho de N'Kono, dois míticos internacionais camaroneses. Apesar de pouco possante, Frank Songo'o, adaptável a qualquer das alas, preferencialmente a direita, ou às funções de médio ofensivo, é um jogador que se destaca pela capacidade técnica e velocidade. O Portsmouth pagou 300 mil euros pela sua aquisição junto do Barcelona.

Abuda

Abuda (Wolfsburgo, ex-Corinthians). Jovem brasileiro, de apenas 19 anos, foi descoberto pelo Corinthians na Juventus de São Paulo, depois de ter falhado a sua transferência para o Cruzeiro. Estrela da selecção brasileira que foi campeã do Mundo de sub-17 há dois anos, estreou-se, com 18 anos, na principal equipa do Timão, onde nunca chegou a impor-se como titular absoluto e, este ano, acabou por ser relegado para o banco dos suplentes. Em final de contrato com o clube, foi afastado da equipa principal, acabando por rumar para a Alemanha a troca de 300 mil euros. Médio ofensivo ou segundo avançado, precisa de ganhar consistência, mas trata-se de um jogador rápido, dotado tecnicamente e com boa capacidade de finalização.

Gladstone

Gladstone (Juventus, ex-Cruzeiro). Jovem central brasileiro, titular da selecção 'canarinha' no último Mundial sub-20, foi o reforço-surpresa da Juventus em fecho de mercado, depois de consumar a cedência do croata Igor Tudor ao Siena. Central possante, muito forte no jogo aéreo e com bom poder de desarme, mas ainda algo 'verde', chega à Juventus, através de um empréstimo de um ano, que renderá ao Cruzeiro, onde foi lançado na primeira equipa por Wanderley Luxemburgo em 2003, 150 mil euros, com opção de compra fixada em 2 milhões de euros a ter que ser concretizada até ao final da temporada italiana. Detentor de passaporte italiano, o seu nome próprio, bastante exótico, é assim explicado na primeira pessoa: 'A minha mãe disse-me que quando estava grávida leu um livro que gostou muito. O nome do autor era Gladstone, e na hora do parto ela optou por este nome'.

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Abel Xavier (Middlesbrough, ex-AS Roma). Depois de alguns dias a trabalhar às ordens de Steve McLaren, o Boro decidiu avançar para a aquisição do defesa polivante português, dispensado pela AS Roma no início desta temporada. Decisivo para este desfecho foi a saída de Reiziger para o PSV Eindhoven, que abre também espaço para Abel Xavier na luta por um lugar a titular à direita da defesa. O regresso à Selecção, para além da titularidade no Boro, é o principal objectivo do jogador, que, aos 32 anos, conhece o seu 11º clube desde que se estreou no futebol sénior no Estrela da Amadora.

Mário Jardel

Mário Jardel (Ankara Spor, sem clube). O Nancy abriu-lhe as portas para o regresso ao futebol europeu, depois de passagens brancas pelo futebol brasileiro (Palmeiras), argentino (Newell's) e espanhol (Alavés), onde não se chegou a estrear. Chegou a três dias do fecho das inscrições, mas a formação francesa não se precipitou e pediu, atentendo ao facto de ser desempregado, mais duas semanas para tomar uma decisão. Christophe Maillol, o seu novo empresário, não perdeu tempo e colocou-o no Ankara Spor da Turquia em cima do fecho das inscrições. O que esperar de Jardel? Provavelmente, nada.

Marius Niculae

Marius Niculae (Standard Liège, ex-Sporting). Quando não aceitou a proposta de renovação do Sporting, que previa uma redução salarial drástica, afirmou estar a caminho de um clube italiano, o que não se concretizou. Só no último dia arranjou colocação, no Standard Liège, autêntica multi-nacional futebolística. A tarefa de se reencontrar com os golos promete ser árdua, já que o ataque da formação belga é bem dotado em soluções: Sambegou Bangoura e, sobretudo, o congolês Mohamed Tchité, bem alimentados por Sérgio Conceição, conduziram a equipa ao topo da classificação após quatro jornadas.

Diego Milito

Diego Milito (Saragoça, ex-Génova). Contratado em 2003, pela Juventus e pelo Génova, em regime de co-propriedade, ao Racing Avellaneda, apontou 32 golos em época e meia, na Série B, pelo Génova. Foi a figura-chave da promoção do clube à Série A a época passada, mas a despromoção administrativa para a C1, abriu-lhe as portas de saída. Com muitos clubes interessados, concretizou o desejo de jogar ao lado do seu irmão (Gabriel Milito) no Saragoça, onde terá a difícil tarefa de fazer esquecer Villa, com um compromisso válido por duas temporadas, findo os quais regressará a Génova. É um avançado com grande instinto goleador, muito rápido e bem dotado tecnicamente, que poderá ser uma das boas surpresas do campeonato espanhol deste ano, ainda por cima num clube com poucas soluções ofensivas.

Mart Poom

Mart Poom (Arsenal, ex-Sunderland). Aos 33 anos, este guardião, mais de 100 vezes internacional pela Estónia, chega a um grande clube, onze épocas depois da sua chegada ao futebol inglês. Contratado ao Sunderland, através de um empréstimo de um ano, a sua aquisição prende-se com o castigo de Lehmann, que o impede de actuar nas duas primeiras partidas da Liga dos Campeões. Resta saber se 'baterá' o espanhol Almunia na corrida pelo lugar.

David Bentley

David Bentley (Blackburn Rovers, ex-Arsenal). Depois do empréstimo ao Norwich City - 26 jogos, 2 golos - a época passada, esperava-se que fosse o ano de afirmação de Bentley na primeira equipa do Arsenal, e a pré-época deu boas indicações nesse sentido. Puro engano, já que Arsene Wenger optou pelo empréstimo deste médio ofensivo de 21 anos, capaz de jogar pelo centro ou nas alas, produto das escolas do clube. Em Blackburn terá oportunidade de ser mais utilizado e, sobretudo, tornar-se mais regular, pois é inegável o seu talento do ponto de vista técnico, faltando-lhe, contudo, consistência.

Dario Silva

Dario Silva (Portsmouth, ex-Sevilha). Depois de duas épocas apagadas em Sevilha, viu-se condenado à lista de dispensas. O Portsmouth surgiu como solução, ainda que o avançado uruguaio, principal estrela da sua selecção do seu país no ante-Forlán, tenha sempre mostrado pouca vontade em deixar o clube andaluz, mesmo não jogando. Aos 32 anos, o seu rendimento em Inglaterra é uma incógnita: avançado rápido, agressivo e de remate fácil, atravessa uma fase negativa na sua carreira e veremos como o seu conhecido 'mau-feitio' se enquadrá na Premier League. Uma coisa é certa: chega a um clube que é uma autêntica multi-nacional de avançados - um uruguaio, um búlgaro, um norueguês, um croata, um francês, um zambiano e um congolês com nacionalidade inglesa.

Javier Portillo

Javier Portillo (FC Bruges, ex-Real Madrid). 'Tapado' em Madrid, Portillo aceitou novo empréstimo, depois de na época passada ter representado a Fiorentina, sem grande sucesso. O Bruges, que lhe permitirá jogar na Liga dos Campeões, não pagou nada ao Real Madrid, mas fica responsável pelos seus salários: 1,1 milhões de euros/ano. À chegada à Bélgica, prometeu reencontrar-se com os golos - em Itália apontou 4: 1 para o Campeonato e 3 para a Taça -, ou não fosse ele o melhor marcador da histórias da camadas jovens 'brancas'.

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As últimas Movimentações do 'Mercado' (I)
quinta-feira, 1 setembro 2005

Karagounis Miccoli

Benfica. Nem um 9, nem um 10 puro. Karagounis, ex-Inter, e Miccoli, ex-Juventus, são os dois reforços do Benfica, de qualidade inegável, que vêm alargar o lote de opções de Ronald Koeman, enquadrando-se perfeitamente em qualquer um dos três esquemas utilizados - 4x3x3, 4x2x3x1 e 3x4x2x1 -, até aqui, pelo técnico holandês: o internacional grego, numa posição interior ou como médio centro ofensivo ; o internacional italiano, como segundo ponta de lança ou descaído para um dos flancos, sobretudo o esquerdo, o que poderá motivar o regresso de Simão Sabrosa ao flanco oposto. Por resolver fica a questão do avançado de área, já que Nuno Gomes apenas tem a concorrência de Pedro Mantorras, que, até agora, não deu ainda uma resposta que permita ser uma opção fiável. Em caso de lesões, Koeman poderá ser obrigado a chamar uma alternativa à equipa B: Manuel Curto e Vasco Firmino serão, nessa eventualidade, as principais opções.
Quanto a saídas, José Veiga evitou que Simão Sabrosa se transferisse para o Liverpool, naquele que se tornou, com alguma surpresa, o tema do dia entre os 'encarnados', passando a apresentação de Miccoli e a não chegada de um '9' para segundo plano. O conjunto inglês oferecia-lhe o dobro do salário que actualmente aufere, e à 4ª proposta, chegou-se aos 18 milhões de euros, ficando a dois milhões do valor desejado pelos 'encarnados'. No plantel permanecem Bruno Aguiar e Carlitos, com muito poucas hipóteses de serem utilizados, apesar de se ter falado na hipótese de virem a ser emprestados.

Marek Čech

FC Porto. Depois de Nuno Valente se ter transferido para o Everton, era aguardada a chegada de um novo lateral-esquerdo a Dragão. Apesar de Dedé, Jorge Luiz e, finalmente, Max von Schlebrügge, que chegou mesmo a deslocar-se ao Porto, terem sido os nomes mais falados, a escolha acabou por recaír sobre o jovem internacional eslovaco Marek Čech, capaz de desempenhar qualquer posto à esquerda, ainda que seja um lateral de origem. Suplente no Sparta Praga, tentará lutar por um lugar com César Peixoto e Leandro, podendo, caso Adriaanse o pretenda, jogar um pouco mais adiantado no terreno, sobretudo como ala, uma posição à qual Lisandro López tem sido adaptado.
Pelo segundo ano consecutivo, o FC Porto evitou a saída de Benni McCarthy para o futebol inglês no dia de fecho das inscrições, desta feita para o West Ham United, que ofereceu 9 milhões de euros pelo seu passe. O internacional sul-africano, que ainda não se estreou na Liga 2005/06, abandonou mesmo o estágio da sua selecção para rumar a Londres, onde aguardava pelo desfecho das negociações. Resta saber com que 'vontade' regressará ao Dragão. Definida ficou a saída de Marco Ferreira, jogador excedentário, que rumará ao Penafiel.

Wender João Alves

Sporting. Douala foi, durante o último mês, o jogador mais desejado pelo Middlesbrough, mas o clube inglês acabou por acertar a aquisição de Fábio Rochemback, uma perda de vulto para o Sporting, mas interessante do ponto de vista financeiro, pois acabou por render cerca de 3,5 milhões de euros aos cofres 'leoninos', quando, no final da época, o Barcelona voltaria a ter ao seu dispor a totalidade do passe do internacional brasileiro. O dinheiro encaixado na transferência acabou por ser determinante para concretizar dois dos principais desejos de José Peseiro na preparação desta temporada: o médio João Alves - 2,5 milhões de euros por 50% passe e contrato de três anos - e o extremo Wender - cerca de 1 milhão de euros e dois anos de contrato -, ambos oriundos do Sp. Braga. Com estas duas novas opções, José Peseiro continuará a ter opções para jogar no seu habitual 4x1x3x2, com a contratação de Alves, capaz de desempenhar funções à direita e ao centro do meio-campo ofensivo, a permitir a deslocação de João Moutinho para a posição central do meio campo ; mas também para ter alternativas para um 4x3x3, com dois flanqueadores, esquema testado na pré-temporada, como também para um arriscado 4x2x4, numa situação no marcador que não seja favorável ao Sporting. Resolvida ficou também a situação de Nuno Santos, que voltará a ser emprestado ao Penafiel, mas a transferência do central Hugo, que não entra nas contas de José Peseiro, ficou por resolver, apesar do interesse de um clube espanhol. O lateral polivalente Rogério era desejado pelo Santos, o que foi confirmado por Dias da Cunha, mas a sua transferência não foi consumada.

Sp. Braga. João Alves e Wender rumaram ao Sporting, o que correspondeu financeiramente à entrada de 3,5 milhões de euros nos cofres do clube bracarense, a que se adiciona a manutenção de 50% passe do internacional português, o que poderá ser relevante numa futura transferência do jogador. Desportivamente, o plantel do Sp. Braga fica menos forte, ainda que Wender desse sinais claros que não estava satisfeito, e, por isso mesmo, nem sequer fora opção diante do Penafiel, depois de falhar a primeira jornada por castigo. Contudo, as excelentes soluções disponiveis para o meio-campo, não obrigaram Jesualdo Ferreira a procurar um reforço de última hora para o sector intermediário, já que Sidney e Madrid (mais defensivos) ; Filipe, Gonçalves, Hugo Leal, Vandinho, Castanheira (interiores) ; Cândido Costa e Jaime Júnior (mais ofensivos), parecem ser soluções mais do que suficientes para continuar a abordar esta temporada com confiança. Para a esquerda surge Rossato como novidade, regressado a Portugal, por empréstimo da Real Sociedad. Apesar de menos desequilibrador do que Wender, é um jogador mais completo, que pode desempenhar qualquer posto à esquerda, e, apesar de surgir como opção para ala esquerda, onde lutará pela titularidade com Cesinha, poderá também suprir uma eventual baixa por lesão ou castigo de Jorge Luiz, o único lateral-esquerdo de raíz do plantel, e que tinha em Pedro Costa e no jovem João Cardoso, da equipa B, as eventuais alternativas. Para além disso, acrescenta poder de fogo - remate forte em bola corrida e bola parada - e também capacidade no último passe/cruzamento.

Vitória Guimarães. Desilusão no último dia de transferências: ao contrário do esperado não chegou qualquer reforço, apesar do desejo em dotar o plantel de mais um extremo (Marco Ferreira ou Carlitos) e um avançado. Assim, Dário, contratado a semana passada, foi a última novidade dos vimaranenses, podendo ser opção para Jaime Pacheco, quer para as alas, quer para o centro do ataque. Definida ficou a situação do jovem central Sereno - contratado ao Elvas e que será emprestado ao Famalicão -, enquanto que o médio ofensivo ganês Tiero ainda não conseguiu desbloquear o processo de transferência junto do exótico Asante Kotoko, o seu anterior clube.

Boavista. Dia positivo para os 'axadrezados', que concretizaram a aquisição dos dois jogadores, através de empréstimo, que faltavam para completar o plantel. Assim, Rui Duarte, ex-Estoril, suprirá a partida de Nélson para o Benfica, que vinha a ser colmatada com a adaptação de Manuel José ao posto, que assim fica liberto para regressar a posições mais ofensivas, quer como médio interior, quer como ala direito. O outro reforço é o médio ofensivo paraguaio Diego Figueredo, ex-Valladolid, melhor jogador do Pré-Olímpico sul-americano em 2004, que procura afirmar-se, definitivamente, no futebol europeu, colmatando a inexistência de uma alternativa a João Vieira Pinto, ainda que possa ser também actuar como médio interior esquerdo, o que permite a Carlos Brito utilizar o seu esquema preferido - 4x3x3 desdobrável em 4x1x2x2x1 -, para além do 4x2x3x1 que tem sido opção nestes primeiros jogos.
Em cima da hora limite para a conclusão do prazo de transferências, o Boavista acertou a venda do passe do médio brasileiro André Barreto, que rumará ao Wisla Cracóvia, futuro adversário do Vitória Guimarães na Taça UEFA.

Miklos Gaál

Marítimo. A formação madeirense assegurou hoje duas aquisições: o guarda-redes Christopher Pilar, internacional pelas selecções mais jovens, formado nas escolas do Sporting, e que começou esta temporada no Felgueiras, que o contratara ao Torreense ; e o lateral esquerdo húngaro Miklós Gaál, de 24 anos, 1.81/78, ex-Pécs, que, a temporada passada, representou o Újpest e o Zalaegerszeg. Se Christopher será, em principio, utilizado na formação B, já Gaál será uma opção a ter em conta, pois Juca tem mostrado alguma indefinição na escolha do lateral-esquerdo, onde Evaldo e Briguel foram utilizados nas duas primeiras jornadas. Contudo, o valor do jogador, que parece mais talhado para acções defensivas, é uma incógnita, já que raramente se impos como titular até aqui. Entretanto, o Marítimo concluiu o processo de transferência do extremo internacional camaronês Antoine Ateba, que já poderá actuar, e procedeu à inscrição do avançado esloveno Damir Pekic, que havia sido colocado na lista de dispensados, mas beneficiou das saídas de Bibishkov para o Penafiel e de Ronaldo para o Apoel de Chipre.

Nuno Santos Marco Ferreira

Penafiel. Depois do avançado búlgaro Krum Bibishkov ter acertado, a semana passada, o seu ingresso no Penafiel, por empréstimo do Marítimo, o último dia de transferências permitiu que chegassem mais dois emprestados à formação duriense: Nuno Santos, emprestado pelo Sporting, que assim regressa ao clube que representou nas últimas duas épocas ; e Marco Ferreira, extremo-direito, emprestado pelo FC Porto, e que a temporada passada representou o Vitória de Guimarães. O primeiro, ao que tudo indica, lutará pela titularidade com Vinicius Martinez, guarda-redes brasileiro, contratado ao Camacha, que se impos neste início de época, enquanto que Marco Ferreira dará a Luís Castro uma importante solução para as alas, onde já contava com Jacques, Cristóvão e José Rui. Pelo caminho, ficou o empréstimo de Carlitos do Benfica. Em relação a saídas, apenas se confirmou a de Fernando Aguiar, que acertou a rescisão e rumou ao Gondomar, enquanto que o guarda-redes Carlos Germano e o avançado senegalês Mallo Diallo continuarão, pelo menos para já, a trabalhar com o plantel principal, já que não chegaram a um acordo para a rescisão dos contratos.



Ivanildo

Gil Vicente. Ivanildo, do FC Porto, era o jogador desejado por Ulisses Morais para cobrir a vaga existente na ala esquerda do ataque, mas Co Adriaanse não autorizou o empréstimo. Assim, ficou por preencher esse lugar no plantel da formação de Barcelos, sendo que a solução deverá continuar pela adaptação de Carlitos ou Nandinho a essa ala, com Rodolfo Lima e o polivalente Williams a serem outras soluções possíveis.

Serginho Baiano Darko Anic

Nacional. O médio ofensivo sérvio-montenegrino Darko Anic, apresentado a semana passada, e o extremo esquerdo Serginho Baiano, que regressou ontem à Madeira, são as novidades no plantel às ordens de Manuel Machado. Anic, de 31 anos, concretiza o desejo do treinador de contar com um médio de pendor mais ofensivo, mas o seu percurso futebolistico é extremamente irregular. Ultimamente representava os chineses do Shandong Luneng Taishan, depois de passagens pela Turquia, onde jogou no Siirt Jetpa Spor, pela Bélgica, onde representou KAA Gent e Club Brügge, pela divisão secundária da Alemanha, ao serviço do LR Ahlen, depois de na Sérvia-Montenegro ter representado o Borac Kacak, o Vojvodina Novi Sad e o Estrela Vermelha. Quanto a Serginho Baiano, regressa ao clube, depois de o ter abandonado em Janeiro passado, num processo algo complicado, que terá agora terminado. Resta saber a forma física em que se encontra, mas em boa condição será, certamente, uma excelente opção para Manuel Machado, já que não é só um jogador importante no último passe, como também um bom finalizador, dando maior qualidade ao flanco esquerdo do ataque, onde o treinador experimentou o jovem Pateiro e a adaptação do brasileiro Alonso nas duas primeiras jornadas. No tocante às saídas, fica por definir a situação do argentino Julio Marchant, que ainda não encontrou clube, ao invés de Leandro Salino, que ruma ao Camacha, e de Geufer, que representará o União da Madeira. O médio-centro Luis Manuel, ex-Leixões, inicialmente dispensado, foi reintegrado nos trabalhos da equipa e inscrito na Liga de Clubes.

Pedro Silva

Académica. O lateral-direito brasileiro Pedro Silva, de 24 anos, ex-Internacional de Porto Alegre, e há mais de dois meses apontado como possível reforço da equipa de Coimbra, foi a última aquisição da Académica. Nelo Vingada ganha assim um concorrente para Nuno Luís, que, desde a temporada passada, era a única opção de raíz para o lugar. O jogador, que se estreia no futebol europeu, foi formado pelo Palmeiras, onde se estreou como profissional, em 1998, com apenas 17 anos. Depois, representou o Figueirense (1999), antes de regressar ao Palmeiras (2000). Seguiu-se passagem pelo Vitória da Bahia (2001), retornando novamente ao Palmeiras (2002 a 2004) e, finalmente, o Internacional de Porto Alegre (2005). Entretanto, a Académica, já a pensar na reabertura de 'mercado' em Janeiro, analisa as potencialidades do avançado búlgaro Raycho Zhelyzkov Raev, de 21 anos, ex-Chernomorets Burgas. Por fim, referência para o interesse do Cruzeiro em Marcel, que mostra-se muito satisfeito com a possibilidade de regressar ao Brasil. Contudo, a Direcção da Académica está pouco receptiva a permitir a saída do jogador, nuclear no esquema de Nelo Vingada.

Alberoni

União Leiria. O médio interior esquerdo/ofensivo brasileiro Alberoni, de 21 anos (16/5/1984), 1.76/76, foi o último reforços dos leirienses para a nova temporada. Um dos maiores prodigios do futebol brasileiro nos últimos anos, foi contratado pelo Inter de Milão ao Vasco da Gama, com apenas 17 anos, depois de ter sido a principal estrela da Selecção brasileira de sub-17 em 2002. Contudo, a sua adaptação ao futebol profissional não tem sido fácil, e depois de dois anos ao serviço do Inter, onde jogou pela equipa 'primavera' e teve uma breve passagem, por empréstimo, pelo Brescia, o jogador conheceu cinco clubes no espaço de pouco mais do que um ano: o Bahia, onde apenas realizou um jogo ; o Barcelona B, onde apenas foi utilizado em jogos particulares ; o Independiente, da Argentina, onde não foi mais do que reserva ; o Paraná Clube, em que se repetiu a situação do clube argentino ; e, finalmente, o Avaí, o se clube anterior, onde se reencontrou com o bom futebol na Série B do Brasileirão. Apesar de ter refinado alguns aspectos defensivos na sua passagem por Itália, as suas características são sobretudo ofensivas: é muito dotado tecnicamente, forte no passe e no cruzamento, mostrando-se um bom executante de livres, pela precisão com que coloca a bola na área, para além de ter um remate muito forte de pé esquerdo, que utiliza, habitualmente, de fora da área. A sua aquisição garante uma importante opção para o meio campo ofensivo leiriense, onde José Gomes tem utilizado Lourenço, para fazer face às lesões de Harison e Miramontes, mas resta saber se é capaz de dar continuidade ao trabalho que vinha a desenvolver no Avaí. No tocante às saídas, Vargas, elemento excedentário do plantel, acertou a rescisão.

Mangualde

Paços de Ferreira. O lateral-direito Mangualde, de 23 anos, é o último reforço da formação de José Mota, completando uma lacuna do plantel, que tinha em Primo o único lateral de raíz. Contratado, esta época, pelo Felgueiras ao Oriental, onde realizou boas temporadas na 2ªDivisão, o jogador, formado nas escolas do Sporting, tem agora oportunidade de se estrear na divisão maior do nosso futebol. No que concerne às saídas, o avançado Nuno Sousa ruma ao Gondomar, enquanto que Ricardo André, que continua a recuperar de uma lesão, não encontrou uma solução para o seu futuro próximo.

Naval. O defesa-central Tiago Costa, de 18 anos, ex-FC Porto B, agradou a Manuel Cajuda, mas não foi inscrito a tempo, já que não conseguiu desbloquear alguns problemas burocráticos da sua desvinculação do FC Porto. Contudo, o jogador prosseguirá a trabalhar com o plantel figueirense, sendo certo que Manuel Cajuda já poderá utilizar os reforços brasileiros Wilson Júnior, Renato Benatti e Bruno Cazarine, que ainda não tinham recebido os certificados internacionais.

Castanheira

Estrela da Amadora. A formação da Reboleira procurou acertar a aquisição do médio interior esquerdo Castanheira, do Sp. Braga, mas apesar do acordo com o jogador, a saída de João Alves para o Sporting 'vetou' esta transferência. Entretanto, Hugo Morais e Hugo Careca foram dispensados. O primeiro rumou ao Barreirense, enquanto que o segundo representará o Tourizense. Por fim, na tarde de ontem, o Estrela procedeu à inscrição do avançado argentino 'Maxi' Estévez, já que o certificado internacional do jogador chegou, finalmente, a Portugal.

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As últimas Movimentações do 'Mercado' (II)
quinta-feira, 1 setembro 2005

Liga de Honra


Estoril. Perdido Rui Duarte para o Boavista, os 'canarinhos' aproveitaram os últimos dias para completar o plantel. O médio Abel e o extremo William, de 21 anos, ex-Esporte Clube da Bahia, há quase um mês a trabalhar com o plantel, viram, finalmente, as suas inscrições serem completas, juntando-se as aquisições do experiente lateral-direito Marco Silva, ex-Odivelas, e do também lateral, mas adaptável a médio defensivo, Jack Perry, ex-Queens Park Rangers, que a época passada actuou emprestado ao Raith Rovers.

Beira-Mar. A formação aveirense concretizou a aquisição do ponta-de-lança brasileiro Jonathan, ex-Anapolina, que já há duas semanas trabalhava como plntel, que se junta ao seu compatriota Miran, também ele um homem de área, que, na última temporada, representou o Santa Clara, depois de passagens pelo Estrela da Amadora e Sp. Braga. Com excedente de jogadores a meio-campo, Augusto Inácio decidiu dispensar Loukima, que rumou ao Gondomar.

Marco. A equipa orientada por Moura da Costa concretizou ontem a aquisição do central André Oliveira, ex-Felgueiras, que na última temporada representou o Oliveira do Hospital, e do ponta-de-lança argentino Gonzalo Marronkle, ex-FC Porto B, que, esta temporada, teve uma breve passagem pelo Vitória Setúbal. Estes dois jogadores, juntam-se assim ao médio ofensivo brasileiro Thiago Leitão Polieri, que chegou a semana passada ao clube, oriundo do Jorge Wilstermann, da Bolívia. Por fim, o avançado Matheus, ex-Itabaiana, já foi inscrito e poderá jogar.

Desp. Aves. O avançado senegalês Raimund Mendy desapareceu, suspeitando-se que terá rumado a um clube turco, o que obrigou o Professor Neca a encontrar uma nova solução para o ataque. Trata-se do brasileiro Binho, de 23 anos, oriundo dos paranaenses do Cianorte.

Leixões. O extremo-esquerdo Brasília, ex-Sport Recife, que já passara pelo futebol português ao serviço do Belenenses, chegou finalmente a Portugal e está à disposição de Rogério Gonçalves. O extremo Pisco, produto das escolas do clube, foi emprestado ao Padroense, de forma a jogar com regularidade.

Maia. A formação maiata acertou a aquisição do experiente defesa-central Marco Almeida, formado nas escolas do Sporting, que se encontrava no Felgueiras, depois de uma passagem de um ano por Espanha, ao serviço do Ciudad de Murcia.

Olhanense. O médio defensivo, internacional camaronês, Nicolas Alnoudji, ex-Mons (Bélgica), é o último reforço da formação de Olhão. Contratado através de uma parceira com o empresário Lucídio Ribeiro, este jogador foi campeão Olímpico em 2000 e vencedor da Taça das Nações Africanas em 2002, ano em que integrou a lista de convocados para o Mundial de 2002, mas não participou em nenhuma partida. Contudo, a sua carreira tem sido marcada por lesões constantes e grande irregularidade, contando também com passagens pelo futebol turco, francês - chegou a ter contrato com o PSG -, e incursões pelo Qatar e Arábia Saudita.

Ovarense. A formação de Ovar concluiu o processo de reconstrução do plantel, inicialmente construido pelo brasileiro Mazola, substituido por Manuel Correia em cima do início da pré-temporada, com a chegada de três novos reforços todos oriundos do Felgueiras: o central brasileiro Edu, de 29 anos, que a época passada jogou no Paredes ; o médio ofensivo/extremo André Soares, de 20 anos, que em 2004/05 representou o Dragões Sandinenses, depois de ter feito a sua formação no Salgueiros ; e o ponta de lança luso-namibiano Gisvi, formado nas escolas do Sporting, e que, em 2004/05, alinhou pelo Lousada e pelo Desp. Fátima. Sem definição ficou a situação do avançado angolano Bruno Mauro, antigo jogador de Belenenses e Estrela Amadora, que 'roeu a corda' com o conjunto vareiro, para rumar ao futebol grego. Ao contrário, o médio ofensivo brasileiro Diego, que apesar de ter atrasado a sua chegada a Portugal, viu ser completado o seu processo de inscrição. Por fim, o avançado Marcial, ex-Pedras Rubras, que tinha sido dispensado por Manuel Correia, rumou ao futebol cipriota.

Portimonense. Foi ontem confirmada definitivamente a aquisição do médio ofensivo Rui Baião, que se desvinvulou do Gil Vicente, e já tinha um pré-acordo com a formação algarvia há duas semanas, para além da aquisição do médio-defensivo Ronaldo, que rescindira contrato com o Gondomar, clube que o contratou ao Felgueiras.

Santa Clara. Depois de um período de indefinição, o goleador brasileiro Hugo Henrique, manter-se-á no clube orientado por Mário Reis. Devido a problemas particulares, a formação de Ponta Delgada deixou de contar com o avançado brasileiro Evandro, um dos principais reforços para a nova temporada, que, no entanto, deverá regressar ao clube em Janeiro. O médio defensivo angolano Zuela, com quem Mário Reis não contava, rescindiu o contrato com o clube.

Barreirense. A equipa orientada por Rui Bento completou o seu plantel com a chegada de três reforços de última hora: o experiente médio interior Artur Alexandre, de 30 anos, que na última temporada representou o Académico Viseu, depois de várias temporadas ao serviço do Maia ; o médio interior/ala esquerdo Hugo Morais, que começou a temporada no Estrela da Amadora, e o avançado camaronês Emmanuel Ayuk, de 23 anos, vindo do Pelita Krakatau Steel, da Indonésia. Foi também confirmada a aquisição do central internacional angolano Kali, ex-Santa Clara, que vinha a treinar com o plantel desde o início da época.

Gondomar. Com a participação na Liga de Honra praticamente garantida, a formação orientada por Nicolau Vaqueiro aproveitou para reforçar o plantel, inicialmente construido para lutar pela subida ao escalão. O médio defensivo Fernando Aguiar, ex-Penafiel, e o avançado-centro Nuno Sousa, ex-Paços de Ferreira, de regresso ao clube, são as principais novidades. A estes junta-se ainda o médio centro congolês Loukima, dispensado pelo Beira-Mar, e os ex-júniores Bruno (médio) e Chico (avançado). De saída está Ronaldo, ex-Felgueiras, que rumou ao Portimonense.

Desp. Chaves. A formação flaviense, que ainda não tem definida a sua participação no campeonato, pois o Felgueiras apresentou um recurso em relação à sua despromoção, continua a fazer acertos no seu plantel. O médio Rodrigo, ex-Tourizense, onde actuou por empréstimo do FC Porto, é o mais recente reforço, juntando-se ao extremo nigeriano Samson, antigo jogador de Sp. Braga e Felgueiras, e ao avançado brasileiro Wegno, que regressou ao clube, após breve passagem pelo Marco. Também de regresso está o médio luso-americano Johnny David, depois de uma curta passagem pelos E.U.A..

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Figueredo é reforço
quarta-feira, 31 agosto 2005

Figueredo O Boavista acertou nas últimas horas o empréstimo, por uma época, do médio ofensivo, internacional paraguaio, Diego Figueredo, ex-Valladolid, que assim completa a última vaga do plantel 'axadrezado' para esta época.

Revelado pelo Olimpia, Figueredo, de 23 anos (28/4/1982), 1.83/76, foi contratado pelo Valladolid, em Janeiro de 2004, depois de ter sido considerado o melhor jogador do Pré-Olímpico Sul Americano, destacando-se por uma portentosa exibição no Paraguai-Brasil, que ditou a eliminação dos 'canarinhos'. A sua adaptação ao futebol espanhol foi lenta, tendo apenas realizado 8 jogos na primeira (meia-)temporada, não evitando a descida do Valladolid à 2ªDivisão. Na época passada, já depois de ter marcado presença nos Jogos Olímpicos, onde voltou a destacar-se, contribuindo para a chegada do Paraguai à final do torneio que perdeu para a Argentina - jogo em que seria expulso -, demorou a entrar na equipa do Valladolid, mas acabaria por afirmar-se como titular a partir da segunda metade da primeira volta, realizando 28 jogos, tendo apontado três golos.

Médio de características ofensivas, que tanto pode actuar numa posição central ou descaído para o centro/esquerda, sobretudo como interior, é um jogador que se enquadra perfeitamente no 4x2x3x1 que Carlos Brito tem vindo a utilizar (como médio ofensivo, surgindo como opção para o lugar de João Pinto) ou no 4x1x2x2x1, que o técnico habitualmente utilizava no Rio Ave, como um dos médios interiores. Bem dotado tecnicamente e fisicamente, Figueredo é forte no passe e tem um bom remate de pé esquerdo, quer em bola corrida, quer em bola parada. Uma mais-valia para o plantel do Boavista, que ganhou a corrida pelo seu concurso ao Legia de Varsóvia, já que o jogador, a pensar na possibilidade de jogar no próximo Mundial, caso o Paraguai se qualifique, não estava interessado em continuar a jogar na 2ªLiga espanhola.

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Marek Čech reforça FC Porto
quarta-feira, 31 agosto 2005

Marek Čech

Marek Čech, internacional eslovaco, de 22 anos, 1.80/73 (18/1/1983), ex-Sparta Praga, será o novo lateral-esquerdo do FC Porto, ainda que se trate de um jogador polivalente, que pode desempenhar outras funções no terreno.

Čech, apesar de ser um lateral-esquerdo de origem, tem vindo a ser também utilizado, quer no Sparta, quer na Selecção sub-21, no meio-campo ou no ataque, já que a sua polivalência permite que possa jogar como interior, e, sobretudo, como médio ala ou extremo. O jogador foi contratado a época passada pelo Sparta ao Inter Bratislava, onde apareceu na primeira equipa com 17 anos. A sua época passada na formação checa foi irregular, disputando 17 jogos, mas apenas 8 completos, ainda que tenha começado a época como titular, estatuto que viria a perder a meio da primeira volta. Esta temporada não foi utilizado em nenhuma partida.

Refira-se que Marek Čech foi titular no último Portugal-Eslováquia em sub-21, alinhando na esquerda do ataque, e marcou presença no Europeu sub-19, em 2002, e no Mundial sub-20, em 2003, tendo estado em bom plano em ambas as competições. Jogador agressivo e com boa capacidade física, que lhe permite fazer todo o corredor, destaca-se, sobretudo, pela velocidade e nas saídas para o ataque, mostrando qualidades nos cruzamentos e também um bom remate de pé esquerdo.

Ao acertar esta aquisição, devem ficar postos de parte os nomes de Jorge Luiz, do Sp. Braga, que não compareceu ao treino dos bracarenses esta manhã, e de Max von Schlebrügge, do Hammarby, que se encontra na cidade do Porto acompanhado pelo seu empresário. Contudo, uma possível venda de Leandro ao Cruzeiro, poderá abrir uma nova vaga no plantel. Entretanto, o FC Porto emprestou o extremo Marco Ferreira ao Penafiel. O jogador que não fazia parte das opções de Co Adriaanse para esta temporada, era desejado em Guimarães, mas rumará à formação duriense, que assim coloca de parte a aquisição do benfiquista Carlitos.

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Rochemback partiu, Alves assinou
quarta-feira, 31 agosto 2005

Fábio Rochemback vai mesmo rumar ao Middlesbrough. Depois do clube inglês ter chegado a acordo com o Barcelona, detentor do passe internacional do jogador, acertou, ao final desta manhã, a transferência com o Sporting, que deverá receber uma verba ligeiramente superior a 3,5 milhões de euros.

O médio brasileiro, que deverá assinar um vínculo válido para as próximas cinco épocas, já partiu para Inglaterra, onde irá realizar testes médicos, antes de ser apresentado.

Entretanto, o Sporting já acertou a aquisição de João Alves, que será jogador dos 'leões' nas próximas três temporadas, com o Sp. Braga a receber 2,5 milhões de euros por 50% do seu passe. Com esta aquisição, que visa colmatar a saída de Fábio Rochemback, José Peseiro garante mais uma opção para o meio-campo ofensivo, atendendo ao habitual 4x1x3x2, já que Alves poderá desempenhar funções ao centro ou à direita, libertando, neste caso, João Moutinho para uma posição mais central. Para além disso, a aquisição já confirmada de Wender, abre a perspectiva de utilização de um esquema alternativo de 4x3x3, testado durante a pré-época, enquadrando-se João Alves numa posição interior a meio-campo, em tudo semelhante à que vinha a desempenhar no Sp. Braga.

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Max von Schlebrügge para o FC Porto?
quarta-feira, 31 agosto 2005

Max von Schlebrügge

Max von Schlebrügge, lateral-esquerdo do Hammarby, de 28 anos (1/2/1977), 1.88/83, duas vezes internacional sueco, deverá ser apresentado hoje como novo reforço do FC Porto. Esta notícia, amplamente divulgada pela imprensa sueca de hoje, já foi confirmada pelos dirigentes do Hammarby, que revelaram também que o jogador já se encontra no Porto para acertar os últimos detalhes da sua transferência.

Formado nas escolas do AIK Solna, Max, como é conhecido, rumou, com apenas 19 anos aos E.U.A., onde representou o Florida Atlantic University. Regressado à Suécia, teve uma breve passagem pelo AIK, antes de rumar ao modesto IF Brommapojkarna, de onde saiu, em 2002, para o Hammarby, clube que tem nos seus quadros Lars Eriksson, antigo guarda-redes do FC Porto, agora responsável pelo treino dos guardiões do clube.

Bastante alto e possante, Max é, sobretudo, um lateral forte defensivamente, até porque foi durante algumas épocas utilizado como defesa-central, posição que também ocupa. Bom marcador e forte no jogo aéreo, é um lateral que cobre bem posições interiores, fruto de um bom posicionamento e poder de antecipação. No entanto, revela também capacidade para subir pelo seu flanco, pois é um jogador rápido, com alguma qualidade técnica e, sobretudo, capaz de fazer todo o corredor, ainda que nem sempre se revele constante no passe e nos cruzamentos, aspecto onde tem evoluído nos últimos dois anos, em que se fixou mais à esquerda, permitindo-lhe mesmo a chegada à selecção principal.

Max von SchlebrüggeMax von Schlebrügge
1/2/1997 - 1,88/83
2005: Hammarby - 16/0
2004: Hammarby - 17/3
2003: Hammarby - 23/1
2002: Hammarby - 15/0
Jogou também no IF Brommapojkarna, AIK Solna e Florida Atlantic University.
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Nuno Valente sai, Dedé pode entrar
sábado, 27 agosto 2005

Nuno Valente

O lateral-esquerdo Nuno Valente consumou hoje a sua saída do FC Porto, rumando ao Everton, com quem deverá assinar um vínculo válido para as próximas duas épocas, após realizar os exames médicos. Na base desta saída está o facto do jogador não ter aceite renunciar à Selecção Nacional, optando pela saída, revelando alguma mágoa antes da partida para Inglaterra.

Segundo a Antena 1, o FC Porto já encontrou substituto para o internacional português: é o brasileiro Dedé, jogador do Borussia Dortmund, que o Benfica namorou durante várias semanas no defeso, sem nunca ter alcançado um acordo para a sua transferência.

Dedé, 18/4/78, 1.76/66
Dede 96-98 Atlético Mineiro
98-99 Borussia Dortmund 29/0
99-00 Borussia Dortmund 24/1
00-01 Borussia Dortmund 31/2
01-02 Borussia Dortmund 28/2
02-03 Borussia Dortmund 30/3
03-04 Borussia Dortmund 23/2
04-05 Borussia Dortmund 33/0
05-06 Borussia Dortmund 2/0
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Miccoli próximo
terça-feira, 23 agosto 2005

Fabrizio Miccoli Segundo a edição de hoje do jornal Corriere dello Sport, Fabrizio Miccoli, internacional italiano, de 26 anos, ainda contratualmente ligado à Juventus, será jogador do Benfica nesta temporada.
Miccoli, que tanto pode actuar nas costas do ponta de lança, como sobre as alas, preferencialmente à esquerda, é um jogador muito veloz, com grande capacidade técnica e poder de drible, a que alia um bom poder de finalização: em três anos na série A italiana, ao serviço de Perugia, Juventus e Fiorentina, apontou 29 golos. Refira-se que Miccoli integra a lista de dispensas da Juventus, onde consta também o nome do internacional croata Igor Tudor, que ainda não conhece o seu futuro.

Fabrizio Miccoli
Nardó (Itália), 27-06-1979
1996/97 Casarano 29/8 1997/98 Casarano 28/0 1998/99 Ternana 30/1 1999/00 Ternana 33/9 2000/01 Ternana 23/7 2001/02 Ternana 34/15 2002/03 Perugia 34/9 2003/04 Juventus 25/8 2004/05 Fiorentina 35/12
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Ronald Koeman
sexta-feira, 19 agosto 2005

Ronald Koeman






DATA NASCIMENTO: 21 de Março de 1963
NATURALIDADE: Zaandam, Holanda
NO CLUBE DESDE: Junho de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Selecção da Holanda (adjunto em 1997 e 1998), Barcelona (adjunto e responsável pela equipa B em 1998/99 e 1999/00 - incompleta) ; Vitesse (1-1-2000 a 2-12-2001) ; Ajax (3-12-2001 a 25-02-2005), Benfica (05-...).



Análise Táctica


Há pouco mais de um ano, quando o Benfica apresentava Giovanni Trapattoni como novo treinador, quebrava-se um tabú que já se transformava em novela, com os 'encarnados' a encontrarem em Itália, onde o FC Porto contratara Del Neri, um dos treinadores mais titulados do futebol mundial, ainda que com um passado recenre marcado pelas eliminações prematuras da selecção italiana do Mundial 2002 e Euro 2004. Um ano depois, contra a previsão da maioria, o Benfica aborda a nova temporada como campeão em título, após o maior jejum do seu riquíssimo historial, mas sem Trapattoni, que partiu sem deixar saudades para a maior parte dos adeptos, pouco convencidos com o cinismo italiano, do futebol estratégico e rigor defensivo, com pouco espectáculo e muito pouco virado para a frente.
Ronald Koeman foi o escolhido para a sucessão, oriundo da Holanda, onde o FC Porto contratara, pouco antes, Co Adriaanse, que, tal como Del Neri, nunca conheceu títulos. Com um currículo invejável como jogador - foi um dos defesas mais goleadores da história do futebol mundial, acumulou triunfos na Holanda e em Espanha, para além de três títulos europeus: dois de clubes e um na selecção holandesa -, Ronald Koeman persegue agora como treinador o sucesso alcançado como jogador e o seu trabalho no Ajax pode considerar-se um bom começo: 2 campeonatos da Holanda, 1 taça da Holanda e 1 supertaça da Holanda.
Contudo, depois de Luis Filipe Vieira ter prometido um nome que fascinaria os adeptos, a chegada do holandês a quem um dia chamaram 'homem-bala' esteve bem longe de criar ondas de euforia, apesar da certeza de um futebol de cariz mais ofensivo e atractivo.
Ainda assim, Ronald Koeman já não é hoje o técnico de fortes principios ofensivos que iniciou a sua carreira a 1 de Janeiro de 2000, ao serviço do Vitesse. No Ajax, tentou aliar o futebol atraente, de forte vocação atacante, com uma italianização progressiva, que acabou por estar na origem da sua 'queda' em Fevereiro de 2005.
Há pouco mais de dois meses, quando aceitou o convite do Benfica, Ronald Koeman dificilmente acreditaria que já depois de iniciar a competição oficial, com uma vitória na Supertaça Cândido de Oliveira, troféu que já escapava há década e meia aos 'encarnados', não tivesse o seu plantel completo, sobretudo quando faltam dois reforços vitais, desejados desde a semana da sua chegada: um 'nº10' - ou '9,5' - e um 'nº9'. Pelo meio, muitos nomes, algumas investidas mal sucedidas - a principal foi a de Tomasson -, misturadas com um anti-populismo de um presidente mais populista que a sua própria sombra e, sobretudo, demasiadas indefinições, para quem pretende defender o título nacional e fazer um trajecto interessante na Liga dos Campeões.
Com um plantel um pouco mais rico, quer em qualidade, quer em opções, do que na época anterior, apesar da deserção de Miguel, a pré-época, no entanto, deu a ideia que o conjunto de jogadores com que Koeman realmente conta é inferior ao de Trapattoni: Dos Santos e Nuno Assis, por exemplo, passaram de titulares a terceiras opções.
Tacticamente, Ronald Koeman tem dois esquemas preferencias: o 4x3x3, ora desdobrável em 4x1x2x2x1 (com um médio defensivo e dois interiores mais ofensivos), ora desdobrável em 4x2x1x2x1 (com dois médios mais defensivos, um mais fixo e outro mais volante, e um médio criativo), ou o 4x2x3x1, por vezes desdobrável em 4x4x2 ou 4x2x4, com o segundo avançado, em situação ofensiva, a juntar-se ao avançado mais fixo, sempre com dois extremos bem abertos nas alas. Tudo isto para ir de encontro ao tipo de futebol que Koeman gosta: futebbol apoiado, baseado na progressão através de passes curtos e circulação de bola, mas com forte sentido de baliza: muitas soluções de remate, quer dentro, quer fora da área. A solidez defensiva é outra das suas preocupações e os resultados foram vísiveis em Amesterdão: em muitos anos o Ajax nunca sofreu tão poucos golos como no período em que esteve no comando técnico da equipa.
Na baliza, a pré-época deu sinais evidentes que apostará inicialmente em Moreira, preterindo Quim, que, tal como na época passada, começará a temporada no banco.
O sector defensivo de quatro unidades, tem no eixo central a sua força: Luisão, Anderson e Ricardo Rocha dão bastante garantias, mas só dois poderão jogar, o que poderá levar Koeman a adaptar o central português a uma das laterais, indo de encontro a um conceito que perfilha: o de defesas polivalentes, capazes de se adaptarem a várias funções, aumentando o leque de soluções. Nesta corrida, Alcides parece ser, sem qualquer dúvida, o elo mais fraco. Nas laterais, João Pereira que já ganhara vantagem sobre Alex à direita, terá agora a concorrência de Nélson, ex-Boavista, também adaptável à esquerda, contratado ontem, após a transferência do ex-vimaranense para o futebol alemão. João Pereira e Nélson são laterais ofensivos, como Koeman gosta, mas ambos falham numa característica fundamental para o holandês: não defendem bem em posições interiores, embora Nélson seja um pouco mais forte nesse aspecto. À esquerda, face à lesão de Léo, que, assim que recuperar, tem condições de se assumir como titular, Koeman parece mais inclinado a apostar em Ricardo Rocha do que em Manuel dos Santos, que, de titular com Trapattoni parece passar a terceira escolha com Koeman.
No centro do meio campo, partindo do 4x3x3, face à ausência de reforços, o desdobramento em 1x2, com Petit, como trinco, e Beto e Manuel Fernandes, como médios interiores, parece ser a aposta inicial de Koeman. Este desenho cumpre uma das premissas do técnico holandês, de ter três médios pressionantes, que restrinjam os espaços e disponíveis para correr atrás da bola. Contudo, pelas características dos jogadores em questão, falta criatividade, apesar da disponibilidade física dos três jogadores para incorporarem acções ofensivas. Daí que não seja de estranhar que, em algumas situações, Karyaka seja chamado à titularidade, em detrimento de Beto ou Manuel Fernandes, passando a haver um desdobramento em 2x1. Nestas contas, Bruno Aguiar, ainda a recuperar de uma lesão, e Nuno Assis, cujas virtudes, pelo menos inicialmente, não parecem ter convencido Koeman, partem com algum atraso.
Na frente, um tridente de avançados: Geovanni e Simão Sabrosa partem em clara vantagem nas alas, afigurando-se como provável que troquem, mais vezes do que na época passada, de posição no decorrer dos jogos ; Nuno Gomes, sem a chegada de um novo avançado, começará como titular, mas a sua titularidade, face a uma eventual aquisição, passará pelo recuperar da confiança na finalização, para juntar a algo que revelou com frequência na pré-temporada e que é tão do agrado de Koeman: a capacidade para assistir os seus colegas, já que o holandês trabalha muito as combinações e tabelas, entre o médio ofensivo ou os extremos com o ponta de lança, de forma a aparecerem em posições de finalização. Nas alas, Hélio Roque, face ao desacerto permanente de Carlitos, surge como principal opção, com Mantorras, possibilidade para as alas e para o meio, a surgir como um 'joker' a ser lançado em muitas segundas partes.
Quanto ao 4x2x3x1, a sua utilização estará dependente da chegada dos dois reforços desejados. Foi testado em alguns jogos durante a pré-época, até mesmo como opção inicial, mas sem grande sucesso, até por retirar opções ofensivas para substituições. Uma das hipóteses é a deslocação de Simão para segundo avançado, abrindo a titularidade a Hélio Roque, mas fica sem uma real opção para as alas no banco ; outra seria, Nuno Gomes e Mantorras em conjunto no ataque, o que se torna impossível, como opção inicial, quando o Benfica não tem mais nenhum avançado. Assim, até ver, a adopção deste esquema, passará, pelo menos nesta fase inicial, por uma solução de recurso, em busca de uma vitória ou da recuperação de um resultado.



Onze Base


4x3x3 (desdobrável em 4x1x2x2x1): Moreira - João Pereira (Nélson ou Ricardo Rocha), Luisão, Anderson (Ricardo Rocha), Léo (Ricardo Rocha) - Petit - Beto, Manuel Fernandes - Geovanni, Simão Sabrosa - Nuno Gomes.

4x3x3 (desdobrável em 4x2x1x2x1): Moreira - João Pereira (Nélson ou Ricardo Rocha), Luisão, Anderson (Ricardo Rocha), Léo (Ricardo Rocha) - Petit, Beto (Manuel Fernandes) - Karyaka - Geovanni, Simão Sabrosa - Nuno Gomes.
4x2x3x1: Moreira - João Pereira (Nélson ou Ricardo Rocha), Luisão, Anderson (Ricardo Rocha), Léo (Ricardo Rocha) - Petit, Beto (Manuel Fernandes) - Geovanni, Jogador X (Nuno Gomes), Simão Sabrosa - Nuno Gomes (Jogador Y).
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José Peseiro
sexta-feira, 19 agosto 2005

José Peseiro






DATA NASCIMENTO: 4 de Abril de 1960
NATURALIDADE: Coruche
NO CLUBE DESDE: Junho de 2004
CLUBES COMO TREINADOR: União Santarém (92-94), União Montemor (94-96), Oriental (96-99), Nacional (99-03), Real Madrid (adjunto, 03-04), Sporting (04-...)



Análise Táctica


José Peseiro, na segunda temporada em Alvalade, deverá manter-se fiel ao esquema de 4x1x3x2, que foi a imagem do Sporting durante a quase totalidade da temporada passada. Ainda que nunca tenha criado grande empatia com os adeptos, poucos são, mesmo de entre os seus principais detractores, os que não reconhecem a qualidade futebolística leonina em 2004/05, bem superior, por exemplo, às dos tempos de Augusto Inácio, Lazlo Bölöni ou Fernando Santos.
Contudo, a ausência de triunfos, e o facto de ser o único técnico dos 'três grandes' a manter-se em funções, aumenta a pressão em seu redor, e a derrota caseira, a semana passada, diante da Udinese, no jogo da pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, indicia um início torto, sobretudo para quem viu, durante o defeso, os seus poderes na estrutura do clube serem reforçados.
Tacticamente, o esquema de 4x1x3x2 implica, desde logo, o risco de uma defesa avançada, com muitos espaços nas costas, com a agravante de nenhum dos elementos do sector recuado ser veloz. Mas, por outro lado, assume o jogo sem rodeios, apostando na circulação de bola, com combinações já muito trabalhadas, com o 'poder de fogo' a ser aumentado, ao juntar Deivid a Liedson.
Na baliza, Ricardo será, por certo, titularíssimo ; a defesa de quatro unidades, deverá ter em Anderson Polga e Beto os centrais, ainda que Tonel esteja à espreita de uma oportunidade, ficando Rogério e Edson, um dos reforços para a nova temporada, que vem também aumentar as soluções em bolas paradas, como donos das laterais. Miguel Garcia, à direita, e Tello e Paíto, à esquerda, serão alternativas em caso de baixa ou quebra de forma.
À frente do sector defensivo, como primeira unidade de meio campo, mas também fundamental nos processos de compensação, Luís Loureiro, apesar da lesão diante da Sampdoria, parece ter alguma vantagem sobre Custódio, um jogador que, nem sempre, inspirou confiança a José Peseiro. Depois, três médios de vocação ofensiva: Fábio Rochemback, à partida, parece ser a primeira opção para a posição mais central, enquanto João Moutinho, para o papel de falso ala direito, já que se desloca, muitas vezes, para posições centrais, ficando Douala, por norma mais aberto à esquerda, mas com liberdade para aparecer em ambas as alas, com o papel mais próximo do clássico extremo. Contudo, Carlos Martins, para a direita, Sá Pinto, para uma posição central, e Édson, para a esquerda, surgem como outras possíveis soluções, assim como o 'joker' Nani.
Na frente, a dupla de ataque deverá ser formada por Deivid e Liedson, jogadores com características parecidas, mas que se complementam, o que permite que alternem entre posições mais soltas e mais fixas. Sá Pinto, à partida, será a principal alternativa, ainda que Elpídio Silva e Pinilla surjam também como 'cartas' a serem lançadas no decorrer dos jogos. Será aí que Peseiro, em algumas situações, poderá utilizar esquemas alternativos: 4x3x3, abdicando de um dos avançados, ou um 4x4x2 desdobrável em 4x2x4, abdicando, possivelmente, do médio mais recuado, sobretudo em desvantagem no marcador, sempre com dois alas abertos - Nani e Douala, Douala e Edson (ou Paíto) parecem ser as principais opções, ainda que o jovem Silvestre Varela possam também ter algumas oportunidades. Por isso mesmo, durante a pré-temporada, ainda que sem grande sucesso, o técnico de Coruche procurou ensaiar um estilo de jogada mais directa, com os centrais, através de lançamentos longos, a procurarem a velocidade dos alas.



Onze Base:


4x4x2 (desdobrável em 4x1x3x2): Ricardo - Rogério, Anderson Polga, Beto, Édson - Luis Loureiro (Custódio) - João Moutinho, Fábio Rochemback, Douala - Deivid (Sá Pinto), Liedson.

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Jesualdo Ferreira
sexta-feira, 19 agosto 2005

Jesualdo Ferreira






DATA NASCIMENTO: 24 de Maio de 1946
NATURALIDADE: Mirandela
NO CLUBE DESDE: Abril de 2003
CLUBES COMO TREINADOR: Rio Maior (81-82), Torreense (82-84), Académica (84), Atlético (84-86), Torreense (86-87), Benfica (adjunto, 87-89), Torreense (89-90), Estrela Amadora (91-92), Selecção Esperanças (91-92), Benfica (adjunto, 92-94), Bordéus (adjunto, 94-95), FAR (95-96), Selecção Esperanças (96-00), Alverca (00-01), Benfica (01-02), Sp. Braga (03-...).



Análise Táctica


Jesualdo Ferreira, que já é o técnico da SuperLiga há mais tempo em funções no mesmo clube, tem vindo a realizar um trabalho notável em Braga: de época para a época, a equipa tem melhorado qualitativamente e aparece cada vez melhor dotada, progredindo também na classificação, desde a zona baixa até à solidificação de uma posição europeia, conquistada pelo segundo ano consecutivo, algo que o clube só alcançara uma vez no seu historial. Por isso mesmo, a ambição é grande e as expectativas são elevadas, o que aumentará, certamente, a pressão sobre jogadores e equipa técnica, que tentarão, pelo segundo ano consecutivo, intrometer-se na luta pelo título, ainda que, desta vez, com o objectivo de deixar pelo menos um 'grande' para trás.
Para a nova época, e ao contrário do que se previa, o Sp. Braga conseguiu manter todos os principais jogadores, reforçando-se, em qualidade, do meio campo para a frente. Apesar de ter mais opções, Jesualdo Ferreira manter-se-á fiel ao 4x3x3, já muito rotinado e que se enquadra perfeitamente nas características dos jogadores que dispõe, que poderá variar, em algumas situações, com o 4x4x2, quer em formato losango, quer mais próximo de um 4x2x4 ofensivo.
Na baliza, Paulo Santos será, por certo, titular, tendo à sua frente um quarteto defensivo coeso, que se mantém da época passada: Nunes e Nem serão os centrais ; Jorge Luiz o lateral esquerdo, que aporta, tal como Jesualdo gosta, qualidade nos desdobramentos ofensivos ; Abel, que parte em desvantagem por ter estado lesionado durante a pré-temporada, e Luís Filipe, contratado ao Marítimo, disputam a vaga na lateral direita.
No meio campo, as opções são inúmeras: o trio de médios terá, por norma, um formato 1x2, que, em algumas situações, poderá transformar-se em 2x1, abdicando do médio mais defensivo para dar entrada a um médio mais ofensivo. Andrés Madrid, como trinco, João Alves e Hugo Leal como médios interiores, parecem levar alguma vantagem, mas não poderão adormecer: Sidney, ex-Penafiel, é também uma forte opção para trinco ; Vandinho, Filipe Gonçalves, Castanheira, Cândido Costa e Jaime Júnior engrossam o lote de opções de Jesualdo para as posições de médio interior ou '10'.
No ataque, o habitual tridente: Wender, à partida, é o único indiscutível ; João Tomás e Delibasic disputam a vaga no eixo do ataque, embora o português, pelo menos inicialmente, leva alguma vantagem ; à direita, ponto de desequilibrio da equipa a temporada as opções são vastas, e ainda que Jesualdo goste de adaptar Jaime Júnior a essa função, Davide, Luis Filipe ou Cândido Costa parecem bem mais talhados para a função, com Cesinha, opção para a esquerda, a assumir, por certo, o estatuto de 'joker' para as segundas partes, libertando Wender para outras funções, quer à direita, quer nas costas do avançado, numa eventual transformação para um 4x4x2, que poderá colocar João Tomás e Delibasic em cunha na frente, aumentando o poder de fogo dos arsenalistas.



Onze Base:


4x3x3: Paulo Santos - Luís Filipe (Abel), Nunes, Nem, Jorge Luiz - Andrés Madrid - João Alves, Hugo Leal - Jaime Júnior (Davide, Luís Filipe), Wender - João Tomás (Delibasic).

4x4x2: Paulo Santos - Luís Filipe (Abel), Nunes, Nem, Jorge Luiz - Andrés Madrid - João Alves, Hugo Leal - Jaime Júnior (Wender) - Wender (Delibasic), João Tomás.
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Jaime Pacheco
sexta-feira, 19 agosto 2005

Jaime Pacheco






DATA NASCIMENTO: 22 de Julho de 1957
NATURALIDADE: Lordelo (Paredes)
NO CLUBE DESDE: Maio de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Paços Ferreira (93 e 94), Rio Ave (94-95), União Lamas (95-96), Vitória Guimarães (96-97), Boavista (97-03), Maiorca (03), Boavista (04 e 04/05 incompleta).



Análise Táctica


Quase oito anos depois, Jaime Pacheco está de regresso a Guimarães, onde, no início da segunda metade da década de 90, com dois quintos lugares e um despedimento quando era segundo classificado, deu os primeiros passos rumo a uma carreira de sucesso, apagada, em grande parte, pela imagem negativa que o futebol de combate e agressividade que preconiza tem deixado, sobretudo com a conquista do título nacional, a que se juntou ainda a presença numas meias finais da Taça UEFA, pelo Boavista, algo mal aceite num futebol pouco habituado a conquistas fora do eixo dos três grandes.
É certo que, em parte, o sucesso terá cego Jaime Pacheco, que procura relançar a sua carreira, após uma passagem fracassada pelo futebol espanhol e um regresso com muito pouco de positivo ao Boavista, de onde saiu, antes do final da época passada, pela porta pequena. Olhando para a lista de aquisições do Vitória, que quer fazer melhor que o 5º lugar da temporada passada, não deixa de ser surpreendente o número de aquisições de jogadores criativos e de características sobretudo ofensivas. Por isso mesmo surge a interrogação: quererá Jaime Pacheco dar uma nova imagem ao futebol das suas equipas? À partida, a resposta será um 'nim': a ideia de combate e agressividade parece bem vincada, mas, em termos ofensivos, até pelas características dos jogadores, haverá um maior espaço à criatividade, algo que também aconteceu na sua melhor fase do Boavista, embora haja quem insista em esquecê-lo.
Tacticamente, o 4x3x3, desdobrável em 4x2x1x2x1, será a sua aposta preferencial, ainda que possa ser alternado, em alguns jogos, com um 4x4x2, em dois formatos: ora desdobrável num 4x3x1x2, de cariz marcadamente de contenção e de aposta no contra-ataque, ou então, desdobrável num 4x2x4, bem mais ofensivo, sobretudo quando quiser recuperar de uma desvantagem ou partir em procura de uma vitória.
No sector defensivo, Jaime Pacheco não parece ter grandes dúvidas: o 'paredão' Nilson, apesar de uma lesão na pré temporada, parece ter alguma vantagem sobre o jovem Márcio Paiva ; nas laterais Mário Sérgio e Rogério Matias são indiscutiveis ; no centro da defesa, Dragóner e Cléber formarão o eixo central, ainda que Geromel e Medeiros prometam dar algumas dores de cabeça.
À frente da defesa, Moreno e Flávio Meireles também parecem ser as escolhas de Pacheco, ainda que o sueco Svärd pareça querer intrometer-se na luta, mas a sua utilização é, à partida, mais provável num esquema de três médios de contenção, numa luta onde poderá também entrar Pintassilgo, ainda que possua características mais ofensivas. Como médio criativo, apesar da enorme expectativa criada em torno da aquisição do internacional tunisino Benachour, o ex-belenense Neca, por ser mais completo, parece levar alguma vantagem, numa luta onde o jovem ganês Tiero, adaptável a várias funções no meio campo ofensivo, surge como 'joker'.
Nas alas, Paulo Sérgio e Clayton, a principal 'estrela' da pré-temporada, parecem levar alguma vantagem sobre Tiago Targino e o argentino Rivas, sendo que na frente de ataque a luta promete ser árdua: Saganowski tem a vantagem de ter feito grande parte da pré-época, mas Manoel, que regressa a Guimarães, por empréstimo do Sporting, tem também todas as condições para se impor, até porque o avançado polaco pode jogar mais solto, juntando-se a isso o facto de ser um desejo antigo de Pacheco.
Numa possível mudança para 4x4x2, Paulo Sérgio deverá ser o elemento a sair da equipa, abrindo a titularidade a Svärd, ou então, à titularidade, em conjunto, de Benachour e Neca, jogando o último mais recuado, ficando a frente de ataque entregue a uma dupla de avançados, onde deverá estar Clayton, acompanhado de Saganowski ou Manoel, que poderão actuar em cunha num esquema de 4x2x4, com dois alas bem abertos, abdicando de um das unidades da intermediária, provavelmente a mais criativa.



Onze Base:


4x3x3 (4x2x1x2x1): Nilson - Mário Sérgio, Dragóner, Cléber, Rogério Matias - Moreno, Flávio Meireles - Neca (Benachour) - Paulo Sérgio (Saganowski), Clayton - Saganowski (Manoel).

4x4x2 (4x3x1x2): Nilson - Mário Sérgio, Dragóner, Cléber, Rogério Matias - Moreno, Flávio Meireles, Svärd (Neca ou Pintassilgo) - Neca (Benachour) - Clayton, Saganowski (Manoel).
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Carlos Brito
sexta-feira, 19 agosto 2005

Carlos Brito






DATA NASCIMENTO: 21 de Setembro de 1963
NATURALIDADE: Porto
NO CLUBE DESDE: Maio de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Rio Ave (96-00), Estrela Amadora (00-01), Rio Ave (Out02-05).



Análise Táctica


Aos 41 anos, Carlos Brito assume o grande desafio da sua carreira como treinador, regressando ao Boavista, clube que o lançou, há pouco mais de duas décadas atrás, no futebol profissional, depois de ter concluido a sua formação no Bessa, onde jogou ao lado de João Loureiro. Com uma carreira pouco normal - em cerca de 15 anos como jogador, apenas representou três clubes (Boavista, Salgueiros e Rio Ave) ; em nove anos como técnico parte para o seu 3º clube, após Rio Ave (duas passagens) e Estrela Amadora -, Brito é, para muitos, um dos melhores treinadores portugueses da actualidade, ainda que, para outros, pouco rendidos à sua postura 'low-profile', o seu sucesso deva-se, única e exclusivamente, ao 'micro-clima' vila-condense. Será sobretudo aos últimos que o técnico portuense dará uma resposta nesta época, provando que este 'salto', que terá acontecido no momento certo, até poderia ter chegado mais cedo, e, à partida, as condições estão criadas para haver sucesso, pois o plantel foi bem construido e a empatia entre boavisteiros e Carlos Brito é enorme: contar-se-ão pelos dedos de uma só mão aqueles que receberam o seu nome com relutância.
Acima de tudo, são dois os grandes desafios do treinador para esta época: recolocar os 'axadrezados' na Europa, à qual já não chegam há três temporadas ; e, ainda mais aliciante, romper com a imagem de equipa de futebol negativo, transformando-a, apesar de manter a espinha-dorsal da última época, numa formação de futebol positivo, atraente e ofensivo, indo de encontro aos desejos de Direcção e adeptos do clube. No fundo, a imagem que o Rio Ave deixou nos palcos da SuperLiga, nos últimos dois anos, partindo de uma organização defensiva consistente e solidária, para um futebol tecnicista, apoiado, sempre em busca da baliza adversária, ou então, para rápidos e incisivos contra-ataques.
Tacticamente, Carlos Brito é um adepto do 4x3x3, desdobrável, preferencialmente, em 4x2x1x2x1 ou 4x2x3x1, mas também aberta ao 4x1x2x2x1, sobretudo nos desdobramentos ofensivos.
Na baliza, a luta promete ser grande: Carlos e William Andem prometem disputar o posto, ainda que o guardião português, de origem congolesa, possa ter uma ligeira vantagem. A defesa, de quatro unidades, deverá ter em Hélder Rosário e Cadú o eixo central, ainda que o facto do segundo falhar a estreia do campeonato, devido a castigo, poderá abrir as portas da titularidade ao jovem Cissé, revelação da pré-temporada, ou a Ricardo Silva, que tem a desvantagem de ter a preparação um pouco atrasada. À direita, com a saída de Nélson, em cima do início do campeonato, Manuel José ou Lucas devem ser adaptados à posição, soluções testadas no decurso da pré-temporada. À esquerda, por sua vez, Carlos Fernandes parte com vantagem, mas Areias, ex-FC Porto, terá, por certo, uma palavra a dizer na luta pelo lugar.
A meio campo, Tiago parece levar vantagem para o posto de médio mais defensivo, enquanto que André Barreto poderá ser a opção para o posto de médio volante, uma espécie de 2º trinco quando a equipa defende, mas que se liberta ofensivamente nas saídas para ataque. Lucas e Manuel José, sendo que este numa concepção mais ofensiva, são também opções para o posto. Como médio ofensivo, as dúvidas não são muitas: depois de uma época negativa, João Vieira Pinto é uma aposta forte de Carlos Brito, que travou a sua saída, para assumir a coordenação das manobras ofensivas desta 'nova versão' do Boavista. Uma aposta de risco, é certo, mas que tem tudo para ser ganha.
No ataque, dois extremos bem abertos sobre as alas e um avançado mais fixo. Manuel José e Diogo Valente, pelas indicações dadas na pré-temporada, são as principais opções, embora seja preciso não esquecer que José Manuel, o melhor jogador do clube na temporada passada, esteve lesionado e deverá recuperar o lugar, abrindo outras perspectivas de posicionamento ao ex-sadino. Paulo Jorge, excelente jogador contratado ao Maia, e Guga, podem ser os 'jokers' nesta posição, ficando a zona central do ataque entregue ao reforço William Souza, ainda que Fary Faye, regressado após grave lesão, pareça estar em condições de voltar aos golos. Cafú, possibilidade para as alas ou para o eixo do ataque, é mais uma opção para Carlos Brito.
Em alguns jogos, não é de excluir que Brito aposte num esquema de 4x4x2 losango, jogando com uma dupla de avançados - um mais aberto, outro mais fixo - apoiados por João Vieira Pinto, com um tridente de centro-campistas nas suas costas.



Onze Base:


4x3x3 (desdobrável em 4x2x1x2x1): Carlos (William Andem) - Manuel José (Lucas), Hélder Rosário, Cadú, Carlos Fernandes (Areias) - André Barreto (Lucas ou Manuel José), Tiago - João Vieira Pinto - José Manuel (Manuel José), Diogo Valente - William Souza.

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Rui Rodrigues 'Juca'
sexta-feira, 19 agosto 2005

Rui Rodrigues 'Juca'






DATA NASCIMENTO: 20 de Janeiro de 1955
NATURALIDADE: Curaçau, Antilhas Holandesas
NO CLUBE DESDE: Março de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Marítimo (formação, 83/84 e 86/87 técnico interino da equipa principal), Machico (90/91), Marítimo (formação), São Vicente (97/98), Marítimo (formação), Camacha (00/01), Marítimo (formação).



Análise Táctica


Chamado, de forma interina, para suceder a Mariano Barreto, o Prof. Rui Rodrigues, mais conhecido por Juca, com muitos anos ligados à formação do clube madeirense, foi o escolhido para fazer a transição até à chegada de um novo treinador para a nova época. O trabalho positivo realizado, com 4 vitórias em 8 jogos, acabou por valer-lhe a manutenção no cargo, numa aposta de algum risco, tendo em conta os objectivos elevados do clube e a falta de experiência do treinador no futebol profissional, onde realizou trabalhos em clubes madeirenses das divisões inferiores sem grande brilho. Líder de uma equipa técnica 100% madeirense, ainda que Juca tenha nascido nas Antilhas holandesas, essa viragem acabou por ser contrária à da definição do plantel para a nova época: os 'históricos' madeirenses Eusébio, Zeca e Joel Santos foram dispensados, com o 'mercado brasileiro' a ser o alvo preferencial de recrutamento, com a chegada de vários jogadores novos, oriundos, sobretudo, dos 'mercados' mineiro e alagoano. Por outro lado, foi estranha a aposta num plantel muito numeroso no início da temporada, o que obrigou a várias dispensas, sendo que a mais surpreendente acabou por ser a de Bibishkov, um avançado búlgaro que deixou bons apontamentos na sua época de estreia na SuperLiga.
Tacticamente, Juca deu mostras de ser um técnico adepto de um futebol de cariz ofensivo, com muita circulação de bola, devoto do 4x3x3, ora desdobrável em 4x2x1x2x1, ora do mais arriscado 4x1x2x2x1, com dois médios de maior pendor ofensivo.
Na baliza, Marcos Oliveira é o titular indiscutivel. O sector defensivo, de quatro unidades, tem em Mitchell Van der Gaag o esteio. A seu lado, tendo em conta a saída de Tonel para o Sporting, poderá aparecer o jovem Nuno Morais, emprestado pelo Chelsea, ou o possante Valnei, que deu boas indicações na pré-temporada. Nas laterais, Briguel e Evaldo parecem ser as suas escolhas, ainda que Ferreira possa entrar na luta por um lugar à direita.
A meio-campo a estratégia está praticamente definida: Fahel, campeão mineiro pelo Ipatinga, e Wênio são as principais opções para o meio-campo defensivo ; Andrej Komac, internacional esloveno, e Walter Minhoca, outro campeão mineiro, são as apostas para o meio campo ofensivo, sendo certo que, à partida, dos quatro jogadores, apenas três terão lugar no 'onze', dependendo da opção pelo meio-campo em 2x1 (aqui Komac deverá ser o preterido) ou em 1x2 (onde Wênio ou Fahel sairão do 'onze'). O médio defensivo Mancuso, que inicialmente não iria fazer parte do plantel, e o médio ofensivo Marcinho, também adaptável às alas, surgem como outras possíveis opções.
Na frente do ataque três unidades, com duas abertas nas alas, ainda que com liberdade para explorarem as diagonais, e um avançado mais fixo. Nas alas, Júnior Bahia e Manduca pareceram ter ganho alguma vantagem na pré-época, ainda que Filipe Oliveira, à direita, tenha uma palavra a dizer na luta pela titularidade, ficando a jovem promessa camaronesa Ateba como 'joker'. Nilson Sergipano, contratado ao CRB, parece ser a principal opção para a frente do ataque, tendo, no entanto, bastante concorrência: Rincon, melhor marcador da Liga de Honra, Kanú, um avançado móvel e veloz, que também pode descair para as alas, e o possante Sammy, último reforço para a nova temporada, são outras opções para o lugar, depois das dispensas de Bibishkov e do 'flop' esloveno Pekic, que, à imagem do que sucedera a época passada na Alemanha, não saiu do 'estaleiro'.
Em alguns jogos, não será de excluir a hipótese da adopção de um 4x4x2, ora desdobrável em 4x1x3x2, ora em 4x2x4, em busca da recuperação de uma desvantagem ou à procura de uma vitória.



Onze Base:


4x3x3 (desdrobrável em 4x1x2x2x1): Marcos Oliveira - Briguel, Mitchell Van der Gaag, Nuno Morais (Valnei), Evaldo - Fahel (Wênio) - Andrej Komac, Walter Minhoca - Júnior Bahia (Filipe Oliveira ou Kanú), Manduca - Nilson Sergipano.

4x3x3 (desdobrável em 4x2x1x2x1): Marcos Oliveira - Briguel, Mitchell Van der Gaag, Nuno Morais (Valnei), Evaldo - Fahel, Wênio - Walter Minhoca (Andrej Komac) - Júnior Bahia (Filipe Oliveira ou Kanú), Manduca - Nilson Sergipano.
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António Sousa
sexta-feira, 19 agosto 2005

António Sousa






DATA NASCIMENTO: 28 de Abril de 1957
NATURALIDADE: São João da Madeira
NO CLUBE DESDE: Maio de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Sanjoanense (96), Beira-Mar (Jan97-04), Rio Ave (05-...).



Análise Táctica


Após um ano de paragem, na sequência da saída de Aveiro, António Sousa regressa à SuperLiga, para procurar dar continuidade ao trabalho deixado por Carlos Brito, que rumou ao Boavista, depois de um 7º e um 8º lugar no conjunto vila-condense. Apesar da fasquia estar elevada, o Rio Ave é um clube tranquilo, onde a pressão sobre o trabalho do treinador não é grande: nos últimos dez anos e meio, o clube apenas conheceu quatro técnicos e três chicotadas psicológicas, caso raro em emblemas portugueses.
Apontado pela Direcção do clube como um técnico de continuidade em relação ao trabalho desenvolvido por Carlos Brito, contudo António Sousa tem uma abordagem diferente ao jogo: mais defensiva e expectante, com menos circulação de bola e mais directa, apostando sobretudo na velocidade de um ou dois dos elementos mais avançados.
A pré-época começou torta, mas o tempo acabou por se revelar bom conselheiro, e o Rio Ave, apesar de algumas saídas importantes, parece ter condições para abordar com tranquilidade a época que agora começa a sério. Foram testados vários esquemas tácticos, mas o 4x4x2, desdobrável em 4x3x1x2, parece ser, à partida, a preferência de António Sousa, com o 4x3x3, mais ofensivo, e o 5x3x2, ainda que desdobrável em 3x5x2, a surgirem como principais alternativas.
Na baliza, Mora é indiscutivel ; a defesa, de quatro unidades, deverá ser formada por Danielson e Idalécio no eixo central, com Bruno Mendes a surgir como principal alternativa, sobretudo quando a equipa adoptar por um esquema de três centrais ; na lateral direita, Zé Gomes é, também, uma certeza, restando definir o posto de lateral esquerdo: Milhazes, mais experiente, acrescenta alguns argumentos em termos defensivos, contrastando com o jovem brasileiro Diogo Furlan, mais talhado para desdobramentos ofensivos. Depois, ainda existe a possibilidade de adaptação de Cleiton Goiano, um médio canhoto, forte fisicamente, algo que foi testado durante a pré-época.
A meio campo, salvo algum impoderável de ordem física, o 'líder' Mozer deverá ser o médio mais defensivo, ainda que André Vilas Boas, regressado de um empréstimo ao FC Porto B, pareça ter caido nas boas graças de Sousa. Niquinha e Delson deverão completar o tridente de médios mais defensivos, ainda que tenham mais liberdade para se desdobrar para acções ofensivas. Cleiton, Marquinhos e Ricardo Jorge são também opções para as posições interiores, mas as suas características mais ofensivas, abrem também a perspectiva de serem utilizados como médios de ataque, onde Diego Pessoa, Evandro ou até mesmo Agostinho, de regresso à SuperLiga, podem também ser opção, na posição mais indefinida dos 'verde-brancos'.
Na frente do ataque, o nigeriano Chidi e Evandro parecem ser os mais fortes candidatos ao posto de avançado livre, ainda que o jogador contratado ao Famalicão, por ser mais veloz, possa ter alguma vantagem, até pela experiência de Sousa, há dois anos, em Aveiro, com Kingsley. Gaúcho, mais experiente, e Keita, mais móvel e agressivo, lutam pela vaga para avançado mais fixo.
Na hipótese de 4x3x3, Sousa deverá abdicar do médio mais ofensivo, apresentando um tridente de ataque, onde Evandro e Agostinho, com o veterano Gama e o jovem Fábio Coentrão à espreita, desempenharão a função de alas, com Gaúcho ou Keita mais fixos no ataque.



Onze Base:


4x4x2: Mora - Zé Gomes, Danielson, Idalécio, Milhazes (Diogo Furlan ou Cleiton Goiano) - Niquinha (Delson ou Ricardo Jorge), Mozer (Niquinha), Delson (Cleiton Goiano) - Evandro (Ricardo Jorge, Marquinhos, Cleiton Goiano ou Diego Pessoa) - Chidi (Evandro), Gaúcho (Keita).

4x3x3: Mora - Zé Gomes, Danielson, Idalécio, Milhazes (Diogo Furlan ou Cleiton Goiano) - Mozer - Niquinha, Delson - Evandro (Chidi), Agostinho - Gaúcho (Keita).
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Carlos Carvalhal
sexta-feira, 19 agosto 2005

Carlos Carvalhal






DATA NASCIMENTO: 4 de Dezembro de 1965
NATURALIDADE: Braga
NO CLUBE DESDE: Maio de 2004
CLUBES COMO TREINADOR: Sp. Espinho (98-99), Freamunde (99-00), Vizela (00), Desp. Aves (00-01), Leixões (01-03), Vitória Setúbal (03-04), Belenenses (04-...).



Análise Táctica


Apontado, por muitos, como um dos principais rostos da 'nova vaga' de treinadores portugueses, que não é mais do que a expressão pomposa para a ânsia de descobrir 'novos Mourinhos' ao virar de cada esquina, Carlos Carvalhal tem, em 2005/06, um duro teste às suas capacidades como técnico, depois de um primeiro ano ao serviço do Belenenses um pouco aquém das expectativas por ele próprio criadas. É certo que se tratava de uma época de transição para voos mais altos e próximos da história do Clube, mas o forte e elaborado discurso teórico do treinador, nem sempre conduziu a efeitos práticos dentro das quatro linhas, nomeadamente extramuros, onde se esperava maior ambição.
O plantel foi substancialmente reforçado, com o Belenenses a apostar em mais quantidade e mais qualidade, superando, em algumas aquisições, a concorrência de Sp. Braga, Boavista, Vitória de Guimarães e Académica. Contudo, notou-se uma excessiva preocupação em dotar o meio-campo e o ataque de mais recursos, o que foi conseguido, mas a defesa é algo parca em soluções, o que poderá acarretar alguns custos durante a temporada.
Tacticamente, Carlos Carvalhal deverá continuar a manter aposta no seu 4x4x2, normalmente desdobrável em 4x1x3x2 ou 4x1x2x1x2, embora alternado com um 4x3x3, o que não acontecia, com muita frequência a temporada passada. A polivalência de alguns jogadores, como Djurdjevic, José Pedro, Fábio Januário, Silas, Paulo Sérgio, Ahamada ou Pinheiro, poderá ser muito útil a Carvalhal, para alterar de sistema táctico sem fazer substituições.
Na baliza, Marco Aurélio, apesar dos seus 35 anos, continua a ser o 'Imperador' do Restelo, e a sua titularidade é incontestada. A defesa de 4 unidades, também não deve criar grandes dores de cabeça a Carvalhal, isto enquanto não houver castigos e lesões: Amaral e Vasco Faísca serão os laterais, com Sousa à espreita ; enquanto que Gaspar e Pelé deverão formar um eixo central coriáceo, com o jovem Rolando a surgir como alternativa a ambos.
No meio campo, as opções são vastas. Partindo de um esquema de 4 unidades no miolo, Rui Ferreira, à partida, deverá manter-se como titular como médio mais defensivo, embora conte com a concorrência forte de Sandro Gaúcho. Como médios interiores, que defendem e atacam, Pinheiro e Djurdjevic parecem levar alguma vantagem, embora sobretudo José Pedro tenha algo a dizer na luta por um lugar. Silas, pelas (boas) indicações dadas na pré-época, deverá assumir o papel de 'nº10'.
Na frente, Paulo Sérgio, mais solto, e Meyong, mais fixo, levam alguma vantagem sobre a concorrência, quando a aposta passar por um 4x4x2, ainda que Romeu possa ser utilizado em cunha com Meyong, se a aposta passar por dar mais músculo e agressividade ao sector mais avançado.
Se a aposta passar por um 4x3x3, tendo Djurdjevic a titular, Carvalhal poderá mandar avançar o sérvio para a ala esquerda do ataque, colocando Paulo Sérgio mais à direita e Meyong mais fixo no eixo, alterando a estrutura, sem fazer mexidas na equipa. Contudo, Hassan Ahamada à direita e Fábio Januário, sobretudo à esquerda, são opções também a ter em conta, sobretudo numa aposta inicial num 4x3x3.



Onze Base:


4x4x2: Marco Aurélio - Amaral, Gaspar, Pelé, Vasco Faísca - Rui Ferreira - Pinheiro, Djurdjevic (José Pedro) - Silas - Paulo Sérgio, Meyong.

4x3x3: Marco Aurélio - Amaral, Gaspar, Pelé, Vasco Faísca - Rui Ferreira - Pinheiro, Silas - Paulo Sérgio (Hassan Ahamada), Djurdjevic (Paulo Sérgio ou Fábio Januário) - Meyong.
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Luís Norton de Matos
sexta-feira, 19 agosto 2005

Luís Norton de Matos






DATA NASCIMENTO: 14 de Dezembro de 1953
NATURALIDADE: Lisboa
NO CLUBE DESDE: Junho de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Atlético (89), Selecção de Esperanças (adjunto, 1990), Barreirense (91-93), Sp. Espinho (93-95 e 01-02), Salgueiros (03, 03/04), Vitória Setúbal (05-...).



Análise Táctica


Estreante na SuperLiga, Luís Norton de Matos tem uma herança pesada: da equipa que brilhantemente venceu a Taça de Portugal a época passada, poucos são os resistentes, sobretudo do meio campo para a frente, o que obrigou a uma reconstrução do plantel, com a aposta em jogadores jovens e baratos, vindo das divisões secundárias do futebol português e francês, este último uma aposta de sempre do novo técnico.
Tacticamente, Norton de Matos não promete rupturas em relação ao passado. O seu esquema preferencial é o 4x2x3x1, o mais utilizado pelos sadinos a temporada passada, mas também o 4x5x1, desdobrável em 4x3x2x1 ou, mais episodicamente, em 4x3x1x2, nos jogos em que pretender dar mais consistência defensiva ao meio campo, com a polivalência dos jogadores a proporcionar a mudança de esquema, sem a necessidade de serem feitas alterações.
O sector defensivo é aquele que sofrerá menos alterações em relação à temporada passada: Marcelo Moretto, que Norton contratara há um ano para o Salgueiros, deverá manter-se como titular ; Auri e Veríssimo deverão formar a dupla de centrais, eles que habitualmente alternavam a titularidade ao lado de Hugo Alcântara ; Nandinho, apesar da concorrência do brasileiro Adauto, tem vantagem na lateral esquerda ; os reforços Janício e Madior N'Diaye disputam a vaga à direita, embora o último, por ter começado a temporada mais tarde, parta em desvantagem na disputa pela posição.
No meio campo defensivo, Ricardo Chaves é indiscutivel, e deverá ser acompanhado pelo reforço francês Dembelé, o escolhido para a sucessão de Sandro. São, curiosamente, dois jogadores polivalentes, já que tanto podem desempenhar funções de médio mais fixo como de médio volante. O possante Binho surge também como opção neste sector, já que é um jogador com características mais defensivas que os seus dois colegas. Assim, torna-se numa importante opção num meio campo de três unidades mais defensivas, ainda que a primeira passe, por certo, pela polivalência de Bruno Ribeiro, cujas características permitem que se desdobre entre uma posição interior e exterior pela esquerda.
No meio campo ofensivo, para além do acima citado Bruno Ribeiro, que desempenhará funções de ala esquerdo num esquema de 4x2x3x1, o francês Lacombe, aquisição de maior nome para a nova temporada, deverá assumir o papel de organizador de jogador, enquanto que os africanos Sougou - mais explosivo e adaptável às duas alas - e Tchomogo - mais experiente - disputarão a vaga no flanco direito. O croata Franja, também canhoto, é outra opção, para jogar como médio interior ou ala esquerdo, tratando-se de um jogador com capacidade para marcar lances de bola parada.
No ataque, Heitor e Fábio Hempel, dois velhos conhecidos de Norton de Matos no Salgueiros, disputam o lugar de avançado. O português, oriundo do Beira-Mar, tem a vantagem de ter realizado toda a pré-temporada, mas a maior qualidade do brasileiro, melhor marcador da Liga de Honra em 2003/04, deverá acabar por conduzi-lo à titularidade.
Num 4x5x1, desdobrável em 4x3x2x1 ou 4x3x1x2, o sistema defensivo manter-se-á inalterado, devendo Bruno Ribeiro integrar o sector intermediário juntando-se a Ricardo Chaves e Dembelé (ou Binho). Depois, Norton poderá optar por dois extremos abertos - Tchomogo e Sougou - nas costas de um avançado, ou retirar partido da polivalência de Lacombe, entre a esquerda e a posição '10', para depois lançar um dos extremos nas costas do avançado mais fixo, permitindo-lhe dois tipos de desdobramentos ofensivos: em 2x1 ou 1x2.



Onze Base:


4x2x3x1: Marcelo Moretto - Madior N'Diaye (Janício), Auri, Veríssimo, Nandinho - Dembelé (Binho), Ricardo Chaves - Sougou (Tchomogo), Lacombe, Bruno Ribeiro - Fábio Hempel (Heitor).

4x3x2x1: Marcelo Moretto - Madior N'Diaye (Janício), Auri, Veríssimo, Nandinho - Dembelé (Binho), Ricardo Chaves, Bruno Ribeiro - Sougou (Tchomogo), Lacombe (Sougou) - Fábio Hempel (Heitor).
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Luís Castro
sexta-feira, 19 agosto 2005

Luís Castro






DATA NASCIMENTO: 3 de Setembro de 1961
NATURALIDADE: Vila Real
NO CLUBE DESDE: Setembro de 2004.
CLUBES COMO TREINADOR: Recreio de Águeda (97-00), Mealhada (00-01), Estarreja (01-03), Sanjoanense (03-Set04), Penafiel (Set04-...).



Análise Táctica


Luís Castro terá sido, em 2004/05, a grande revelação do quadro de técnicos que passaram pela SuperLiga. Com trabalhos bastante razoáveis na 2ª e 3ªDivisão, poucos acreditariam que fosse capaz de dar a volta a um plantel gasto e onde as pretensas 'estrelas' não garantiam mais do que 25/30 minutos de futebol. Aos poucos, foi mexendo na estrutura, apostando nos jogadores que lhe davam mais garantias e surpreendeu pelo rigor e inteligência tácticas apresentadas, alternando esquemas consoante o estudo, muito pormenorizado, do adversário, que lhe valeu vários êxitos.
É certo que, algumas vezes, a 'manta' pareceu demasiado esticada, mas os números falam por si: apenas os cinco primeiros venceram mais vezes que o Penafiel (13 vitórias), que, apesar do rigor e de algumas estratégias marcadamente defensivas, empatou apenas em 4 ocasiões.
Acabada a temporada num muito honroso 11º lugar, com a manutenção a ser garantida atempadamente e sem sobressaltos, a formação penafidelense parte para a nova temporada com muita ambição, ainda que tenha perdido três peças muito importantes: o desequilibrador Wesley, que marcou claramente a diferença, e ainda Sidney e Clayton, que relançaram as suas carreiras na formação duriense, rumando a clubes 'europeus'. Substitui-los não é tarefa fácil, ainda que o plantel tenha, à partida, mais recursos do que a temporada passada, falta, no entanto, descobrir, quem é que é realmente capaz de fazer a diferença.
Tacticamente, Luís Castro não apresenta um sistema rígido, adaptando, muitas vezes, um esquema consoante as características do adversário ou as incidências do próprio jogo, o que o leva a adoptar estratégias que permitam, sem fazer substituições, modificar a táctica, maximizando a polivalência dos recursos que tem à sua disposição. Partindo, por exemplo, de um 4x4x2, desdobrável em 4x3x1x2 ou 4x2x2x2, Castro transforma o esquema, muitas vezes, em 4x2x3x1, outra forte hipótese de início, ou para um 3x5x2, desdobrável em 3x4x1x2, com um trinco a passar para 3º central, transformando os laterais em volantes.
Na baliza, apesar da contratação sonante do internacional brasileiro Carlos Germano, em acentuado declínio da carreira, parece ser o jovem brasileiro Vinícius Martinez, descoberto no Camacha, a principal opção para a baliza, posto que foi, em alguns jogos da temporada passada, o 'calcanhar de aquiles' dos durienses.
O sector defensivo, que mantém os principais jogadores da temporada passada, foi ainda reforçado com o experiente Sérgio Lomba e o jovem lateral esquerdo Pedro Araújo, formado nas escolas do Sporting. Odaír e Weligton parecem ser, à partida, as principais opções para o eixo central, ainda que Sérgio Lomba, pouco habituado ao banco dos suplentes, prometa dar muita luta por um lugar. À direita, Pedro Moreira, regressado após longa lesão, e Celso, curiosamente dois jogadores formados no clube, prometem acesa discussão pelo lugar. À esquerda, o francês Kelly Berville, um dos reforços de Inverno a temporada passada, deverá começar como titular, mas Pedro Araújo não lhe permitirá adormecimentos.
A meio campo as opções são muitas e permitem a Luís Castro diferentes abordagens ao jogo. Indiscutivel apenas é N'Doye, a 'estrela' do conjunto, que poderá desempenhar as funções de 2º trinco, volante ou médio interior esquerdo, mas também de extremo esquerdo, se o técnico optar por transformar o 4x4x2 em 4x2x3x1. Depois, para o meio campo defensivo são várias as opções: Nilton, Fernando Aguiar e Nuno Diogo, este último um central de origem, cujas características permitem a transformação do esquema de 4x4x2 ou 4x2x3x1 para 3x5x2, são opções válidas na luta por um ou dois lugares, consoante a táctica a utilizar, aos quais se juntam ainda os reforços Jorginho e Barrionuevo, jogadores experientes, mas cuja real valia, neste momento, é ainda uma incógnita. Depois ainda há Bruno Amaro, outro jogador formado em Penafiel, cuja polivalência permite-lhe desempenhar várias funções: 2º trinco, interior ou lateral direito, e que foi, em alguns jogos da pré-temporada testado como médio ofensivo, posição que poderá até vir a ocupar, tendo em conta a intermitência do francês Boronad e do sérvio-montenegrino Orahovac, os jogadores contratados para 'fazer esquecer' Wesley.
Para o ataque as soluções também são variadas, restando saber, contudo, se serão as melhores, já que o sector foi fortemente renovado. Com dois ou três avançados, certa é a titularidade do brasileiro Roberto, que soma trinta golos em duas épocas ao serviço dos durienses. A seu lado, e se a opção recair por um esquema de apenas dois avançados, poderá jogar Bibishkov, aquele que deverá ser o último reforço para a nova temporada, pois já existe um princípio de acordo entre Penafiel, Marítimo e o jogador, e que, face à qualidade revelada a época passada no Marítimo, terá sido uma aposta muito acertada de Luis Castro, ou então um dos extremos, opções mais consistentes quando a equipa jogar em 4x2x3x1, a sair do lote formado pelos intermitentes Jacques e Zé Rui, que procuram a afirmação definitiva na SuperLiga, e, sobretudo, do promissor Cristóvão, contratado à equipa B do FC Porto, que poderá ser uma das revelações da SuperLiga. Também nestas contas poderá entrar o possante Diallo, um senegalês com alguma experiência na 2ªDivisão francesa, que tanto pode actuar numa posição mais central, como a sair das alas para o meio.



Onze Base:


4x4x2: Vinicius (Carlos Germano) - Pedro Moreira (Celso), Odair (Sérgio Lomba), Weligton, Kelly Berville - Bruno Amaro (Jorginho), Nuno Diogo (Nilton ou Fernando Aguiar), N'Doye - Orahovac (Boronad ou Bruno Amaro) - Cristóvão (Bibishkov), Roberto.

4x2x3x1: Vinicius (Carlos Germano) - Pedro Moreira (Celso), Odair (Sérgio Lomba), Weligton, Kelly Berville - Jorginho (Nilton ou Nuno Diogo), N'Doye (Bruno Amaro) - Cristóvão (Jacques), Orahovac (Boronad ou Bruno Amaro), Zé Rui (N'Doye) - Roberto.
3x5x2: Vinicius (Carlos Germano) - Nuno Diogo (Sérgio Lomba), Odaír, Weligton - Pedro Moreira (Bruno Amaro), Jorginho (Nilton ou Fernando Aguiar), N'Doye, Kelly Berville - Orahovac (Boronad ou Bruno Amaro) - Cristóvão (Bibishkov), Roberto.
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Manuel Machado
sexta-feira, 19 agosto 2005

Manuel Machado






DATA NASCIMENTO: 4 de Dezembro de 1965
NATURALIDADE: Guimarães
NO CLUBE DESDE: Maio de 2005
CLUBES COMO TREINADOR: Vitória Guimarães (93), Vila Real (93-94), Vitória Guimarães (95-96), Desp. Fafe (98-00), Moreirense (00-04), Vitória Guimarães (04-05), Nacional (05-...).



Análise Táctica


Contratado ainda antes do final da época passada, Manuel Machado aceita o seu primeiro desafio fora do eixo vimaranense, para confirmar uma carreira em crescendo, já que depois de ter conduzido o Moreirense da 2ªB à SuperLiga, onde obteve um 12º e um 9º posto, regressou a Guimarães, para voltar a colocar o Vitória no mapa europeu. À partida, e tendo em conta as metas europeias traçadas pela Direcção presidida por Rui Alves, a tarefa não se antevê fácil, ainda por cima com um plantel fortemente remodelado, que, a uma semana do início da competição, sofreu ainda mais alterações, depois de uma pré-temporada que não terá deixado Manuel Machado satisfeito.
Assim, as expectativas são elevadas, ainda por cima sabendo-se que as suas equipas, por hábito, têm primeiros terços de campeonato fracos, para depois crescerem e obterem resultados que vão de encontro às metas traçadas inicialmente.
Tacticamente, ainda existem muitas indefinições, até pela chegada recente de reforços, que, ao que tudo indica, chegam para serem titulares. Contudo, não é novidade que Machado tem no 4x2x3x1 o seu esquema dilecto, já que é o sistema que vai de encontro à sua filosofia de jogo, construida de trás para a frente: solidificação de uma defesa e um meio-campo defensivo, que devem funcionar de forma compacta e rígida, para depois abrir espaço para a criatividade, a partir de um futebol apoiado. O 4x4x2, com um desdobramento ofensivo em losango, surge como principal alternativa, assim como o 3x5x2, esquema testado em algumas partidas da pré-época.
Na baliza, Hilário parece continuar a ser indiscutivel, apesar da concorrência do suiço Diego Benaglio, oriundo do Estugarda, onde alinhava pela formação B. A defesa de quatro unidades, deverá ter em Ricardo Fernandes, um velho conhecido do treinador, e Avalos o seu eixo central, com Fernando Cardozo, titular desde que chegou ao clube há ano e meio, a perder, em principio, essa condição. Nas laterais, os portugueses Patacas e Miguelito, um dos principais reforços para a nova época, parecem ter ganho a corrida a Luizinho e Alonso, ambos laterais mais ofensivos, mas sem tanta consistência defensiva, algo que Manuel Machado, por norma, não abdica.
A meio campo, e tendo em conta um sistema de 4x2x3x1, Chainho e Cléber Monteiro parecem levar alguma vantagem na luta pelos dois lugares mais defensivos, ainda que Bruno, que já trabalhara como o treinador no Moreirense, e Leandro Salino, campeão mineiro pelo Ipatinga, tal como o lateral Luizinho, tenham uma palavra na luta pela titularidade. Aliás, entre Bruno e Leandro Salino deverá sair também a escolha para ocupar o terceiro posto de meio campo num esquema de 4x4x2, já que Genalvo, com características mais defensivas, parece partir em clara desvantagem. Quanto ao posto de médio mais ofensivo, Alexandre Goulart foi o mais testado na posição durante a pré-temporada, mas não terá convencido totalmente Manuel Machado, que indicou a aquisição de um novo jogador para a função. Salino surge como outras opções para o posto.
No ataque, Alex Terra, contratado ao Fluminense, parece indiscutivel para uma das alas, já que tanto pode actuar à direita como à esquerda. Miguel Fidalgo, que esteve grande parte da pré-época lesionado, Ricardo Pateiro e Nuno Viveiros lutam pela outra posição, ainda que com a chegada de um puro '10', Alexandre Goulart volte a ser mais opção para as alas. Na frente do ataque, depois de dispensar Geufer, André Pinto ficou como única solução, daí que Manuel Machado tenha apostado na aquisição do internacional búlgaro Chilikov, que, após um período de adaptação, deverá tornar-se num indiscutivel.
Em 4x4x2, com a entrada de mais unidade para o meio-campo defensivo, Manuel Machado abdicará de um dos elementos do ataque, que deverá passar a ser formado por Alex Terra, mais solto, e Chilikov, mais fixo. O mesmo se passa no 3x5x2, com o reforço do sector defensivo com mais uma unidade (Cardozo ou Emerson), em detrimento do elemento de ataque. Esse esquema permite aos laterais, em situação ofensiva, transformarem-se praticamente em alas, ficando o meio campo com dois médios mais defensivos nas costas de um médio ofensivo.



Onze Base:


4x2x3x1: Hilário - Patacas, Ricardo Fernandes, Avalos, Miguelito - Chainho, Cléber Monteiro - Alexandre Goulart - Alex Terra, Ricardo Pateiro (Miguel Fidalgo) - Chilikov.

4x4x2 (desdobramento em losango): Hilário - Patacas, Ricardo Fernandes, Avalos, Miguelito - Cléber Monteiro - Chainho (Leandro Salino), Bruno (Chainho) - Alexandre Goulart - Alex Terra, Chilikov.
3x5x2 (desdobrável em 3x4x1): Hilário - Fernando Cardozo (Emerson), Ricardo Fernandes, Avalos - Patacas, Chainho, Cléber Monteiro, Miguelito - Alexandre Goulart - Alex Terra, Chilikov.
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Ulisses Morais
sexta-feira, 19 agosto 2005

Ulisses Morais






DATA NASCIMENTO: 22 de Novembro de 1959
NATURALIDADE: Santarém
NO CLUBE DESDE: Outubro de 2004.
CLUBES COMO TREINADOR: Naval, Dragões Sandinenses, Machico (00-Dez01), Estoril (Dez01-Ago04), Gil Vicente (Out04-...).



Análise Táctica


A aposta de Ulisses Morais, à semelhança do que já aconteceu a temporada passada, deverá centrar-se entre um 4x4x2, de meio campo bastante compacto, e um 4x3x3, sobretudo nos jogos em casa, com dois extremos bem abertos nas alas, no apoio a um ponta de lança mais fixo.
Na baliza a luta por um lugar será viva, já que o veterano Paulo Jorge e Jorge Baptista, homem da confiança do treinador, disputam a titularidade. A defesa, de quatro unidades, terá em Marcos António um indiscutivel no eixo central, com Rovérsio e Gregory Arnulin a disputarem o lugar ao lado do central brasileiro ainda contratualmente ligado ao FC Porto. Nas laterais, o reforço João Pedro, outro velho conhecido de Ulisses, tem lugar garantido à esquerda, sendo que o brasileiro Édson Mendes, depois de uma época parado devido a lesão, surge como forte possibilidade para a direita. Contudo, Bruno Tiago, Tonanha ou Rovérsio surgem como adaptações possíveis ao posto.
No meio campo, com um formato de quatro unidades, Braima parece levar vantagem como médio mais recuado. Elias, segundo trinco quando a equipa defende, e Robélio, um médio brasileiro criativo, são as soluções para jogarem como interiores, ainda que Gouveia e Bruno Tiago possam ter uma palavra a dizer. À falta de um puro 'dez', Luís Coentrão deverá assumir o papel de organizador de jogo ofensivo, sendo que Robélio poderá alternar nessa tarefa, em partidas em que Ulisses sinta a necessidade de reforçar defensivamente o miolo.
Na frente, Carlos Carneiro, goleador-mor a temporada passada, parece intocável. Ao seu lado, Nandinho, a sair das alas para o meio, ou Leandro Netto, mais fixo, são as duas principais alternativas, numa corrida em que Carlitos e Rodolfo Lima parecem partir mais atrasados. No entanto, ambos os jogadores serão alternativa, quando Ulisses optar por um 4x3x3, alargando a frente de ataque, abdicando, muito provavelmente, de um dos médios de construção: Robélio ou Luís Coentrão, permitindo à equipa um desdobramento em 4x2x1x2x1.



Onze Base:


4x4x2: Jorge Baptista (Paulo Jorge) - Édson Mendes, Rovérsio (Gregory Arnulin), Marcos António, João Pedro - Braima - Elias, Luis Coentrão, Robélio - Nandinho (Leandro Netto), Carlos Carneiro.

4x3x3: Jorge Baptista (Paulo Jorge) - Édson Mendes, Rovérsio (Gregory Arnulin), Marcos António, João Pedro - Elias, Braima - Robélio (Luís Coentrão) - Nandinho, Carlitos (Rodolfo Lima) - Carlos Carneiro.
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