rui malheiro

rui.malheiro@gmail.com

Nasci no Porto, em Setembro de 1976, mas cresci e vivi em Vila do Conde até 2000, o que faz de mim, com orgulho, vila-condense. Desde 2000 que me fixei em Braga, mantendo contacto com as origens e com Lisboa, onde passei grande parte do último ano. Foi em Vila do Conde, paredes meias com o mítico Estádio da Avenida, antigo campo do Rio Ave Futebol Clube, que nasceu a minha paixão pelo futebol, por influência do meu tio João Malheiro, na altura a iniciar carreira no jornalismo desportivo, facto que me permitiu acompanhar de perto o dia-a-dia do Rio Ave Futebol Clube, não só nos jogos dos diferentes escalões, como também os treinos. Por isso, posso dizer que cheguei a ver José Mário (Mourinho) jogar futebol, mas esse está longe de ser um momento marcante na minha infância futebolística - o Mundial de 1982, e sobretudo a selecção do Brasil que participou nessa competição ; a gloriosa campanha do Rio Ave na Taça de Portugal em 1983/84 ; a campanha portuguesa no Euro 1984 ; e o Benfica, de Eriksson, mas também de Bento, Fernando Chalana e Carlos Manuel, os meus jogadores dilectos dos anos 80, acicataram a minha paixão pelo futebol.

No meio de cadernetas de cromos, "Cadernos da Bola" e dos primeiros cadernos preenchidos com apontamentos futebolísticos fui crescendo e vibrando com o futebol estupendo de Diego Armando Maradona, com o calcanhar de Madjer em Viena e com as tácticas inovadoras do Ajax de Johan Cruyff, ou desiludindo-me com a selecção portuguesa pós-Saltillo, com as quedas do Rio Ave nas divisões secundárias e as duas finais europeias perdidas pelo Benfica.

É, pela altura da final europeia de 1990, que adquiro a minha primeira parabólica, e começo a ver, com frequência, futebol internacional, não descurando nunca o futebol português, em casa ou nos estádios, acompanhado por Duarte Sá, antigo "capitão" e treinador do Rio Ave, a minha principal referência a nível futebolístico, já que, com os seus enormes conhecimentos, muito me ensinou na leitura táctica dos jogos e na análise aos mesmos.

No Verão de 1993 acompanhei quase que diariamente os treinos do Rio Ave, e depois de uma conversa com José Rachão, na altura técnico do clube, fui convidado a trabalhar com a equipa técnica, tratando, numa primeira fase, da análise a eventuais reforços e da observação dos adversários. Aos 16 anos concretizava o sonho de trabalhar numa equipa de futebol, ainda por cima no meu clube de coração, onde desempenhei várias funções, trabalhando posteriormente com Quinito, que acompanhei também noutras aventuras, Henrique Calisto ou Carlos Brito, acima de tudo um amigo, com quem colaboro desde que iniciou a sua carreira como técnico. Ao longo do tempo fui trabalhando, de forma pontual ou a tempo inteiro, também com outros treinadores e clubes, destacando, entre estes, a passagem pela prospecção nacional e internacional do Boavista, em colaboração com João Freitas, responsável máximo pelo futebol, e que resultou, por exemplo, nas aquisições de Roland Linz, Kazmierczak ou Grzelak.

Em conjunto com a actividade no futebol participei também em dois projectos que considero extramamente interessantes: na elaboração da primeira base de dados portuguesa do antigo Championship Manager, mantendo-me, posteriormente, como colaborador ; e, finalmente, no blogue Terceiro Anel, que fundei, em Abril de 2002, e onde, em conjunto com vários amigos, pude concretizar outra das minhas paixões: a escrita sobre futebol, onde tenho como referências António Tadeia, João Malheiro, Vítor Pinto e Michael Robinson, num projecto que chegou ao topo da blogosfera portuguesa.

Em Fevereiro de 2005 iniciei um trabalho interminável: a elaboração de uma base de dados do futebol português desde as suas origens, com particular incidência no Campeonato Nacional da 1ªDivisão, actual Liga, mas sem esquecer as divisões secundárias e as outras competições do futebol português, como também as participações de equipas portuguesas em competições internacionais e as selecções nacionais em todos os escalões. Isto sem descurar o intenso trabalho de prospecção, que me leva a ver e a gravar em formato digital dezenas de jogos por semana do campeonato português, inglês, espanhol, italiano, alemão, francês, argentino, brasileiro, romeno, polaco, esloveno, grego, sérvio, búlgaro, marroquino, entre outros, e das mais diversas competições internacionais.

O ano de 2008 acabaria por trazer o mais apaixonante dos desafios: a construção de um Anuário do Futebol Mundial em português, projecto para o qual fui convidado pelo Paulo Sousa, um ídolo da minha adolescência. À estatística, comum aos dois almanaques internacionais mais conhecidos, decidimos juntar a táctica, a análise e a prospecção de jogadores, com o objectivo de enriquecer a obra, conferindo-lhe um carácter único, de forma a torná-la, acima de tudo, num objecto de consulta para quem gosta e vive o futebol. Depois de um intenso processo de planeamento e de escrita, concluído em Novembro de2008, a primeira edição do Anuário surgiu em Março de 2009, pela QuidNovi, devidamente actualizada com as inúmeras alterações do "Mercado de Inverno".

Apesar de não parecer, a minha vida não é apenas futebol. Os dias acabam por se tornar demasiado curtos, mas, por isso mesmo, durmo o menos possível. No centro estão a Paulina, a minha família e os meus amigos, a quem agradeço a compreensão por nem sempre poder estar presente ou disponível. Mas tento estar, (quase) sempre. E ainda há tempo, cada vez menos é verdade, para as minhas outras paixões: a música de um cariz mais alternativo, preferencialmente lo-fi, slow/sadcore, avant-fado, indie/dream pop, singer-songwriters, post-punk ; a escrita e a leitura: poesia, canções, beat, road ; a photografia ; o cinema português e urbano. Por fim, a maior sacrificada acaba por ser a Sociologia, pois tenho o curso por terminar por manifesta falta de tempo, depois de um percurso tergiversante e nada interessado pela Economia e Gestão, felizmente abandonado a dois degraus do fim.


BIBLIOGRAFIA:

- Anuário Futebol Mundial 2008/09, QuidNovi, Matosinhos / Lisboa, 2009.


NA IMPRENSA:

O "scout" do Bessa

«Em tempo de recessão, o Boavista volta a mostrar que tem uma estratégia... adequada à falta do dinheiro de outrora. Da mesma forma que para chegar ao título e garantir anos consecutivos a Liga dos Campeões foi preciso dominar muito, os axadrezados procuram agora refinar-se numa área que nem todos os clubes portugueses exploram. Falo do "scouting", que o FC Porto vai apostar forte para potenciar a formação e não esbanjar dinheiro em brasileiros sem qualidade. O Boavista, não tendo os recursos do vizinho, está a trabalhar esta área com discrição. É assim que se percebe, por exemplo, como Linz virou pantera. Se o director-executivo foi elogiado pela sagacidade nas negociações, é a Rui Malheiro que devem ser entregues os créditos da descoberta. Não tendo em rigor a definição de "scout", tem olho para a pesquisa e os outros já o têm... debaixo de olho».

JORNAL RECORD - OUTUBRO 2006



REPOR TV (SPORT TV) - OUTUBRO 2001



CARLSBERG CUP SHOW (RTP1) - FEVEREIRO 2008


PLAYMAKER

SÓ FUTEBOL

Frase
'quando estás a ganhar por 4-0 a 10 minutos do fim, o melhor é mandar a bola um par de vezes ao poste para que o público grite 'ooooh'. não há som como o da bola a bater com força no poste': Johan Cruijff.

Clube(s) Preferido(s)
Rio Ave e Benfica.

Referências
Fernando Chalana, Carlos Manuel e Paulo Sousa (jogadores) ; Johan Cruijff, Duarte Sá, Quinito, Carlos Brito e Carlos Manuel (treinadores) ; António Tadeia, João Malheiro, Vítor Pinto, Michael Robinson (jornalistas) ; o Brasil de 1982, o Benfica da primeira metade da década de 80 e o Barcelona de Cruijff (equipas).

Esquema Táctico
3-3-4 e 3-4-3.

Estádio
Estádio da Avenida, o antigo do Rio Ave ; White Hart Lane.

Memórias
Itália-Brasil (Mundial 82), Benfica-Liverpool (83/84), Tottenham Hotspur-Anderlecht (83/84), FC Porto-Rio Ave (final da Taça 84), Portugal-França (Euro 84), Alemanha-Portugal (85), FC Porto - Bayern München (86/87), Bayer Leverkusen-Benfica (93/94), Roménia-Argentina (Mundial 94), Rio Ave-Benfica (97/98), Holanda-Argentina (Mundial 98), Portugal-Inglaterra (Euro 2000), Rio Ave-Sporting (03/04), Portugal-Inglaterra (Euro 2004).

Onze de Sempre (Nacional)
Manuel Bento - Ricardo Carvalho, Humberto Coelho, Fernando Couto - Carlos Manuel, Paulo Sousa, Rui Costa - Paulo Futre, Diamantino Miranda, Fernando Chalana - Rui Jordão.

Onze de Sempre (Internacional)
Rinat Dasaev - Ronald Koeman, Ricardo Gomes, Paolo Maldini - Frank Rijkaard, Fernando Redondo, Paulo Roberto Falcão - Zico, Diego Maradona, Gheorge Hagi - Romário.
(+ Alessandro Nesta, Júnior, Clarence Seedorf, Edgar Davids, Paul Gascoigne, Pavel Nedved, Sócrates, Ruud Gullit, Oleg Blokhine, Jürgen Klinsmann, Marco van Basten).